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segunda-feira, 27 de março de 2017

NÓS E O OUTONO



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


O outono chegou, e chegou na hora certa. O descompasso do clima, causado pelo desrespeito ao meio ambiente e à natureza por parte do ser humano, não atrasou o verão, entrando pelo outono adentro, como em outros anos e a nova estação  começou exatamente quando devia começar. Bônus para nós, quem nem merecemos.
Gosto do verão, mas esse último foi muito quente – quente demais – e é um alívio ver que com o outono o tempo ficou menos quente, já não é mais preciso ligar ar condicionado à noite, a chuva tem comparecido com mais frequência, as temperaturas estão agradáveis.
Finalmente chega o outono e a esperança é de que o tempo continue mais temperado, afinal estamos entrando na meia-estação. Agora, poderemos nos vestir melhor, poderemos fazer atividades várias sem suar em bicas, sem precisar estar ligando ventiladores, condicionadores de ar, etc.

As árvores, algumas delas, começarão a perder as folhas, a paisagem não será tão bonita como na primavera, mas em alguns lugares, pelo menos aqui pelo sul, temos plátanos, e eles ficam lindos nessa época. Temos, também, a quaresmeira, o jacatirão da época da Páscoa, que começa a sua florescência e deixa as matas coloridas e festivas, como se fora primavera.

E em junho, no final da estação, começa a florescer o jacatirão de inverno ou manacá-da-serra, as paineiras, as azaléias e por aí afora. E dá-se a passagem do outono para o inverno da maneira mais bela possível.  Quem disse que o outono não é estação de cores?

Então, seja bem-vindo, outono, com temperaturas mais aconchegantes, com menos seca e com um pouquinho mais de chuva, com clima bom para aproximar mais as pessoas. Noites mais frescas, boas para reuniões para degustação de bons pratos, boas bebidas, bons vinhos.

Tempo de mais abraços, mais carinhos, mais amores. Tempo de aproximação, de mais calor humano, diferente do calor escaldante do verão. Tempo de ser feliz, de fazer feliz, de cuidar bem desse nosso Planeta Terra que merece mais do nosso carinho e atenção.

terça-feira, 21 de março de 2017

ÁGUA, A VIDA DA TERRA

     Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Dia 21 de março é o Dia Mundial da Terra e o dia 22 é o Dia Mundial da Água. Tudo para o que devemos dar a maior importância, pois temos que cuidar do lugar onde vivemos e da água, sem a qual não há vida. Como já disse em outras oportunidades, estamos cuidando muito mal do nosso planeta, do nosso meio-ambiente, do lugar em que vivemos. Estamos cuidando muito pouco ou quase nada da nossa água, nem diria só da água doce.
O que a Mãe Natureza precisará fazer para que nos convençamos de que estamos destruindo nosso meio ambiente, nosso planeta? Como diziam meus avós, ela sempre pega o que é dela de volta. A natureza não manda recados, ela age. Ainda mais em ela vendo que não estamos cuidando nada do nosso planeta, da água, do ar, do solo, não estamos levando a sério o fato de que se não tratarmos deles, ninguém o fará por nós. E tratar do planeta, tratar do meio ambiente é tratar de nós mesmos.
A água é vida, para nós, seres humanos. Se não houver água, nós não existiremos. E nós insistimos em poluir os rios e o mar, jogando neles lixo, desaguando esgoto, envenenando tudo.
Quando vamos aprender? Quando for tarde demais? Já não chega os tantos rios mortos que cortam as nossas cidades, alguns até escondidos em galerias, pois o ser humano sente vergonha, mas não se emenda.
A água de nossos rios está tão poluída que o tratamento pelo qual ela passa, para ir para nossas casas e podermos bebê-la, já quase não está conseguindo limpá-la, torná-la potável. Isso é muito grave. Já é temerário beber água da torneira. Sem contar que a água doce já está faltando em algumas grandes cidades, pois as chuvas não são mais regulares como antigamente. O homem maltratou muito o meio ambiente e o clima, as estações já não são mais regulares, estão fora de controle. O calor do verão é escaldante e seca tudo.
Precisamos nos conscientizar de que, se inutilizarmos a água que ainda temos, ela não vai se filtrar sozinha para voltar para nós. A natureza é generosa, mas ela tem limites. E temos visto que ela se rebela, com tanto desrespeito, tanta irresponsabilidade.
Então, temos que nos unir em volta do planeta para proteger a água, para protegermos a Terra. Sem ela não há futuro. Mas isso todos nós sabemos. Então, por que não fazemos nada?
O ser humano é engraçado, parece que tem prazer em destruir tudo a sua volta. É hora de acordarmos. A Natureza não espera. O Universo não perdoa.

