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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 14-20.11.2021

   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 41 anos em 2021. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Esta semana foi forte. O frio parece ter aumentando – mas eu gostcho, até compramos umas meias com lã por fora e pele por dentro, para esquentar os pés , numa feira imensa em Monte Abrão. Na Feira da Ladra, compramos uma pro Rio, que encontramos do tamanho dele. E o trabalho na revista Suplemento Literário A ILHA foi intenso, pois o material todo já chegou e agora é preparar, revisar e enviar para o editorador. Assisti pouco do noticiário, vi uma vez o meu seriado syfy favorito, mas procurei tempo para ler alguns jornais brasileiros. Assino meio dúzia deles. E li mais um pouco do novo livro de Agualusa.

No domingo, fizemos piquenique no Jardim da Estrela com o Rio. Compramos uns sandes de salmão e de salada com queijo, uma salada, uns pães de canela que o Rio adora e comemos muito bem. Ele levou a bicicletinha dele (sem pedal) e correu muito com ela e um amiguinho que fez lá, o Miguel, da idade dele. À noite, jantamos na casa do Rio, que a mãe dele, Daniela, e a fofó fizeram um bife bourguignon que estava soberbo. Eu levei umas almôndegas de cogumelos com molho de mix de cogumelos. Um grande jantar.

Na segunda trabalhei o dia inteiro na revista e só a fofo foi no Rio ficar com ele enquanto os papais trabalhavam. Na terça também não saí, trabalhei mais na revista, mas vovó foi com o Rio e mamãe na piscina, para ver ele nadar. Na quarta, Rio almoçou conosco e só foi para a casa dele à noitinha. Brincou muito e tirou a sonequinha da tarde com vovô. Na quinta, fomos cedo para a casa do Rio, pois mamãe e vovó iam fazer compras no Ikea e papai tinha reunião, então vovô ficou com o Rio. Fomos fazer o pequeno almoço no Café da Paula, uma grande amiga do Rio pertinho de casa e comemos uma tosta mista, enorme. Eu tomei café e o Rio um chocolate quente e, além de uma tira da tosta, comeu também um pastel de nata. Depois fomos passear no parque das Amoreiras e, na volta, Rio ganhou uma caixa registradora de brinquedo de uma loja perto da casa dele, que ele namorava há dias. A caixa registradora estava na vitrine e cada vez que ele passava, ele parava para admirá-la. Então dei de presente e ele gostou muito. À noite, não queria dormir porque queria brincar mais com a caixa. Por que ele queria uma caixa registradora, especificamente, eu não sei. Mas os olhos dele brilhavam quando ele a via. Na sexta, Rio viajou para uma quinta com papai e mamãe e ficou até no sábado. Estava muito elegante, o gajo, e felizão também. À tarde, fomos ao shopping Continente, no outro lado da cidade, para fazer compras. Compramos roupa – camisas de algodão de manga comprida e aquele casacão acolchoado, de almofadas por fora, não sei o nome, mas é pra friozão bem friozão mesmo. Vovô e vovó também foram à Feira da Ladra, no sábado  e andaram pra caramba, mas precisávamos andar. Fomos e voltamos a pé, uns quatorze quilômetros. Saímos com casacos, mas precisamos tirar logo, pois tinha sol e só o fato de caminhar já esquenta. Passamos na feira da Praça do Rocio, que está lá até o Natal, e bebemos uma sangria. Só não comemos o sande gigante de presunto português e queijo da serra, porque tínhamos o pão (focaccia), o queijo da serra e o presunto em casa. Compramos também figos secos com nozes e damascos secos com nozes, além de uma mistura deliciosa de figo com castanhas, tudo triturado. Ah, meus noventa e tantos quilos!

Mas a pandemia está ameaçando voltar e já se fala em quarta vaga aqui na Europa. É pra gente se preocupar ainda mais e pensar em se cuidar muito mais. No Brasil os números parecem continuar a baixar, tomara que não aconteça o que está acontecendo em alguns países por aqui. Em Portugal o número de mortes continua baixo, mas o número de casos vem aumentando. Vamos torcer para que a coisa se estabilize e não volte a fechar tudo novamente. Até porque o Pierre tem um contrato de mais uma temporada do concerto Rua das Pretas no Coliseu de Lisboa para a TV e vai ficar difícil com o agravamento da pandemia.

