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sábado, 31 de julho de 2010

ACABA O FESTIVAL DE DANÇA

Hoje encerra-se o 28 Festival de Dança de Joinville, com a Noite dos Campeões. Os vencedores de cada categoria voltam ao palco do Centreventos, apresentando o melhor do que foi mostrado durante todo o evento.
Quem está muito prosa é a minha amiga Mary, escritora e colega cronista em A Notícia, que tem a sua neta participando do Festival. E ela estará, hoje, na noite dos campeões, pois o grupo dela tirou o primeiro lugar na categoria. A avó não cabe em si de tanto orgulho. E não pode ser diferente. Minha filha Daniela, bailarina, este ano não participou. Fomos só assisitir.
A Capital da Dança volta ao seu ritmo normal e nós começamos a esperar a edição do ano que vem.

CIDADE EM MOVIMENTO

Luiz Carlos Amorim

Dança, Joinville,
dança
e balança meu coração
ávido de emoção...

Rodopia, sapatilha,
impulsiona esses pés
a comandar corpo alado
de mil bailarinas flor.

Dança, Joinville,dança
e embala a minha alma
a vibrar extasiada
por toda esta cidade.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O LIVRO, HOJE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E a discussão sobre a substituição do livro tradicional, de papel, pelo livro eletrônico, ganhou força, há duas semanas, com o anúncio de que a Amazon, maior vendedora de livros pela internet dos Estados Unidos, vendeu mais e-books do que livros de capa dura nos últimos meses.Não duvido, pois o Kindle, leitor de livros eletrônicos pioneiro e mais popular é da Amazon, é o mais vendido atualmente. A loja vende os livros digitais para o Kindle, mas eles também podem ser lidos no novo leitor multimídia da Aplle, o I-pad. No entanto, precisamos levar em consideração que aquela loja, a Aplle, edita e vende livros digitais, além do livro comum, é o seu forte. Enquanto o resto do mundo vende os livros impressos, tradicionais, tão nossos conhecidos.
Então a percentagem de vendas divulgada se refere a centro de venda específico, sem levar em conta a venda dos livros físicos em todas as outras livrarias tradicionais pelo mundo, que talvez não sejam tantas quanto desejaríamos, mas são em grande número. E é só olhar as relações de livros mais vendidos nas grandes revistas semanais e nos jornais em vários países para ver que a venda dos livros de papel estão num crescendo.
De maneira que todo aquele que tem um leitor eletrônico nos Estados Unidos e em vários outros países compram o livro digital na Amazon. O que não tira o mérito das vendas de livro eletrônico, mas não significa que o livro de capa dura, manuseável, folheável, vai sumir. Ele tem vendido cada vez mais.
Com a notícia, voltaram as previsões que vaticinam o fim do livro como o conhecíamos até agora. Há quem dê apenas mais dez anos para que apenas vinte e cinco por cento dos livros publicados sejam impressos em papel. Penso que a venda de leitores de livros eletrônicos pode continuar crescendo e com isso a venda de e-books também, mas não dou prazo tão curto para que o consumo dele se equipare ao livro de papel. Como já disse, eles deverão conviver harmonicamente. Até porque não há, como já disse, o livro eletrônico disponível em qualquer livraria. As editoras, a não ser a Amazon, a Apple e outras poucas, ainda não estão publicando na versão eletrônica os livros que são publicados em papel. E não sabemos quando acontecerá a equiparação das duas versões, apesar de já se estar pensando nela.
É certo que o e-book é mais barato do que o livro impresso, pois é apenas um arquivo para ser lido em aparelhos como o Kindle ou I-pad ou outro leitor, e o preço desses leitores pode até ser mais barato lá fora do que aqui no Brasil, mas não é tão barato que qualquer um possa comprá-los.
E sempre haverá quem prefira o livro físico, com volume, com cheiro, com textura, sem a necessidade de qualquer aparelho para lê-lo, sem necessidade de qualquer energia a não ser a luz e a nossa vontade de ler.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A MAGIA DA DANÇA

MAGIA

Luiz Carlos Amorim

A música,
poesia do som,
embala a emoção,
aguça os sentidos,
transborda o coração,
explode por todos os poros
e faz-se movimento,
dança e enlevo...
A magia do corpo,
na ponta dos pés,
esparramando poesia...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

EU E OS JACATIRÕES

Recebi um texto de um amigo escritor de Joinville, e como pedi a ele para usar a crônica como prefácio em uma próxima edição do meu novo livro "Terra: Planeta em extinção", vou transcrevê-lo abaixo. O livro faz parte da coleção Letra Viva, publicada em comemoração ao trigésimo aniversário do Grupo Literário A ILHA e Jurandir também faz parte, assim como Célia e Mary.

