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terça-feira, 26 de maio de 2015

O AVANÇO DO LIVRO ELETRÔNICO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Twitter: @amorimluc

O livro eletrônico tem sido assunto recorrente nos últimos tempo. Os leitores eletrônicos, agora presentes em tablets e smartfones, nem são identificados por alguns usuários, tantas são as opções nessas novas maravilhas tecnológicas, mas eles estão lá. Além das opções residentes nos próprios aparelhos, há um aplicativo para emular o kindle, o precursor dos e-reader 


Com toda essa revolução da comunicação e interatividade em ebulição, nós, escritores, além das editoras, precisamos nos antenar e pensar em aderir ao e-book, o livro eletrônico. Precisamos fazer isso porque o livro tradicional, impresso em papel, vai acabar? Não, isso não vai acontecer tão cedo. Vai demorar bastante para o livro eletrônico suplantar o livro como o conhecemos até agora. Talvez isso nem aconteça. A verdade é que eles podem conviver harmonicamente.
Mas nós, que publicamos livros, precisamos entrar nesse novo mercado e, além do livro impresso, é bom pensar em providenciar também a versão eletrônica, para conquistarmos também os leitores que já estão usando os leitores eletrônicos, os leitores dos e-books. Mesmo aqueles escritores que se consideram alternativos.
A verdade é que muitos de nós já publicava, desde meados da década passada, seus livros em  versão eletrônica, colocando-os na internet, para serem baixados de graça. Ninguém cobrava nada. Agora é hora de começar a pensar em colocar os livros em lojas virtuais, tentar vendê-los, pois o preço de um livro eletrônico ou digital é bem convidativo, menor do que o preço do livro impresso, pois ele não agrega o custo do papel, impressão, etc.
Estou apressando, com isso, o fim do livro tradicional? Não, porque como já disse, isso não vai acontecer. O preço dos tablets e smartfones ainda é bem salgado, é verdade, mas eles se tornaram muito populares nos últimos anos. Então, o livro de papel, manuseável, aquele que prescinde de qualquer fonte de energia a não ser a nossa vontade de ler, vai continuar, sim, por muito e muito tempo.
Mas é necessário que nos adaptemos às novas tecnologias, que podem caminhar paralelas aos recursos que já existiam e que continuarão existindo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

DIA DO ABRAÇO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e Presidente do Grupo Literário A ILHA, cadeira 19 da Academia SulBrasileira de Letras – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br


O Dia 22 de maio é o Dia do Abraço. Só fiquei sabendo recentemente, nem sabia que existia, mas uma mensagem no Face, postada pela mana Sandra, me chamou a atenção: “Queria te dar um abraço apertado. Feliz Dia do Abraço.”

Pois eu queria dar um abraço em tanta gente... Pessoas queridas que estão longe ou que não estão mais aqui... A comunicação hoje é tão fácil, podemos falar com qualquer pessoa, esteja ela onde estiver. Mas a presença, o abraço, o olho no olho, isso tudo é insubstituível. Se não podemos estar próximos, para nos abraçarmos, vale, é claro, falarmos e até nos vermos, com toda a tecnologia que há hoje.

Não poder abraçar as pessoas porque estão muito longe me dá um pouco de tristeza, porque me lembro da nossa Vó Mariana, que morava em Joinville. Ela, com seus noventa e tantos anos era uma poetisa atuante e dinâmica e todos os poetas da cidade eram seus netos. Todos a chamavam de Vó. Um dia, lá no final dos anos noventa mudei para Florianópolis. De vez em quando eu voltava para o norte do Estado e a procurava. Num certo dia, cheguei em sua casa, bati na porta e uma pessoa atendeu. Ela estava descansando e eu pedi que não a acordassem. Na minha ida a Joinville depois disso, procurei-a novamente, para dar-lhe o abraço e o beijo atrasados, mas me comunicaram que ela não estava mais conosco.