 Na segunda, Hospital referência no tratamento da Covid no Rio "zera" internações pela 1ª vez, e último paciente dá recado após a alta: "Tem que se vacinar.” Por outro lado, após denúncias de censura nas questões do exame, Bolsonaro diz que o Enem começa a ter "a cara do governo". Tá bom. Não é à toa que todos os organizadores do Enem debandaram.

Na terça, Ministério da Saúde anuncia dose de reforço da vacina contra a Covid para todos os adultos e reduz intervalo. É isso, é preciso vacinar todo mundo. Inclusive as crianças. Brasil precisa pensar nisso.

A quarta foi o primeiro dia de pagamentos do Auxílio Brasil, o benefício que substitui o Bolsa Família, e fica no lugar do auxílio que o governo vinha pagando até o mês passado, desde quase o inicio da pandemia. O governo conseguiu mudar o nome do programa, para transformá-lo em campanha eleitoral.  Alguns beneficiários do programa relataram desespero com relação ao futuro, porque não se enquadram nas faixas de renda do substituto do Bolsa Família. Neste mês, o Auxílio Brasil será pago às cerca de 14,6 milhões de pessoas que faziam parte do Bolsa Família. O valor médio a ser pago será de 224,00. Quem sobrevive com isso? E importante, o dinheiro é do povo, não é Bolsonaro que está dando. É dinheiro público e dinheiro público é o imposto e as taxas escorchantes que pagamos.

Na quinta, dados do IBGE mostraram que a pandemia provocou aumento de mortes e redução de nascimentos no Brasil em 2020. Infelizmente, as mortes não foram só de covid, pois as pessoas com outras doenças tiveram tratamentos descontinuados e não podiam procurar assistência médica por que médicos e hospitais estava sobrecarregados com a covid.

Na sexta, divulgou-se que no ano passado o rendimento médio domiciliar per capita dos mais ricos foi de R$ 15.816, enquanto a renda média do grupo mais pobre foi de R$ 453. Apesar da diferença expressiva, o país viu, em meio à pandemia de Covid, serem reduzidas a concentração de renda e a desigualdade econômica entre a população. Quer dizer: o pobre ficou mais pobre e sem emprego, sem moradia, sem nem comida na mesa, com o evento da pandemia.

O Brasil registrou, no sábado, 214 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 612.625 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 196 – a menor marca registrada desde 22 de abril de 2020 (quando estava em 168).

Então combinamos assim: vamos cuidar para que numa nova onda não venha também no Brasil. Cuidemo-nos.

 

domingo, 31 de outubro de 2021

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 24-30.10.2021

                           Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Semana chuvosa em Portugal, sem a luz única de Lisboa, eu aproveitei para assistir o campeonato mundial de ginástica rítmica, escrevi um pouco e até assisti noticiários e li alguns jornais brasileiros, como o Notícias do Dia, O Globo, Folha, Estadão. Li quase nada, ainda estou lendo o novo livro da poeta Eloah e um novo do Agualusa. No início da próxima semana começo a trabalhar na nova edição da revista SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA, de dezembro. A pandemia parece quase não existir, aqui, mas há umas poucas centenas de novos casos por dia e o número de mortos está abaixo de dez por dia. Quer dizer: ela está aí. No Brasil também, a média de mortos por dia está por volta de quatrocentos, ainda é um número muito alto.

O Rio tem brincado muito. No domingo não lembro de saímos para ir ao parque, mas ele andou de bicicleta dentro de casa mesmo. Vovó também brincou com ele com a bola de pilates, aquela grandona e ele adorou. Segunda fomos ao parque das Amoreiras e ele brincou o tempo todo, brincamos até de esconder, eu ele e a vovó: ele dava a volta no escorregador e eu me escondia debaixo para surpreendê-lo na passada. Ele ria muito e queria mais. Na terça ele aproveitou mais ainda, colocamos ele no balanço, a cadeirinha tem proteção e ele balançou quase alto. À noite, Rio teve visitas, uma família com criança. A Leonora tem um aninho e tanto e eles brincam bastante, apesar da diferença de idade. Fiz pão de queijo, daquele escaldado, e fez um sucesso. Léo e Rio gostam muito e sumiu num instante.

