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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A VERDADE SOBRE O FECHAMENTO DE APAES

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O governo quer fazer mudanças no atendimento à educação para crianças especiais e não é para melhor. O novo texto do PNE – Plano Nacional de Educação, é bastante confuso – coincidência? – visto a ambiguidade da meta 4: : "universalizar, para a população de quatro a 17 anos, o atendimento escolar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente, na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível sua integração nas classes comuns".

A primeira versão do projeto de lei focava apenas na expansão do atendimento escolar: "universalizar, para a população de quatro a dezessete anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino".

Antes, o discurso era pela inclusão, pela assistência especializada para crianças especiais. Agora, infelizmente, o governo quer transferir a responsabilidade da educação especial para os Estados e municípios, pois o fato de encaminhar as crianças com necessidades especiais para a escola convencional significa redução do repasse de verbas para as Apaes. A partir de 2016, como prevê o texto, haverá um congelamento de matrículas nas APAES para fins do cálculo para o repasse do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Isso acarretará na demissão de funcionários e no inevitável fechamento de muitas APAES em todo o país.

O novo texto prevê, é bom que se frise, que as matrículas no ensino regular serão obrigatórias, e não mais preferenciais, às crianças com deficiência, pois as APAES perderão o status de educação básica e serão consideradas apenas de educação complementar.
      
O problema maior é que a escola regular, a escola pública, aquela que atende as crianças que não são especiais, já não está preparada para atender a demanda que deveria ser normal. Faltam professores, as escolas estão caindo aos pedaços, porque não têm manutenção, faltam equipamentos, faltam escolas. Os professores não são qualificados, em alguns casos – até porque a própria formação não é adequada, pois é a continuação da educação falida de há bastante tempo - nem para dar aula para os alunos ditos “normais”, quanto mais para os especiais. Não são bem pagos, pois o ensino fundamental é a fase mais importante da criança. Se ela for bem ai, o resto será mais fácil.

Para transferir a educação dos especiais para a escola regular, o Ministério da Educação deveria primeiro pensar em um programa de qualificação para todo o corpo docente. E ter escolas em bom estado para suprir a necessidade dos alunos não especiais e também os especiais. Mais: as escolas teriam que ter adaptações para receber os alunos especiais.

Seria engraçado se não fosse absurdo:  o nosso “governo” faz modificações irresponsáveis no nosso ensino, na nossa educação, para dizer o mínimo, mas não prepara professores, espaço e equipamentos para receber e colocar em prática o que quer impor. Faz leis com textos confusos e ambíguos para poder continuar com o processo de falência da educação brasileira, para se livrar de “problemas”, agora incluindo os estudantes especiais.
As crianças especiais até podem ser matriculadas no ensino fundamental regular, mas será que haverá estrutura para recebê-las? Sabemos a resposta, infelizmente.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

RIO MANSO, BELEZA E ECOLOGIA

 
 
 
   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Eu conheço muito pouco o interior de Jaraguá do Sul. Fui visitar, recentemente, a convite de Márcio Ceccato, a Estrada Geral Ribeirão Manso. É uma estrada que acompanha, em alguns trechos, o Rio Manso, atravessando Jaraguá até Campo Alegre.

O caminho é longo e bonito e o rio, chamado Manso, é belíssimo. Mas de manso não tem muito, pois o leito caudaloso, na descida da serra, é usado para canoagem e outros esportes radicais. Há, também, cachoeiras e uma antiga represa. A natureza é exuberante e o ecos-sistema parece protegido.

Já houve, sim, intenção de usar o rio e o vale para instalar uma PCH – pequena hidrelétrica, num dos trechos mais belos do rio, onde há mais declive e as corredeiras são mais fortes. Um empresário da região pretendia conseguir autorização para construir a PCH, mas ele faleceu há mais ou menos um ano e não se falou mais no assunto. E é bom que a hidrelétrica não seja mais lembrada ou cogitada, pois não seria bom para aquele belíssimo lugar, represar a água do Rio Manso iria transfigurar a floresta nativa e o próprio curso dágua.

