Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
O uso de computador na sala de aula pressupõe melhoria na qualidade de ensino, pois significa acesso rápido a toda e qualquer informação e muitos outros recursos na ponta dos dedos. Há quem conteste esse benefício, mas o que se espera é que haja ganho no aprendizado com o uso das tecnologias que tomaram conta do nosso dia a dia. O professor teria mais conteúdo para usar e mais tempo para dar aula, pois não precisaria esperar os alunos copiarem matéria do quadro, não teria que escrever quase nada no quadro e poderia usar a internet, acessando os assuntos necessários e os alunos simplesmente teriam que anotar endereços de sites da web ou usariam a facilidade de copiar e colar ou gravar páginas em pdf ou nos favoritos, para acessar mais tarde a fim de estudar.
Supõe-se, é claro, que todas as escolas, em todo o Brasil, têm internet, para que o uso de laptops e tablets seja possível e pleno. O que ainda não é uma realidade, nem todas as escolas públicas dispõe de acesso à grande rede. É verdade que, a medida que os aparelhos forem chegando, o acesso à internet, se não houver, pode e deve ser providenciado, por estados ou municípios, conforme seja o mantenedor da escola.
O edital do MEC – Ministério da Educação – para a aquisição de tablets pelas redes públicas de ensino já está disponível para que as escolas se inscrevam.
A verdade é que já existe o programa do governo “Um computador por Aluno”, desde 2009, mas até agora ele não foi aplicado como prometido. A meta do governo Lula, com o programa, era contemplar cada estudante dos primeiro e segundo graus da rede pública com um computador para uso pessoal. Mas apenas quinhentas escolas do país foram contempladas com os laptops (ou notebooks) do programa UCA, um índice de menos de dois por cento de todos os estudantes brasileiros do ensino fundamental e médio.
O MEC diz que o programa que levará os tablets para a sala de aula não pretende substituir o programa dos laptops. O novo programa viria para complementar o anterior - que não cumpriu o objetivo de colocar um notebook (ou netbook, que não emplacou?) na mão de cada estudante do ensino público fundamental e médio.
O programa Um Computador por Aluno foi criado em 2005, mas só iniciou a entrega dos aparelhos a algumas escolas de alguns cidades brasileiras em 2009. Esperemos que o novo programa não demore tanto tempo para ser aplicado e atinja todas as cidades brasileiras, em todos os estados.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
SABADO DE BOA MÚSICA
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
O Festival de Música de Santa Catarina esteve soberbo neste final de semana. O dia musical, em Jaraguá do Sul, começou com a primeira edição dos Concertos para Famílias, no Grande Teatro do Scar, as 10 horas. Falo do Zoológico Musical, que antes do concerto, faz demonstração dos instrumentos para as crianças. E para os adultos também, por que não?
Quando chegamos ao teatro, com meus sobrinhos de 5 a 10 anos, os músicos que iam tocar na orquestra logo mais estavam espalhados por toda a platéia e também no palco, tocando cada um seus instrumentos, explicando o que fosse perguntado sobre eles, deixando as crianças pegarem cada instrumento para tentar tocar. Destaco a atenção, o carinho, a dedicação dos músicos em apresentar seus instrumentos para as crianças, em colocar os instrumentos nas mãos das crianças e em ajuda-las a tirar som deles.
O concerto, a seguir, foi memorável. O maestro surgiu no palco para reger a osquestra vestido de branco e prateado e tocou a música tema de “2001 – Uma odisséia no espaço”, de Richard Strauss, “Also Sprach Zarathustra”. Fabuloso. Depois, começou a tocar “Os Planetas”, de Gustav Holst. Já no primeiro movimento, apareceu uma personagem estranha no palco e aí começou uma história que permeava a execução da magnífica peça. O maestro e alguns músicos mostraram não só aptidão plena para música, mas também para interpretação teatral, pois deram um show e mantiveram as crianças atentas a tudo que acontecia, durante mais de uma hora de espetáculo.
Um espetáculo que encantou crianças e adultos.
À tarde, também no Grande Teatro, houve a primeira edição dos Concertos de Sábado, com mais orquestras e grupos. Números antológicos, para se aplaudir de pé, como aconteceu.