Na quarta, saímos para passear com o Rio e a mãe dele, pelas Amoreiras e pelo Campo de Ourique, passando pelo jardim do segundo dos bairros, onde Rio aproveitou o parquinho. Passamos no mercado para comprar peixe. Mamãe fez um almoço delicioso e voltamos para a casa do vovô e da vovó para a vovó lavar roupa e cozinhar um feijão. À noite, assisti ao campeonato de ginástica rítmica, que está acontecendo no Japão. Vovó fez um camarão ao meio oriental que estava soberbo.

Na quinta, fomos ao parque da Estrela, no bairro do mesmo nome. O Rio se reuniu com um monte de amiguinhos, trocaram brinquedos e divertiram-se muito. Vovó fez um almoço na casa do Rio que estava delicioso e nós voltamos para casa, mas à noite fomos de novo no Rio para fazer um caldo de peixe – garoupa – com camarão.

Na sexta Rio ficou conosco quase todo o dia. Almoçou com papai e mamãe na casa da fofó e do fofo e vovó fez  feijão do brasil com arroz, bife e salada, bem comida brasileira. À tardinha fomos para a casa do Rio e à noite houve sarau, com muitos convidados e cantores do Rua das Pretas, inclusive o último ganhador do The Voice Portugal, Trigacheiro. Rio foi convidado a cantar, mas ficou encabulado com muito público.

No sábado, como estava chovendo, só fomos na casa do Rio à noite e jantamos lá. Ele está muito fofo e grandão e fala tudo. Monta muitas coisas com o lego. É muito inteligente.

E precisamos falar da pandemia, que ainda grassa pelo mundo. O YouTube removeu, no início da noite da segunda, a live em que o presidente Jair Bolsonaro propagou mentiras ao relacionar a vacina contra a Covid à Aids. Na fake news proferida na quinta-feira (21) no Facebook, o presidente associou o imunizante ao risco de se contrair HIV. O próprio Facebook, pela primeira vez, tirou do ar uma live de Bolsonaro. A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) também divulgou nota para reafirmar que "nenhuma vacina desenvolvida contra a Covid-19 pode causar Aids e que nenhuma vacina tem o potencial de transmitir o vírus do HIV". 

Parte superior do formulário

A CPI da Covid aprovou n terça-feira (26), por 7 votos a 4, o relatório final elaborado pelo senador Renan Calheiros. Com a aprovação, a comissão criada para investigar ações e omissões do governo durante a pandemia encerra os seis meses de trabalho pedindo o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas. O documento tem 1.289 páginas e responsabiliza o presidente Jair Bolsonaro por considerar que ele cometeu pelo menos nove crimes. Há ainda pedidos de indiciamento de ministros, ex-ministros, três filhos do presidente, deputados federais, médicos, empresários e um governador – o do Amazonas, Wilson Lima. Duas empresas que firmaram contrato com o Ministério da Saúde – a Precisa Medicamentos e a VTCLog – também foram responsabilizadas. Agora é ver o que vai dar.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que, com o relatório da CPI da Covid em mãos, poderá "avançar" na apuração sobre autoridades com foro privilegiadoA mensagem foi publicada naquarta-feira por Aras numa rede social depois de ele ter recebido um grupo de senadores da comissão. O documento aprovado atribui ao presidente Jair Bolsonaro nove crimes durante a pandemia. A Procuradoria terá de decidir se arquiva os pedidos de indiciamento, se instaura um inquérito ou se apresenta denúncia. Aí é que mora o perigo. É ver pra crer.

Integrantes da cúpula da CPI da Covid entregaram na quinta-feira (28) uma cópia do relatório final da comissão ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux.