E lá no alto da serra do Manso, encontra-se a Fazenda Leão da Montanha, um tributo de beleza àquele paraíso natural. Um grande chalé e uma casa para receber visitantes, lagos, trilhas, cascatas, mata atlântica, o rio serpenteando pelo terreno formam um quadro perfeito. É um lugar perfeito para se admirar a natureza e os donos da fazenda tornaram-no ainda mais bonito. São seiscentos mil metros quadrados de natureza e ecologia.

Vale a pena conhecer esse oásis de tranquilidade e encantamento no alto da serra do Manso.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CÂMERAS INÚTEIS, SEGURANÇA ZERO


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://

Mais uma prova de que a segurança em Florianópolis é zero. Os quatro bustos em bronze de personalidades históricas de Santa Catarina, que estavam na centro da Praça XV, a tradicional Praça da Figueira, foram roubados e ninguém viu. O roubo aconteceu no dia 8 de agosto e só foi descoberto no dia 22.

Os bustos são nada mais nada menos do que de Cruz e Sousa, o maior poeta catarinense e mais importante poeta simbolista brasileiro, de Victor Meirelles, pintor famoso em Santa Catarina e pelo Brasil, autor de “ A Primeira Missa no Brasil”, de Jerônimo Coelho, jornalista e político, fundador do primeiro jornal de Santa Catarina – “O Catharinense”, e de José Boiteux, jornalista, historiador e político, patrono do ensino superior no Estado, fundador da Sociedade Catarinense de Letras.

É um desrespeito total para com a nossa história. E, principalmente, é inaceitável que a falta de policiamento permita que isso aconteça. E o episódio, lamentável, provou mais uma vez que a instalação de milhares de câmeras pela cidade é dinheiro jogado fora, pois não adianta existir tantas câmeras, se não há ninguém para monitorá-las, ninguém para olhar e ver, através delas, o que está acontecendo nos vários pontos da cidade.

Por que se houvesse monitoramento, teriam visto os ladrões trabalhando para desprender e levar as estátuas, os bustos. E teriam acionado a polícia, que não está nas ruas, para ir até lá e prender os criminosos. Não há polícia nas ruas e não há ninguém monitorando as imagens captadas pelas centenas, milhares de câmaras que foram espalhadas por toda a capital. Dinheiro público jogado no lixo. De novo.

domingo, 25 de agosto de 2013

UM ANO DE COMEMORAÇÕES


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O Grupo Literário A ILHA completou, em junho próximo passado, trinta e três anos de atividades. Iniciamos em São Francisco do Sul, migramos para Joinville e atravessamos os anos 80 e 90 lá, mudando a sede novamente em 2000, para Florianópolis.

E as comemorações começaram cedo, antes mesmo de junho chegar, quando participamos do Salão Internacional do Livro de Genebra, em maio. Uma edição especial da revista Suplemento Literário A ILHA foi editada para levar ao Salão, com escritores brasileiros que lá estariam marcando presença.

Em abril, o Grupo A ILHA esteve na Feira do Livro de Joinville, com a participação de integrantes como este coordenador, que lançou lá seu livro “O Rio da minha Cidade”, Célia Biscaia Veiga que lançou “A Feia Acordada” – infantil e Mary Bastian, que lançou “No País do Sol Dourado”, infanto-jujvenil, os dois últimos da Editora Dialogar. Na oportunidade, foi lançada também a edição 124 do Suplemento Literário A ILHA.

Em junho, participamos da Feira do Livro de Jaraguá do Sul, lançando a edição comemorativa do aniversário do grupo e livros deste coordenador e da escritora e editora Célia Biscaia Veiga. Outros participantes do grupo também estiveram presentes, como Selma Ayala, Gil Salomon e outros. Essa comemoração foi exatamente no mês do aniversário do Grupo A ILHA.

