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sexta-feira, 29 de julho de 2011

LIVROS NOVOS SEM CUSTO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


E o programa 100 Cópias sem Custo, do qual falamos aqui no blog em dezembro do ano passado, quando foi lançado, felizmente está dando frutos. A lei já foi sancionada e colocada em prática e seis novos livros estarão sendo lançados no próximo dia primeiro de agosto, na Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

O programa, conforme já tínhamos dito anteriormente, autoriza a Imprensa Oficial de Santa Catarina a publicar obras de novos autores catarinenses. Mas não é apenas e simplesmente isso. A primeira edição, os cem primeiros exemplares impressos de obra avaliada e aprovada sairão de graça para o autor. Cada escritor terá direito de imprimir gratuitamente as cem primeiras cópias do seu livro, se a obra for aprovada.

A avaliação do material enviado para a IOESC a fim de ser publicado será realizada por um Conselho Editorial vinculado à Secretaria de Administração do Estado, composto por representantes das secretarias de Administração, de Turismo, Cultura e Esportes, da Fundação Catarinense de Cultura e por um representante do Conselho Estadual de Cultura.

Felizmente não aconteceu o que tem sido tão comum, no que diz respeito á cultura, em nosso Estado: o projeto ser esquecido, a lei descumprida, como acontece, por exemplo com a Lei Grando, que existe há quase vinte anos e só teve edital uma vez, em 2009. E voltou ao limbo.

O programa foi levado a efeito e os primeiros livros estão prontos para serem lançados. E esperamos que outros venham por aí.

É uma oportunidade ímpar para o escritor novo que não pode contar com o apoio de editoras e que de outra forma, não existisse esse programa, teria que arcar com os custos de impressão. Custos que não são pequenos e geralmente não cabem no bolso do escritor que quer publicar seu primeiro trabalho.

A lei é a de número 15.019/2009 e é de autoria do deputado federal Jorginho Mello, a quem damos os parabéns pela iniciativa.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O FIM DA LETRA CURSIVA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

O abandono, por parte da escola, do ensino da letra cursiva ou letra de mão, é assunto em voga, atualmente, quando se fala em educação. Essa tendência, que chega também ao Brasil, veio à baila porque os Estados Unidos tornaram opcional, em suas escolas, o ensino da letra de mão e querem bani-la de vez.

Não sei se lá todos os estudantes usam computadores nas escolas, para que ensinem e usem só a letra de forma ou de imprensa. Mesmo assim é importante que as pessoas aprendam a escrever também a letra cursiva, para que possam optar, depois, pelo que for mais conveniente.

Aqui no Brasil, a escola pública já mudou a sistemática de alfabetização há uns dez anos: antes se ensinava primeiro a letra cursiva e depois a letra de forma para que a criança aprendesse os códigos dos livros, que eram diferentes daquele código que ela aprendera para usar no caderno. Com a mudança, atualmente se ensina primeiro a letra de forma, de imprensa, e depois é que se ensina a cursiva ou letra de mão. O que causa uma dificuldade maior para as crianças dos primeiros anos do primeiro grau, como já pude observar, pois como já conhecem a letra de forma, diferentes e independentes umas das outras, é bem mais problemático passar a escrever a letra de mão, com as letras ligadas umas as outras e com forma que nem sempre se assemelha muito com o código de imprensa.

E, cá pra nós, nossos estudantes não usam computadores nas escolas, para abolir caderno e lápis, como pretendem alguns. O governo megalomaníaco do pouco amigo da escrita e da leitura Lula, prometeu dar um computador a cada aluno do primeiro grau da escola pública, mas conseguiu dar os aparelhos para uma ou outra escola, em uma ou outra cidade pelo Brasil. Aqui em Floripa, apenas uma escola recebeu os computadores.

Então a coisa se encaminha para o fim da letra cursiva. Será que é racional querer acabar com um código que ainda é largamente usado? O tempo é que vai mostrar. Nem todos temos aparelhos eletrônicos para escrever em qualquer lugar e se escrevermos com lápis ou caneta e papel, a letra cursiva proporciona muito mais rapidez para registrar o que quer que seja.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Uma reportagem na televisão, esta semana, mostrou a inutilidade e a falta de respeito para com o cidadão que são os call centers, ou seja, os atendimentos ao consumidor por telefone. O pior é que algumas empresas, a maioria delas, só atende a gente através do telefone.

Uma repórter ligou para uma operadora de tv a cabo pedindo para agendar um técnico, porque a recepção dela estava com problema. Isto, a propósito da mudança com respeito a agendamento de visita: antes, o cliente não podia escolher horário, a empresa é que marcava a data, sem horário, pois em tese não podiam antecipar uma hora específica. Agora, segundo uma nova lei, a empresa deve, sim, marcar um horário, além da data, para que não aconteça mais o que vinha acontecendo: o consumidor ficava em casa o dia inteiro esperando o técnico e ele não aparecia, ou aparecia no final do dia, às vezes até à noite.

Pois voltando à repórter, ela não conseguiu agendar, a atendente disse que não podia marcar uma hora, pois o programa usado para este atendimento não o permitia, eles iam quando pudessem. E, pasmem, a atendente disse, também, que a cliente ficasse tranqüila, que o problema na região dela era de conhecimento da empresa e já estava sendo resolvido. A verdade é que a repórter não tinha problema nenhum na sua tv a cabo.

Aí vê-se que as empresas não tem a mínima vontade de resolver o problema dos clientes: dizem qualquer coisa, uma lenga-lenga padrão e despacham os pobres mortais.

Outro exemplo disso: minha esposa não estava conseguindo fazer ligações de seu celular e ligou para a operadora de telefone, a TIM. A atendente ouviu e disse, como a outra da história da repórter, que havia um “problema na região” que estava sendo solucionado, que naquele mesmo dia o telefone estaria funcionando de novo. No dia seguinte tentamos usar o telefone e nada. Então passamos numa loja de telefones e minha esposa pediu para um dos vendedores darem uma olhada no telefone, pois não estava funcionando. Ele olhou e rapidamente descobriu o que havia: alguém tinha apertado um botão e desconfigurado, ele voltou à configuração anterior e pronto. Mas a atendente, por telefone, havia dito, simplesmente, que havia um “problema na região”.