As 18 horas, mais uma edição de Piano Masters, no Pequeno Teatro do Scar. Eu, particularmente, não gosto de piano, infelizmente, então não fui. Mas sei que a frequenica nesse horário tem sido ótima durante toda a semana.
E à noite, a minha última edição dos Grandes Concertos, que também esteve excelente, com mais orquestras, executando Beethoven e Korsakov.
O Festival continua até o dia 4, mas eu não posso ficar, para aproveitar tanta música. Que os moradores de Jaraguá e região, de todo o norte do Estado aproveitem o privilégio de ter ao alcance do ouvido tanta música de tão boa qualidade.
O Festival de Música de Santa Catarina esteve soberbo neste final de semana. O dia musical, em Jaraguá do Sul, começou com a primeira edição dos Concertos para Famílias, no Grande Teatro do Scar, as 10 horas. Falo do Zoológico Musical, que antes do concerto, faz demonstração dos instrumentos para as crianças. E para os adultos também, por que não?
Quando chegamos ao teatro, com meus sobrinhos de 5 a 10 anos, os músicos que iam tocar na orquestra logo mais estavam espalhados por toda a platéia e também no palco, tocando cada um seus instrumentos, explicando o que fosse perguntado sobre eles, deixando as crianças pegarem cada instrumento para tentar tocar. Destaco a atenção, o carinho, a dedicação dos músicos em apresentar seus instrumentos para as crianças, em colocar os instrumentos nas mãos das crianças e em ajuda-las a tirar som deles.
O concerto, a seguir, foi memorável. O maestro surgiu no palco para reger a osquestra vestido de branco e prateado e tocou a música tema de “2001 – Uma odisséia no espaço”, de Richard Strauss, “Also Sprach Zarathustra”. Fabuloso. Depois, começou a tocar “Os Planetas”, de Gustav Holst. Já no primeiro movimento, apareceu uma personagem estranha no palco e aí começou uma história que permeava a execução da magnífica peça. O maestro e alguns músicos mostraram não só aptidão plena para música, mas também para interpretação teatral, pois deram um show e mantiveram as crianças atentas a tudo que acontecia, durante mais de uma hora de espetáculo.
Um espetáculo que encantou crianças e adultos.
À tarde, também no Grande Teatro, houve a primeira edição dos Concertos de Sábado, com mais orquestras e grupos. Números antológicos, para se aplaudir de pé, como aconteceu.
As 18 horas, mais uma edição de Piano Masters, no Pequeno Teatro do Scar. Eu, particularmente, não gosto de piano, infelizmente, então não fui. Mas sei que a frequenica nesse horário tem sido ótima durante toda a semana.
E à noite, a minha última edição dos Grandes Concertos, que também esteve excelente, com mais orquestras, executando Beethoven e Korsakov.
O Festival continua até o dia 4, mas eu não posso ficar, para aproveitar tanta música. Que os moradores de Jaraguá e região, de todo o norte do Estado aproveitem o privilégio de ter ao alcance do ouvido tanta música de tão boa qualidade.
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Femusc - Festival de Música de SC
sábado, 28 de janeiro de 2012
ORQUESTRAS DO FEMUSC
Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
O Festival de Música de Santa Catarina vem melhorando a cada dia, é um crescendo espetacular. Nesta sexta, começaram a aparecer as orquestras, fantásticas como nunca. No Momento Springmann, no Pequeno Teatro, tivemos Mozart em dose dupla: Serenata em dó menor e Sinfonia n.35.
Foi magnífico. Mais de uma hora de música erudita da melhor qualidade, com uma execução magistral, coisa para se aplaudir de pé por minutos a fio.
À noite, em mais uma edição dos Grandes Concertos, tivemos Prokofiev, também em dose dupla. Primeiro, a Orquestra sem Maestro executou a Sinfonia n. 1, Clássica e depois a Orquestra Sinfônica do Femusc nos brindou com Romeu e Julieta, Suíte n. 2.
Foram, sem dúvida, espetáculos grandiosos. E tivemos o privilégio de poder usufruir da quantidade e da qualidade de tão bela música.
Fico imaginando vídeos dessas apresentações, CDs e DVDs do que está sendo produzido no Femusc, pois são apresentações únicas, reunião de músicos de lugares diferentes e distantes que talvez não aconteça mais. Fica a sugestão: nenhuma gravadora se interessaria em lançar coleções de CDs, de DVDs do melhor do Femusc?
