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quinta-feira, 30 de maio de 2013

BOLSA FAMÍLIA CATARINENSE


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O governo do Estado de Santa Catarina instituiu um “bolsa família” catarinense, complementar ao bolsa família do Lula e de dona Dilma, a presidente. Parece muito louvável, à primeira vista, mas se lembrarmos da saúde, da educação, da segurança sucateados em Santa Catarina, não seria meio estranho?

Não seria mais racional se o governo do Estado cuidasse de melhorar a saúde, a educação e a saúde, contratando mais médicos, mais enfermeiros e equipando os hospitais, fazendo a manutenção das escolas públicas e equipando-as, pagando melhor e qualificando os professores, contratando mais policiais e adquirindo mais viaturas?

Pois então. É uma boa tática para conseguir mais votos nas eleições, mas não é nada prático do ponto de vista de longo prazo. Complementar o bolsa família pode ser muito altruista, mas não seria melhor aplicar os recursos de maneira que beneficie os catarinenses de baixa renda a longo prazo, para que eles tenham mais educação, mais instrução e mais saúde para conseguir melhores colocações no mercado de trabalho? Assim terão melhores salários e uma vida mais digna.

E depois, o governo estadual não vive reclamando que não dá para contratar médicos, professores, policiais, porque a folha de pagamento chegou ao limite? Como é que tem dinheiro pra distribuir a granel?

Estranho, muito estranho.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A AÇORDA E MINHA AVÓ


  Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Andando por Portugal, descobri coisas comuns, como já houvera descoberto de outras vezes, coisas de lá que temos também aqui no Brasil. Afinal, Florianópolis, São Francisco, Laguna e outras cidades são de colonização açoriana. Comi, em Lisboa, a tradicional sardinha assada e vi como se faz a açorda. Eu ouvia minha vó pequena falar da tal açorda, mas a impressão que eu tinha era de ouvir ela dizer “sôlda”, assim, com o som do “o” fechado.

Esse foi mais um ponto de convergência, de identificação de coisas de Portugal com as coisas daqui. Lembro que minha avó Estefânia, a “vó pequeninha”, fazia a açorda parecida com a que se faz em Portugal. E é bom lembrar da infância, lembrar da minha avó pequeninha, aquela criatura magnífica. Ela colocava água numa panela, colocava sal e temperos verdes e, por fim, colocava algumas sardinhas. Assim que a água fervia, ela tirava as sardinhas, separava e quebrava dois ou três ovos no caldo, conforme quantas pessoas fossem comer. Tirava os ovos tipo pochê da panela, colocava caldo em um prato e acrescentava pão em pedaços ou farinha de mandioca. Então servia uma sardinha e um ovo por cima de tudo e servia. É bom frisar que o pão rasgado em nacos é condição sine qua non na açorda.

Vó pequeninha adorava este prato e se deliciava com ele. Pois a açorda feita em Portugal não é muito diferente, a não ser pela farinha de mandioca, que minha avó usava em Corupá e em Portugal não se coloca nesse prato – o peixe, que ao invés de sardinha é bacalhau – pequena diferença, não é? – e o tempero verde que lá é coentro, que eu nem conhecia e só agora, recentemente, descobri que detesto. É que em alguns lugares de Portugal fui servido com bacalhau temperado generosamente com coentro e quase não conseguir comer.

Não sei se hoje em dia o prato ainda é conhecido por aqui, mas para quem não conhece, vale a pena experimentar. Podemos usar um peixe daqui ou o bacalhau, como em Portugal e até temperar com o coentro, que já é apreciado também por aqui.

Para mim, foi muito bom relembrar a açorda, pois lembrei também da minha vó pequeninha, aquela mulher realmente pequeninha, que nem sequer sabia ler e escrever, mas era uma pessoa verdadeiramente sábia. Ela morava  para além do cemitério de Corupá e ia de sua casa até a igreja, quase todos os dias, cantarolando. Grande parte do caminho não tinha iluminação e ela passava, inclusive, por dentro do cemitério. E lá ia ela, sempre cantando.  Toda a cidade a conhecia pela sua cantoria, que revelava serenidade e paz de espírito.

