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sábado, 31 de julho de 2010

ACABA O FESTIVAL DE DANÇA

Hoje encerra-se o 28 Festival de Dança de Joinville, com a Noite dos Campeões. Os vencedores de cada categoria voltam ao palco do Centreventos, apresentando o melhor do que foi mostrado durante todo o evento.
Quem está muito prosa é a minha amiga Mary, escritora e colega cronista em A Notícia, que tem a sua neta participando do Festival. E ela estará, hoje, na noite dos campeões, pois o grupo dela tirou o primeiro lugar na categoria. A avó não cabe em si de tanto orgulho. E não pode ser diferente. Minha filha Daniela, bailarina, este ano não participou. Fomos só assisitir.
A Capital da Dança volta ao seu ritmo normal e nós começamos a esperar a edição do ano que vem.

CIDADE EM MOVIMENTO

Luiz Carlos Amorim

Dança, Joinville,
dança
e balança meu coração
ávido de emoção...

Rodopia, sapatilha,
impulsiona esses pés
a comandar corpo alado
de mil bailarinas flor.

Dança, Joinville,dança
e embala a minha alma
a vibrar extasiada
por toda esta cidade.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O LIVRO, HOJE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E a discussão sobre a substituição do livro tradicional, de papel, pelo livro eletrônico, ganhou força, há duas semanas, com o anúncio de que a Amazon, maior vendedora de livros pela internet dos Estados Unidos, vendeu mais e-books do que livros de capa dura nos últimos meses.Não duvido, pois o Kindle, leitor de livros eletrônicos pioneiro e mais popular é da Amazon, é o mais vendido atualmente. A loja vende os livros digitais para o Kindle, mas eles também podem ser lidos no novo leitor multimídia da Aplle, o I-pad. No entanto, precisamos levar em consideração que aquela loja, a Aplle, edita e vende livros digitais, além do livro comum, é o seu forte. Enquanto o resto do mundo vende os livros impressos, tradicionais, tão nossos conhecidos.
Então a percentagem de vendas divulgada se refere a centro de venda específico, sem levar em conta a venda dos livros físicos em todas as outras livrarias tradicionais pelo mundo, que talvez não sejam tantas quanto desejaríamos, mas são em grande número. E é só olhar as relações de livros mais vendidos nas grandes revistas semanais e nos jornais em vários países para ver que a venda dos livros de papel estão num crescendo.
De maneira que todo aquele que tem um leitor eletrônico nos Estados Unidos e em vários outros países compram o livro digital na Amazon. O que não tira o mérito das vendas de livro eletrônico, mas não significa que o livro de capa dura, manuseável, folheável, vai sumir. Ele tem vendido cada vez mais.
Com a notícia, voltaram as previsões que vaticinam o fim do livro como o conhecíamos até agora. Há quem dê apenas mais dez anos para que apenas vinte e cinco por cento dos livros publicados sejam impressos em papel. Penso que a venda de leitores de livros eletrônicos pode continuar crescendo e com isso a venda de e-books também, mas não dou prazo tão curto para que o consumo dele se equipare ao livro de papel. Como já disse, eles deverão conviver harmonicamente. Até porque não há, como já disse, o livro eletrônico disponível em qualquer livraria. As editoras, a não ser a Amazon, a Apple e outras poucas, ainda não estão publicando na versão eletrônica os livros que são publicados em papel. E não sabemos quando acontecerá a equiparação das duas versões, apesar de já se estar pensando nela.
É certo que o e-book é mais barato do que o livro impresso, pois é apenas um arquivo para ser lido em aparelhos como o Kindle ou I-pad ou outro leitor, e o preço desses leitores pode até ser mais barato lá fora do que aqui no Brasil, mas não é tão barato que qualquer um possa comprá-los.
E sempre haverá quem prefira o livro físico, com volume, com cheiro, com textura, sem a necessidade de qualquer aparelho para lê-lo, sem necessidade de qualquer energia a não ser a luz e a nossa vontade de ler.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A MAGIA DA DANÇA

MAGIA

Luiz Carlos Amorim

A música,
poesia do som,
embala a emoção,
aguça os sentidos,
transborda o coração,
explode por todos os poros
e faz-se movimento,
dança e enlevo...
A magia do corpo,
na ponta dos pés,
esparramando poesia...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

EU E OS JACATIRÕES

Recebi um texto de um amigo escritor de Joinville, e como pedi a ele para usar a crônica como prefácio em uma próxima edição do meu novo livro "Terra: Planeta em extinção", vou transcrevê-lo abaixo. O livro faz parte da coleção Letra Viva, publicada em comemoração ao trigésimo aniversário do Grupo Literário A ILHA e Jurandir também faz parte, assim como Célia e Mary.

JACATIRÕES CULTURAIS

Jurandir Schmidt

Cícero, o mais eloquente dos oradores romanos, ditou este conceito: “O estudo e a contemplação da natureza, é o alimento natural da inteligência e do coração”.
Eloquente, também é o meu amigo Luiz Carlos Amorim, embora redigir seja o seu maior campo de trabalho. Existem homônimos, mas este é natural de Corupá, uma bela cidade catarinense de natureza exuberante e destacada por suas grutas e cachoeiras. Formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Joinville, contabiliza um intenso período literário e educacional, tendo vários livros publicados e com participações em antologias nacionais e estrangeiras, possuindo ainda trabalhos em jornais, revistas e portais da internet.
Por saber que a natureza é uma imensa formação artística vegetal, ela tem forte influência em suas redações e uma de suas obras preferidas é o jacatirão (Tibouchina mutabilis), também denominada de manacá-da-serra. Seu florescer espetacular que inicia branco, no segundo dia fica lilás e no terceiro violáceo, desperta o ontem, o hoje e o amanhã deste meu amigo, revelando a saudade, a realidade e a esperança de seus sentimentos. Sabendo mostrar e valorizar os momentos de vida, o jacatirão registrou-se em sua mente e de imediato enraizou-se até o coração, sobrevivendo mesmo quando a temporada floral dá lugar a outras espécies. Parece que ele enxerga em cada pétala uma letra, em cada flor uma palavra e em cada ramo uma sentença, como um livro aberto de páginas oscilantes.
Viajar pela cultura do país é uma de suas necessidades e quando os caminhos estão ladeados de jacatirões, a felicidade é ainda maior. Esta árvore não apresenta raízes agressivas, permitindo seu plantio em diversos espaços, possuindo as mesmas estruturas das palavras do meu amigo: não são agressivas e podem ser lidas e utilizadas sem qualquer restrição.
Para muitas pessoas, o aprendizado termina quando recebe os méritos de alguma realização pessoal, muitas vezes sem a análise dos resultados finais. Para o Amorim, as realizações são apenas o início para outros estudos e aprendizado, que se renovam tal qual a floração do jacatirão e de outras plantas. Muitas delas estão perto do seu convívio familiar, em um jardim ecologicamente correto, onde desfruta do ensinamento de cada vegetal ali cultivado. Nunca dispensa o professorado da natureza e nem dela se utiliza descontroladamente, pois aprendeu que ela não se produz exclusivamente à vontade de seus discípulos.
Assim, meu amigo vai subsistindo aos dias, escrevendo pelos caminhos seus ideais cultivados, preservados, observados e sempre focados na liberdade de expressão. Sempre desejou solos férteis e com menos obstáculos para as pessoas trilharem, preferencialmente, repletos de jacatirões floridos, independente das cores apresentadas e dos sentimentos despertados.

