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domingo, 22 de janeiro de 2012

CORUPÁ E O SEMINÁRIO




Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

O cartão postal mais tradicional de Corupá completou 80 anos, no dia 17 de janeiro. O Seminário Sagrado Coração de Jesus, com seu estilo gótico-romano é a atração turística mais forte da cidade, antes mesmo que o acesso à Rota das Cachoeiras tivesse sido aberto. E continuou sendo um dos principais cartões postais da cidade, mesmo com toda a beleza das quatorze cachoeiras da rota e mais outras dezenas delas que se espalham por Corupá.

O Seminário Sagrado Coração de Jesus, foi construído com tijolos aparentes, o que lhe confere a aparência de castelo medieval, em uma de suas faces. Essa aparência gótica é a sua marca registrada, o que fez com que já tenha sido cenário de uma produção televisiva exibida em todo o país.

A frente do Seminário que a gente vê, quando chega nele, é a igreja, também belíssima. Ela foi inaugurada em 1953 e tem estilo mais moderno, contrastando com a enorme construção anexa a ele. Além da igreja, há o Museu Luiz Gartner, que tem o nome do padre que, em 1932, deu início ao viveiro “Paraíso das Aves”, que hoje em dia está desativado. Ele aprendeu a arte da taxidermia e começou a empalhar animais, diversos deles, o que deu origem ao museu. Nele, está exposto um acervo de 1500 exemplares, dentre os quais aves, anfíbios, répteis, mamíferos e peixes.

No Seminário existe também o Teatro José Anchieta, onde outrora os seminaristas apresentavam peças teatrais e noites culturais. Atualmente, o espaço, que comporta 300 pessoas, é usado para convenções e estudantes realizam sua colação de grau.

O salão onde era o refeitório dos seminaristas, assim como a cozinha, foram adaptados para se transformarem no Restaurante Seminário, que serve a comunidade todos os domingos com um almoço tradicional, que conta com gastronomia típica germânica, um bufê completo de saladas e frios, marreco recheado e joelho de porco, além de outros tipos de carnes e um bufê de sobremesas.

Defronte à face gótica, que fica do lado esquerdo de quem está chegando ao Seminário, está o jardim europeu, com cinco caminhos que partem da casa, desenhados por cercas-vivas e flores típicas da região, que pretendem lembrar o trabalho missionário da igreja católica.

Em rápidas pinceladas, isso é um pouco do colosso que é o Seminário Sagrado Coração de Jesus, a construção que tem a missão de representar a cidade de Corupá.

É essa construção que completou oitenta anos e que merece que Corupá comemore o seu aniversário, ao longo de todo este ano. O nome do Seminário lembra Corupá, onde quer que seja, assim como as diversas cachoeiras distribuídas por toda a cidade.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ENEM DE NOVO, OUTRA VEZ, NOVAMENTE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E a incompetência do Ministério da Educação na gerência da aplicação do Enem continua cada vez mais óbvia. A prova do ano passado continua na justiça e quanto mais o tempo passa, mais inconsistências aparecem.


O atual ministro da educação (minúsculo, mesmo, pois ele não tem nada de maiúsculo), que está saindo do cargo (graças a Deus, ele já deveria ter sido defenestrado há muito tempo), ao saber da liminar que obriga o MEC a disponibilizar as redações do Enem para os estudantes que prestaram a prova, adiantou-se e cancelou a prova do Enem que seria aplicada no início deste ano de 2012. Sim, porque há uma lei que dispõe que o MEC realizará duas provas do Enem por ano, a partir de 2012. Mas o todo incompetente ministro da educação confirma a sua falta de bom senso, de resonsabilidade, de tudo e suspendeu a prova de abril, indo contra a lei que diz que a partir deste ano seriam duas provas por ano.

E apesar de todos os micos e desastres do Enem nestes últimos anos, quando o Ministério da Educação esteve sob a irresponsabilidade do tal de Fernando Haddad, ele vai se candidatar a prefeito de São Paulo, tudo porque o Lula quer porque quer que ele seja candidato. E a presidente, dona Dilma, antes mesmo de ele deixar o ministério, veio a público agradecer ao Fernandinho tudo o que ele fez pela Educação, pelos relevantes serviços, etc., durante o seu mandato. Será deboche? Será que ela pensa que o cidadão brasileiro não vê o que tem acontecido com a educação neste nosso país, que está completamente falida?