O Festival de Música de Santa Catarina vem melhorando a cada dia, é um crescendo espetacular. Nesta sexta, começaram a aparecer as orquestras, fantásticas como nunca. No Momento Springmann, no Pequeno Teatro, tivemos Mozart em dose dupla: Serenata em dó menor e Sinfonia n.35.
Foi magnífico. Mais de uma hora de música erudita da melhor qualidade, com uma execução magistral, coisa para se aplaudir de pé por minutos a fio.
À noite, em mais uma edição dos Grandes Concertos, tivemos Prokofiev, também em dose dupla. Primeiro, a Orquestra sem Maestro executou a Sinfonia n. 1, Clássica e depois a Orquestra Sinfônica do Femusc nos brindou com Romeu e Julieta, Suíte n. 2.
Foram, sem dúvida, espetáculos grandiosos. E tivemos o privilégio de poder usufruir da quantidade e da qualidade de tão bela música.
Fico imaginando vídeos dessas apresentações, CDs e DVDs do que está sendo produzido no Femusc, pois são apresentações únicas, reunião de músicos de lugares diferentes e distantes que talvez não aconteça mais. Fica a sugestão: nenhuma gravadora se interessaria em lançar coleções de CDs, de DVDs do melhor do Femusc?
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
DIA DE MUITA MÚSICA
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
A quinta foi um grande dia para o Festival de Música em Jaraguá do Sul, aqui na sua sede, no SCAR, e provavelmente em todas as cidades que ele contempla com apresentações.
Assisti a quase tudo que rolou em Jaraguá nesta quinta. Comecei com o Femusc no Shopping, as 12h30min. Três ótimas peças foram apresentadas: uma de Bach, outra de Piazzola e a terceira de Franz Danzi, Quarteo para fagote e trio de cordas. Uma seleção espetacular, mas uma pena que o horário não ajude. Penso que a intenção da organização do Festival é oferecer a boa música para quem vai almoçar, tanto que as apresentações são feitas ao lado da praça de alimentação. Mas infelizmente o burburinho do almoço, muito alto, cobre o som da música. A praça de alimentação é muito grande e muito freqüentada e o barulho das pessoas fazendo a refeição e conversando, mais o ruído próprio do shopping tornam impossível ouvir o que está sendo executado, se a gente não se aproximar o máximo possível dos músicos. Uma pena. O ideal seria mudar o horário da apresentação, tanto no shopping como no Angeloni, que tem o Festival também as 12h30min, ou então que se coloque microfones e sistema de som para que os músicos não fiquem tocando para meia dúzia de pessoas que se aproximam deles.
As dezenove horas fui assistir o Momento Springmann, no Pequeno Teatro do Scar e gostei muito. “Canções sem Palavras”, de Mendelssohn, e “Rain Spell”, de Toru Takemitsu, tiveram excelente execução. “O lado oculto das nuvens” também foi muito bom.
Logo em seguida, na série Grandes Concertos, no Grande Teatro do Scar, muito mais música. O Quinteto para Violão e Cordas, que se não me engano já fora aplaudido de pé por vários minutos na quarta, apresentou peça de Leo Brouwer, e"Septeto”, de Beethoven, fechou com chave de ouro a noite. Foi fenomenal. Foram, também, aplaudidos de pé por minutos.E mereceram.
A quinta foi um grande dia para o Festival de Música em Jaraguá do Sul, aqui na sua sede, no SCAR, e provavelmente em todas as cidades que ele contempla com apresentações.
Assisti a quase tudo que rolou em Jaraguá nesta quinta. Comecei com o Femusc no Shopping, as 12h30min. Três ótimas peças foram apresentadas: uma de Bach, outra de Piazzola e a terceira de Franz Danzi, Quarteo para fagote e trio de cordas. Uma seleção espetacular, mas uma pena que o horário não ajude. Penso que a intenção da organização do Festival é oferecer a boa música para quem vai almoçar, tanto que as apresentações são feitas ao lado da praça de alimentação. Mas infelizmente o burburinho do almoço, muito alto, cobre o som da música. A praça de alimentação é muito grande e muito freqüentada e o barulho das pessoas fazendo a refeição e conversando, mais o ruído próprio do shopping tornam impossível ouvir o que está sendo executado, se a gente não se aproximar o máximo possível dos músicos. Uma pena. O ideal seria mudar o horário da apresentação, tanto no shopping como no Angeloni, que tem o Festival também as 12h30min, ou então que se coloque microfones e sistema de som para que os músicos não fiquem tocando para meia dúzia de pessoas que se aproximam deles.