terça-feira, 27 de julho de 2010

BOLSHOI NO FESTIVAL DE DANÇA

O Festival de Dança de Joinville continua. Ontem foi a vez do Balé Bolshoi, que apresentou Giselle e hoje é dia de balé clássico e danças populares. Santa Catarina traz o maior número de apresentações na segunda categoria, danças populares. E Joinville é a capital da dança até o final deste mês.


ASAS

Luiz Carlos Amorim

Esse alçar vôo
no compasso da emoção,
como se os pés
e os braços
fossem asas
ao sabor do som,
a música que embala
e impulsiona,
enlevo e encanto...
Dançam meus olhos,

bailarinos trôpegos,
ávidos de movimento,
de beleza e luz,
de eternizar a arte
divina e imortal
na ponta dess es pés...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A DANÇA E O FESTIVAL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Como já havia anunciado, estive em Joinville no final de semana e vi o festival de dança nas ruas, nos shoppings e no palco do Centreventos. A programação de todos os dias tem sido muito boa, mas a do domingo, particularmente, estava ótima: clássico e jazz.
O que me chamou a atenção, além da beleza da dança, foi o local onde é apresentada a mostra competitiva, o Centreventos Cau Hansen. A inclinação das cadeiras não é suficiente, de maneira que o espectador que não está nas arquibancadas precisa ficar esticando o pescoço para não perder nada, pois as cabeças dos que estão nas filas em frente podem obstruir o espetáculo que está rolando no palco. Além disso, alguns espectadores, apesar de ser anunciado, antes de começar a primeira e a segunda parte do espetáculo, que não é permitido fotografar ou filmar, colocam a filmadora acima da cabeça e então quem está atrás não consegue ver nada. Falta educação e desconfiômetro.
Acontece que o Centreventos foi construído especialmente para abrigar o Festival de Dança. Por que então, ainda hoje, a platéia senta em cadeiras de plástico, que não tem a inclinação necessária, como um teatro de verdade? Claro, vão me responder que o Centreventos não é apenas um teatro, é quase um anfiteatro, não serve apenas para abrigar o Festival de Dança ou outros espetáculos, serve para esportes, também.
Ora, o local teria sido feito para que o Festival de Dança tivesse um local apropriado para ser apresentado. Por que não foi construído adequadamente?
Que se fizesse um ginásio anexo, pois há muito espaço, mas preferiram economizar, tentando colocar todo e qualquer evento no mesmo lugar. E, cá pra nós, não me lembro de ter visto alguma notícia de realização de evento de esporte naquele local.
Já ouvi falar que Joinville pretende construir um novo teatro para o Festival, que o Centreventos já está ficando pequeno. Primeiro, o Centreventos não é pequeno, a verdade é que não é apropriado. Segundo, esperemos que, se construírem um novo teatro para o Festival, que ele seja construído dentro das especificações mínimas necessárias para um bom teatro.
Em tempo: no Centreventos existe um teatro, de capacidade menor, o Juarez Machado.

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CAIXINHA DE MÚSICA

Luiz Carlos Amorim

Qual grande caixa de música,
a cidade, de sons e cores,
é, também,um grande palco:
a emoção, bailarina,
vibra dentro de todos
e a música é poesia
na ponta das sapatilhas...

domingo, 25 de julho de 2010

HOJE É DIA DO ESCRITOR

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

E o escritor também tem o seu dia. Esse artista solitário, cujo trabalho é registrar a trajetória do ser humano no nosso planeta, seja na ficção ou na não ficção. O escritor é aquele que, em verso ou prosa, localiza o homem no espaço e no tempo, com seus costumes, sua cosmovisão, seu habitat, seus sentimentos e emoções, suas vitórias e derrotas, seu caminho pela vida.
Minha homenagem, hoje, a todos os escritores, sejam famosos ou não, tenham publicado livros ou não, livros tradicionais, de papel, ou eletrônicos. Sabemos que, mais do que nunca, surgem escritores novos, mas o mercado editorial absorve muito poucos deles, pois livro é um produto para as editoras e um produto tem que vender. Elas arriscam pouco nos novos.
A internet veio para se transformar no veículo mais democrático que pode existir, para os novos autores, pois todos podem usá-la como vitrine, colocando lá a sua obra. É claro que só os que tiverem algum talento ficarão visíveis, mas a verdade é que o espaço está lá e é de todos.
A concorrência é grande, o número de escritores é cada vez maior, mas o número de leitores ainda não é o que seria desejável. O Brasil ainda é um país que lê pouco. Temos poucas livrarias, o preço do livro ainda é muito alto e a escola não tem, no seu conteúdo programático, espaço delimitado ou suficiente para incentivar o hábito da leitura nos nossos leitores em formação.
Neste dia do escritor, conclamo todos eles para que nos unamos, e nós todos, cada um, procuremos ir a uma ou mais escolas, aquela perto de casa, por exemplo, para procurar mostrar lá a nossa obra, divulgando a literatura como um todo e incentivando a leitura.
E há que exijamos, também, a melhoria da educação em nosso país, pois o fato de termos uma sistemática de ensino de melhor qualidade implicará em estudantes mais propensos a gostarem de ler.

sábado, 24 de julho de 2010

NA PONTA DOS PÉS

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Continua o Festival de Dança de Joinville. Hoje tem balé clássico e danças populares. Amanhã tem balé clássico de repertório e jazz. Hoje é o encerramento do 3º Concurso de Dança de Salão, que faz parte do festival e já começou anteontem. Joinville está fervendo.