JACATIRÕES CULTURAIS

Jurandir Schmidt

Cícero, o mais eloquente dos oradores romanos, ditou este conceito: “O estudo e a contemplação da natureza, é o alimento natural da inteligência e do coração”.
Eloquente, também é o meu amigo Luiz Carlos Amorim, embora redigir seja o seu maior campo de trabalho. Existem homônimos, mas este é natural de Corupá, uma bela cidade catarinense de natureza exuberante e destacada por suas grutas e cachoeiras. Formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Joinville, contabiliza um intenso período literário e educacional, tendo vários livros publicados e com participações em antologias nacionais e estrangeiras, possuindo ainda trabalhos em jornais, revistas e portais da internet.
Por saber que a natureza é uma imensa formação artística vegetal, ela tem forte influência em suas redações e uma de suas obras preferidas é o jacatirão (Tibouchina mutabilis), também denominada de manacá-da-serra. Seu florescer espetacular que inicia branco, no segundo dia fica lilás e no terceiro violáceo, desperta o ontem, o hoje e o amanhã deste meu amigo, revelando a saudade, a realidade e a esperança de seus sentimentos. Sabendo mostrar e valorizar os momentos de vida, o jacatirão registrou-se em sua mente e de imediato enraizou-se até o coração, sobrevivendo mesmo quando a temporada floral dá lugar a outras espécies. Parece que ele enxerga em cada pétala uma letra, em cada flor uma palavra e em cada ramo uma sentença, como um livro aberto de páginas oscilantes.
Viajar pela cultura do país é uma de suas necessidades e quando os caminhos estão ladeados de jacatirões, a felicidade é ainda maior. Esta árvore não apresenta raízes agressivas, permitindo seu plantio em diversos espaços, possuindo as mesmas estruturas das palavras do meu amigo: não são agressivas e podem ser lidas e utilizadas sem qualquer restrição.
Para muitas pessoas, o aprendizado termina quando recebe os méritos de alguma realização pessoal, muitas vezes sem a análise dos resultados finais. Para o Amorim, as realizações são apenas o início para outros estudos e aprendizado, que se renovam tal qual a floração do jacatirão e de outras plantas. Muitas delas estão perto do seu convívio familiar, em um jardim ecologicamente correto, onde desfruta do ensinamento de cada vegetal ali cultivado. Nunca dispensa o professorado da natureza e nem dela se utiliza descontroladamente, pois aprendeu que ela não se produz exclusivamente à vontade de seus discípulos.
Assim, meu amigo vai subsistindo aos dias, escrevendo pelos caminhos seus ideais cultivados, preservados, observados e sempre focados na liberdade de expressão. Sempre desejou solos férteis e com menos obstáculos para as pessoas trilharem, preferencialmente, repletos de jacatirões floridos, independente das cores apresentadas e dos sentimentos despertados.

terça-feira, 27 de julho de 2010

BOLSHOI NO FESTIVAL DE DANÇA

O Festival de Dança de Joinville continua. Ontem foi a vez do Balé Bolshoi, que apresentou Giselle e hoje é dia de balé clássico e danças populares. Santa Catarina traz o maior número de apresentações na segunda categoria, danças populares. E Joinville é a capital da dança até o final deste mês.