As dezenove horas fui assistir o Momento Springmann, no Pequeno Teatro do Scar e gostei muito. “Canções sem Palavras”, de Mendelssohn, e “Rain Spell”, de Toru Takemitsu, tiveram excelente execução. “O lado oculto das nuvens” também foi muito bom.
Logo em seguida, na série Grandes Concertos, no Grande Teatro do Scar, muito mais música. O Quinteto para Violão e Cordas, que se não me engano já fora aplaudido de pé por vários minutos na quarta, apresentou peça de Leo Brouwer, e"Septeto”, de Beethoven, fechou com chave de ouro a noite. Foi fenomenal. Foram, também, aplaudidos de pé por minutos.E mereceram.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
MÚSICA, DIVINA MÚSICA
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor
O espetáculo desta quarta, no Grande Teatro do Scar, valeu a pena, fez jus ao Festival de Música de Santa Catarina. Teve música, muita musica, divina música. Do programa fez parte um solo de violino, muito bom, “Souvenir de Florence”, de Tchaikovsky, com duplas de violino, violoncelo e viola, excelente, e Quarteto para oboé, violino, violoncelo e piano, que não foi apresentado. Em compensação, tivemos “Serenata Noturna”, de Mozart, com um sexteto sensacional. Houve, também, um solo de outro instrumento que eu não lembro qual era, me parece que era fagote, que não estava no programa.
Ontem falei de um número apresentado na terça, pelo maestro organizador do evento, com mais outros músicos, que parecia mais um laboratório de ruídos. O público aplaudiu, e eu chamei atenção sobre o fato de que uma parte dos espectadores do Femusc estão aplaudindo até as pessoas que entram no palco para colocar as cadeiras e os instrumentos em posição para os músicos.
E nesta quarta o meu ponto de vista se confirmou: o “Souvenir de Florence”, de Tchaikovsky, foi aplaudido de pé e os músicos, que tocaram por mais ou menos meia hora, com execução magistral, tiveram que voltar duas vezes ao palco. A música de Mozart também foi aplaudida de pé.
Então, fiquei muito feliz, porque o público provou que, quando gosta do que foi apresentado, faz questão de que isso fique bem claro.
Valeu a noite, tivemos música, música de verdade.
O espetáculo desta quarta, no Grande Teatro do Scar, valeu a pena, fez jus ao Festival de Música de Santa Catarina. Teve música, muita musica, divina música. Do programa fez parte um solo de violino, muito bom, “Souvenir de Florence”, de Tchaikovsky, com duplas de violino, violoncelo e viola, excelente, e Quarteto para oboé, violino, violoncelo e piano, que não foi apresentado. Em compensação, tivemos “Serenata Noturna”, de Mozart, com um sexteto sensacional. Houve, também, um solo de outro instrumento que eu não lembro qual era, me parece que era fagote, que não estava no programa.
Ontem falei de um número apresentado na terça, pelo maestro organizador do evento, com mais outros músicos, que parecia mais um laboratório de ruídos. O público aplaudiu, e eu chamei atenção sobre o fato de que uma parte dos espectadores do Femusc estão aplaudindo até as pessoas que entram no palco para colocar as cadeiras e os instrumentos em posição para os músicos.
E nesta quarta o meu ponto de vista se confirmou: o “Souvenir de Florence”, de Tchaikovsky, foi aplaudido de pé e os músicos, que tocaram por mais ou menos meia hora, com execução magistral, tiveram que voltar duas vezes ao palco. A música de Mozart também foi aplaudida de pé.
Então, fiquei muito feliz, porque o público provou que, quando gosta do que foi apresentado, faz questão de que isso fique bem claro.