NA PONTA DOS PÉS

Luiz Carlos Amorim

Jogo meus sentidos
ao longo do corpo
e na ponta dos pés
dessa gente esguia
que se lança no ar.

E meu coração
é uma orquestra
no ritmo da emoção.

E eu canto
a poesia em movimento
e eu danço a canção
que a silhueta escreve...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

CAPITAL DA DANÇA


Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Hoje é o segundo dia do 28º Festival Nacional de Dança de Joinville e o primeiro dia da mostra competitiva. Ontem, foi a abertura, com o show de Cláudia Raia, que fez retumbante sucesso.
Nesta noite, são apresentadas a dança de rua e dança contemporânea.
No final do mês de julho, todos os caminhos levam a Joinville, a capital da dança.

CIDADE EM MOVIMENTO

Luiz Carlos Amorim

Dança, Joinville,dança
e balança meu coração
ávido de emoção...
Rodopia, sapatilha,
impulsiona esses pés
a comandar corpo alado
de mil bailarinas flor.

Dança, Joinville,dança
e embala a minha alma
a vibrar extasiada
por toda esta cidade.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

COMEÇA O FESTIVAL DE DANÇA

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Hoje começa o Festival Nacional de Dança de Joinville, com o espetáculo musical "Pernas pro Ar", com Cláudia Raia. É a 28ª edição do festival, já consagrado mundialmente, e é a primeira vez que acolhe um musical, espetáculo de teatro que não foi feito, inicialmente, para este tipo de evento. É uma boa mudança.
Mas o Festival está de volta, ao palco oficial de Centreventos e aos muitos palcos distribuídos por toda a cidade, em shoppings centers, escolas, fábricas, hospitais, praças, etc. Por dez dias, de novo a música e a dança estarão presentes por toda Joinville, encantando os joinvillenses e amantes da dança de todo o Brasil, que acorrem à cidade, neste julho frio e úmido, e até gente de outros países.
Então eu presto a minha homenagem aos tantos dançarinos que vieram à cidade da dança:

ASAS

Luiz Carlos Amorim

Esse alçar vôo
no compasso da emoção,
como se os pés
e os braços
fossem asas
ao sabor do som,
a música que embala
e impulsiona,
enlevo e encanto...

Dançam meus olhos,
bailarinos trôpegos,
ávidos de movimento,
de beleza e luz,
de eternizar a arte
divina e imortal
na ponta dess es pés...

terça-feira, 20 de julho de 2010

CAMPANHA PARA PRESIDENTE

Por Luiz Carlos Amorim – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O presidente Lula está em final de mandato e, ao invés de se preocupar em resolver problemas como a falência da saúde, da educação e da segurança brasileiras, que não foram resolvidos durante os oito anos de “governo”, enveredou pela campanha, deveras edificante, contra a palmada. Vai ver que deram muita “palmada” nele e ele ficou assim, metido a esperto quando é para parecer inteligente.
Ou então, de repente, dedica seu empenho total à preparação da copa de 2014, quando até aqui, como governante que deveria apoiar um grande evento privado como o Mundial, não havia feito nada para que as obras ao menos tivessem começado. Por que será que deixaram as obras atrasarem e, de repente, baixa-se uma medida provisória para dispensar licitação das construções e reformas necessárias à copa em várias capitais brasileiras? Coincidência, não é? Benevolência?
Nós, que vamos pagar a conta, já pensamos que os rios de dinheiro que correrão para fora dos cofres públicos serão maiores do que tínhamos imaginado? Sem licitações, o trem da alegria começa onde terminam os atrasos. E os impostos que pagamos é que cobrem tudo.
Campanha cara, essa da candidata do presidente. Feita às custas de promessas de obras e destinação de recursos para aeroportos, estádios, etc., para ganhar votos para dona Dilma.
Deixaram tudo quieto para usar a liberação de “fundos” na véspera da eleição, para angariar votos para a candidata que está usando descaradamente a máquina do governo para chegar ao poder.
Isto é Brasil. Mais uma vez, precisamos nos lembrar dessas “coisinhas” quando formos votar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O DESEMPENHO DAS ESCOLAS PÚBLICAS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Eu estava querendo falar dos exames que o governo faz com estudantes do ensino fundamental e de segundo grau para avaliar as escolas – na verdade avaliar a quantas anda a educação no Brasil – mas agora que saiu o resultado do Enem, vou mudar um pouco o foco.
A minha intenção, quando saiu o resultado, há pouco tempo, também, do exame dos alunos de primeiro grau, era comentar sobre as escolas municipais que assistem crianças dos primeiros anos do ensino fundamental, como a Hans Dieter Schmidt, de Joinville, que foi bem avaliada no último exame. Essa escola, como outras daquele município, sempre foram muito boas. Sei disso porque minhas filhas estudaram até o pré, na Hans Dieter, e tiveram um aproveitamento excelente. As professoras sempre foram muito dedicadas e competentes, apesar de não ganharem salários dos melhores. Aliás, quando fiz a faculdade, também via minhas colegas se dedicarem ao máximo, mesmo enquanto estudavam, para dar o máximo aos seus alunos.
Então saiu o resultado do Enem e as notas denunciaram, de novo, o baixo nível das escolas públicas, principalmente as estaduais. E este é o resultado natural, quando nossos governantes não investem na educação, assim como também não investem na saúde, nem na segurança. E então aparecem pedagogos, “educadores”, diretores disto e daquilo, dando desculpas esfarrapadas para as baixas notas das escolas públicas: “as escolas particulares tem melhores notas porque focam no vestibular.” Ora, as escolas têm que focar no ensino de boa qualidade, na educação. “Os alunos das escolas públicas são pobres, por isso não aprendem como os alunos das escolas particulares, que são de famílias com melhor poder aquisitivo.” Também não é desculpa, pois a escola deve priorizar o aprendizado do aluno, não a sua classe social.
A verdade é que os estados e municípios, os nossos governantes precisam pagar melhor nossos professores, para que eles não precisem dar aulas em duas ou três escolas e, por causa disso, não desempenhar bem a sua profissão em nenhuma delas. Prefessor é uma profissão essencial, que deve ser bem remunerada, porque prepara os adultos que vão estar à frente dos destinos de nosso país amanhã. Por isso devem ser qualificados e capacitados, e devem ser bem pagos para exercitarem seu papel de educadores com a maior eficiência.
Tenho visto o resultado do trabalho de professoras como Luciane S. Dalagnoli, da Escola Básica Plácido Xavier Vieira e de Marisa Schiochet, da Escola de Educação Básica Dr. Jorge Lacerda e do CAIC Professor Mariano Costa. Então sei o que a dedicação, a criatividade e a determinação podem fazer com essa nossa juventude que está florescendo, sei a educação de qualidade que pode ser exercitada, embora essas professoras não ganhem o que merecem.
Então não me venham dar desculpas bobas para o mau desempenho dos estudantes. O MEC andou mudando o sistema de alfabetização, por exemplo, na década passada, saindo de um sistema que sempre funcionou para um que até hoje é duvidoso. Há criança no terceiro, no quarto ano que ainda não sabe ler e escrever. Ao invés de dar subsídio ao professor para melhorar a educação, complica ainda mais. Ao invés de capacitar os professores, muda o sistema para colocar mais obstáculos para que se cheque a um bom resultado.
O Brasil precisa cuidar melhor da educação. Nossa educação está cada vez pior, mas não é culpa dos professores. Tínhamos esperança que a atenção para a educação melhoraria com o seu Lula, mas não foi o que aconteceu. Precisamos exigir de nossos políticos mais ações e mais investimentos no sentido de estudar com mais carinho nosso sistema de ensino e a forma de pagar nossos professores.