Tenho pena dos cidadãos paulistas. Pelo bem deles, espero que o tal de Fernandinho não ganhe as eleições para prefeito de São Paulo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

FINALMENTE, O PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor- http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Há vários meses atrás, desde que começaram a falar em trocar os sacos plásticos usados em lojas e supermercados, eu já falava que a solução para acabar com o excesso de plástico nos lixões era usar a tecnologia do plástico biodegradável.

Aliás, não é coisa de meses, é coisa de anos, que se cogita acabar com o saco plástico comum. Então apareceu o plástico biodegradável, que ao invés de dezenas de anos para sumir na natureza, leva apenas dois ou três meses.

Data de 2007 a criação do plástico biodegradável, por pesquisadores brasileiros e franceses, e só agora um Estado brasileiro, São Paulo, baixou lei que proíbe o saco de plástico comum e coloca à venda os sacos do novo plástico, por alguns centavos. Trata-se de um plástico biodegradável que se decompõe em apenas quarenta e cinco dias, feito a partir de um novo polímero que utiliza em sua síntese um poliéster alifático (um tipo de polímero com cadeias abertas de moléculas) para acelerar o processo de degradação.

Então finalmente começaram a fazer aquilo que já cogitávamos há muito tempo atrás: acabar com o saco plástico comum e substituí-lo por sacos biodegradáveis, tendo que cobrar de clientes de lojas, mercados, supermercados.

Já que a campanha para que os usuários de supermercados e feiras levassem suas sacolas retornáveis, de tecido ou outro material não deu certo, não há outra solução: acabar com o saco comum e vender embalagens feitas com o uso da nova tecnologia, que se decompõe rapidamente na natureza.

Esperemos que a ideia se espalhe e todos os estados da federação a copiem.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A DECADÊNCIA DA CULTURA BRASILEIRA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Então começou um novo Big Brother Brasil. Só o fato de haver uma nova edição dessa coisa sofrível que chamam de reality show, já é um retrocesso. São mais de dez edições, atestando que, realmente, uma boa parte dos brasileiros faz questão de se revelar um povo subdesenvolvido, praticamente sem cultura nenhuma, ao absorver um programa de tão baixa qualidade. Felizmente há quem saiba escolher e opte por um programa não tão ruim da televisão, ou pela leitura de um livro, um bom filme, boa música, uma boa peça de teatro.

Em outros países, a moda até passou, mas no Brasil, não. Há até quem assine um canal TV paga que mostra a “atividade” na casa vinte e quatro por dia. E são milhares de assinantes.

O tal Big Brother não tem nenhum ponto positivo e a cada edição fica pior. As piores qualidades dos participantes do “show” são valorizadas, para dar mais “ibope”. Vale tudo: baixaria, mau caráter de uns e outros, até sexo. Nesta última edição, no entanto, não foi apenas sexo: um dos moradores da casa teria estuprado uma moradora, embaixo do edredom. Virou escândalo nacional e acabou exacerbando a curiosidade e até daqueles que não viam o malfadado programa, estão dando uma “espiada”.

O brasileiro precisa analisar melhor o que anda consumindo, precisa escolher melhor o seu tipo de lazer. Há que saber escolher o que ver na TV, há que se ler um bom livro, de vez em quando, estudar mais, fazer cursos para se encaixar melhor no mercado de trabalho e melhorar a renda. Precisamos gerenciar melhor o nosso tempo. Precisamos elevar o nosso nível de cultura. E não venham, por favor, me dizer que “não podemos fazer tudo isso porque somos pobres”. Sempre podemos aprender mais.

Felizmente há quem abomine o tal BBB e esperamos que esta seja a última edição.

domingo, 15 de janeiro de 2012

MÚSICA SERTANEJA, A MÚSICA BRASILEIRA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Eu já não sou mais jovem, então me lembro da época que música sertaneja era uma coisa de minoria, dizia-se que quem ouvia e gostava daquele tipo de música eram as pessoas que moravam no campo, nas zonas rurais das cidades. Isso lá pela década de sessenta, setenta, oitenta. E, cá pra nós, as gentes da cidade também gostavam, sim, da música sertaneja, que era chamada também de música caipira, só que compravam os discos e ouviam os programas de rádio escondidas, muitas não confessavam que ouviam.