O desrespeito é comum. Quem já não passou por isso? Pois saibam que quando isso acontecer com atendimento à problemas com televisão a cabo, telefone e internet, liguem para a Anatel. Se a empresa não quer atender corretamente o consumidor, a Anatel, que os fiscaliza, vai cobrar deles e eles vão procurar o cliente para resolver o que for preciso.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

ATENDIMENTO A ANIMAIS ABANDONADOS EM JARAGUÁ

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://luizcarlosamorim.blogspot.com/

No último final de semana, fui ao Festival de Dança de Joinville e como minha mãe mora em Jaraguá do Sul, fomo dormir lá na noite de sábado. Na manhã de domingo, lá pelo meio da manhã, ouvimos ganidos desesperados e fui à rua ver o que estava acontecendo.

Um cão, na verdade uma cadela, de médio porte, havia sido atropelada e tinha se arrastado para a calçada. Deduzi que o carro havia passado por cima da bacia dela, pois não conseguia andar e estava com as patas e flancos esfolados. E havia um rastro de pelo no asfalto.


Aproximei-me para pegá-la e levá-la para a nossa garagem, pois estava chovendo e fazia frio, mas ela não deixava, ameaçava morder, pois devia estar sentindo muita dor. O motorista que a atropelou até parou, mas veio dar uma olhada, disse que tinha compromisso e foi embora. Sei que ele não tem culpa de ter atropelado o bichinho, mas isso não desobriga ninguém de procurar ajuda para um ser vivo.

Primeiro ligamos para uma Pet que estava de plantão no domingo, mas disseram-nos que não havia carro para que alguém se deslocasse até nós. Procuramos por uma associação protetora de animais e a vizinha de minha mãe, dona Marília, nos deu o número do telefone da Ajapra – Associação Jaraguaense de proteção de animais. Lá, a pessoa responsável nos indicou o médico veterinário que é mantido pela poder público da cidade para atender emergências animais. Pegamos o número do telefone e ligamos, mas eu sinceramente, não acreditava que alguém viesse.

Esperamos uma meia hora e o Dr. Waldemar chegou, com uma moça da qual eu imperdoavelmente não lembro o nome. E esclareceram-nos que levariam a cadelinha, medicariam, fariam raio X, para ver o que precisava ser feito, fariam o tratamento até que ela ficasse bem. Ela seria castrada, desvermifugada e colocada para adoção. Passado um prazo, que eu não questionei qual, se ela não fosse adotada, seria devolvida ao mesmo lugar onde eles a estavam pegando.

Achei justo, pois o bichinho devia ter dono, já que tinha uma coleira, que foi arrancada no atropelamento, então se ela voltar, talvez ache seu antigo endereço.

Fiquei feliz de ver que o atendimento a uma emergência com animal de rua funciona em Jaraguá. Pelo menos funcionou desta vez. O motorista que atropelou a cachorrinha voltou, depois de meia hora, mas ela já estava sendo levada.
Gostei também do fato de existir a Ajapra, pois foi através deles que consegui chegar ao veterinário de plantão para atender o caso. A associação não tem sede, mas conta com voluntários que orientam e encaminham animais abandonados, tentam conseguir suprimentos para eles, remédios, etc., além de procurar famílias para adoção. O site deles é muito objetivo e tem muita informação.

sábado, 23 de julho de 2011

POESIA NA PONTA DOS PÉS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com/

O inverno ensaiou e veio pra valer, junto com a chuva. E as azaléias se atrasaram, quase não conseguem chegar a tempo de enfeitar o Festival de Dança de Joinville.

Elas começaram a aparecer, tímidas, pequenas manchas de vermelho e branco no meio do verde, que devem ficar maiores quando as sapatilhas começarem a pisar os palcos espalhados pela Cidade das Flores, quando braços e pernas começarem a interpretar a poesia do corpo.

As azaléias começam a se apresentar aos jacatirões (ou manacás-da-serra) e aos flamboiãs, a quem deveriam estar dizendo adeus, além de dar as boas vindas aos amores-perfeitos.

Mas mesmo assim, julho comemora o inverno, um pouco acanhado, em Joinville, com cores, com música, com movimento e arte. A cidade toda dança. Seus moradores são guiados pela música que vem dos palcos que estão nas praças, escolas, fábricas, shoppings, teatros, até em hospitais. E os olhos de toda uma cidade que tem sua população dobrada em julhos frios, coloridos e belos, brilham com a performance de milhares de dançarinos.

A música, poesia do som, embala a emoção, aguça os sentidos, transborda o coração, explode por todos os poros e faz-se movimento, dança e enlevo: a magia do corpo, na ponta dos pés...

Dança, Joinville, dança, e balança meu coração, ávido de poesia... Rodopia, sapatilha, impulsiona esses pés a comandar corpo alado de bailarinas e bailarinos.

E meu coração é uma orquestra, no ritmo da emoção. E eu canto a poesia em movimento. E eu danço a canção que a silhueta escreve...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A CORRUÇÃO E OS PRESIDENTES

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E a roubalheira no governo deste nosso Brasil está cada dia pior. Todos os dias aparecem novas denúncias de desvio do dinheiro público no Ministério dos Transportes. Será que o péssimo uso dos recursos que deveriam ser usados em prol dos cidadãos brasileiros acontece só naquele ministério? Pode não ser, já que a corrupção corre solta na “política” brasileira e outros ministérios estão em mãos de partidos, como é o caso do Ministério dos Transportes, que estava em poder do PR, que se considerava dono dele.

Essas concessões fazem parte da herança maldita do governo anterior e a nova presidente está dando mostras, com as demissões que tem feito, nos últimos dias, no Ministério dos Transportes, de não estar seguindo à risca o modelo do malfadado ex-presidente Lula.

Esperemos que realmente as coisas mudem, pois Lula ainda tenta mostrar que tem ingerência no governo de Dilma Roussef, declarando-se preocupado com a possibilidade de as demissões no Ministério dos Transportes poder dar problemas quanto à governabilidade, já que o PR, antro de corrupção, é aliado do governo.