A açorda me trouxe à memória a lembrança de minha avó, pessoa das mais marcantes e da qual nunca vou esquecer.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

ESCRITORES E LEITORES


                                    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Temos um ótimo tema para debate, sugerido pelo grupo Varal do Brasil: existe, atualmente, mais escritores do que leitores? Bem, neste nosso Brasilzão de Deus, a verdade é que é bem possível que existam mais escritores do que leitores. Com o advento da internet, a produção de textos e de poemas intensificou-se, pois o espaço democrático não garante que todos que lá depositam sua literatura sejam lidos, mas possibilita a publicação. A publicação de um livro é bastante difícil, pois as editoras não tem muito interesse em investir em tantos escritores novos como os há, elas só arriscam se o autor é muito bom e se, de repente, já estourou em outra mídia. E para o próprio autor pagar a edição do seu livro é preciso ter um certo capital ou se dar bem em algum concurso literário.

A verdade é que, como grande parte dos leitores são os escritores, teoricamente o número de leitores deveria ser maior, já que deveríamos somar os leitores/escritores aos leitores que não são escritores. Como, infelizmente, há “escritores” que não leem, que só leem os seus escritos, então a possibilidade de que realmente o número de escritores seja maior do que o de leitores pode ser real.

Mas podemos mudar isso, se nós, os escritores, formos às escolas conversar com os estudantes, leitores em formação, apoiar os professores, levando nossa literatura até eles e ajudando, assim, a incutir o gosto pela leitura.

sábado, 25 de maio de 2013

COISAS DA DANÇA, COISAS DA INFÂNCIA...


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Dança é mesmo uma atividade que faz bem pra tudo. É bom pra saúde, é bom pra manter a forma, é bom pra se fazer amigos, pra confraternizar, pra se conhecer pessoas. Ontem fui a um baile na “nossa” academia de dança, na verdade a comemoração de aniversário da casa. E conheci, através de amigos conquistados através das aulas de dança de salão, um casal maravilhoso, ele com oitenta e cinco, oitenta e seis anos, não lembro ao certo, mas dançando e dançando muito.

Conversamos muito e ele me dizia que em sua casa tem um pomar e que nesse pomar tem de tudo quanto é fruta, que ele plantou, frise-se. E eu fico encantando com isso, pois adoro hortas, jardins, pomares, minha frustração maior é não ter terra em minha casa para plantar. Tenho apenas um pequeno jardim na frente de casa, onde planto o meu pé de jacatirão, um pé de hibisco alaranjado – agora comprei duas mudas de hibisco gigante, que plantei em vasos -, temperos e chás, um ou dois pés de couve que as lesmas insistem em destruir, pequenos pés de araçás que produzem muito e um pé de rosa, alguns pés daquela orquídea bonita que dá em hastes longas.

Então fico com inveja do professor, que tem uma área generosa em sua casa para plantar o que quiser. E ele me disse que, entre tanta coisa que tem plantado, tem pés de babaçu. Ora, isso me reportou de imediato a minha crônica sobre meu avô Lúcio, que escrevi recentemente. Lembrava eu daquele avô que, no período que morou em Joinville, vinha a Corupá com sua cesta de vime cheia de guloseimas, que ele colecionava com cuidado durante a semana só pra pra trazer pra nós, um bando de netos pequenos. Era uma festa ver ele chegar com sua cesta cheia de balas, tucum, goiaba e tantas outras coisas. Havia esquecido de dizer, na outra crônica, que havia babaçu, também. Ele tinha um pé em sua casa em Joinville e colhia quando estava maduro para trazer para nós. Gostávamos da parte de fora, quando estava maduro, mas gostávamos ainda mais de quebrar o coco e comer a amêndoa mais ou menos do tamanho de uma castanha do Pará, que havia dentro. Era muito bom.