segunda-feira, 20 de março de 2017

DIA DA TERRA, DIA DE FLORIANÓPOLIS



 Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


Dia 21 de março é o Dia Mundial da Terra e o dia 22 é o Dia Mundial da Água. Tudo o que devemos dar a maior importância, pois temos que cuidar do lugar onde vivemos e da água, sem a qual não há vida. Como já disse em outras oportunidades, estamos cuidando muito mal do nosso planeta, do nosso meio-ambiente, do lugar em que vivemos. Estamos cuidando muito pouco ou quase nada da nossa água, nem diria só da água doce.
O que a Mãe Natureza precisará fazer para que nos convençamos de que estamos destruindo nosso meio ambiente, nosso planeta? Como diziam meus avós, ela sempre pega o que é dela de volta. Ainda mais em ela vendo que não estamos cuidando nada do nosso planeta, da água, do ar, do solo, não estamos levando a sério o fato de que se não tratarmos dele, ninguém o fará por nós. E tratar dele, tratar do meio ambiente é tratar de nós mesmos.
A água é vida, para nós, seres humanos. Se não houver água, nós não existiremos. E nós insistimos em poluir os rios e o mar, jogando neles lixo, desaguando esgoto, envenenando tudo.
Quando vamos aprender? Quando for tarde demais? Já não chega os tantos rios mortos que cortam as nossas cidades, alguns até escondidos em galerias, pois o ser humano sente vergonha, mas não se emenda.
A água de nossos rios está tão poluída que o tratamento pelo qual ela passa, para ir para nossas casas e podermos bebê-la, já quase não está conseguindo limpá-la, torná-la potável. Isso é muito grave. Já é temerário beber água da torneira.
Precisamos nos conscientizar de que, se inutilizarmos a água que ainda temos, ela não vai se filtrar sozinha para voltar para nós. A natureza é generosa, mas ela tem limites. E temos visto que ela se rebela, com tanto desrespeito, tanta irresponsabilidade.
Então, temos que nos unir em volta do planeta para proteger a água, para protegermos a Terra. Sem ela não há futuro. Mas isso todos nós sabemos. Então, por que não fazemos nada?

quarta-feira, 8 de março de 2017

CORES PELOS CAMINHOS

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Mais uma vez fui ao porto de Santos e, voltando de lá, de um cruzeiro no navio Costa Fascinosa que não recomendo, em fevereiro, fico extasiado com o espetáculo descortinado diante de meus olhos ávidos de cor e luz. Falo do jacatirão nativo que vejo explodir em flores no fim da primavera e no verão, aqui em Santa Catarina e no Paraná, onde os vejo sempre.

Sabia que eles existiam pelo Brasil afora e agora sou testemunha: eles são belíssimos e em grande quantidade nas matas cortadas pelas rodovias do norte do Paraná e principalmente em São Paulo. Depois de Registro e até perto de Santos o quadro é de uma beleza grandiosa: o jacatirão domina a paisagem, enchendo a mata verde de manchas vermelhas.

Considerava-me privilegiado em ter a profusão de flores de jacatirão no verão, no norte e nordeste da nossa Santa e bela Catarina, mas fico feliz de saber que o privilégio não é só nosso, que os paulistas também são abençoados pela Mãe Natureza com essas árvores generosas e majestosas.

Há, também, flamboiãs vermelhíssimos, pelos caminhos, além de primaveras enormes e muito floridas, mas nada que se comparasse aos jacatirões, que espalham suas incontáveis flores pelas florestas que se espraiam pelos lados das rodovias paulistas, paranaenses, catarinenses. E, quiçá, de tantos outros estados.

Impossível não vê-los e não admirá-los, árvores singelas e majestosas ao mesmo tempo, a balançarem seus galhos pejados de flores que vão do branco ao vermelho, algumas pendendo para o lilás.

Elas estão lá, no nosso caminho, mostrando que Mãe Natureza ainda nos ama, a nós, seres humanos, que desdenhamos tanto dela, que a menosprezamos tanto. Mas é preciso, repito mais uma vez, olhar e ver. Algumas coisas belas estão sempre ao alcance dos nossos olhos, sempre no nosso caminho e, de tão presentes, acabamos não vendo. Olhamos e não vemos. Temos de olhar e ver, para atribuir-lhes o devido valor e preservá-las, pois do contrário podem não estar mais lá amanhã.

Então, irmãos de todos os lugares, verão é tempo de jacatirão, de flamboiã, de primaveras floridas. Não deixem de vê-los. São espetáculos gratuitos e enchem os olhos e o coração.