No mês de agosto, o Grupo A ILHA foi convidado para a primeira Feira do Livro de Mafra e este coordenador lançou seu novo livro “Histórias de Natal”, no estande da Editora Dialogar, da escritora Célia Biscaia Veiga, que também lançou seus livros “O nome dele era Pedro” e “A Feira Acordada”.

Participamos, também, em agosto, da grande festa da literatura brasileira aqui em Florianópolis, realizada pelo Varal do Brasil. Foi lançamento do “Varal Antológico 3”, antologia da qual participam vários integrantes do grupo A ILHA.

Continuando, estaremos no Festival Cultural de Campos Novos, onde falaremos do Grupo A ILHA na palestra “A Nova Literatura Catarinense” e lançaremos o novo livro de contos “História de Natal” e mais recente edição do Suplemento Literário A ILHA.

Para fechar o ano de comemorações do aniversário do Grupo Literário A ILHA, participaremos, no final do ano, da Feira Catarinense do Livro, aqui em Florianópolis.
2013 está sendo um ano bastante movimentado para o Grupo Literário A ILHA. Como presente, o grupo ganha, ainda, um repaginamento, patrocinada pela escritora Clarice Villac

sábado, 24 de agosto de 2013

E A CULTURA EM SANTA CATARINA?


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Já estamos quase no final do governo de Raimundo Colombo em Santa Catarina, e as coisas não mudaram, no que diz respeito à educação, à saúde, à segurança. A educação continua em processo de falência, a saúde está na UTI e a segurança não existe.

 Muito se fala em cultura, por exemplo, mas de concreto, quase nada foi feito. Cadê uma política cultural estável, funcional, que contemple todo o Estado, coisa que está faltando de há muito tempo? O CIC - Centro Integrado de Cultura, ainda está em reforma, passados vários anos e gastos muitos milhões de reais dos cofres públicos. O teatro e o cinema do CIC até foram liberados, este ano, mas voltaram a ser interditados, pelo não cumprimento de vários itens de segurança Estamos esperando, ainda, que responsabilidades sejam apuradas. Um edital Elizabeth Anderle foi lançado este ano, mas é muito pouco para quase três anos de governo.

 É preciso dar continuidade ao Prêmio Cruz e Sousa, também, e ao Edital para compra de livros de autores catarinenses para distribuição às bibliotecas municipais. Trata-se, este último, de uma lei que há quase vinte anos não vinha sendo cumprida e que teve, finalmente, um edital na gestão de Anita Pires. Precisamos de bibliotecários nas escolas públicas, coisa que o Estado não tem suprido como deveria. Aliás, falta professores, falta equipamento, falta manutenção, falta salário, falta tudo para a educação catarinense. E falta integração da capital com a cultura de todo o Estado, mais atenção da Secretaria de Cultura e da FCC a todas as manifestações culturais catarinenses, de qualquer cidade catarinense. Esperávamos que as coisas andassem melhor, neste novo governo, mas não mudou nada até agora.
O que ainda há deve-se a abnegados escritores e agitadores culturais que, tirando água de pedra, realizam eventos culturais sem o apoio do Estado.

Na verdade, precisamos muito de uma política cultural que funcione, que contemple todas as modalidades de arte. Mas não basta que se estude, que se discuta, que se planeje, que se faça leis que não são cumpridas, que se prometa, apenas. Temos, em SC, boas iniciativas que funcionaram, como o Prêmio Cruz e Sousa de Literatura, que concedeu os maiores prêmios em dinheiro do país, além da publicação dos livros, para autores não só catarinenses, mas também a nível nacional.

 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A FESTA DA LITERATURA CATARINENSE EM SC

Norma Bruno, eu, Jacqueline Aisenman e Fátima de Laguna,
integrantes do Grupo A ILHA na festa do Varal do Brasil

    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br   

A antologia do Varal do Brasil, que reúne escritores brasileiros de todos os pontos do país e alguns que vivem no exterior, além de portugueses, foi lançada em maio no Salão Internacional do Livro de Genebra. Tive o prazer de estar lá e foi uma belíssima festa.