Valeu a noite, tivemos música, música de verdade.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
MÚSICA E SONS
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor
O espetáculo da série Grandes Concertos, desta terça, no Grande Teatro da Scar, prometia muito, conforme a programação oficial, inclusive publicada nos jornais do dia.
O espetáculo começou com Diana Melo, tocando marimba. Acontece que na segunda ela já esteve se apresentado e a marimba foi tocada em dois números. Então segunda foi interessante, valeu conhecer o instrumento, a novidade. Mas nesta terça, talvez pudesse ser apresentada outra coisa.
Um dos números que não estavam previstos no programa foi Daico, apresentando tambores orientais. Muito interessante. O outro número não previsto foi o organizador do evento com outros músicos tocando um instrumento que, como não se consegue ler o letreiro informativo projetado nos dois lados do palco, do meio do palco para trás, eu acho que era fagote, mas não tenho certeza. Também não consegui ler que música era, qual o autor, o arranjador, nada. Mas não pareceu música, foi uma coisa meio esquisita. O dono da casa, quase no final, no intervalo entre um sopro e outro gritou alguma coisa, ficou mais esquisito ainda.. Perdoem-me os entendidos, mas realmente foi esquisito. E o público aplaudiu, ao final, sim. Mas parte daquele público estava aplaudindo até as pessoas que entravam para colocar e tirar instrumentos do palco.
Então apesar de um pouco decepcionado, pois o festival é de música, e não de sons, gostei de “Thaís”, tuba e harpa, e o último número, “Estampas Criolas”, com violino e violoncelo e um pouco dos tambores.
Uma outra coisa boa da noite foi que encontrei lá no Scar a minha amiga escritora e jornalista Sonia Pillon, que me convidou para uma antologia que reunirá cronistas do jornal O Correio do Povo.
Insisto que os letreiros informativos nos lados do palco precisam ter letras maiores, para que todo o público possa ler. O espaço na tela é suficiente, pois são apenas poucas linhas e mais da metade do espaço ficava em branco.
O espetáculo da série Grandes Concertos, desta terça, no Grande Teatro da Scar, prometia muito, conforme a programação oficial, inclusive publicada nos jornais do dia.
O espetáculo começou com Diana Melo, tocando marimba. Acontece que na segunda ela já esteve se apresentado e a marimba foi tocada em dois números. Então segunda foi interessante, valeu conhecer o instrumento, a novidade. Mas nesta terça, talvez pudesse ser apresentada outra coisa.
Um dos números que não estavam previstos no programa foi Daico, apresentando tambores orientais. Muito interessante. O outro número não previsto foi o organizador do evento com outros músicos tocando um instrumento que, como não se consegue ler o letreiro informativo projetado nos dois lados do palco, do meio do palco para trás, eu acho que era fagote, mas não tenho certeza. Também não consegui ler que música era, qual o autor, o arranjador, nada. Mas não pareceu música, foi uma coisa meio esquisita. O dono da casa, quase no final, no intervalo entre um sopro e outro gritou alguma coisa, ficou mais esquisito ainda.. Perdoem-me os entendidos, mas realmente foi esquisito. E o público aplaudiu, ao final, sim. Mas parte daquele público estava aplaudindo até as pessoas que entravam para colocar e tirar instrumentos do palco.
Então apesar de um pouco decepcionado, pois o festival é de música, e não de sons, gostei de “Thaís”, tuba e harpa, e o último número, “Estampas Criolas”, com violino e violoncelo e um pouco dos tambores.
Uma outra coisa boa da noite foi que encontrei lá no Scar a minha amiga escritora e jornalista Sonia Pillon, que me convidou para uma antologia que reunirá cronistas do jornal O Correio do Povo.
Insisto que os letreiros informativos nos lados do palco precisam ter letras maiores, para que todo o público possa ler. O espaço na tela é suficiente, pois são apenas poucas linhas e mais da metade do espaço ficava em branco.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
A DIVINA MÚSICA EM JARAGUÁ
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com
Eu já disse, antes, que dou graças a Deus pelos meus olhos míopes, pois eles me possibilitam ver o mar, sol, o verde, ver flores e cores, ver a alma das pessoas através de seus olhos verdes, azuis, castanhos, etc. Pois quero dizer que agradeço, também, e muito, a faculdade de ouvir, pois não imagino viver sem música.