domingo, 18 de julho de 2010

DOIS CORAÇÕES NO PEITO

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Passeio pelo blog da minha amiga Regina Rozembaum e leio o post "A Tequinologia do abraço, por um matuto mineiro". Tive que comentar, e disse a ela: que coisa mais linda e mais verdadeira! Por que será que as coisas ditas da maneira mais simples e sincera são as mais verdadeiras? Cá para nós, as pessoas humildes são as que dizem as coisas mais sábias.Você iluminou minha tarde sem sol e aqueceu meu coração nesse dia tão frio.
Então peço licença a Regina para transcrever o texto, de autor desconhecido:

"O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia:
- É... das invenção dos homi, a que mais tem sintido é o abraço. O abraço num tem jeito di um só aproveitá!
Tudo quanto é gente, no abraço, participa uma beradinha....
Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia...
Quandu ocê tá cum muita reiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum reiva.....
Si ocê tá feliz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim da sua alegria...
Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém...
Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê purquê qui é, qui o abraço tem tanta tequilonogia, mas ninguém inda discubriu...
Mas, iêu sei! Foi um ispirto bão de Deus qui mi contô..... iêu vô contá procêis u qui foi quel mi falô: O abraço é bão pur causa do Coração...
Quandu ocê abraça arguém, fais massarge no coração!...
i o coração do ôtro é massargiado tamém!
Mas num é só isso, não... Aqui tá a chave do maió segredo de tudo:
É qui, quandu nois abraça arguém, nóis fica cum dois coração no peito!...
INTONCE...
UM ABRAÇU PRÔ CÊ!"

Não é maravilhoso? "Quando nós abraçamos alguém, ficamos com dois corações no peito!" Nunca ninguém havia dito isso. Você já havia pensado nisso?

sábado, 17 de julho de 2010

IPÊS ROXOS E AMARELOS


Por Luiz Carlos Amorim – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E os ipês roxos estão florescendo espetacularmente. Ainda ontem, ao passar por uma praça, vi uma gari varrendo o chão que estava coberto de flores roxas, um tapete colorido que se estendia aos nossos pés. Vi também, ao caminhar hoje pela minha rua, um belo ipê amarelo desabrochando seus milhares de botões. Se o tempo melhorar e as flores não caírem antes do tempo com o peso da água da chuva, amanhã teremos um sol a mais na nossa rua.
Eu não costumava lhe prestar atenção, mas parece que este ano há mais daquelas flores roxas do que amarelas. Talvez pelos desencontros das estações.
Ultimamente, quando saio para caminhar, tenho notado vários deles pelas ruas onde passo e vi os tapetes coloridos que eles espalham pelos nossos caminhos. E desejei que nós, homens, cuidássemos mais da natureza, do meio ambiente, daqui por diante, para que essas árvores maravilhosas não deixem de espalhar cores pela nossa vida.
Para que nossos netos possam ver e mostrar aos seus filhos e netos as floradas esplendorosas de ipês amarelos, roxos, rosa e brancos. Como eu os posso ver hoje. Para que eles possam ter o sol ao alcance da mão, flores douradas a resplandescer luz e cor.
Para que possam sentir a força da natureza, que se não a agredirmos, ela tem belezas incomensuráveis a nos oferecer. Como as flores dos ipês, do jacatirão nativo e do manacá-da-serra e de tantas outras árvores floríferas.
Sou fascinado por árvores floridas, mas tenho medo, na verdade, de me apegar a elas, como dizia outro dia à Urda, escritora de Blumenau, pois minha amiga árvore, que conheci aqui em São José (eu não lhe sabia o nome, mas poderia ser um ipê rosa ou uma paineira) florescia lindamente todo ano e eu a via da janela do meu apartamento. Aí foram construindo mais um andar, outro mais, entre a minha janela e ela, e eu já não podia vê-la mais. Então mudei, mas quando ela florescia eu voltava para vê-la. Um dia, ao ir visitá-la, encontrei apenas um cepo no chão. Então tenho um pouco de receio de me apaixonar por elas, tornar-me amigo delas, pois de repente, sem mais nem menos, alguém pode tirá-las de mim.
Mas não posso deixar de admirar-lhes a beleza e me encantar com as suas cores que transbordam meus olhos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A FACHADA DO BRASIL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Tenho ouvido as declarações do nosso presidente sobre alguns assuntos atuais, como o atraso das obras para a copa de 2014, sobre o pré-sal e outros, na mídia, e fico cada vez mais surpreso de constatar como ele é inteligente, sutil, sóbrio, um gênio. Como é que deixam ele falar de improviso?
Com uma empáfia de quem está criando grandes máximas, ele fala como um peão, como uma pessoa com um mínimo de instrução. Por que será, não é? E pensar que votei nessa criatura, no primeiro mandato.
O país está sucumbindo, com a educação cada vez pior, sem segurança, com a saúde falida, mas para ele o Brasil está ótimo ,nunca esteve tão bem, tanto que agora está preocupado com as palmadas nas crianças brasileiras, tão educadas com o ótimo sistema de ensino que mudou, no governo dele para muito, muito, muito melhor. Nunca houve tanta corrupção e impunidade como neste governo, mas o presidente está convicto de que tudo vai de vento em popa. Ele tem se aproximado dos piores líderes pelo mundo e acha que isso é uma grande coisa.
O que esse senhor tem tido é sorte, porque o povo brasileiro é um povo trabalhador e guerreiro e tem carregado o país nas costas, apesar do fato de que são os políticos que dão o pior exemplo. São eles que se apropriam do dinheiro público, que é composto da enorme carga de impostos que pagamos, apesar de ganharem imensos salários, totalmente fora da realidade de nosso país, e uma quantidade enorme de privilégios.
Está na hora de pensarmos melhor quando votarmos. Escolher melhor, analisar melhor cada candidato, saber da sua ficha. E se não houver em quem votar, anular o voto, pois é a única maneira de mostrar que não estamos satisfeitos com o que está acontecendo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A LITERATURA E O CONTESTADO