Então aprendi que nunca se deixa um abraço para depois. Braços são para abraçar. Sempre. No momento em que se abraça, ficamos com dois corações no peito. E ter dois corações no peito é um privilégio, é como se o coração do outro ajudasse o nosso a bater mais forte, e vice-versa. Queridos e queridas, de qualquer lugar, onde quer que estejam agora, considerem-se abraçados.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

CIRANDA LITERÁRIA EM JARAGUÁ DO SUL


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e Presidente do Grupo Literário A ILHA, cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Fui convidado da Ciranda Literária, realizada em Jaraguá do Sul, e senti-me honrado de participar de um evento importante e vitorioso como aquele, levado a efeito por escritores da cidade. A de abril foi a edição de número cinquenta do evento, que traz escritores de vários pontos do Estado para falar sobre a sua obra e para que todos os presentes falem sobre o que estão lendo.

Jaraguá é uma cidade de tradição cultural, que tem uma das mais importantes feiras do livro de Santa Catarina, a cidade que sedia um dos maiores festivais de música do mundo e que também tem uma editora que vem fazendo um importante trabalho, trazendo a lume a produção literária da região. É uma cidade que tem um grande número de escritores, com projeção cada vez mais forte no Estado e até fora dele. Escritores que não se preocupam apenas em divulgar e fazer ler a sua produção, mas em incentivar a leitura, o hábito da leitura de maneira geral.

E o público leitor jaraguaense corresponde à iniciativa dos escritores, que tem o apoio da Biblioteca Municipal, na seção do espaço para os encontros, comparecendo fielmente às edições da Ciranda Literária e mostrando o que está lendo, e lendo obras importantes da Literatura clássica e também da contemporânea, assim como também lendo autores locais.

O objetivo da Ciranda, portanto, vem sendo cumprindo. E essa organização dos escritores da região de Jaraguá do Sul pode resultar reunião deles em uma Academia de Letras, o que resultará em maior integração com escritores de outros pontos do Estado e do País. A Ciranda convidou e a escritora Apolônia Gastaldi, de Ibirama, que estará presente na sua edição de maio. Apolônia, que é presidente da Academia de Letras do Brasil, seção de Ibirama, trará a proposta, já apresentada a alguns escritores da cidade anteriormente, desta vez oficial, da instalação de uma seção da academia em Jaraguá.

É importante para os escritores jaraguaenses terem essa representatividade, inclusive perante a cultura oficial, para realizar mais em prol da cultura local. Iniciativa e vontade eles tem e já demostram isso, fazendo a Ciranda Literária, então a reunião em uma academia os unirá ainda mais e todos e, sabemos, a união faz a força. Parabéns a Nilza, ao Gil, à Ana, pela iniciativa, por darem continuidade a esse encontro  de amantes da literatura, da leitura.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

POESIA NA FEIRA CATARINENSE DO LIVRO EM FLORIANÓPOLIS



Nesta sexta-feira, a partir das 15 horas, estou na Feira Catarinense do Livro, para o lançamento - ou relançamento - do meu livro de poemas "A Cor do Sol", que reúne do mesmo volume os poemas em cinco idiomas: português, inglês, espanhol, italiano e espanhol. O livro já foi apresentado na Feira do Livro de Joinville e no Salão Internacional do Livro de Genebra.
Todos serão bem-vindos no stande do escritor da Feira Catarinense do Livro.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O MESTRE JÚLIO DE QUEIROZ E “A CIDADE AMADA”


       Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Júlio de Queiroz, nascido no Espírito Santo, mas catarinense por adoção, é um dos maiores escritores de Santa Catarina. Há décadas vivendo na Ilha de Santa Catarina, ele chegou e encontou-se com a magia e a beleza desta terra e aqui produziu a maior parte de sua literatura.

No ano passado, ele foi protagonista de um dos mais concorridos eventos da Academia Catarinense de Letras, casa onde ocupa a cadeira de número 10. Fez o lançamento de quatro obras, numa noite de autógrafos que reuniu centenas de pessoas. Fizeram uma enorme fila para obter o autógrafo do Mestre em pelo menos um dos livros que estavam sendo entregues ao público. Os quatro livros novos então publicados, eram: “Em Companhia da Solidão”, “Amor e Morte – os dançarinos da vida”, os dois de contos, “A Mulher e a Humanidade”    ensaio, e “Pelas Frestas da Caverna”, ensaios do pensador, filósofo, tradutor e escritor Júlio de Queiroz, que a escritora Salma Ferraz assina com ele, como organizadora. É um volume histórico de “ensaios com marca de literatura e poesia, que trazem reflexões fisosóficas, teológicas, éticas, na tentativa de entender o homem, a literatura, este mundo e sua complexidade”, como bem o disse a parceira nesse encorpado volume, uma joia que reúne o pensamento de um homem extremamente culto e inteligente.