Com essa declaração, o nosso ilustre e-presidente dá bem mostra do que era o governo dele: qualquer coisa para não contrariar ninguém, para contar com respaldo no congresso. Por isso toda a corrupção que grassou no seu governo, pois ele fazia vista grossa para a corrupção que comia solta, para não “desagradar” aliados.

É a essa conivência que a gente espera que Dilma não dê continuidade. E que o ex-presidente, que deixou falir a saúde, a educação, a infraestrutura, a segurança e a justiça desse nosso país e apoiou o crescimento da corrupção e da impunidade, pare de pensar que ainda é o todo-poderoso. Está na hora de dar um “chega pra lá” nesse indivíduo, de uma vez por todas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

RITMO A DOIS EM JOINVILLE, A CIDADE DA DANÇA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Estou chegando do festival de Dança de Salão, Ritmo a Dois, que acontece em paralelamente ao Festival de Dança de Joinville, no Harmonia Lira. Hoje os ritmos eram bolero e tango, categoria pista, mas tivemos também, de quebra, a repetição do Samba de gafieira, de ontem, que por “problemas técnicos” teve que ser reapresentado. O que eu achei ótimo, pois acabei assistindo os concorrentes de hoje a metade de ontem.

Os concorrentes não eram tantos quanto eu esperava, achei que haveriam muitos dançarinos inscritos, no entanto não houve mais do que onze ou doze casais. O samba de gafieira foi muito bom, teve gente que dançou espetacularmente; o tango foi mediano, se compararmos com o que já vimos em festivais de dança de salão aqui em Florianópolis – e havia concorrentes daqui -; e o bolero foi bom. Pena que não vou poder assistir mais uma eliminatória, amanhã, e a final na sexta. Vamos voltar para Joinville, para ver o festival e a minha filhota que vai dançar lá só no final de semana. Amanhã ainda vai ter zouk e salsa.

Foi muito gostoso ver os casais dançando num nível bem acima da média do que a gente vê nos salões, na pista e não no palco, mais perto da gente. O que não gostei foi do atraso para iniciar: o horário era 8h30min, mas começou só as nove horas. E mesmo assim, ainda teve muita falação: patrocinadores, apoiadores, propaganda dos eventos paralelos, agradecimentos, apresentação dos jurados, contando a vida de cada um. A dança, mesmo, começou lá pelas nove e quinze. Como é a quarta edição, os organizadores já deviam ter um pouco mais de organização.

Outra coisa que notei foi falta de um programa, um folder com o nome dos concorrentes, em cada modalidade ou categoria. O folheto que pegamos na entrada só tinha o programa bem sucinto, com a data, os ritmos do dia e nada mais. Na hora da apresentação de cada grupo de dançarinos, poderiam dizer o nome de cada dançarino e de onde eles eram, mas nada disso foi feito. Os dançarinos que se apresentaram no Rimo a Dois são, para nós, espectadores, dançarinos anônimos. Uma pena.

O fato é que eu queria conhecer o festival de Dança de Salão, que tem o apoio do Instituto Festival de Dança de Joinville. E apesar dos pequenos percalços, gostei.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O ROMANCE E O LIVRO ELETRÔNICO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/



Além dos escândalos relativos à corrupção no Brasil, uma das coisas mais em evidência talvez seja o advento dos leitores eletrônicos, mais precisamente o iPad. Revistas, jornais, televisão, a internet, todos falam muito dos novos e-readers, de e-books, da revolução no ato de ler.

Então leio mais uma matéria sobre o avanço dos livros eletrônicos, versão digital de jornais e revistas, uma ameaça sobre a tradicional impressão no papel. Os novos leitores eletrônicos fazem de tudo, além de proporcionarem a leitura de livros, revistas e jornais: neles podemos ver filmes, fotos, jogar, ouvir música, interagir com os amigos nos programas de relacionamento, usar o correio, etc., etc. Fala-se, a propósito, que nos Estados Unidos já se vende mais livros eletrônicos do que livros de papel impresso. Pode até ser verdade e pode ser que isso aconteça, em algum tempo, também no Brasil.

As editoras estão aderindo ao novo nicho e já estão vendendo títulos também em formato digital, paralelamente aos volumes impressos. Elas estão se adequando, se adaptando e no entusiasmo inicial parecem querer colocar tudo nos aplicativos que possibilitam complementar o texto com fotos, vídeos, entrevistas, games e uma gama enorme de recursos para interagir com o leitor.

Achei interessante, no entanto, um editor dizer que nem todos os gêneros são apropriados para mesclar com tantos recursos que a mídia permite usar para interação com o leitor. Isso me parece óbvio. Livro infantil é ótimo para isso. Mas, dúvida cruel, o que fazer com o romance, por exemplo?

O romance não pede nenhum complemento, a não ser o leitor. Não há muito o que acrescentar a ele. Romance é o texto, a criatividade, originalidade e inventividade do autor que vão ser recriados pelo leitor, e cada um pode fazer isso do seu jeito. O mesmo leitor, lendo o mesmo romance mais de uma vez, pode e vai recriá-lo de maneira diferente. Então, ao invés de querermos mastigar um romance para o leitor, o ideal é fazer um filme do mesmo, como já foi feito com vários deles. Muitos romances vão parar na tela, independentemente da fidelidade ou não ao original.

E há quem insista, que se o romance não puder se tornar interativo, pode perder a hegemonia literária, pode perder a popularidade, a preferência junto aos leitores, como quem diz: romance não combina com livro eletrônico.

Eu, sinceramente, acho que não. Romance é o gênero literário mais lido há bastante tempo e vai continuar sendo. E não há necessidade nenhuma de fazer dele um aplicativo multimídia, ele deve ser apenas um e-book simples, com o texto, como se fosse um livro impresso. Romance é leitura solitária e intimista. Como já disse, se quisermos entregá-lo ao leitor digerido, é só transformá-lo em filme. E pronto.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

POESIA MAIÚSCULA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/



Foi uma coincidência e tanto,mas é assim mesmo que as coisas acontecem. Urda, minha amiga-irmã escritora de Blumenau me falava, outro dia, com entusiasmo e admiração, de um escritor confrade seu, da Academia Catarinense de Letras. E eis que senão quando, eu havia enviado a nossa revista literária A ILHA e um livro meu e ele havia contatado comigo através de um e-mail, dizendo que tinha gostado do conteúdo da publicação e do livro.