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Eu já tinha lido “Geração do Deserto”, de Guido Wilmar Sassi, que retrata com força e autenticidade a Guerra do Contestado, uma réplica de Canudos que a história do Brasil insiste em ignorar. Existem outros livros sobre o tema, mas quando me caiu nas mãos “O Bruxo do Contestado”, de Godofredo de Oliveira Neto, também catarinense, como Guido, pensei que fosse uma nova visão, uma visão por outro ângulo daquela guerra já tão bem contada e me interessei. Até porque na contracapa do livro estava escrito que “O Bruxo do Contestado resgata definitivamente essa página da história...”. Mas comecei a leitura do referido livro e não encontrei nada da saga do Contestado – nem a disputa pela fronteira entre Paraná e Santa Catarina, nem o fanatismo dos pequenos, agarrando-se à religião, ao misticismo e à esperança de encontrar um mundo de fartura e justiça, nem a exploração destes pelos patrões e poderosos. Pelo menos não na intensidade com que essas coisas aconteceram no Contestado.
Encontrei, sim, a história de um homem da geração pós-Contestado, visionário, louco mesmo, que viveu a sua vida esperando um novo Contestado que não viria. Esse homem, Gerd, teve uma filha retardada, razão pela qual sua esposa não quis correr o risco de ter outra criança excepcional. E por isso ele achava que a esposa o traía e a filha não era sua, o que o enlouquecia ainda mais.
A história é boa e poderia ser apreciada por ela mesma, se não acenasse no título, principalmente, e na contracapa do livro com a promessa de recontar a Guerra do Contestado. “O Bruxo do Contestado”, ao apenas citar o Contestado como acontecimento passado, usando isso como um tênue e opaco pano de fundo, valoriza enormemente a obra de Guido Wilmar Sassi e faz pensar no porquê da falta de reconhecimento maior de um livro como “Geração do Deserto”, não só pelo tema, mas também pelas qualidades inquestionáveis de um escritor com estilo e técnica definidos. O livro de Guido foi publicado em 1964 e foi transformado em filme em 1971, por Sylvio Back, com o título de “A Guerra dos Pelados”. Talvez o fato de haver sido mudado o título na versão de “Geração do Deserto” para a tela, a obra originária e o autor não desfrutaram da popularidade que o cinema dá, apesar dos créditos.
“Geração do Deserto” resgata a verdade, é um livro que se constitui, inequivocamente, num documento histórico do conflito messiânico liderado pelo monge José Maria no oeste de Santa Catarina. Guido Wilmar Sassi reconstitui, no seu romance, fatos que a história política do estado e do país queriam que permanecesse esquecidos. Ele recriou, numa obra de ficção que espelha a realidade, respeitando fatos e personagens, espaço e tempo, todo o desenrolar da Guerra do Contestado, a partir de pesquisa apurada e consistente, junto a pessoas que participaram das lutas, esmiuçando arquivos com os poucos registros que havia, confrontando anotações com outros pesquisadores.
O livro mostra bem como o ser humano que não tem o que esperar de uma sociedade injusta, que é vítima da exploração de patrões, políticos poderosos e empresas multinacionais, procura se agarrar a qualquer coisa que lhe dê esperança, seja religião, mito ou misticismo. E luta por uma terra prometida, próspera e justa, chegando ao fanatismo e mais, podendo matar ou morrer. Isso é a guerra do Contestado. Não a luta interior de um homem insano, que criou para si uma guerra particular.
A guerra do Contestado deixou milhares de mortos e dezenas de milhares de feridos, entre 1912 e 1916. Não é um acontecimento pela qual o Brasil deva se orgulhar, absolutamente: não tanto pelo fanatismo dos caboclos, mas pelo massacre deles pelo exército brasileiro. De qualquer maneira foi um crise social e política que faz parte da história e precisa ser lembrada, até para que não se repita.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