De maneira que o professor me fez lembrar do babaçu, que meu avô nos trazia na sua cesta, detalhe que eu não havia lembrado na crônica anterior sobre ele. Aquele avô carinhoso, infelizmente, foi-se muito cedo, quando eu ainda era menino. Mas nunca vou esquecer dele. Ele voltou a morar em Corupá antes de ir-se. Quem sabe eu também não volte, um dia desses, para ter meu quintal e meu jardim, para poder fuçar a terra e plantar e colher?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

TRIBUTO À PROFESSORA EDNA


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Escrever é bom não só pelo prazer de chegar até o leitor, mas porque através do que escrevemos conhecemos gente, conhecemos pessoas interessantes, pessoas que fazem, pessoas fenomenais.

Na minha recente participação no Salão Internacional do Livro de Genebra, conheci brasileiros radicados na Suiça que foram lá me prestigiar, comprar meus livros. Conheci escritores brasileiros de outros Estados brasileiros que eu não havia conhecido, ainda, aqui no Brasil e outros que vivem fora do Brasil.

E meu blog, “Crônica do Dia”, de vez em quando me traz uma boa surpresa, me aproxima de alguém que faz um belo trabalho na educação, incutindo o hábito da leitura em leitores em formação.

No comecinho desta semana, recebi um comentário da professora Edna, de Divinópolis, Minas Gerais, mas que dá aulas em Carmo do Cajuru. Ela me conta que é professora de Língua Portuguesa na pequena cidade mineira e trabalha o gênero crônica com turmas do sétimo ano. Ao procurar material para as aulas na internet, encontrou meu blog e levou crônicas dele para a sala de aula. Começou a trabalhar com meus textos e as turmas gostaram, tanto que agora acompanham diariamente o blog. Não é gratificante? Só por isso já vale a pena escrever.

Conheço outros professores que fazem isso, aqui no Estado, como a professora Mariza. Ela até já me levou lá nas escolas onde dá aulas para eu conversar com os alunos que leram meus livros e fizeram diversos trabalhos com eles.

Pena que a escola da professora Edna fica um pouquinho mais longe e não posso, pelo menos imediatamente, como gostaria, ir lá conversar com seus alunos. Mas quero enfatizar que, nos dias atuais, quando a educação está tão relegada a segundo plano pelos nossos governantes, ser professora como dona Edna, com dedicação e abnegação absolutas, é um privilégio dos alunos que ela tem. Ser aluno, ser estudante, hoje, também não é tão fácil, justamente pelo abandono que o ensino público vem sofrendo, mas professores como dona Edna, como dona Mariza, como tantos outros heróis da educação espalhados por esse Brasilzão afora, fazem com que valha a pena nossas crianças se prepararem para o futuro, pois estão em boas mãos.

Aproveitem, jovens, a grande professora que vocês tem, que os está ensinando a gostar de ler, pois a leitura é fonte de conhecimento, os livros e os professores é que nos prepararão para sermos adultos produtivos e bem sucedidos, pessoas honestas e inteligentes que poderão melhorar o mundo em que vivemos.

Professora, mande-me seu endereço para que eu envie alguns de meus livros para a biblioteca da sua escola. Meu e-mail é lc.amorim@ig.com.br

terça-feira, 21 de maio de 2013

PROFISSIONAL DE LETRAS


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Hoje é o dia do Profissional de Letras. Eu nem sabia que existia este dia, mas é uma boa oportunidade para homenagear os amigos escritores, jornalistas, revisores, editores, etc.

A todos aqueles que produzem textos e a todos que, de uma forma ou de outra fazem chegar os nossos textos aos leitores, vida longa e inspiração para continuarem o seu trabalho. Que consigamos incutir o gosto pela leitura, que consigamos difundir o hábito de ler.

Vivemos uma revolução no ato de ler e de publicar. Então o Profissional de Letras, que não considero ser apenas o escritor, tem novas armas para chegar até o leitor. Já não contamos apenas com o livro tradicional de papel, com o jornal, com a revista. Hoje o livro digital está conquistando o seu lugar, embora o livro impresso continue mais vivo do que nunca. A internet é um espaço democrático que veio para possibilitar a publicação de toda e qualquer produção literária, desencarecendo o ato de fazer chegar nosso texto até o leitor e revelando bons autores.