 A agência reguladora norte-americana autorizou na sexta-feira (29) que a vacina da Pfizer contra a Covid-19 seja aplicada em crianças de 5 a 11 anos nos Estados Unidos. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, ainda precisa dar seu aval para a campanha e estabelecer os protocolos. A expectativa é que o parecer seja o primeiro passo para, talvez já na próxima semana, começar a vacinação de um público de 28 milhões de pessoas dessa faixa etária. A dose prevista para crianças representa um terço da aplicada em adultos. 

Roma conheceu no sábado ao menos dois Bolsonaros. Em sua versão oficial, o presidente brasileiro exaltou, durante discurso na cúpula do G20, a campanha de vacinação contra a covid-19 e disse que seu Governo está comprometido “com uma agenda de reformas estruturantes”. Nos bastidores do encontro e em entrevista a jornalistas, Jair Bolsonaro disse que a economia nacional está ”voltando bem forte”, que “a Petrobras é um problema” e que tem “um apoio popular muito grande”. Mas muito pouco do que o presidente projetou sobre seu Governo na capital italiana se sustenta na realidade. Pra variar, a mentirada de hábito.

Como já disse no ínicio, a pandemia ainda está aí, embora façamos de conta que ela acabou. Ainda precisamos ter cuidado.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 17-23.10.202

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br
Semana movimentada por aqui. No domingo, fomos turistar no Cais do Sodré e aproveitamos para conhecer bairros vizinhos. Muita gente na rua, a única coisa que lembra a pandemia são algumas máscaras. Os números da pandemia oscilam aqui em Portugal, mas estão mais baixos, menos de quatrocentos casos por dia e menos de dez mortes. Esperemos que oscilem mais para baixo.
Na terça, Rio e os pais voltaram da França e foi uma festa: deu pulos de alegria por estar em casa, foi no quarto dele brincar um pouquinho com os brinquedos preferidos e de tarde, depois de entrarmos no nosso novo apartamento, nas Amoreiras, divisa com Campo de Ourique, fomos passear no parque com ele e também brincou muito por lá. Na quarta, fomos fazer o pequeno almoço – café da manhã – na Paula, pertinho da casa do Rio e eu fiz ele chorar, pois quando chegamos ele já estava lá: fui dar um cheiro e ele virou a cabeça e bateu na mesa. Não machucou, mas ele chorou muito. Sempre brincamos com os cheiros e as quase mordidas na barriga, mas desta vez ele estava muito pertinho da mesa. Depois papai e mamãe foram trabalhar e nós ficamos com ele, fomos passear e fomos ao parque e ele ficou bem. Ah, Rio cortou o cabelo esta semana, está com mais cara de moleque e mais compridão. Mais lindao, também.
Na quinta, fomos ao Parque Eduardo Sétimo e Rio divertiu-se muito no parquinho infantil, pois há alguns brinquedos diferentes lá e ele andou até na tirolesa. Na sexta fizemos compras e saímos com o Rio. À tarde, encontramos com a prima Fab, de São Francisco do Sul, na Baixa Chiado. Ela mora aqui em Sintra há alguns anos. Foi muito bom. Tomamos um café e conversamos muito. Próximo encontro vai ser aqui em casa, para um jantar.
No sábado, batemos perna até o Chiado, Bairro Alto, etc., passando pelo Cais Sodré e adjacências. Tudo a pé. Estamos andando uma média de 9 quilômetros por dia. Já perdi mais de um quilo. Estamos à procura de um doce de Tentúgal, mas achamos que vamos ter que ir até lá para provar o legítimo. No sábado, também, Rio fez a primeira visita à casa de vovô e vovó. Trouxe presente e ganhou um dinossauro também.
Esta semana assisti ao campeonato de ginástica artística, no Japão. Brasileiros como a Rebeca, deram show. Ela levou duas medalhas, uma de ouro e outra de prata. Campeã. Tenho lido pouco e escrito pouco, também, mas na próxima semana começo a preparação da edição 159 da revista SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA. Tenho procurado ver um pouco de noticiário, mas é pouco mesmo. Aqui em Lisboa não é mais obrigatório usar máscara na rua, mas nós ainda usamos. É bom prevenir, que as variantes continuam.
A média de mortes por covid, no Brasil, na última semana, está em menos de quatrocentos, mas o meio da semana teve dias com mais de quatrocentos mortes. Ainda estão muito altos os números do Brasil. A média de novos casos está em mais de doze mil por dia.
Começou a ser exibida, segunda-feira (18) a série "Vítimas do negacionismo", que fala das mortes causadas pela desinformação a respeito da Covid-19. São mais de 600 mil mortos no Brasil durante a pandemia, que foi agravada por uma enxurrada de fake news disseminadas nas redes sociais. Dissecou mensagens mentirosas e distorcidas contra máscaras, em defesa de receitas e medicamentos ineficazes e contra as vacinas, entre outros temas recorrentes de negacionistas. Mais do que confundir ou criar dúvida na população, essas mensagens falsas têm levado as pessoas a tomar atitudes que colocam a própria vida e a de outras pessoas em risco. A CPI ouviu nesta segunda-feira (18) relatos de pessoas afetadas pela Covid-19. Com perfis variados, os depoentes relataram de forma emocionada aos senadores como perderam parentes e cobraram justiça. Nas falas, houve também uma série de críticas ao comportamento de Bolsonaro durante a pandemia e declarações favoráveis à vacinação.
Na terça, O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros, distribuiu a senadores cópias da minuta do relatório da comissão – a leitura final está prevista para amanhã. Em versão provisória, o texto ainda pode sofrer alterações. Há divergências entre membros do colegiado a respeito do conteúdo. A versão entregue pelo relator propõe a responsabilização de 69 pessoas – numa versão anterior, eram 63 – pessoas e duas empresas. O documento sugere o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pela suposta prática de 11 crimes.
O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros, registrou na manhã de quarta(20) o relatório final no sistema do Senado. O texto pede 68 indiciamentos, entre pessoas físicas e empresas. O presidente Jair Bolsonaro é uma delas. Três filhos do presidente, ministros, ex-ministros, deputados federais e empresários também estão na lista. O relator atribuiu nove crimes a Bolsonaro. Os pedidos de indiciamento serão encaminhados aos órgãos competentes, entre os quais a Procuradoria-Geral da República, aos ministérios públicos estaduais e ao Departamento de Polícia Federal. A eles caberá a decisão sobre levar os casos à Justiça. Renan já afirmou que o documento também será enviado ao Tribunal Penal Internacional.
O relatório final da CPI da Covid recomenda que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado e, eventualmente, responsabilizado em três frentes devido à gestão do seu governo na pandemia de coronavírus: por crimes comuns, por crimes de responsabilidade e por crimes contra a humanidade. Vamos ver no que dá. Ele se cercou muito bem, tem gente dele em todo lugar. Então, seja o que Deus quiser.
Continuemos a cuidar.
Tamara Zimmermann Fonseca e 1 outra pessoa