Nesse início de agosto, o “Varal Antológico 3” foi lançado em Florianópolis. Por que Florianópolis? Porque dos co-autores da antologia, alguns são aqui da região e a editora do Varal do Brasil, Jacqueline Aisenman, é catarinense de Laguna.

Mais uma vez o Varal do Brasil é o elo de ligação, o amálgama que une escritores geograficamente tão distantes um dos outros, que possibilita o encontro de produtores de literatura que, de outra forma, não ficariam cara a cara, não poderiam trocar um abraço de confraternização. Isso já foi feito anteriormente, tanto aqui em Santa Catarina como em Minas Gerais e em Genebra.

Sei quanto é importante essa integração entre escritores, pois há décadas fazemos isso no Grupo Literário A ILHA, ainda que, de certa maneira, em menor proporção. Começamos reunindo escritores do norte do Estado de Santa Catarina, depois de todo o Estado e, a partir do advento da internet, também de todo o Brasil e de outros países.

A festa foi espetacular, com a presença de mais de uma centena de pessoas, além dos quarente e três escritores de vinte e três cidades diferentes de onze estados brasileiros, fora representantes de Angola, França, Suécia e Suiça, conforme o escritor José Alberto Souza, no seu blog “Poeta das Águas Doces”.

Além da antologia do Varal do Brasil, vários autores trouxeram obra de suas lavras. Jacqueline lançou seu novíssimo “Sentimentos Confiscados” e este cronista que vos fala fez o pré-lançamento de seu novo livro de contos “Histórias de Natal”, que foi lançado também na feira do livro de Mafra e terá lançamento, ainda, no Festival Cultural de Campos Novos e na Feira Catarinense do Livro em Florianópolis.

A reunião de tantos escritores de tantas regiões do Brasil e até de fora do país, em Florianópolis, constituiu-se na grande festa da literatura brasileira. E não só uma integração de escritores, mas a integração do Varal do Brasil com o Grupo Literário A ILHA.

 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

RECURSOS PARA A EDUCAÇÃO


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Uma notícia que deveria ser boa para minimizar o caos que se instalou na educação brasileira, há já algum tempo: a Câmara dos Deputados aprovou a destinação de 75% dos royalties do petróleo do Pré-sal para a educação. Os outros 25% são para a saúde. Falta a sanção da Presidente Dilma, mas ela deve fazê-lo, pois já enalteceu em público o aumento de verbas para a educação.

De cada barril de petróleo extraído em terra ou no mar, de 10 a 15 por cento são a parte do governo, dos Estados e dos municípios. Da parte do governo, 75% será destinada à educação e 25% à saúde.  Por que só 25% para a saúde, ninguém explicou, mas a educação está precisando bastante, embora a saúde também esteja na UTI.

Os 75% representam 135 bilhões para serem aplicados na educação brasileira até 2022. O valor, porém, é insuficiente para o país investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área - valor necessário para cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Seriam necessários mais 165 bilhões.

A notícia é boa, pois finalmente o Brasil aplicaria o que deve ser aplicado numa área tão importante como a educação, tão abandonada, tão sucateada até agora. Mas não sei se podemos confiar, mesmo que parte dos recursos estejam garantidos, pois a CPMF, cuja arrecadação era destinada à saúde, foi recolhida durante anos e anos, mas nunca foi aplicada na saúde.