Então, que vivam os escritores, editores, jornalistas e que eles façam com que tenhamos cada vez mais leitores.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A TRADIÇÃO DA TAINHA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

O inverno ainda não chegou, fez um ou dois dias de frio há alguns dias, mas o tempo está bem quente ainda. No entanto, já tivemos um dia, na semana passada, que foram pescadas 17 toneladas de tainha. Quer dizer que a tainha chegou antes do frio, quer dizer que o frio deve estar pintando por aí. A safra pode até não ser tão boa quanto a do ano passado, mas vamos esperar que o f rio chegue para ver quanto ainda vai ser pescado.

Comer tainha no final do outono e começo do inverno é tradição na grande Florianópolis, em Santa Catarina. É até atração turística. Tem gente que vem de longe para ver as montanhas de tainha nas diversas praias da nossa região. E não é para menos, o espetáculo é uma coisa linda de se ver e comer a tainha, além de saboroso, é preservar um costume que remonta de há muito tempo.

Eu, por exemplo, que nem sou ilhéu, sou lá do norte do estado, já comprei dezenas de tainhas e já fiz várias cambiras, já recheamos outro tanto delas, já comemos caldo e por aí afora. O que é cambira? Vou repetir: é a tainha escalada, salgada e secada ao sol. Depois de seca, a gente dessalga – aferventa, trocando a água umas duas vezes – e grelha ou frita para comer com pirão de água (farinha de mandioca com água fervente) – o que é uma delícia – ou com o que se preferir.

É um regalo (acho que nunca tinha usado essa palavra, antes). É muito bom mesmo. Queira Deus que a poluição do mar e a pesca indiscriminada de tainhas ovadas não diminua a incidência delas no nosso litoral. Porque inverno – ou prenúncio do inverno – sem tainha, pode ter o frio que for, mas não será a mesma coisa.

E o engraçado da coisa é que eu nem gostava de tainha. Eu só gostava daquele peixe feito cambira. Aprendi, com minha mãe, a comer o caldo de tainha, a tainha recheada, até a frita. É o nosso peixe mais tradicional. E é muito bom. É eclético, é versátil, é saboroso. E bonito.

Uma rede pejada de tainha é um dos cartões postais da Santa e bela Catarina.

domingo, 19 de maio de 2013

O ESTÁDIOS PARA A COPA PAGOS PELO POVO


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Foi inaugurado, nestes meados de maio de 2013, mais um dos estádios brasileiros, daqueles que estão sendo construídos ou reformados para a Copa do Mundo e, depois, para as Olimpíadas, que também ocorrerá no Brasil.

Dona Dilma estava lá, inaugurando o estádio de Brasília, dizendo que a entrega da obra, que custou mais de dois bilhões de reais, é uma conquista do povo brasileiro, que juntos conseguimos fazer grandes coisas, “apesar dos pessimistas de plantão”.

Pois as obras nos vários estádios que serão entregues para a Fifa fazer a próxima Copa do Mundo, arrecadar a renda de tudo e ir-se embora com os bolsos cheios, sem colaborar com um centavo para a preparação do evento, com efeito, estão sendo pagas pelo povo, uma vez que é o dinheiro público que está sendo usado para isso, dinheiro juntado com os altos impostos que pagamos.

Dinheiro para a saúde, para a educação, para a segurança, que estão abandonados à própria falência, não há, no Brasil, nos últimos tempos mais do que em outros tempos. Mas bilhões e bilhões para pagar estádios e entrega-los à Fifa, para que ela junte todo o dinheiro que a Copa do Mundo vai render e retirar-se do país mais rica, isso há.

E o povo, apesar de pagar as obras, é quem vai pagar os ingressos para formar o bolo que a Fifa tirará do país.

Enquanto as escolas públicas caem aos pedaços, sem manutenção e sem equipamentos para que os professores mal pagos ministrem as aulas de primeiro e segundo graus para nossos filhos, enquanto os hospitais deixam de atender os cidadãos brasileiros por falta de funcionários, de médicos, de leitos e de equipamentos e eles morrem sem atendimento, sem cirurgias e sem remédios, enquanto a segurança é cada vez mais precária porque faltam policiais para estarem nas ruas, porque não há verba para admitir mais recursos humanos, viaturas, etc., o país renova seus estádios com o dinheiro público que deveria estar sendo direcionado para as tantas obras que precisam ser feitas e ficam sendo adiadas. Isso sem falar em mobilidade, infraestrutura, etc.