Se Urda gostava dele, não havia dúvida de que era boa pessoa. Então respondi, mandei outros livros, e pedi a ele que me enviasse alguns seus, pois eu tinha apenas dois. Falo do escritor Júlio de Queiroz, que eu não conheço pessoalmente ainda, mas isso não vai demorar a acontecer, pois ele me mandou fotos do seu jardim japonês e me convidou a conhecê-lo.

Então comecei a mergulhar na obra do excelente escritor. Já li dois livros de poemas, “Sementes do Tempo” e “Baú de Mascates” e estou impressionado. Livro de poesia a gente pode ler aos pedaços, mas os livros mencionados eu comecei e não pude parar até terminá-los. A poesia de Júlio não é o feijão com arroz com o qual estamos acostumados. Não é à toa que Dom Hildebrando de Melo, na orelha de “Sementes do Tempo”, diz que o poeta lhe lembra Mario Quintana: seus epigramas “críticos, elegantes, jamais amargos – seu desvendar de alma se insere na mais genuína tradição da poética cristã”.

Trata-se de uma poesia singular, abordando temas por vezes não comuns na poesia, de maneira única, aguçando a curiosidade do leitor, atiçando-o a acompanhar o poeta para ver aonde ele vai levar-nos com aquele ritmo cadenciado e musical, com aquelas figuras belíssimas e originais, com aquele conteúdo profundo, mostrando-nos a realidade e a existência humana por ângulos os quais não nos tinha sido dado ver, ainda.

É difícil, para mim, apontar este ou aquele poema, pois verdadeiramente todos os poemas de Júlio são grandes poemas e merecem destaque. Mas uma coisa me chamou a atenção: nunca gostei de poemas encadeados, série deles sobre um mesmo tema. Mas nosso poeta faz isso e faz muitíssimo bem. A gente lê o primeiro, que nos encanta, e já pulamos para o segundo, para verificar que o autor consegue se superar, e assim sucessivamente. Aconteceu com a série “Vocabulário inicial do infante”. São cinco poemas. O primeiro começa assim: “Primeiramente, as coisas não me são nada. / Depois da expulsão da água morna – minha única saudade -, / um ser macio, de cinco pontas, / cheio de vida cuidadosa e tateante, / quase sempre acompanhado de um outro, tão lhe igual”... Um verdadeiro tributo à boa poesia.

Outra série grande de poemas, com versos sentidos e doloridos é “”Simetria Quebrada”, dedicada a Sílvio, filho de Júlio falecido em 92, poderia ser apenas uma coleção de poemas tristes, mas não é: são canções de amor, de carinho e de saudade. Um pequeno trecho que não dá a idéia da grandiosidade dos poemas em homenagem ao filho: “Meus vivos são sempre tão vivos, / tão palpitantemente fogo forte, / que, ao morrer, levam de roldão / suas vidas, muito do meu riso / e, de mim, sempre uma parte.”

Já comecei a ler dois livros de contos, “Deuses e santos como nós” e “Encontros de Abismos” e a maestria na arte de escrever é também cativante na prosa. E há, ainda, romances, ensaios, muitos outros livros para eu continuar a descoberta deste magistral Júlio de Queiroz.

Quisera ter começado a ler antes a escritura deste grande autor.

domingo, 17 de julho de 2011

NÓS E A CORRUPÇÃO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Pode não parecer coincidência, pois o jornal de domingo já está nas ruas na véspera e eu postei minha crônica à noite, neste último sábado, mas foi. Só li o jornal hoje à tarde.

Costumo postar aqui no blog à noite, pois então tive o dia todo para escolher o assunto e é um horário mais tranquilo, posso escrever com calma e serenidade. Ontem eu ia publicar um comentário que eu havia começado sobre alguns livros do nosso ótimo escritor Júlio de Queiroz, mas como ainda não acabei de ler todos, preferi concluir a leitura. E pensei em escrever, novamente, sobre a corrupção, que é assunto atual todos os dias, infelizmente.

E publiquei “A banalização da impunidade”, que vocês podem conferir logo aí abaixo. Pois hoje, abrindo o jornal Diário Catarinense, deparo-me com o editorial “O Brasileiro e a Corrupção”. Ainda bem que nossos enfoques são diferentes.

Eu falo do mau exemplo de nosso poder público atolado em corrupção e beneficiado pela impunidade, em relação às crianças de jovens desse nosso indefeso país – ou o povo é que é indefeso, apesar de ter votado nos “políticos” que estão no poder, muitos deles comandando a corrupção que grassa descaradamente.

O editorial do jornal fala da publicação de reportagem publicada em um jornal espanhol, dando conta da corrupção em nosso país, com o título: “Por que os brasileiros não reagem à corrupção de seus políticos?”. A matéria do jornal estrangeiro é superficial, mas a pergunta é muito oportuna, pois nós, brasileiros, assistimos a tudo calados, aceitamos tudo passivamente.

Quando vamos nos levantar contra esse estado de coisas insustentável? Precisamos começar a fazer alguma coisa, precisamos protestar, exigir que usem o dinheiro público que é composto da quantidade enorme de impostos que pagamos, em benefício do cidadão brasileiro e não contra ele. O cidadão brasileiro precisa se preocupar menos com novelas e futebol, instrumentos de manipulação que deram certo no Brasil, e atentar mais para os seus próprios problemas, para a sua vida. Precisamos parar de fazer vista grossa para quem está nos enganando e roubando, precisamos aprender a votar melhor, a não esquecer o que os políticos aprontaram em seus mandatos anteriores para não votar mais neles. Depende de nós, somos nós que colocamos eles no poder.