Recentemente, Júlio me enviou os originais de um novo livro de contos, prestes a ser publicado – ele é um dos mais importantes produtores do conto, um dos maiores escritores do gênero. É um privilégio poder ler em primeira mão um livro do mestre, que também é um dos maiores poetas que temos em Santa Catarina. Os livros anteriores dele, como “Em Companhia da Solidão” e “Amor e Morte”, os mais recentes, “Encontros de Abismos” e tantos outros, já me tinham encantado pela qualidade dos contos. E a sobriedade, a elegância, a excelência da escritura de Júlio consegue ser ainda mais evidente nesta nova obra, que leva o título de um dos contos, “A Cidade Amada”.

É muito fácil e ao mesmo tempo muito difícil falar da obra de Júlio, pois ele escreve com tanta naturalidade, que faz parecer muito fácil escrever bem. Mas não é só o trato com a língua, a correção e a clareza de ideias de quem está acostumado trabalhar com a palavra que chamam a atenção nos contos de Júlio. A criatividade do autor, transformando o cotidiano em literatura da mais alta qualidade é de uma excelência a toda prova: ler o Júlio é o mesmo que estar conversando com ele, ouvindo ele a contar histórias, quando a gente nem o interrompe, porque ninguém sabe contar fatos e casos como ele.  Toda a cultura, toda a sabedoria do Júlio é usada, com humildade e empatia,  para encantar e prender a gente na leitura do seu texto.

Então é um privilégio poder ler este novo livro de Júlio de Queiroz, inédito, em primeira mão. Mais uma obra prima desse escritor maior que engrandece as letras de Santa Catarina. A escritura de Júlio é aquela para a qual a gente volta, lê de novo e sente prazer redobrado. É a obra de um Mestre.

domingo, 10 de maio de 2015

TRIBUTO A MINHA MÃE


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor  http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

O Dia das Mães está chegando novamente e eu percebo que, apesar de estar com sessenta e dois anos, ainda sou um filho como todos os outros, como se tivesse apenas cinco, dez ou quinze anos. A não ser pelo peso, que insiste em aumentar, pelos fios de cabelo, que vão rareando, pelas rugas e epelas ites e oses, sou o mesmo menino de sempre, que tem uma mãe lutadora e protetora, que ama todos os filhos como se fossem apenas um.

Hoje o tempo já lhe pesa nas costas, mais do que pesa nas minhas, mas ela continua forte e resistente, apesar da idade bem avançada e apesar das próteses nos joelhos.  Ela continua indo e vindo, visitando a gente e os outros parentes, mesmo que isso não seja mais tão frequente como outrora. Ela não pode mais viajar de avião, em viagens como para Portugal, onde estão duas netas, pois a viagem é longa demais e não faz bem para as pernas dela, ficar sentada tanto tempo. Mas ela viaja de carro e, às vezes, até de ônibus.

Ela recebe a gente como sempre, na sua casa, onde mora sozinha. Sozinha, mas com algumas de minhas irmãs morando por perto. Sua casa é pequena, mas é uma graça. Ela andou aumentando, recentemente, fazendo mais um banheiro e uma edícola que avança pelo quintal, onde colocou a área de serviço e um grande varandão com uma enorme mesa para reunir todos os filhos e/ou  os irmãos, para grandes almoços ou grandes jantas.Reunindo a família, enfim.

Ela ainda cozinha aquelas comidinhas que só mãe faz. E a gente come até não poder mais, porque é a comidinha da mamãe e é deliciosa, mesmo que aumente uns quilinhos. E ela faz compotas, conservas de legumes e verduras, os quais ela colhe de sua própria horta, pois a gente – nos, os filhos e genros – vamos lá, de tempos em tempos, e plantamos alfaces, beterrabas, vagens, pepinos, etc. E ainda existe um grande e produtivo pé de chuchu, que nunca deixa faltar matéria prima.