domingo, 17 de outubro de 2021

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 10-16.10.2021

   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br 


Começamos a semana indo para o bairro Saldanha, em Lisboa, para pegar senha para fazer a identidade do Rio, que ele foi viajar, então precisava de documento. Lá fica também o mercado, um ótimo mercado com peixaria, frutas e verduras, floricultura, tudo o que é de direito. Uma das melhores peixarias é a da saudosa Açucena Veloso, que agora empresta o nome ao mercado. Passeamos com o Rio por lá, ele foi ao parquinho e brincou muito e voltamos de metro. Ele adorou.

Tomei, finalmente, nesta semana, a minha vacina contra a covid19. Foi a Pfizer e fiquei dolorido por dois dias e ai não deu vontade de fazer nada. Na volta da vacina passamos pela Baixa de Lisboa, Praça do Rocio, Rua Augusta, Praça do Comércio e aproveitamos para comprar uns pastéis de bacalhau com queijo da serra da Estrela e uns travesseiros de Sintra, ainda que não originais, para a janta. Comi castanhas portuguesas assadas pelo caminho, pela primeira vez este ano  – comprei na Areeira, onde fica o centro de vacinação. À noitinha, falamos com o Rio, que está em Paris e ele está felizão de passear por lá, mas ao ver a gente pediu “quero ir pra casa”, mas foi só um instante. Tá muito fofão o Rio, como sempre.