Esperemos que desta vez os recursos realmente sejam usados para melhorar a educação deste nosso Brasil que está literalmente falida. Alguma coisa precisa ser feita e a hora é essa. É preciso resgatar a educação brasileira. Assim como a saúde, a segurança, a justiça.

sábado, 17 de agosto de 2013

UM MEMORIAL PARA CRUZ E SOUSA


   Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
 
O Memorial Cruz e Sousa, que foi prometido para o aniversário do poeta em 2008, só foi inaugurado depois do aniversário de 2010, em Florianópolis. Os restos mortais do maior poeta catarinense, trazidos de Minas para o Rio em trem de carga e finalmente vindos para Santa Catarina em 2007, iriam de novo para a senzala, que o local onde foi construído o Memorial é justamente o lugar onde ficava a senzala do casarão que hoje é o Palácio Cruz e Sousa. Os ossos do grande mestre do Simbolismo ficaram esperando todo esse tempo – três anos – para voltar à senzala.


Mas isso não é o pior. O espaço do Memorial é pequeno para se realizar ali atividades culturais, literárias, eventos com algum público. Quando da inauguração, divulgou-se que ali, além de ser o jazigo de Cruz e Sousa, seria um novo espaço para acolher eventos artísticos e culturais. Mas a verdade é que o espaço é pequeno e desguarnecido de qualquer móvel para acolher reunião de pessoas.

Mais uma vez, o governo de Santa Catarina promete, mas não cumpre, ou cumpre pela metade. Prometeu espaço onde poder-se-ia realizar lançamentos de livros, sessões de autógrafos, homenagens ao poeta, como saraus, exposições, mostras, mas não deu condições para isso.

Divulgou-se que a Fundação Catarinense de Cultura, que é quem administra o imóvel, iria reformar o Memorial, para torná-lo usável, já que além dos problemas estruturais, o abandono acarretou outros. Constatou-se, ainda, que o referido está construído sobre local proibido, a Casa de Força do Palácio Cruz e Sousa. Levou tanto tempo, mais de três anos, desde a chegada dos restos mortais do poeta a Florianópolis, até que se inaugurasse o Memorial – pela metade, pois o projeto previa mais benfeitorias – e ninguém percebeu que estava sendo construído em lugar impróprio do jardim do Palácio, que era muito pequeno, que não seria possível realizar nenhum evento em espaço tão exíguo?

Finalmente decidiu-se, numa nova administração da Fundação Catarinense de Cultura, proceder às reformas para que o Memorial fique realmente pronto. Esperemos que fique pronto até a data de aniversário de Cruz e Sousa, que ocorre em novembro.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

APOLÔNIA, PROFISSÃO ESCRITORA



Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br  


Apolônia Gastaldi foi educadora, administradora, mas antes de tudo ela é escritora. E das boas. É uma grande representante das letras catarinenses, tem uma obra extensa e consistente que contempla a poesia, o romance, a crônica, o conto e até a literatura infanto-juvenil.

Seu primeiro romance foi “A Força do Berço - Herança”, publicado em 86, o primeiro volume da saga que teria cinco volumes e que teve o último publicado em 2012. Em 2005, a escritora de Ibirama publicou oito livros: a reedição de “Herança”, os outros 3 volumes da saga “A Força do Berço” – “Segredos”, “Sinais” e “Regresso”; “Mar” – poema; “Amor” – poesia; “Anjos Azuis” – romance infanto-juvenil e “Barra do Cocho” – romance que se transformou de imediato num clássico da literatura catarinense.

Apesar de não ter publicado desde 2005, a não ser em revistas e jornais, Apolônia continuou produzindo, ininterruptamente. E em 2012 ela publicou mais quatro novos livros: “Memórias” – contos; “Emoções” – poemas; “Destino de Mulher” – romance e “A Força do Berço V – Samir”, o último volume da saga. E ela acaba de terminar o novo romance “A Saga de Fausto”, tendo já começado outro, “A Magia de Ísis”.


Apolônia Gastaldi é uma das escritoras mais ecléticas e mais importantes de Santa Catarina. Não é à toa que sua obra está alcançando o país todo, esgotando sucessivas edições de seus livros. Uma distribuição eficiente tem feito com que seus livros cheguem a quase todos os estados brasileiros e leitores de todos os rincões tem tido o prazer de usufruir da sua criação e criatividade.