VIOLÊNCIA E MÍDIA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Htp://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O caso dos dois garotos (menores) que estupraram uma menina, em Florianópolis, há mais de mês, indignou toda a cidade e virou manchete nacional. Os meninos, de quatorze anos, estudam em um dos “melhores” colégios da cidade, o Colégio Catarinense e são filhos de gente importante, da polícia e das comunicações da capital.
Por isso, tentaram abafar o caso, deixando de divulgar o crime, mas como vazou na internet e um dos próprios “meninos”, que foi mandado para longe de Florianópolis, confessou o que havia feito, via internet, num desses sites de relacionamento, e ainda afirmou que faria mais. Por que eles acham que podem tudo, sempre darão um “jeito” para o que eles fizerem.
E a notícia está circulando a nível nacional. Tentaram, inclusive, dizer que não foi estupro, mas porque uma menina de treze anos tentaria suicídio mais de uma vez, se não tivesse sido violentada?
Um detalhe curioso é o fato de haver um “comentarista” metido a moralista, na televisão e no jornal do pai de um dos meninos, daqueles que sabem tudo sobre tudo (quem pensa que sabe tudo sobre tudo não sabe nada, na verdade), que fica indignado e xinga qualquer deslize de qualquer menor, com ares de dono da verdade e educador supremo. Mas neste caso, ele ficou quietinho, caladinho, colocou o rabinho entre as pernas e está esperando o caso esfriar. Cadê a indignação, senhor "Eu sei tudo"? Cadê a educação e a correção que o senhor tanto impõe para os outros monstrinhos? Na “minha” escola não, na “minha’ delegacia não, na “minha” cidade não, lembra? Cadê os altos brados contra os pais dos monstrinhos?
Pois é. Infelizmente, só com um caso execrável como esse é que ficamos sabendo, através dos comentários na internet, como centenas, milhares de florianopolitanos detestam a maneira “enérgica” – na verdade, histérica – desse “apresentador”. Não é a toa que a gente troca de canal quando ele aparece. A televisão já tem bastante porcaria, pra se ouvir ele falando mais besteiras.

domingo, 11 de julho de 2010

A ISENÇÃO DAS IGREJAS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Dois assuntos eu não gosto de abordar, política e religião. Mas há ocasiões em que a gente é obrigado a falar sobre os referidos, pois fazemos parte do contexto em que eles estão inseridos; queiramos ou não, eles nos dizem respeito.
Então enveredamos por discussão sobre religião, em família. E aí a coisa pega, pois sou muito cético em relação ao assunto. Para mim, fé é uma coisa e religião é outra. Acho crime o que fazem certos “bispos” e “pastores” de tantas novas igrejas que usam o nome de Deus para conseguir dinheiro dos pobres fiéis. E quando digo pobres, quero dizer pobres, mesmo, nos dois sentidos: pobres porque são enganados, aliciados e pobres porque têm poucas posses, a maioria deles.
E as igrejas proliferam, porque no Brasil essa é uma modalidade de “empresa” ou “entidade” que não paga nenhum imposto. Então os “religiosos” alugam um espaço físico, fundam uma igreja e atraem os “féis”, com a promessa, por exemplo, de livrá-los do inferno, se doarem certa quantia à casa de Deus, que eles representam. E com esse dinheiro que pedem aos “fiéis”, pagam o aluguel, pagam os pastores e “funcionários” da igreja e ficam ricos, constroem impérios.
Não seria tempo de nossos governantes, o poder legislativo, quem sabe, rever essa lei que isenta as igrejas de qualquer ônus, de qualquer imposto, para acabar com essa coisa de pedirem o pouco dinheiro que as pessoas ganham com sacrifício em troca de promessas formuladas em nome de Deus, em tom de coação, pois ameaçar que alguém vai pro inferno se não colaborar, que não vai conseguir sucesso na vida, se não colaborar, é enganar as pessoas.
Está na hora de mudar esse estado de coisas. Isso é usar o nome de Deus em vão, é usar a fé em Deus dos nossos semelhantes para conseguir benefício próprio, usando o princípio do dízimo, que é mencionado na Bíblia. Não pode haver lei que proteja isso.

sábado, 10 de julho de 2010

A ÁRVORE DA FELICIDADE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Hoje o tempo está carrancudo, até já chuviscou, mas eu saí assim mesmo para caminhar. Passando pela Avenida Atlântica, meu caminho da roça, vi alguns homens cortando os galhos de uma árvore da felicidade, até então majestosa nos seus quase cinco metros de altura. Ela fica perto das pracinhas que marcam a divisa de Florianópolis e São José, na frente de uma casa singular.
Não sei o motivo que levou a podarem-na tão drasticamente, pois ela não tem galhos muito pesados, as folhas são pequenas, não oferece nenhum risco, aparentemente.
Parei para olhar, mas segui em frente, porque doeu ver aquilo. Passo sempre por ali e sei que aquela árvore, além de linda, é abrigo de centenas, talvez milhares de passarinhos, que na boca da noite, vêm se aninhar em seus galhos para dormir. Aquela cantoria anunciando que a noite estava chegando, aquele coral com hora marcada já não será mais ouvido, pois quando os pássaros chegarem, hoje à noitinha, encontrarão apenas galhos podados, desnudos, da grande e generosa árvore. Há outras árvores, os passarinhos com certeza as acharão, eu sei, mas qualquer delas que desaparece, é uma grande perda.
Isso me lembra dos pés de jacatirão que secaram e outro que está morrendo, em outra rua, e fico eu cá, matutando, que a natureza tem razão em não nos dar mais voto de confiança. Não fazemos por merecer.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O LIVRO DE CORUPÁ

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Já falei aqui do livro sobre a História de Corupá, que está sendo escrita por um jovem conterrâneo. Ele havia me enviado um capítulo e eu fiquei entusiasmado com a amostra, ainda que gostasse da ideia de um livro que reunisse um pouco da história e muito da atualidade com todos os dados possíveis sobre as belezas naturais do Vale das Águas.
O fato é que recebi mais alguns capítulos de uma versão ainda não definitiva do livro, e o trabalho de pesquisa para levantar a origem da nossa Corupá está ficando muito interessante. Não sei qual a bibliografia usada na pesquisa, que é detalhada, tomando para si ares de um romance histórico.
Não posso revelar muito do que li, para não entregar o livro de mão beijada ao leitor antes que ele fique pronto, mas vocês sabiam que Corupá (Hansa Humbold, na época), ficava no caminho pré-colombiano que ligava os Andes ao Oceano Atlântico? Corupá faz parte da história do nosso continente, tendo se originado no chamado Caminho de Peabiru, que seguia o rio Itapocu na nossa região, usado pelos espanhóis, depois alemães e outros, colonizadores da nossa Santa e bela Catarina.
No início havia índios onde hoje é Corupá e a convivência com o homem branco foi conflituosa, tanto que eles desapareceram, já que eram caçados como animais. Essa é a parte menos cativante da história.
Dos capítulos recebidos, além da passagem dos exploradores pela cidade e da chegada dos colonizadores, há muita informação sobre o início da estrada de ferro, sobre os primeiros dias de Hansa Humbold, o primeiro nome da cidade e as primeiras indústrias, com passagem pela agricultura.
O livro está tomando forma e pode vir a ser uma importante obra de referência sobre a origem dessa cidade encantadora incrustada no pé da Serra do Mar, que é a nossa Corupá.
Mas continuo defendendo que deve registrar também a vocação turística da cidade, incluir a pesquisa, também criteriosa, sobre todas as belezas naturais que nela existem..