No dia 15, não saí de casa, tive um pouco de reação da vacina, mas foi só dor no ombro. No sábado fomos para Sintra para almoçar lá e comemos polvo no “nosso” restaurante – sempre almoçamos lá quando estamos em Sintra – e bebemos a gloriosa sangria da casa, que é a melhor que conhecemos. Também fomos a Piriquita, para comer o travesseiro de Sintra legítimo e estava uma fila grande e constante, pois a cidade estava tomada de turistas como se não houvesse pandemia. Então entramos num café em frente que servia os travesseiros de Sintra da Piriquita e tivemos a nossa sobremesa. Gostei muito do travesseiro original, o recheio não é só ovos moles, tem também um pouquinho de farinha de amêndoa. Mas cá pra nós, o recheio que eu fiz no Brasil estava quase melhor. Tinha mais farinha de amêndoa e não era tão doce. Não vou contar isto pra dona da Piriquita.

Passeamos pelo centro de Sintra e fotografamos bastante, mas como já conhecemos todos os castelos e palácios da cidade, mais o Cabo da Roca, focamos o olhar naquilo que a gente não tinha tempo de prestar atenção antes: a paisagem urbana, os prédios mais escondidinhos, etc.

Hoje a senhoria mandou o contrato do nosso apartamento, aqui pertinho da casa da Daniela, do Pierre e do Rio, nas Amoreiras, pertinho do Príncipe Real e do Rato. Perto de tudo: do Jardim da Estrela, do Shopping Amoreiras, de Campo de Ourique, do Parque Eduardo Sétimo, que fica numa das pontas da Avenida da Liberdade – na outra fica a Praça do Rocio, quer dizer, fácil de ir para a Rua Augusta, beira do Tejo, etc. Entramos no começo da semana próxima.

E a pandemia, apesar de não parecer, com a quantidade de gente que há nas ruas e em todo lugar, continua aí. As mortes continuam acontecendo e o número de confirmados também.

A CPI da Covid decidiu alterar, na terça, o cronograma para os últimos dias de trabalho da comissão e, com isso, desistiram de um novo depoimento do ministro da Saúde Marcelo Queiroga – esse seria o 3º. No lugar dele, os senadores pretendem convocar o médico Carlos Carvalho. Ele é o responsável por coordenar um estudo com parecer contrário ao uso dos remédios do chamado "kit Covid" no combate ao coronavírus. Propagandeados pelo presidente Jair Bolsonaro ao longo de toda a pandemia, os medicamentos são comprovadamente ineficazes contra a doença.

Na quarta, foi divulgado que o Brasil passou da marca de 100 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid. São 100.499.968 vacinas aplicadas em segunda dose ou dose única – isso equivale a 47,11% da população do país. Dados registrados às 20h do dia 13. Entre os que estão parcialmente imunizados, já receberam a primeira dose quase 149.950.990 (70,29% da população). A dose de reforço foi aplicada em 2.704.015 pessoas (1,27% da população). 

O relatório final da CPI da Covid deve pedir o indiciamento de Bolsonaro por 11 crimes na condução da pandemia de coronavírus. Ministros, ex-ministros e filhos do presidente também devem ser responsabilizados. Em quase seis meses de trabalhos, a comissão interrogou 59 pessoas. O relatório deve ser lido na próxima terça-feira (19), e a previsão é que a votação ocorra na quarta-feira (20). Se for aprovado pela maioria dos senadores da CPI, o relatório será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá a tarefa de conduzir as investigações sobre os indiciados com foro privilegiado, caso de Bolsonaro, de ministros e de outros parlamentares. Será? A PGR é que deve conduzir investigações? O capacho do presidente? Sei não...

Devido às equipes reduzidas trabalhando nos municípios, os números de casos e mortes registrados no sistema nacional ficam abaixo do normal, como visto em feriados anteriores e finais de semana; como consequência, apontam uma queda maior que a esperada na média móvel (que leva em consideração os dados dos últimos 7 dias). Por isso, a queda deve ser avaliada com cautela.  O Brasil registrou na sexta-feira 526 mortes por Covid-19, com o total de óbitos chegando a 602.727 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 319 --abaixo da marca de 400 pelo quarto dia seguido.