Como uma artesã da palavra que não para, ela está nos apresentando um novo livro, “Olhos Verdes”. Sobre o novo texto, a autora diz: “Um pouco distante destes mundos sujos, cruéis, eu criei uma história de uma linda menina de olhos verdes. Desprezada, ela não conhecia o carinho, nem o bem estar. Mas, eu resolvi fazer esta menina feliz. Só no meu livro; e você o que faz por elas? E o nosso país? E a nação, o que faz?”

Apolônia resolveu e fez. Ela cria uma personagem desvalida, sofrida e lhe dá uma vida. Uma personagem como tantas que conhecemos, mas que não têm o mesmo final feliz que a autora engendrou.

Com certeza, é mais uma grande obra de uma grande escritora.

 

sábado, 10 de agosto de 2013

NESTE DIA DOS PAIS


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Nesse Dia dos Pais quero inverter a ordem das coisas e homenagear minha filharada. Quero agradecer-lhes, minhas filhas, nesse dia e em todos os outros, pelo privilégio e pela honra que Deus me deu de ser o pai de vocês. E agradecer a sua mãe, também, por ter me dado vocês, nosso maior tesouro. Quero dizer-lhes que eu só tive a exata noção do que é ser um ser humano completo e feliz depois que vocês chegaram. Que os filhos dão um objetivo maior à vida da gente, que depois que eles chegam, a gente tem uma razão maior para viver. Que muito do que aprendi na minha trajetória por este mundo de Deus, até aqui, foram vocês que me ensinaram. Não trocaria o orgulho de ser pai de vocês por absolutamente nada neste mundo.

Vocês cresceram e cada uma está trilhando o seu próprio caminho e eu fico aqui torcendo pelo sucesso de vocês. E tenho certeza de que ele estará sempre presente em suas vidas, porque sei da educação que tiveram. Sinto falta de vocês – filhos são sempre crianças, não importa a idade que tenham – pois nossa casa parece insistir em me lembrar que está faltando alguém. Mas aí eu penso que é assim mesmo, que pais são aqueles seres que ficam aumentando a casa até que, quando ela está pronta, do tamanho ideal – grande demais -, os filhos começam a sair do ninho para terem as suas próprias casas. É a ordem natural das coisas.

Então o meu beijo e o meu abraço a vocês, sempre, pois vocês são o maior presente que eu poderia desejar. E me sinto abraçado, beijado, amado, mesmo que vocês, a minha filharada, não possam estar aqui, pois tenho, na memória, muitas pastas com uma quantidade enorme de arquivos cheios de abraços, beijos – melados, lambuzados, molhados, alguns deles, dos quais gosto tanto quando dos outros – e faço uma releitura deles, desde a mais remota infância de vocês até recentemente, quando a juventude plena e a vida adulta lhes chegou e a vida lhes mostrou seus próprios caminhos.

E enquanto não posso abraçar vocês, abraço a sua alma, o seu espírito, e mato um pouco da saudade.

Feliz Dia dos Pais e feliz Dia dos Filhos, minhas filhas. O meu é feliz porque eu tenho vocês.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

DIA DOS PAIS E DOS FILHOS

 

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Conheço um menino, dos tantos meninos que vão ficando mais tristes à medida que o Dia dos Pais vai chegando, que não sabe o que fazer com o presente que ele fez, na escola, para dar ao seu pai. É que o pai dele aparece muito esporadicamente, isso sem contar que deu a se conhecer ao menino quando ele já tinha uns seis anos.

Então ele fez o presente, pois era atividade de sala de aula, e trouxe para casa. Em cima do pacote está escrito “Para o meu Pai”. E o pai dele não deu notícias, não deu ao menino qualquer esperançazinha remota de que vai estar com ele no próximo domingo, dia dos pais.

Que fazer com o presente? Guardar, indefinidamente, até que ele, o pai, dê sinal de vida. Na verdade, a escola vai fazer uma festinha e pediu aos alunos que levassem seus pais lá para a entrega dos presentes e para fazer uma bela homenagem. Normal, toda escola faz isso, mas as professoras sabem do abandono daquele menino, por parte do pai.