E nossa presidente enche a boca para dizer “somos capazes” de realizar, sim, as obras nos estádios, dentro dos prazos. Isso tem prioridade. E a educação, a saúde, a segurança?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O PEDÁGIO, A CONCESSIONÁRIA E A ANTT


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Já manifestei, em outra ocasião, a minha indignação contra a Autopista Litoral Sul, dona do pedágio na BR 101 em Santa Catarina, assim como contra a ANTT, que deveria fiscalizar o contrato feito com a concessionária.

A Autopista não vem cumprindo o contrato há anos, desde o início da concessão e, apesar dos protestos dos usuários e das matérias e artigos publicados em jornais, revistas, televisão e internet, ninguém faz nada. A ANTT, ao invés de cobrar o cumprimento do que não foi feito pela concessionária, penalizá-la e rescindir o contrato, uma vez que ele já foi quebrado por uma das partes, parece que a protege.

A sociedade vem cobrando, vem exigindo acabe a buraqueira que existe em vários trechos da BR 101, que o contorno viário na Grande Florianópolis , que deveria ser entregue este ano e ainda nem saiu do papel, seja finalmente feito, mas nada.

Esta semana, a ANTT anunciou que as obras do contorno viário, que depois de vários adiamentos, começaria este ano, foi adiado novamente para o ano que vem. Já virou deboche. A Autopista faz o que quer e não faz o que deve e a dona ANTT faz vista grossa. 

Já está na hora de dar uma sacudidela na ANTT, trocar os dirigentes, fazer alguma coisa para que esse órgão, administrado pelo poder público, faça o seu trabalho, qual seja o de fiscalizar os contratos de concessão de pedágio para manutenção de estradas pelo Brasil.

Está na cara que a tal de ANTT vem favorecendo a concessionária, que deixou de cumprir vários itens do que foi acordado em contrato, apenas arrecadando o dinheiro do pedágio. Está na hora de acabar com esse contrato, que na verdade já foi quebrado pela AutoPista, que não cumpriu a sua parte. Já se fala em um CPI, se não forem tomadas providências de uma vez. E é preciso que se tome providências, pois é inadmissível que paguemos pedágio para termos uma estrada toda esburacada, com sinalização deficiente e sem as obras necessárias para melhorar o fluxo, como o contorno viário na Grande Florianópolis.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"PÉ NA COVA" NO FUNDO DO BURACO


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Assisti, de novo, ao programa “Pé na Cova”, na Globo, para ver se melhorava. Já o vi algumas vezes, mas não consegui entender, ainda, porque rotularam-no de programa de humor. Não conseguir rir nenhuma vez, não vi graça nenhuma, por mais que tenha me esforçado. O forçadas.

Miguel Falabela parece que perdeu o jeito neste novo programa, pois o humor escrachado de “Sai de Baixo” e “Toma lá dá cá” está longe de ser alcançado em “Pé na Cova”. Dá até pena de ver um elenco tão bom “tentando” fazer graça com textos tão ruins.

Marília Pera, entre outras, diva do teatro brasileiro, é a única que se salva num programa que exagera em tudo, inclusive no recurso de colocar os personagens a falarem errado.

Não deve passar dessa primeira temporada, o infeliz “Pé na Cova”. Um desperdício de tudo, um mau uso de bons atores, de horário na televisão aberta, do tempo do telespectador que acaba vendo de novo para ver se o programa se redimiu.

Uma pena. Falta graça, falta humor no programa que deveria ser de humor, deveria ser engraçado, deveria fazer a gente rir como o faziam os programas anteriores de Miguel Falabela. Tanta gente para escrever “Pé na Cova” para resultar num programa tão ruim...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O ANIVERSÁRIO DA VELHA SENHORA

 
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Completa mais um aniversário, a velha senhora, neste dia 13 de maio. É preciso comemorar. Sua comunidade, as pessoas que vivem na cidade a qual serviu, até que foi aposentada, aos cinquenta e seis anos, deveriam festejar-lhe a longevidade. Parece pouco, parece ter se aposentado ainda jovem, mas trabalhou muito a velha senhora, dando passagem ao seu povo, ao progresso, facilitando as idas e vindas do continente para a ilha e vice-versa.