ASAS

Luiz Carlos Amorim

Esse alçar vôo
no compasso da emoção,
como se os pés
e os braços
fossem asas
ao sabor do som,
a música que embala
e impulsiona,
enlevo e encanto...
Dançam meus olhos,

bailarinos trôpegos,
ávidos de movimento,
de beleza e luz,
de eternizar a arte
divina e imortal
na ponta dess es pés...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A DANÇA E O FESTIVAL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Como já havia anunciado, estive em Joinville no final de semana e vi o festival de dança nas ruas, nos shoppings e no palco do Centreventos. A programação de todos os dias tem sido muito boa, mas a do domingo, particularmente, estava ótima: clássico e jazz.
O que me chamou a atenção, além da beleza da dança, foi o local onde é apresentada a mostra competitiva, o Centreventos Cau Hansen. A inclinação das cadeiras não é suficiente, de maneira que o espectador que não está nas arquibancadas precisa ficar esticando o pescoço para não perder nada, pois as cabeças dos que estão nas filas em frente podem obstruir o espetáculo que está rolando no palco. Além disso, alguns espectadores, apesar de ser anunciado, antes de começar a primeira e a segunda parte do espetáculo, que não é permitido fotografar ou filmar, colocam a filmadora acima da cabeça e então quem está atrás não consegue ver nada. Falta educação e desconfiômetro.
Acontece que o Centreventos foi construído especialmente para abrigar o Festival de Dança. Por que então, ainda hoje, a platéia senta em cadeiras de plástico, que não tem a inclinação necessária, como um teatro de verdade? Claro, vão me responder que o Centreventos não é apenas um teatro, é quase um anfiteatro, não serve apenas para abrigar o Festival de Dança ou outros espetáculos, serve para esportes, também.
Ora, o local teria sido feito para que o Festival de Dança tivesse um local apropriado para ser apresentado. Por que não foi construído adequadamente?
Que se fizesse um ginásio anexo, pois há muito espaço, mas preferiram economizar, tentando colocar todo e qualquer evento no mesmo lugar. E, cá pra nós, não me lembro de ter visto alguma notícia de realização de evento de esporte naquele local.
Já ouvi falar que Joinville pretende construir um novo teatro para o Festival, que o Centreventos já está ficando pequeno. Primeiro, o Centreventos não é pequeno, a verdade é que não é apropriado. Segundo, esperemos que, se construírem um novo teatro para o Festival, que ele seja construído dentro das especificações mínimas necessárias para um bom teatro.
Em tempo: no Centreventos existe um teatro, de capacidade menor, o Juarez Machado.

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CAIXINHA DE MÚSICA

Luiz Carlos Amorim

Qual grande caixa de música,
a cidade, de sons e cores,
é, também,um grande palco:
a emoção, bailarina,
vibra dentro de todos
e a música é poesia
na ponta das sapatilhas...

domingo, 25 de julho de 2010

HOJE É DIA DO ESCRITOR

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

E o escritor também tem o seu dia. Esse artista solitário, cujo trabalho é registrar a trajetória do ser humano no nosso planeta, seja na ficção ou na não ficção. O escritor é aquele que, em verso ou prosa, localiza o homem no espaço e no tempo, com seus costumes, sua cosmovisão, seu habitat, seus sentimentos e emoções, suas vitórias e derrotas, seu caminho pela vida.
Minha homenagem, hoje, a todos os escritores, sejam famosos ou não, tenham publicado livros ou não, livros tradicionais, de papel, ou eletrônicos. Sabemos que, mais do que nunca, surgem escritores novos, mas o mercado editorial absorve muito poucos deles, pois livro é um produto para as editoras e um produto tem que vender. Elas arriscam pouco nos novos.
A internet veio para se transformar no veículo mais democrático que pode existir, para os novos autores, pois todos podem usá-la como vitrine, colocando lá a sua obra. É claro que só os que tiverem algum talento ficarão visíveis, mas a verdade é que o espaço está lá e é de todos.
A concorrência é grande, o número de escritores é cada vez maior, mas o número de leitores ainda não é o que seria desejável. O Brasil ainda é um país que lê pouco. Temos poucas livrarias, o preço do livro ainda é muito alto e a escola não tem, no seu conteúdo programático, espaço delimitado ou suficiente para incentivar o hábito da leitura nos nossos leitores em formação.
Neste dia do escritor, conclamo todos eles para que nos unamos, e nós todos, cada um, procuremos ir a uma ou mais escolas, aquela perto de casa, por exemplo, para procurar mostrar lá a nossa obra, divulgando a literatura como um todo e incentivando a leitura.
E há que exijamos, também, a melhoria da educação em nosso país, pois o fato de termos uma sistemática de ensino de melhor qualidade implicará em estudantes mais propensos a gostarem de ler.