Então a solução foi tirar ele da cidade, viajar para a casa do avô, para que ele não vá à escola no dia da homenagem aos pais. Ainda bem que recentemente transcorreu o aniversário do avô, então pode-se dizer a ele, sem precisar mentir, que ele vai visitar o avô para dar-lhe os parabéns.

Não é triste? Afastar um menino da escola, de casa, porque o pai faz questão de ignorá-lo? E depois dizem que os animais é que são irracionais.

Queria, de coração, que não existissem muitos pais desse tipo. Mas sei que os há. Que esses pais ponham a mão na cabeça e procurem honrar esse privilégio que Deus lhes deu, de poderem ser pais de meninos que esperam tanto deles e têm tão pouco, às vezes nada.

Feliz Dia dos Pais para todos. Todos. Que os filhos façam seus pais mais felizes, mas que os pais deixem seus filhos serem felizes também.

 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

UMA "MÉDICA" QUE NÃO SALVA VIDAS

 
   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

A televisão deu, hoje, o resultado do processo de investigação sobre o caso da “médica” do Samu que negou atendimento a um paciente em Itajai: a polícia decidiu que ela não omitiu socorro a Sacha, que morreu, por ter chegado ao hospital tarde demais, levado pela família.

Conforme foi mostrado inúmeras pela TV, a médica se recusava a falar com a esposa do homem que morreu e que ligara para o Samu pedindo uma ambulância, porque ela estava desesperada, chorando e gritando ao telefone. Disse que ia desligar, se uma outra pessoa não falasse com ela, pois ela não falava com “psicopatas”. A esposa de Sacha desligou e ligou depois, mais calma, insistindo no pedido de atendimento, mas a “medica” disse que não podia enviar a única ambulância do Samu, pois a cidade toda não podia ficar sem veículo para atender apenas uma pessoa. E não é para isso que a ambulância está lá? Para atender um paciente que estava mal, tendo um infato, como Sacha, que veio a falecer pela omissão de socorro?

A obrigação da “medica” de plantão era conversar com a pessoa ao telefone, que estava em pânico, até que ela se acalmasse para explicar o que estava acontecendo. Não foi o que aconteceu e, mesmo a senhora voltando a ligar mais calma, a “médica” insistiu em que arrumassem uma condução para levar o doente até o hospital mais próximo.

Aliás, o nome da tal “médica” não foi revelado. Por que toda essa proteção? O advogado afirma que ela seguiu todos os passos do atendimento e que não houve omissão. Será que ele acha que ninguém entendeu a gravação do atendimento dela ao telefone, quando a esposa de Sacha ligou pedindo ajuda? Está tudo lá, palavra por palavra, não há o que negar.

O que aconteceu não é nem omissão de atendimento, tem outro nome, pois uma pessoa morreu, apenas porque uma patricinha arogante não estava num dos seus melhores dias. Não preciso dizer que nome se dá a isso, preciso?

Agora o processo vai para o Ministério Público. Espero que se faça justiça. Porque já chega de impunidade, já chega de maus exemplos, péssimos exemplos que nunca têm o castigo que merecem.


 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

FESTA BRASILEIRA DE LITERATURA EM FLORIANÓPOLIS

 
 
 
   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
É hoje a festa literária do Varal do Brasil, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, a partir das 19 horas. Lá acontece o lançamento da antologia VARAL ANTOLÓGICO 3, que reúne autores de todo o Brasil e de portugueses também. Alguns dos co-autores da antologia estarão presentes a este lançamento no Brasil – a antologia já foi lançada na Suiça, em maio – e apresentarão obras suas, também. Este que vos fala estará apresentando seu novo livro de contos, recém saído do prelo, “HISTÓRIAS DE NATAL”.
Será uma grande reunião de autores e leitores. Todos estão convidados.