Então a queda da curva não é real, precisamos continuar tomando cuidado, embora cuidado é o que menos vemos por aí. A pandemia não acabou, infelizmente.

sábado, 16 de outubro de 2021

DIÁRIO DE VIAGEM – 14-16.10.2021

  





                        Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br 

É pra ser diário, mas como tomei vacina contra covid o dia 14, fiquei dolorido até a noite passada e ai não deu vontade de fazer nada. Na volta da vacina passamos pela Baixa de Lisboa, Praça do Rocio, Rua Augusta, Praça do Comércio e aproveitamos para comprar uns pastéis de bacalhau com queijo da serra da Estrela e uns travesseiros de Sintra, ainda que não originais para a janta. Comi castanhas portuguesas assadas pelo caminho – comprei na Areeira, onde fica o centro de vacinação. À noitinha, falamos com o Rio, que está em Paris, e ele está felizão de passear por lá, mas ao ver a gente pediu “quero ir pra casa”, mas foi só um instante. Tá muito fofão o Rio, como sempre.

No dia 15, não saí de casa, tive um pouco de reação da vacina, mas foi só dor no ombro. Hoje, fomos para Sintra para almoçar lá e comemos polvo no “nosso” restaurante – sempre almoçamos lá quando estamos em Sintra – e bebemos a gloriosa sangria da casa, que é a melhor que conhecemos. Também fomos a Piriquita, para comer o travesseiro de Sintra legítimo e estava uma fila grande e constante, pois a cidade estava tomada de turismo como se não houvesse pandemia. Então entramos num café em frente que servia os travesseiros de Sintra da Piriquita e tivemos a nossa sobremesa. Gostei muito do travesseiro original, o recheio não é só ovos moles, tem também um pouquinho de farinha de amêndoa. Mas cá pra nós, o recheio que eu fiz no Brasil estava quase melhor. Tinha mais farinha de amêndoa e não era tão doce. Não vou contar isto pra dona da Piriquita.

Passeamos pelo centro de Sintra e fotografamos bastante, mas como já conhecemos todos os castelos e palácios da cidade, mais o Cabo da Roca, focamos o olhar naquilo que a gente não tinha tempo de prestar atenção antes: a paisagem urbana, os prédios mais escondidinhos, etc.

Hoje a senhoria mandou o contrato do nosso apartamento, aqui pertinho da casa da Daniela, do Pierre e do Rio, nas Amoreiras, pertinho do Príncipe Real e do Rato. Perto de tudo: do Jardim da Estrela, do Shopping Amoreiras, de Campo de Ourique, do Parque Eduardo Sétimo, que fica numa das pontas da Avenida da Liberdade – na outra fica a Praça do Rocio, quer dizer, fácil de ir para a Rua Augusta, beira do Tejo, etc. Entramos no começo da semana que vem.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

LEITURA, LIVRO, CRIANÇA

 


                         Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

 

O dia primeiro de outubro de 2015 foi Dia de Ler. Uma iniciativa da Secretaria da Cultura de Barueri, SP, fez com que mais de 93 mil pessoas aderissem ao projeto DIA DE LER – TODO DIA, participando de sessões de leitura, das 9 da manhã até as 21 horas. Gente de todas as profissões, de todas as religiões, de todas as cores, de todos os graus de instrução leram, naquele dia, qualquer texto, desde bula de remédio, passando pelo gibi, pelo jornal, indo até os clássicos da literatura, não esquecendo a Bíblia, é claro.

Em vista do retumbante sucesso da experiência, optou-se por uma edição nacional do projeto. De maneira que o dia primeiro de outubro será o dia da mobilização nacional pela leitura. O DIA DE LER pretende envolver o maior numero de pessoas em todo o Brasil, fazendo com que cada um leia um pouco ou um pouco mais.

O dia 12 de Outubro, além de ser o tão esperado Dia da Criança, é também o Dia Nacional da Leitura. Também um dia para nos lembrarmos de ler e de dar livros de presente para nossas crianças. Leitura é diversão, conhecimento, cultura e precisamos praticar todos os dias para comemorarmos apropriadamente o Dia Nacional da Leitura.