Música é a trilha sonora da vida, é o tempero da nossa existência. E o fato de poder ouvir claro e em bom som adquire ainda mais importância quando chego em Jaraguá para assistir e ouvir mais um FEMUSC – Festival de Música de Santa Catarina, que começou ontem e vai até o dia 4 de fevereiro.
A gente chega na cidade e já vê que a música tomou conta de tudo. Nestes dias, é comum encontrar muitos jovens pelas ruas centrais e não tão centrais, carregando seus instrumentos ou ensaiando para se apresentar num dos vários locais onde o festival leva seus músicos.
Aliás, o festival-escola, que pode ser chamado assim porque reúne em Jaraguá do Sul estudantes de música do mundo inteiro – são mais ou menos gente de vinte países. Neste ano, o Femusc não concentra suas apresentações em Jaraguá. Ele está, também quase que diariamente, em Joinville, Pomerode, Blumenau, Corupá, Timbó, etc., justificando o nome, que desde o início foi Festival de Música de Santa Catarina.
E o forte do festival é a divina música, a música clássica, mas não contempla exclusivamente esse gênero. O festival apresenta o clássico ao lado de música popular brasileira e música popular dos países dos músicos que vem participar dele.
O espetáculo desta segunda, no Grande Teatro do SCAR foi diversificado, trazendo de tudo um pouco e de forma bastante informal. Fiquei até surpreendido, mas positivamente, pois na edição passada estive em Jaraguá apenas em um final de semana, por compromissos anteriormente assumidos que eu não poderia adiar. A intenção era ficar só até quinta por aqui, agora já não sei mais, pois o programa promete muito.
Por falar em programa, só não gostei do fato de os Grandes Concertos, marcados para as 20h30min, não estarem começando na hora prometida. Nesta segunda o concerto começou às 21 horas.
A verdade é que a capital catarinense (ou brasileira?) da música está espalhando seus sons para quem quiser ouvir. E da melhor qualidade.
Eu já disse, antes, que dou graças a Deus pelos meus olhos míopes, pois eles me possibilitam ver o mar, sol, o verde, ver flores e cores, ver a alma das pessoas através de seus olhos verdes, azuis, castanhos, etc. Pois quero dizer que agradeço, também, e muito, a faculdade de ouvir, pois não imagino viver sem música.
Música é a trilha sonora da vida, é o tempero da nossa existência. E o fato de poder ouvir claro e em bom som adquire ainda mais importância quando chego em Jaraguá para assistir e ouvir mais um FEMUSC – Festival de Música de Santa Catarina, que começou ontem e vai até o dia 4 de fevereiro.
A gente chega na cidade e já vê que a música tomou conta de tudo. Nestes dias, é comum encontrar muitos jovens pelas ruas centrais e não tão centrais, carregando seus instrumentos ou ensaiando para se apresentar num dos vários locais onde o festival leva seus músicos.
Aliás, o festival-escola, que pode ser chamado assim porque reúne em Jaraguá do Sul estudantes de música do mundo inteiro – são mais ou menos gente de vinte países. Neste ano, o Femusc não concentra suas apresentações em Jaraguá. Ele está, também quase que diariamente, em Joinville, Pomerode, Blumenau, Corupá, Timbó, etc., justificando o nome, que desde o início foi Festival de Música de Santa Catarina.
E o forte do festival é a divina música, a música clássica, mas não contempla exclusivamente esse gênero. O festival apresenta o clássico ao lado de música popular brasileira e música popular dos países dos músicos que vem participar dele.
O espetáculo desta segunda, no Grande Teatro do SCAR foi diversificado, trazendo de tudo um pouco e de forma bastante informal. Fiquei até surpreendido, mas positivamente, pois na edição passada estive em Jaraguá apenas em um final de semana, por compromissos anteriormente assumidos que eu não poderia adiar. A intenção era ficar só até quinta por aqui, agora já não sei mais, pois o programa promete muito.
Por falar em programa, só não gostei do fato de os Grandes Concertos, marcados para as 20h30min, não estarem começando na hora prometida. Nesta segunda o concerto começou às 21 horas.
A verdade é que a capital catarinense (ou brasileira?) da música está espalhando seus sons para quem quiser ouvir. E da melhor qualidade.
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