quinta-feira, 8 de julho de 2010

A VOZ DO BRASIL

Por Luiz Carlos Amorim – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Alguém já ouviu ou ouviu falar da Voz do Brasil? É um radiojornal com notícias dos Poderes Executivo e Judiciário, do Senado e da Câmara e do TCU – Tribunal de Contas da União. É o mais antigo programa de rádio brasileiro, iniciado em 1938 como “Hora do Brasil”. Em 1971, o governo Médici mudou seu nome para “A Voz do Brasil”. A transmissão dele foi obrigatória, para todas as emissoras de rádio, as 19 horas, horário de Brasília.
Ultimamente, algumas emissoras brasileiras têm questionado o horário de transmissão do programa e entrado com ações para conseguir liminar autorizando a apresentação em horário diferente do horário nobre. Algumas conseguiram e apresentam-no de madrugada.
Ontem foi aprovado, pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, a flexibilização do horário de exibição da Voz do Brasil. Pelo novo projeto, o programa poderá ser transmitido das 19 as 23 horas. O projeto seguirá para a Comissão de Educação e se aprovado, para o plenário do Senado e Câmara dos Deputados.
Assim o rádio brasileiro não terá mais a obrigatoriedade de apresentar o programa oficial as 19 horas, tendo a opção de escolher outro espaço até as 23 horas.
O que muita gente desejava, na verdade, é que a flexibilização chegasse ao ponto de dar a opção de apresentar no horário que cada emissora achasse melhor – ou que não atrapalhasse a sua programação – ou que nem precisasse incluí-lo em sua grade.
No entanto, apesar de muita gente torcer o nariz para a Voz do Brasil, tachando o programa de chato, enfadonho e tendencioso, pois é um canal do poder, a verdade é que algumas notícias que não são veiculadas em jornais impressos, telejornais, etc., são publicadas nele. Algumas vezes notícias importantes, de interesse para todos nós, só são apresentadas na Voz do Brasil. Justamente porque, presume-se, não são ouvidas por ninguém.
Algumas pessoas ouvem, sim, A Voz do Brasil. Eu confesso que raramente ouço, a não ser quando estou em algum lugar onde o rádio está ligado depois das 19 horas. Mas deveríamos ouvir.

terça-feira, 6 de julho de 2010

A "CRÍTICA" LITERÁRIA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Muito já se disse sobre a crítica literária e, resumindo, o principal é ter-se capacidade, conhecimento, experiência e bom senso para fazê-la.
Apesar disso, não há dúvida de que, por mais que ela seja imparcial, sempre há, nela, um reflexo do gosto pessoal de quem está criticando.
Até aí, tudo bem, é normal. Mas já vi situação extrema, para não dizer bizarra, no que diz respeito a este tema. Um “poeta”, após ler o terceiro livro de poemas recém-lançado, de uma colega, tomou para si ares de crítico e reescreveu quase metade do livro – suprimiu versos, acrescentou outros, modificou outros tantos – e os remeteu à autora, arrematando: “... para ficarem bons, os poemas teriam que ser assim.”
Ora, se cada leitor fosse alterar um poema lido para que ficasse da forma que teria se ele, leitor, o tivesse escrito, não haveria leitores, mas apenas autores e “co-autores”.
A realidade é que, se quisermos ajudar o colega, quando o texto comprovadamente – e quando digo comprovadamente, quero dizer após a apreciação de leitores que tenham condições de avaliar – não alcançar a qualidade mínima desejável, o que podemos fazer é aconselhar o autor ou autora a repensar, a refazer o seu trabalho, acreditar na capacidade de fazer melhor. E isto, ainda, considerando que o autor dê abertura para tanto.
Esse mesmo “poeta” de quem falamos, publicou, também, o seu primeiro livro de poemas. E, quando do lançamento do mesmo, ao invés de falar da sua obra, preocupou-se em declarar que “os poetas da nossa cidade preocupam-se apenas com a quantidade, esquecendo-se de trabalhar melhor os seus poemas”.
Nós, os poetas da praça, chamamos a atenção desse “poeta” para o fato de que aquela afirmação faz com que, em primeiro lugar, se espere que o livro dele seja uma obra de boa qualidade, uma vez que ele se insinuou melhor que todos os outros. E, apesar da boa apresentação gráfica, o conteúdo não chega, por mais que ele queira, a agradar a gregos e troianos.
Nós, os poetas da cidade, trabalhamos os nossos poemas nós mesmos. Não alteramos a obra de ninguém, apenas sugerimos, uns aos outros, a necessidade de reformularmos os nossos trabalhos, refazendo para tentar fazer melhor. Sabemos que nossa poesia não é nenhuma obra-prima, mas ela é tão somente a obra de cada um que a assina, sem a co-autoria de ninguém.
O que é bom permanecerá. E quem diz o que é bom é o leitor, não somos nós. Vale o registro do triste fato, para que nenhum de nós venha a repeti-lo. Humildade e respeito são qualidades fundamentais para um bom escritor, para qualquer outra profissão, para um ser humano, enfim.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