Minha mãe trabalhou a vida toda – ela foi ferroviária, trabalhou nas estações de Corupá e São Francisco do Sul – e, além disso, cuidou dos dez filhos e da casa ela mesma, nunca teve empregada. Fomos sempre humildes, mas nunca nos faltou nada, porque ela sempre esteve lá, provendo tudo.

Neste ano, o aniversário dela cai no Dia das Mães. Então, esse dia 10 de maio é duas vezes o dia dela. Duas vezes mais carinho pra você, mãe. Muito orgulho de poder chamá-la de mãe. Mil beijos, hoje e sempre.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

CRISTIANA ÁGUAS, A NOVA GRANDE VOZ DA MÚSICA PORTUGUESA


  

 
  Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e Presidente do Grupo Literário A ILHA e detentor da Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Estou ouvindo, como tenho feito muito nos últimos tempos, a Diva Cristiana Águas, a nova e cristalina voz da música portuguesa. Seu CD de estreia é um primor, uma joia musical preciosa, a evidência da talento e dedicação total à música, da cantora que chegou para brilhar. O olho clínico de Pierre Aderne – ou seria o ouvido? – que descobriu a potencialidade de Cristina e não aceitou nada menos do que produzir o primeiro álbum da cantora, estava corretíssimo. A cantora estava destinada ao sucesso.

Não é à toa que Cristiana Águas foi a voz que cantou as músicas de Amália Ridrigues jovem, em “Amália, o Filme”, em 2008. Desde muito cedo, a cantora já brilhava e encantava seus fãs no Clube do Fado, onde ainda recebe seus fãs, embora faça muitos shows por toda Portugal.

Cristiana Águas, a bela portuguesa de voz harmoniosa e cristalina, cantora por vocação e pelo talento transbordante de emoção e sensibilidade é a nova grande voz portuguesa. Seu primeiro CD, que leva seu nome – e não poderia deixar de ser assim – é ouro puro. É difícil escollher as melhores músicas do CD, pois todas são interpetadas magistralmente pela jovem Diva portuguesa.

São onze músicas – “Só porque não sei nadar”, de Pierre Aderne e Lula Ribeiro; “A vinha e o Olival”, de Pierre Aderne e Mu Carvalho, em dueto com o fadista Pedro Moutinho; “Porque não”, de Luiz Caracol; “Alma Sadina”, de Pierre Aderne; “Cromologia”, de Pierre Aderne, Dadi e Alexia Bomtempo; “Sangue Latino”, o grande sucesso dos Secos & Molhados, em dueto com Ney Matogrosso; “Margem”, de Pedro Esteves; “À porta da brasileira”, de Domingos Lobo e Mário Pacheco; “Tristes Pássaros”, de Paulo Mendonça e Philippe Baden Powell, em dueto com a fadista Cuca Roseta; “Ingravidez”, de Diego Vasalla; “Fala da Mulher Sozinha”, de Eduardo Olimpio e Paco Bandeira.

São letras belíssimas em músicas da melhor qualidade que, depois de cantadas por Cristiana Águas, não podem ser cantadas por mais ninguém, tamanha a personalidade e o talento da cantora. A música portuguesa está mais rica, agora, com a grande voz da nova Diva do Fado. Mas é bom que se diga que essa grande cantora não canta só fado. Ela é fadista por natureza, mas sua potente e espetacular voz interpreta qualquer outro gênero e seu álbum comprova muito bem isso, pois nele temos música popular brasileira e também portuguesa. É um CD para ouvintes portugueses e brasileiros, pois os dois países se encontram nele.

O álbum de Cristiana Águas não é um disco para fazer sucesso apenas em uma época, é para se ouvir sempre. Não é todo dia que temos uma seleção de tamanha qualidade, valorizada ainda mais por uma voz incomensurável, inigualável, como a dessa jovem portuguesa que esbanja talento por todos os poros. Você ouve uma vez e quer ouvir de novo, e de novo, e de novo. Quem quiser adquirir o CD de Cristiana Águas, ele está em todas as lojas da Fnac, pelo mundo, tanto físicas quanto virtuais.