Velha senhora que, apesar de aposentada, continua servindo, posando como principal cartão postal da capital de Santa Catarina. Triste e melancólica, a dama de ferro, se vista de perto, passando por mais uma operação plástica, mais uma cirurgia para poder receber, no futuro, os caminhantes da sua cidade. Sim, os caminhantes, pois ela está muito cansada, a idade lhe pesa e não pode mais suportar veículos, os automóveis, caminhões, ônibus, nem pensar. Depois da série de cirurgias que vem sofrendo ao longo do tempo, quem sabe, poderemos sentir todo o seu carinho e dedicação de novo, carregando-nos em seu seio? Estão prometendo a sua entrega aos cidadãos da Grande Florianópolis, pronta para ser usada, ainda que amparada pilares em seu vão, no final de 2014. Será?
Mas continua imponente e majestosa de qualquer ponto da cidade que domina, a velha senhora mais bela da capital.

Presto homenagem a você, velha senhora, em nome de todos aqueles que vivem na nossa bela Florianópolis, e quero que saiba que entendo a sua melancolia, você que nos deu passagem por mais de meio século por seus braços estendidos sobre o mar, um do lado do continente e o outro do lado da ilha de Santa Catarina. Sentimos falta de caminhar sobre o seu peito protetor, a nos dar segurança para chegarmos ao outro lado. As pontes de concreto que se perfilaram ao seu lado não têm a beleza e o carisma que você tem. Sabemos que já trabalhou demais, que merece a sua aposentadoria, mas está tão bela e sua solidão é tão dolorida que sonhamos ser acolhidos em teu seio novamente. Enquanto estiver assim, altaneira e soberana, teremos esperança. Sabemos que lhe são incômodas as cirurgias contínuas que sofre e pedimos perdão por isso, mas é para devolver-lhe a saúde e poder mostrar que é a velha senhora mais forte que todos conhecemos.

Parabéns, Ponte Hercílio Luz, patrimônio da bela e Santa Catarina. Esperamos que possamos comemorar muitos outros aniversários e, quem sabe, num futuro próximo, no meio dos seus longos braços abertos.

Você, que é patrimônio histórico e artístico de nossa terra, mas mais do que isso, é patrimônio do coração de todos nós.

domingo, 12 de maio de 2013

CANÇÃO PARA MINHA MÃAE


Luiz Carlos Amorim


Canto uma canção antiga,
uma canção romântica,
uma canção de amor,
uma canção de vida.
Canto prá você.

Canto todas as canções
numa cantiga só...
Às vezes desafino, é verdade,
mas a canção é poesia,
acalanto, emoção,
é alma, é sentimento.
É tudo, é você, mãe.

Meu cantar é minha luz,
luz que vem de você,
minha comunicação com Deus,
a ligação com o universo...
Minha canção é você, mãe...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