TUDO IGUAL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Eu não esperava ter que voltar a este assunto, tinha esperança de que a lei da ficha limpa fosse levada a sério, mas estamos no Brasil. A lei foi promulgada, o Supremo Tribunal Eleitoral decidiu que valia já para esta eleição e tinha efeito retroativo, nada de valer só para quem fosse condenado daqui em diante.
Mas a justiça, como tudo mais neste país, parece muito instável, volátil. Um tribunal decidiu, mas veio outro, o Supremo Tribunal Federal, e começou a dar liminar para alguns políticos condenados, autorizando a candidatura dos mesmos. A própria “justiça” burlando a lei.
Nós, eleitores, estamos sós nessa tarefa ingrata de avaliar candidatos para saber se podemos votar neles. Vamos ter que verificar tudo sobre cada candidato, refugar aqueles que têm ficha suja e tentar votar no menos ruim. É isso mesmo? Não é nada disso não. Não temos que votar no menos ruim. Se não houver candidatos decentes, o que o povo precisa fazer é votar nulo, para que todos saibam que queremos mudanças, que queremos mais respeito e um pouco de honestidade, mais transparência nessa coisa corrupta que chamam de política.
Segundo a legislação brasileira, se a eleição tiver 51% de votos nulos, o pleito é ANULADO e novas eleições têm que ser convocadas imediatamente; e os candidatos anteriores são IMPOSSIBILITADOS DE CONCORRER NESTA NOVA ELEIÇÃO. Então, se não houver em quem votar, cidadãos brasileiros, escolham VOTO NULO = 000 + TECLA VERDE. É a única maneira de tentarmos mudar esse estado caótico em que foi colocado o nosso país.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

COMO PERDER UMA COPA

Por Luiz Carlos Amorim – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Me perdoem os leitores se falo de futebol, que não é o meu ramo, mas em tempos de copa, não tem jeito, todos nós acabamos sucumbindo ao esporte.
Vi hoje o jogo do Brasil com a Holanda e fiquei ainda mais indignado do que quando vi o jogo do Brasil com Costa do Marfim, quando o Kaká foi expulso à toa e o Elano machucado de propósito (por um brasileiro naturalizado português, diga-se de passagem).
Que técnico é esse Dunga que insiste com o tal de Felipe Melo que é encrenca na certa, só tem feito lambança nesta copa? Que fixação, Cristo! Em outros jogos já tinha incomodado. Neste jogo, logo de cara fez caca. Antes mesmo dele ter feito o gol contra, já deveria ter sido trocado, antes que fosse expulso e o Brasil ficasse com um homem a menos em campo, que foi o que aconteceu.
Seu Dunga ficava se descabelando na beirada do campo, como uma donzela nervosa, mas fazer o que devia fazer, que era botar sangue novo em campo, nada. Havia mais uns dez homens no banco para trocar Felipe Melo, mas não, ele tinha que ficar até ser expulso.
Os torcedores que o xingaram e vaiaram na chegada da seleção ao hotel tinham razão e refletem o ânimo de toda a torcida brasileira.
Vergonhoso. Será que Dunga tirou o Brasil da Copa porque, como ele disse, não ficaria mais de quatro anos à frente da seleção? E por que a insistência com o tal de Felipe Melo, que fez ele perder a copa? Que triste fim de carreira, carregar mais este título de perdedor, culpado pela desclassificação do Brasil...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

DESCAMINHOS DA CULTURA CATARINENSE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

A cultura em Santa Catarina não vai muito bem, obrigado. É frustrante dizer isso, mas é verdade. A Fundação Catarinense de Cultura, depois de uma gestão desastrosa de Edson Machado, de 2003 a 2007, período em que muito pouco foi feito e a entidade quase foi extinta, e da passagem de Elisabete Anderle, por apenas um ano, teve ares de renovação, com a administração de Anita Pires, de 2008 a 2010. Projetos que tinham sido abandonados foram retomados, como o Projeto Cruz e Sousa e a Lei Grando e editais de apoio à cultura foram levados a efeito. Não que tudo estivesse perfeito, mas apesar da equipe de retaguarda da presidente da Fundação não ser das melhores, um trabalho vinha sendo realizado.
E então, com a posse do "governador" Leonel Pavan, que chegou e já foi metendo os pés pelas mãos, a presidente da FCC pediu demissão, pois seu cargo tinha sido oferecido a outrem sem que ela tivesse sido comunicada. Com toda razão ela saiu, pois foi preterida, foi desrespeitada, e assim um novo gestor foi empossado. Vamos ver como correrão as coisas daqui por diante. A Lei Grando, por exemplo, tinha uma nova edição do edital prometida pela presidente anterior para este ano, mas até agora nada aconteceu. E o pagamento dos contemplados pelos últimos editais de apoio à cultura estão atrasando. Será que o atual governo vai possibilitar que tudo se regularize?
Outro fato que talvez devesse ter ficado só entre os envolvidos é o desentendimento entre o diretor anterior da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina e o gestor que está atualmente no cargo. Um desmerecendo o trabalho do outro, com direito a destaque nos grandes jornais. Isso, na verdade, desmerece a cultura de nosso Estado.
Outro acontecimento lamentável para a nossa cultura foi o repasse de verba, por uma Secretaria do governo catarinense, de verba que tinha sido solicitada pela Câmara Catarinense do Livro para a realização da Feira do Livro de Florianópolis e que, na verdade, apenas transitou pela CCL, indo para a realização do Donna Fashion, um evento de moda. A Câmara Catarinense de Cultura ficou apenas de patrocinadora no evento e nem conseguiu realizar algumas das sessões de autógrafos programadas pela própria organização do Donna Fashion, no espaço para esse fim destinado, que era tomado para transmissão de reportagens no horário dos lançamentos.
No final do ano passado, Santa Catarina foi o Estado homenageado da Feira do Livro de Porto Alegre e a Fundação Catarinense de Cultura nomeou uma comissão para escolher os escritores que mandaria ao Rio Grande do Sul. Os escolhidos, pasmem foram todos os integrantes da comissão, menos o professor Lauro Junkes e um outro escritor. Foram mais alguns, claro, que não eram da comissão, mas pra que a FCC formar um comissão para escolher ela própria?
E vou citar apenas mais um descaso oficial para com a cultura e para com o cidadão que paga impostos e gera a receita que é gasta tão perdulariamente: o show de natal, em Florianópolis, com um cantor internacional, que não foi realizado até hoje. O problema é que o espetáculo, que custou quase quatro milhões de reais, já tinha sido pago e não se tem notícia de que o dinheiro tenha sido devolvido.
Há mais, mas não me cabe ficar enumerando aqui os desmandos dos donos do poder com o dinheiro público. Temos é que exigir que isso acabe. As eleições estão aí. Vamos tentar votar bem, vamos verificar as fichas de nossos candidatos, saber se ela está limpa. A responsabilidade pelo mau uso do imposto que pagamos também é nosso, pois somos nós que elegemos os políticos que se locupletam no poder.