Se não houver em quem votar – e infelizmente essa possibilidade não pode ser descartada – podemos anular o voto. Anulando o voto, ele não vai valer para ninguém. E se muitos anularem seus votos, alguém terá que perceber que alguma coisa está errada. E se houver metade dos votos nulos mais um, terá de haver outra eleição, com outros candidatos. É a maneira mais eficaz de protestarmos, de fazermos ver que não estamos satisfeitos com o que está aí. E, ainda, o eleitor precisa saber que assim como colocou o candidato no poder, pode tirá-lo. Mas não interessa para os nossos “representantes” que seus eleitores saibam disso, não é?

sábado, 16 de julho de 2011

A BANALIZAÇÃO DA IMPUNIDADE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Torna-se cada vez mais difícil educar nossos filhos, pequenos e adolescentes, diante da corrupção, irresponsabilidade e falta de vergonha na cara daqueles que deveriam dar exemplo de retidão e correção neste país. Como esperar que os jovens de hoje se tornem adultos dignos e honestos com a falta de ética e de moral grassando por todos os lados, começando pelos detentores do poder, as autoridades que comandam os destinos e o futuro de nossa gente e de nossa terra.

É um escândalo atrás do outro. Só para citar exemplos mais recentes, pois são tantos, temos o caso do Paloci, que saiu do governo e ninguém mais falou nada, o enriquecimento relâmpago ficou por isso mesmo e tudo bem; em seguidinha outro ministro, o dos transportes, teve que sair, só que este perdeu o cargo mas voltou para a “política”. E ninguém nunca devolve nada, não vai preso, ninguém é penalizado, não é uma beleza?

A lei da Ficha Limpa virou piada, pois a justiça – grande justiça, a nossa – determinou que ela não valesse para as últimas eleições e os fichas sujas que estavam impedidos, voltaram lépidos e fagueiros, tomando posse nos seus cargos, para continuarem a roubalheira do dinheiro público.

Tudo está falido neste nosso Brasil: educação, saúde, segurança, até a justiça. E ninguém faz nada. Os nossos “representantes” no poder, aqueles que deveriam nos defender, legislam em causa própria, gastando o dinheiro público em causa própria e impulsionando a corrupção. Aliás, eles enveredam pela política, a maioria deles, para ficarem ricos.

Faz tempo que a credibilidade que o Congresso poderia ter junto ao povo, os eleitores, seus representados, foi pro espaço. Esse é o Brasil que queremos, onde a corrupção e a impunidade são lugar comum?
Há muito mais, mas só isso já seria demais para manter o equilíbrio entre o bem o mal, entre o certo e o errado. E a corrupção e a impunidade ainda trazem, atreladas a elas, a violência. Violência que se dissemina dia a dia, em todas as áreas, banalizando-a cada vez mais. É esse o futuro que queremos para nossas crianças?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

DANÇA E CONQUISTA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Receber apresentações em Power Point no correio da gente é comum, todo dia vem alguma coisa. De vez em quando a gente recebe algumas coisas bem interessantes. Acabo de receber um texto, com muitas fotos, sobre dança.

Eu sou um dançarino muito ruim, mas gosto muito de dançar. Vou aprendendo devagarinho, aprendo hoje e amanhã já não lembro mais o passo aprendido, mas vou insistindo, porque quanto mais eu dançar, mais vou fixar. Além de exercício aeróbico dos melhores, a gente conhece pessoas que também gostam de dança, faz ótimas amizades, companhias agradáveis para sair por aí a bailes e festas. Faz bem para a saúde, para a alma, para o coração. A Renata, nossa professora de dança de salão e de zouk, é que gosta de enfatizar isso e gosta também que se divulgue isso.

A dança, então, é tudo isso e muito mais: ela melhora a nossa postura, faz-nos andar com mais elegância, mantém a nossa boa forma. Faz bem para a nossa autoestima.

Então a apresentação sobre dança que recebi veio me mostrar que há mais, que a dança deixa transparecer nossa personalidade, nossa maneira de ser e de viver. O texto revela que a dança, antigamente – na verdade, o texto mencionava trinta anos atrás -, servia para as moças casadoiras (gostaram da palavrinha combinando com a época lembrada?) escolherem os candidatos a marido. Como o cavalheiro é quem comanda na dança – é ele que deve conduzir a dama – a moça avaliava o parceiro: a sua inteligência, rapidez de raciocínio para escolher os passos, fazê-la acompanhá-lo, orientá-la, abrir caminho pelo salão, segurá-la e protegê-la, tudo ao mesmo tempo.

Realmente o cavalheiro tem muito funções a executar, o que faz com a dama possa avaliá-lo dançando com ele uma música apenas, se ela for observadora. E isso é uma coisa que as damas realmente são: observadoras. Numa dança, o cavalheirismo do parceiro não passa despercebido e a firmeza na condução deve estar aliada a suavidade no toque no corpo da dama. A cumplicidade com carinho, saber lidar com fracasso, pedindo desculpas quando de um erro, também contam muitos pontos. E a alegria da comunhão, da pareceria bem sucedida também.

Está mais do que provado que a dança, além das tantas coisas boas que nos proporciona, ainda serve para conquistar a nossa dama, pois desnudamos nosso caráter, nossa personalidade, nossa educação diante dela quando estamos dançando.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

CORUPÁ NÃO PRECISA DE PCH

  Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

A PCH Corupá não teve ainda o parecer da FATMA, autorizando ou não a sua construção, pois o Estudo de Impacto Ambiental não pode ser realizado ainda, uma vez que faltam documentos. A empresa que pretende construir a pequena hidrelétrica declarou, há alguns meses, estar providenciando.

Pois além de tudo o que já se constatou no que diz respeito às desvantagens da construção da referida PCH, ainda há um detalhe que eu mencionei lá no começo dessa história e agora foi confirmado pela CELESC: a geração de força pela PCH Corupá não fará nenhuma diferença quanto ao fornecimento de energia para a região, pois o que for gerado por ela não ficará em Corupá, não será disponibilizado para consumo em Corupá. Essa energia, caso seja gerada, será comprada e poderá ser encaminhada para qualquer lugar do Brasil, pela rede de distribuição nacional.