TODO DIA É DIA DAS MÃES


Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Chega, então, o Dia das Mães, época de comprar presente para dar a alguém especial. É preciso pensar bem, escolher bem, porque precisamos dar um presente para ela, e não para a casa dela. Precisamos, antes de qualquer coisa, estarmos presentes, dar carinho, manifestar nosso respeito, nosso reconhecimento e nosso amor. Não apenas nesta data específica, nesta semana, mas sempre. Nada é mais importante do que a companhia, a presença tanto quanto possível, não interessa a idade que os filhos tenham.
Mas é tradição, para nós, filhos, darmos uma lembrança a ela, no seu dia, além do sentimento que ela inspira em cada um. Comprar presente, sabemos, é uma questão de consumo, o comércio aproveita essas datas comemorativas para vender mais. É que já nos habituamos a dar um presente às Mães, no seu dia, tão bom quanto possamos dar. É uma outra maneira de dizer que ela é importante para nós, é uma maneira de homenageá-la, de provar que pensamos nela.
Então é preciso saber o que ela gosta e escolher um bom presente. Alguma coisa que ela vá usar, pessoal, alguma coisa que dê prazer a ela. Digo isso porque, como o próprio comércio sugere com insistência esmagadora, dá-se de presente batedeira, liquidificador e outros eletrodomésticos, coisas que não são dignas de se dar a uma pessoa tão importante como presente numa data dedicada exclusivamente a ela. E há presentes piores, como panelas, formas e travessas de vidro, etc.
Se não pudermos comprar nenhum presente – e isso pode acontecer com muitos filhos – que presente então lhe dar, a não ser nosso respeito, todo carinho e amor e uma pequena flor, gigante como ela própria? Sim, uma flor – símbolo incontestável do sentimento maior que ela nos inspira, junto com o abraço forte e o beijo grande.
Mãe – a vida se repartindo, coração se avolumando, amor se multiplicando... Todos os dias são seus, toda a vida lhe pertence; a natureza, perfeita, é sua irmã gêmea. E nós lhe festejamos, hoje e todos os dias.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

LITERATURA BRASILEIRA NA SUIÇA

Eu e dona Hellen no Salão de Genebra

     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Encerrou-se o Salão Internacional do Livro de Genebra, no dia 5 de maio, um dos maiores eventos literários da Europa. O sucesso dessa mega festa do livro é retumbante. E o sucesso do estande do Varal do Brasil, que levou escritores brasileiros  para integrá-los ao cenário mundial da literatura é inegável. O Varal do Brasil reúne autores de todo os cantos do Brasil e divulga a literatura brasileira dentro e fora do Brasil. E vários desses autores, dezenas deles, estiveram presentes ao Salão, participando do lançamento da antologia Varal do Brasil 3 e realizando lançamento de suas próprias obras, integrando a nossa literatura com a literatura de outros tantos países. O Salão tem proporções enormes, o número de países que participa dele é muito grande e este ano contou com mais de cento e vinte mil visitantes. Daí a importância de haver, num evento da magnitude do Salão, um estande com a literatura brasileira, que se destacou e se fez notar, atraindo o interesse e a atenção do embaixador do Brasil na Suiça e contando com a visita do escritor Paulo Coelho, que mora em Genebra.

O estande dos Varal do Brasil cresce a cada ano e, na próxima edição, a organização do Salão dará mais espaço aos escritores brasileiros, pois chamou a atenção pela movimentação e animação que foram uma constante naquele reduto do Brasil. O reconhecimento do sucesso do estande dos escritores tupiniquins foi pleno, evidenciando que a iniciativa de apresentar a literatura dos brasileiros num evento de âmbito mundial como o Salão foi acertada.

Fiquei feliz de receber a visita de brasileiros que moram na Suiça, que foram a minha sessão de autógrafos conhecerem a minha obra, pois eram pessoas que nem me conheciam, apenas tinham ouvido falar de mim ou tinham lido alguma coisa em algum jornal ou revista. É gratificante esse reconhecimento e carinho, quando se está tão longe de casa, tão longe do Brasil. Uma das visitantes, a dona Hellen, catarinense radicada em Genebra, foi me abraçar por indicação do sobrinho dela, Marinaldo, meu amigo escritor de Joinville. Marinaldo, ganhei uma tia, menino. Que doce de criatura a dona Hellen!

Em próximas edições do Salão, o Grupo Literário A ILHA poderá fazer-se ainda mais presente, com mais representantes da literatura catarinense.

 

 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A FESTA DA LITERATURA BRASILEIRA NA SUIÇA


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Genebra, como já disse em outras ocasiões, é uma cidade belíssima. E o Salão Internacional do Livro de Genebra é uma festa para todos os sentidos. Ontem participei, dentre outras coisas, do lançamento da antologia Varal do Brasil 3, da qual participo com mais escritores brasileiros e também autores do Grupo Literário A ILHA, como a Fátima de Laguna e a Jacqueline, organizadora do livro e coordenadora do Varal.