Já no dia 15, comemoramos o Dia do Professor, esse ser iluminado que nos ensina a ler e a escrever e, por isso, nos abre os caminhos do mundo e da vida, pois tudo que precisamos aprender está nos livros. Então a profissão mais importante do mundo – pois é ela que possibilita que haja todas as outras profissões – tem tudo a ver com livro e leitura.

Para terminar o mês de outubro, que vimos aqui ser o mês do livro e da leitura, temos o Dia Nacional do Livro. Nada mais adequado do que terminar um mês com tantas comemorações ao livro e à leitura, com uma homenagem a este objeto tão importante para o ser humano, que lhe dá a possibilidade de estudar e adquirir cultura e conhecimento.

E viva o livro, viva a leitura, viva os leitores adultos e as crianças, leitores em formação e viva os professores, que nos ensinam a dar o devido valor aos livros.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

CRÔNICA DE VIAGEM – 08.10-10.10.2021

                            Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br



 

No dia 8 de outubro, lindão na Luzboa, com essa cumplicidade da luz única do céu de brigadeiro com as águas do Tejo, saímos para passear com o Rio no Príncipe Real, com duas missões: levar o Rio ao parquinho para brincar no escorregador, na gangorra e outros brinquedos e ir ao posto de saúde para ele tomar uma vacina que faltava, a BCG, e eu tomar a vacina contra a covid. Eu tomei as duas doses da coronavac, mas como a eficácia dela é de cinquenta por cento, estão aplicando uma terceira dose. Então fui procurar pela minha, que não deu tempo para tomar uma terceira dose da Pfizer no Brasil. Não era no posto, mas eles indicaram a central de vacinas. Rio tomou a vacina dele, valentemente, sem chorar, e seguimos para a central. Lá me pediram documentos e certificado de vacinação e verificaram que a minha foi a coronavac, então me informaram que por ser terceira dose, tenho que ter a indicação de um médico. Vou ter que voltar no posto de saúde e pedir a indicação do médico. Afinal, já faz seis meses que tomei a segunda dose, então tenho que agilizar a toma da terceira dose.

No sábado, saímos com o Rio para ir em Saldanha, que ele precisava fazer o cartão de cidadão e a identidade dele para viajar para Paris, e fomos ao parquinho do lado do mercado – excelente mercado onde compramos peixe, frutas e verduras -  e ele brincou a valer. À noite, Rio teve visitas, os pais dele receberam a família de um primo, com um menino com quem brincou muito, e o Nicolau, ótimo declamador de poesia e diretor da RTP TV e sua esposa. Fiz uma feijoada para os convidados, com feijão preto vindo do Brasil e produtos portugueses, que ficou muito boa, servida com salada de couve e de laranja e farinha de mandioca do Brasil, que é fácil de encontrar por aqui.

No domingo, ficamos em casa até de tarde e de tardinha saímos para ir ao parquinho aqui perto, ao lado do Museu da Água, onde Rio adora brincar. Escrevi um pouco, o artigo da semana para os jornais, a Crônica Semanal da Pandemia e um pouco desse diário que é pra ser diário, mas já andei falhando uns dias, tanto que nesta edição estou reunindo três dias.

Tenho lido os jornais O Globo, Folha, Estadão, Estado de Minas, Correio do Povo, O Povo, Notícias do Dia e Diário da Manhã para saber o que acontece no Brasil, mas não tenho visto boas coisas. O presidente continua o mesmo, mentiroso e negacionista de sempre, acho que até pior, pois agora mente para o mundo todo, a corrupção continua comendo solta, a inflação aumentando e o número de mortes não parece querer baixar mais, ainda está muito alto. Espero que as notícias melhorem no Brasil. Aqui em Portugal a pandemia está com números bem baixos, por enquanto, menos de dez mortes por dia, mas o desconfinamento pode colocar esta baixa da curva em perigo. Esperemos que não, que os números continuem baixando com dias de zero mortes, como já aconteceram alguns há poucas semanas.

Há que cuidarmos, ainda, por qualquer lugar onde se vá.