Então, além de ameaçar o desaparecimento da Cachoeira Bruaca, uma das dezenas delas que há na cidade, mas a única que pode ser vista por quem chega do sul a Corupá, de interferir no meio ambiente, também não fará a mínima diferença no fornecimento de energia para a região. A declaração é de um gerente da CELESC, que esteve na sessão da Câmara de Vereadores da cidade das cachoeiras no dia 11 de julho.

terça-feira, 12 de julho de 2011

FEIRAS DO LIVRO POR DENTRO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com/

Tenho participado de muitas feiras do livro por cidades de Santa Catarina e pude prestar atenção e observar tudo, constatando que essa reunião de editoras,livreiros e livrarias é muito mais do que simples oferta de todo tipo de livro num mesmo lugar.
Nas feiras encontramos pessoas do meio – escritores, editores, livreiros, leitores e leitores: pessoas que já conhecíamos e não víamos há muito tempo e outras novas, que a gente conhece lá, algumas muito interessantes, que se transformam em bons amigos. Principalmente, reencontra amigos que, devido à vida corrida de cada um, acabamos vendo pouco. É muito bom cruzar com alguém que você não tem visto há um longo tempo, poder conversar um pouco sem pressa, num ambiente agradável e tranqüilo.

Nas feiras, podemos conversar com escritores consagrados, que admiramos, mas nunca tínhamos visto de perto. Conhecíamos a sua obra, o escritor, mas não conhecíamos a pessoa, o ser humano. E, às vezes, temos a felicidade de comprovar a sua humanidade, ver que são pessoas simpáticas e amigáveis, não raro, que te dão atenção e te deixam à vontade.

E, é claro, é muito bom, é verdadeiramente gratificante encontrar leitores que vem até nós para conhecer um novo livro e dizer que leu os outros, que recomendaram, etc. Dá a sensação que a gente está no caminho certo.

E encontramos, também, escritores novos, chegando com seu primeiro ou segundo livro, quase sempre publicado com recursos próprios, felizes por terem conseguido um espaço em um dos estandes para fazer o seu lançamento. E excitados pela possibilidade de vender muitos exemplares e, com isso, ressarcir-se do custo da publicação do livro e, de quebra, tornarem-se conhecidos. Eles têm pouca ou nenhuma idéia do que realmente deve acontecer. E é triste, quando chega o final do dia e aquele autor novo, tão esperançoso de se destacar no mundo da literatura, não entende por que vendeu apenas um ou dois exemplares ou não vendeu nenhum exemplar do seu livro. Ele vai entender, sim, mais tarde, depois de algumas feiras, mas naquele momento e frustração é muito grande.

E não é preciso entrar, neste caso, no mérito do conteúdo, da qualidade da obra. Existem coisas novas e boas sendo publicadas e existe também muita coisa ruim. Mas até aquele escritor com alguma projeção, se não tiver uma divulgação eficiente e abrangente, em todos os meios de divulgação, pode ficar a ver navios na sua hora de autógrafos.

Passeando pelas feiras, podemos encontrar um jornal aqui, outra revista acolá, folhetos e folders. Fico feliz ao tomar conhecimento da volta de alguma publicação literária que estava sem circulação por um bom período de tempo. O que não é o caso do jornal cultural da Fundação Catarinense de Cultura, que não aparece há mais de ano, infelizmente. Acho lastimável ver o desaparecimento de jornais e revistas literários, pois isso significa menos espaço e, consequentemente, menos divulgação para a literatura, o que resulta, infelizmente, na diminuição de leitores e da venda de livros.

Outra coisa que chama a atenção é a presença de crianças no evento. Tenho visto, sempre, muitas crianças nas feiras, levadas por adultos que, se não compravam livros para eles, compravam para os pequenos. E levadas pelos professores, também. Os livros infantis nas mãos da crianças confirmam que o gênero mais vendido nas feiras do livro continua sendo o infantil. E circulando pela feira, livros na mão, quando encontravam alguém contando histórias, lá se formava um mar de crianças.

Mencionei que os livros mais vendidos nas feiras literárias são os infantis porque acho isso um bom sinal, está sendo incutindo o gosto pela leitura nos leitores em formação, embora do gênero, os que mais se vendem são aqueles tradicionais, os “contos de fadas” importados, livros pequenos feitos em grandes tiragens para serem vendidos por menor preço. São os preferidos das editoras, que poderiam publicar mais os autores de literatura infantil brasileiros, que são muitos e de boa qualidade, inclusive em Santa Catarina.

sábado, 9 de julho de 2011

ENCONTRO DE ESCRITORES EM ALFREDO WAGNER

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


A cidade de Alfredo Wagner, distante 78 km de Florianópolis, na região serrana de Santa Catarina, será pela terceira vez, a capital literária do Estado. Ela sediará o III Encontro Catarinense de Escritores e o I Encontro Internacional de Escritores de Alfredo Wagner e Região, nos 2 e 3 de setembro de 2011. O encontro reunirá escritores de todos os pontos da Santa e bela Catarina e de outros países. Muitos deles já se inscreveram. A promoção dos eventos é da Academia de Letras do Brasil/SC e da Prefeitura Municipal de Alfredo Wagner, que com essa iniciativa estão realizando o encontro anual de escritores que deveria ser levado a efeito pela UBE-SC, que não está funcionando no nosso Estado há vários anos.

Haverá feira de livros e de artes, lançamentos de livros, palestras, apresentações artísticas, apresentações culturais, visita aos pontos turísticos e históricos da cidade.

Serão dois dias de cultura e integração e congraçamento de escritores vindos de várias partes do Brasil e de outros países. A pequena e acolhedora cidade de Alfredo Wagner está convidando e acolherá de braços abertos os escritores da terra e de outros pontos do país para confraternizar, trocar ideias mostrar a sua obra. Encontrar-nos-emos lá. O Grupo Literário A ILHA estará participando.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A EDIÇÃO 10 DA REVISTA VARAL DO BRASIL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/



Saiu a edição número dez da revista literária Varal do Brasil, editada em Genebra, na Suíça, pela escritora brasileira Jacqueline Aisenman. Trata-se de uma revista eletrônica, disponível na internet em formato de e-book ou pdf, com a diagramação de uma revista impressa. Um apresentação esmerada, reunindo autores de todo o Brasil, espaço literário que já se firmou como um dos mais importantes da grande rede.

Nessa edição de julho, este cronista foi pego de surpresa, pois aparece como autor convidado. É uma honra muito grande receber essa deferência, essa homenagem, em uma revista que divulga a literatura brasileira para todo o mundo.