Digo que é uma festa para todos os sentidos, pois além do colorido das gentes e dos livros enchendo os olhos da gente, do barulho das pessoas falando e vivendo livros e literatura, do cheiro de livro novo e dos cheiros que recriamos lendo as obras tantas que estão sendo apresentados no Salão, existe o contato com os escritores do Brasil e de Portugal, o abraço amigo que nos acolhe. E poder abraçar toda essa gente, conhecê-los, não tem preço. Como querer mais do que isso? Mas tem mais, tem a delícia de poder confraternizar com essa plêiade de nômades escritores saboreando os vinhos tinto e branco aqui da terra, da Suiça, que o Paulo e a Jacqueline serviram no coquetel de lançamento do Varal Antológico.

Aliás, esses dois são únicos na excelência do receber bem a gente. A Jacqueline, batalhadora incansável na missão de divulgar a literatura brasileira fora do Brasil é artífice desta iniciativa memorável de trazer escritores brasileiros para brilhar no Salão Internacional do Livro de Genebra. Sem ela, certamente não estaríamos aqui, não haveria um stand de escritores brasileiros neste evento literário que é, talvez, o maior da Suiça.

Então quero prestar meu tributo a essa grande escritora pela garra e determinação em realizar esse projeto que nos dá a oportunidade de alcançar um público novo. Ah, mas em Genebra não se fala o português. Na Suiça fala-se italiano, francês, alemão, mas não o português. Mas há aqui uma comunidade bastante acentuada de gente que fala português: há portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos vivendo aqui, e por aí afora. E em outros países europeus, sem contar Portugal, é claro.

É impressionante como em quase todo lugar que a gente vai, aqui em Genebra, há um português, ou mesmo um brasileiro, alguém de Cabo Verde, etc.

Então me sinto em casa, com a acolhida da Jacqueline e do Paulo e de todos os escritores brasileiros e portugueses que vieram para participar do Salão Internacional do Livro de Genebra. Já sinto saudades, antes mesmo de partir para Portugal e depois para o Brasil, a tempo de participar ainda da Feira Catarinense do Livro em Florianópolis, se a dona TAM deixar, pois ela mudou de novo os meus horários de viagem. Eu tinha lançamento marcado para o dia 10 em Floripa, vou precisar adiar para o dia 11 e mesmo assim não sei se vou chegar a tempo.

E por falar em lançamento, hoje, as 11 horas, minha sessão de autógrafos no Salão Internacional do Livro de Genebra. Vai ser outra festa literária.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ECONOMIA NA EDUCAÇÃO


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Li notícia a respeito da “junção de turmas” que o governo catarinense vai fazer para poder despedir professores em caráter temporário. É mais um golpe para a educação, pois o ensino certamente será prejudicado, com salas entupidas de alunos. Professores que já estão tendo que se virar com três turnos em algumas escolas, por falta de espaço, uma vez que o governo não fez as reformas que muitas dependências, caindo aos pedaços, precisavam.

O que significa que, além de salas cheias, o número de horas aulas diminui, pois aumenta um turno. Segundo o Secretário da Educação, são “apenas” duzentos e quarenta e cinco turmas que vão ser aglutinadas. Apenas. Porque ele não tem os filhos dele nessas escolas.

Ainda a folha de pagamento, que está “quase no limite”. Volto a insistir: e os cabides? E as secretarias regionais, que não servem para nada e só oneram a tal folha de pagamento? Por que será que fazem economia sempre em cima da educação e da saúde?

Isso me lembra a educação em nível federal, que suspendeu as bolsas para graduação e pós-graduação em Portugal, para nossos estudantes. O ministro da Educação – tentando fazer economia para tia Dilma? – dá a desculpa que é porque ele quer que os estudantes brasileiros tenham o desafio de uma segunda língua.

Será? É interessante, porque conheço vários estudantes brasileiros estudando em Portugal que falam o inglês fluentemente e alguns até uma terceira língua.

Saiu um ministro da Educação incompetente e entrou outro apto a substituir a incompetência do outro. Pobre educação brasileira. E nem falamos no Enem, que para não perder a tradição, teve outro escândalo este ano.