Eu não gostava mesmo, assim como não gostava de música gauchesca. Nos anos noventa, no entanto, as coisas começaram a mudar, talvez até um pouquinho antes. As duplas sertanejas começaram a vender mais e mais discos, os shows deles começaram a ser apresentados em palcos e lugares antes reservados a música popular, rock, música jovem, etc. e eles começaram a aparecer também na televisão.

E a verdade é que começaram a fazer mais sucesso do que muito popstar, vendiam mais discos do que muito cantor e muita banda consagrados. Aliás, diga-se de passagem, eles já vendiam muito disco há três, quatro décadas. É que as estatísticas não incluíam esse gênero, que era considerado pra lá de brega.

Hoje, eles são grandes astros e a música sertaneja evoluiu para o sertanejo universitário e o sucesso é cada vez maior. Os cantores e duplas são fenômenos musicais, como Michel Telo e Luan Santana.

Os grandes hits musicais da atualidade são quase todos música sertaneja ou sertanejo universitário. As festas e bailes tocam o sertanejo universitário e todo mundo dança esse gênero. As academias de dança dão aula não só de música gauchesca, mas também e principalmente de sertanejo universitário.

Como eu falei lá no começo, eu não gostava nem de música sertaneja nem de música gauchesca. Pois agora gosto. Depois que fui aprender a dançar os ritmos da música gaúcha, porque em toda festa ou baile sempre toca o gênero, acabei gostando e também passei a gostar do sertanejo universitário. Não que eu já saiba dançar esta última, mas estou aprendendo.

O sertanejo universitário está fazendo sucesso até em outros países: a música de Michel Telo está sendo gravada em várias línguas, pelo mundo. Como é que nós, daqui, onde a música sertaneja é originária, não vamos gostar dela?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A OBRA DE CASCAES

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Andei procurando, por vários dias, em quase todas as livrarias da cidade, o livro “O Fantástico na Ilha de Santa Catarina”, de Franklin Cascaes. Em algumas delas me disseram que faz algum tempo que não têm nada do autor, que as edições de seus livros estão esgotadas.

Não desisti e continuei procurando, até que em uma delas me disseram que havia, ainda, um exemplar da segunda edição de “O Fantástico na Ilha de Santa Catarina”. Esperei quase meia hora pela procura, achei que iam chegar à conclusão que o estoque estava errada e ali também o livro estava esgotado. Mas finalmente encontraram e eu comprei o último exemplar. Fiquei feliz, pois foi minha filha que está morando em Lisboa, fazendo um mestrado, que pediu.

Como é que um autor, um artista da importância de Cascaes, que já esgotou várias edições de seus dois livros, não tem a sua obra em todas as livrarias da cidade? Um artista da terra, que deve ser valorizado, não pode deixar de estar nas prateleiras de toda e qualquer livraria da Ilha e da Grande Florianópolis.

Franklin Cascaes dedicou sua vida ao estudo da cultura açoriana na Ilha de Santa Catarina e região, incluindo aspectos folclóricos, culturais, suas lendas e superstições, registrando as histórias que ouvia do jeito que o ilhéu falava.

No ano de sua morte, 1983, um acervo chamado "Coleção Professora Elizabeth Pavan Cascaes" foi criado, com doações do próprio autor contendo suas obras artísticas. São aproximadamente 3.000 peças em cerâmica, madeira, cestaria e gesso; 400 gravuras em nanquim; 400 desenhos a lápis e grande conjunto de escritos que envolvem lendas, contos, crônicas e cartas, todos resultados do trabalho de 30 anos de Franklin Cascaes junto a população ilhoa coletando depoimentos, histórias e estórias místicas em torno das bruxas, herança cultural açoriana, que ficaram sob a guarda da Universidade Federal de Santa Catarina.

Tomara que novas edições dos livros de Cascaes sejam feitas, por um escritor e artista do seu quilate merece ter a sua obra disponível. O centenário do nascimento do artista já vai longe, ocorreu em 2008, mas temos que comemorar a sua obra sempre.

domingo, 1 de janeiro de 2012

ANO NOVO

Luiz Carlos Amorim

Bebo um gole de vida
e saio pelos caminhos,
faróis nos olhos,
canção nos lábios,
o futuro nas mãos
e sonhos no coração.
Planto sorrisos,
cultivo a paz
e lanço sementes
no chão de um ano novo
que acabou de nascer.
Aprendo poesia
e eternizo a essência
de um novo ser,
num tempo novo
onde a emoção me leva.
Construo uma nação
dentro do meu poema
e convido você
a morar nele...