Meu agradecimento à editora do Varal da Poesia, essa importante representante das letras brasileiras fora do Brasil.

Convido os leitores do blog a visitarem o endereço da revista, um verdadeiro painel da literatura brasileira, pois reúne escritores de todos os pontos do país.

Acesse a revista em http://www.varaldobrasil.ch/media/DIR_158701/3acfaece2313bcec2970ffa86321.pdf

quarta-feira, 6 de julho de 2011

AS PUBLICAÇÕES LITERÁRIAS HOJE

Por Luiz Carlos Amorim – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Já não há mais, como no passado, bons suplementos literários nos grandes jornais. O que existe são os cadernos de cultura, que reúnem um pouco de tudo, fazem um mix de todas as artes e entre elas está a literatura. Jornais genuinamente literários, como “Leitores & Livros”, por exemplo, deixaram de circular – e fazem muita falta. A exceção, felizmente, é o jornal de literatura Rascunho.


Já quanto a revistas literárias, a coisa é bem mais complicada. As páginas e suplementos literários dos jornais sumiram, porque não há quem coloque publicidade neste tipo de publicação. Os anúncios são colocados apenas onde possam ser vistos por um grande número de consumidores, e “jornalismo literário”, por assim dizer, é apreciado pelos próprios escritores e pelos grandes leitores. Até porque ainda há publicações culturais, como aquelas ditas “oficiais”, compostas, muitas vezes, de textos grandes e herméticos - e então, como são distribuídas de graça e são pagas com recursos públicos, elas vão acabando. As revistas sobre literatura, então, são cada vez mais raras e via de regra alternativas, porque não têm todos os outros cadernos de um jornal, sobre diversos assuntos, para que a veiculação de propaganda garanta a sua cobertura. E elas surgem, principalmente aquelas de grandes editoras, duram alguns poucos números e desaparecem, sem conseguir sobreviver. Como foi o caso de “Entre Livros” e outras, que eram vendidas nas bancas. Porque o número de leitores destas revistas ainda é reduzido, pois ainda se lê pouco em nosso país. Neste caso também há uma exceção, felizmente, a “Discutindo Literatura”.

Já vi várias revistas literárias e/ou culturais surgirem esplendorosas, inclusive aqui, em Florianópolis, e depois desaparecerem sem deixar rastro, infelizmente. A última que desapareceu, aqui, foi a Cartaz – Cultura e Arte, uma excelente revista que resistiu uns três anos no mercado, não chegando à vigésima edição. Sobreviveu tanto tempo porque a editora tinha outras revistas, mas acabo de ver o site deles e apenas uma, de negócios, ainda existe.

O que sobra, então são as revistas literárias alternativas, as herdeiras dos mimeografados dos anos setenta e oitenta, que a gente não encontra nas bancas, quase sempre, porque elas são distribuídas por mala direta, pelo correio. E atualmente nem todas são impressas, porque a internet é uma poderosa estante, vitrine ou banca virtual. Algumas das revistas literárias que resistiram até alguns anos atrás preferiram continuar só com a versão digital ou virtual, pois a despesa é muito menor e o número de leitores pode aumentar a cada dia. E as versões eletrônicas podem ser enviadas por e-mail, também.

A revista do Grupo Literário A ILHA, o Suplemento Literário A ILHA, que começou a circular em 1980, continua ainda hoje com a versão impressa, mas tem a sua versão eletrônica no portal PROSA, POESIA & CIA, em Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br .

terça-feira, 5 de julho de 2011

O DICIONÁRIO MARIO QUINTANA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Em uma outra crônica, falei do livro sobre Quintana que a minha amiga Else comprou para mim em Porto Alegre, quando foi à Feira do Livro. Eu não o tinha pegado ainda, dona Else mora em Joinville e finalmente pode me entregar o livro, quando estive lá para o lançamento de meu novo livro de crônicas.

Pois o livro é ainda melhor do que eu esperava. Pra começo de conversa, é um livrão: as dimensões dele são 30 centímetros de altura e 24 de largura e tem 256 páginas. O título é “Mario Quintana – 100 anos – A quinta essência de Quintana”. E não é apenas um livro – é um dicionário de verbetes pesquisados da obra de Mario. Foi publicado em 2005, em homenagem aos cem anos do nascimento do poeta. E, de quebra, traz um CD com poemas do poeta passarinho, interpretados pelo ator Paulo José e suas filhas, Isabel Kutner e Ana Kutner.

Além das muitas fotos de nosso grande e saudoso Quintana, outras fotos ilustram alguns verbetes. A apresentação do livro é primorosa, é um merecido tributo ao maior poeta aqui do sul.

Para os organizadores, “dicionarizar um prosador é um desafio. Dicionarizar um poeta, um impasse. Principalmente se estivermos ante um poeta tal Quintana. Nos movemos com riscos de reprovação dos anjos por estarmos desmontando perfeitos castelos habitados por metáforas e reflexões. Para a equipe de pesquisadores, a construção de vinhetas se revelou complexa, porém não menos saborosa do que tirar fatia de um bolo.”

E para o leitor é um achado, é a reunião de grande parte da obra de nosso menino Quintana. A cada letra do alfabeto, um poema de “O Batalhão de Letras”, uma foto do poeta e um depoimento de alguma pessoa pública ou ligada a cultura, quase todos do Rio Grande do Sul. E cada letra nos dá várias palavras, que por sua vez nos dão trechos de textos ou poemas de Quintana que as contém.

É uma obra indispensável para conhecermos ainda mais do grande poeta que é Quintana.

domingo, 3 de julho de 2011

INVERNO FLORIDO

Por Luiz Carlos Amorim- Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ 
A nossa Santa e bela Catarina não é bela por acaso. Suas cidades tem flores enfeitando-a o ano todo, seja em pequenas plantas decorativas ou em grandes e majestosas árvores. Na primavera, a vida toma cor e cobre todo o chão. Há flor e verde por todos os lados, em todos os lugares. O amarelo do ipê ilumina. No verão, o espetáculo continua e o destaque é para os jacatirões, que enchem nossos olhos, nossas matas, nossas encostas e jardins com generosas doses de pétalas que vão do branco até o vinho. No outono, algumas folhas caem, mas ainda desabrocham flores.

No inverno... Ah, no inverno também há flor por todo o estado de Santa Catarina, em todo o sul. A despeito da chuva, as touceiras de azaléia se cobrem de flores de um vermelho suave, dando vida aos nossos dias frios e convidando o sol a brilhar, até que a primavera chegue. Aliás, nem só de vermelho são coloridas as nossas flores de inverno: as cores da azaléia vão de um vermelho suave, quase rosado, até o vermelho vivo, passa por um tom alaranjado e vai até o branco. E tem o manacá-da-serra, jacatirão que floresce no inverno, coberto de flores nesta época.

Tenho prestado atenção, nas minhas andanças por Joinville, Jaraguá, Corupá, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, etc., na exuberância da azaléia e do jacatirão do frio em nossos invernos.

E eles me fazem lembrar de minha avó Paula, que me deu uma muda de azaléia, um toquinho de caule que ela cortou do jardim da sua casa, em Curitiba, para eu fincar no chão do jardim da minha casa quando eu morava em Joinville, há alguns anos. O toquinho brotou e cresceu, viçoso, e floresceu, majestoso, por alguns invernos. Minha avó Paula se foi e a touceira de azaléia também, pois fui mudá-la de lugar e ela também não resistiu.

Mas a florescência da azaléia me lembra também da minha amiga Urda, a escritora loura de Blumenau, dos dedos cheios de poesia. Nunca conversei com ela sobre azaléia, mas a flor me lembra Urda. Talvez porque ela goste muito de flores – sei disso porque ela é uma grande admiradora do jacatirão e foi uma das maiores incentivadoras, desde a idéia inicial até a concretização do livro “Meu Pé de Jacatirão”, que publiquei há algum tempo e para o qual ela fez o prefácio – e porque eu a imagino maravilhada, embevecida, emocionada diante de uma pequena árvore de azaléia coberta de flores, assim como ficaria entusiasmada diante de um pé de ipê coberto de luz, de um pé de jacatirão todinho em flor ou um flamboiant carregado de vermelho.

Assim como Urda se lembra de mim quando vê ou ouve falar de jacatirão, eu me lembro de Urda e de Vó Paula quando vejo a azaléia. Acho que a azaléia combina bem com aquela cara de feliz da Urda, que faz a gente ficar feliz também, e com aquele sorriso doce de Vó Paula, que deixou tanta saudade. E as duas tem em comum o fato de serem descendentes de imigrantes alemães.

Urda e Vó Paula são daquelas pessoas que olham e veem. As flores nunca ficaram apenas do lado de fora de seus olhos: elas adentram o olhar e ficam lá, iluminando seus rostos.

sábado, 2 de julho de 2011

A BR 101 ESBURACADA COM PEDÁGIO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Trafeguei na BR 101, nos dois sentidos neste início de julho, no trecho Florianópolis-Joinville, e fiquei novamente indignado. Indignado e humilhado, pois sinto-me roubado: pago pedágio para andar em rodovias esburacadas, sem manutenção, sem nem uma sinalização decente.

Tanto num sentido como em outro – Joinville-Florianópolis e Florianópolis-Joinville, os buracos, rachaduras no asfalto, camadas de asfalto descascadas, soltas, são comuns. E em todo o percurso. Não casos localizados aqui e acolá. É constante. E não venham me dizer que é por causa da chuva, porque os buracos já estavam lá de outras vezes que passei, eles só aumentaram.

Eu estava matutando sobre o fato de a estrada estar nesse estado calamitoso e a gente não via a concessionária trabalhando em nenhum ponto da estrada. Então, lá pelo meio da viagem, na volta, hoje, vi um caminhão com alguns trabalhadores tapando alguns buracos. Mas nada daquele trabalho bem feito que deveria ser apresentado pelos responsáveis pela manutenção da estrada, a concessionária que recebe o pedágio. Eles estavam simplesmente jogando asfalto com uma pá dentro dos buracos, de maneira que desaparece o buraco e aparece uma protuberância no meio da estrada. Eu já vinha notando aqueles montes na estrada, aqueles remendos mal feitos, mas preferi pensar que fosse coisa velha. Não era.

É para isso que pagamos pedágio? Para fazerem remendos sem vergonha na rodovia? Vou perguntar de novo, pois em uma crônica anterior, há alguns meses, fiz a pergunta e ninguém respondeu: quem é que fiscaliza esses contratos milionários feitos com as concessionárias, de quem é a responsabilidade de conferir o que foi acordado, de cobrar o que deve ser feito?

Está na hora de o poder público, que autorizou a concessionária a receber o pedágio dos usuários da BR 101 para fazer a sua manutenção, verificar o cumprimento do contrato, pois quase nada está se fazendo com o dinheiro arrecadado, que não é pouco, sabemos. O dinheiro que eles cobram da gente, tolhendo nosso direito de ir e vir, não é para encher os bolsos, simplesmente. É para aplicar na manutenção da estrada.

Recentemente o valor do pedágio aumentou e, ironicamente, a estrada está ficando pior. Que se identifique os responsáveis pela verificação do cumprimento das obrigações da concessionária, para que a estrada seja mantida, para que possa oferecer um pouco de segurança aos usuários. Cobrar por serviço que não é realizado é ilegal. Chega de enganação. Que nossos representantes tomem as devidas providências.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

LANÇAMENTO EM JARAGUÁ DO SUL, NA FEIRA DO LIVRO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Ontem o lançamento dos livros “Cocô de Passarinho”, deste cronista, “O rio que ficou triste”, de Mary Bastian e “Palavras & Exemplos”, de Célia Biscaia Veiga, foi em Joinville. Foi muito bom, apesar do frio e da chuva muitas pessoas compareceram, foi um encontro magnífico. Agradeço às organizadoras, Célia e Mary e às meninas da Biblioteca, por nos receberam tão bem mais uma vez.

Hoje é em Jaraguá do Sul. Estaremos lançando nossos livros na Feria do Livro da cidade, as 15 horas, no estande da Livraria Ilha Mágica.

Os gêneros dos livros são diversificados, tem pra todos os gostos: poesia, crônica e literatura infantil.

Todos estão convidados.