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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PAZ PARA CRUZ E SOUSA

   Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

O Memorial Cruz e Sousa, que foi prometido para o aniversário do poeta em 2008, só foi inaugurado depois do aniversário de 2010, em Florianópolis. Os restos mortais do maior poeta catarinense, trazidos de Minas para o Rio em trem de carga e finalmente vindos para Santa Catarina em 2007, iriam de novo para a senzala, que o local onde foi construído o Memorial é justamente o lugar onde ficava a senzala do casarão que hoje é o Palácio Cruz e Sousa. Os ossos do grande mestre do Simbolismo ficaram esperando todo esse tempo – três anos – para voltar à senzala.


Pois a polêmica não acabou. O espaço é pequeno para se realizar ali atividades culturais, literárias, eventos com algum público. Quando da inauguração, divulgou-se que ali, além de ser o jazigo de Cruz e Sousa, seria um novo espaço para acolher eventos artísticos e culturais. Mas a verdade é que o espaço é pequeno e desguarnecido de qualquer móvel para acolher reunião de pessoas.

Mais uma vez, o governo de Santa Catarina promete, mas não cumpre, ou cumpre pela metade. Promete espaço onde se poderia realizar lançamentos de livros, sessões de autógrafos, homenagens ao poeta, como saraus, exposições, mostras, mas não dá condições para isso.

Divulgou-se que a Fundação Catarinense de Cultura, que é quem administra o imóvel, vai reformar o Memorial, para torná-lo usável. A desculpa é que o referido está construído sobre local proibido, a Casa de Força do Palácio Cruz e Sousa. Levou tanto tempo, mais de três anos, desde a chegada dos restos mortais do poeta a Florianópolis, até que se inaugurasse o Memorial – pela metade, pois o projeto previa mais benfeitorias – e ninguém percebeu que estava sendo construído em lugar impróprio do jardim do Palácio, que era muito pequeno, que não seria possível realizar nenhum evento em espaço tão exíguo? Isso deve ser um capítulo desgarrado da reforma do Centro Integrado de Cultura, que já tem, também, mais de três anos, onde gastou-se milhões e mais milhões dos cofres públicos e até o início do ano, não havia sido feito praticamente nada. O maior teatro do Estado está fechado por anos sem que, até agora, estivesse sendo feito absolutamente nada nele.

As coisas precisam mudar. A cultura deve ser tratada com mais respeito, nossos valores culturais precisam ser reconhecidos e preservados. Afinal, é um pedaço da história do Brasil.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O MEMORIAL CRUZ E SOUSA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O leitor talvez se lembre de que já falei aqui do Memorial Cruz e Sousa, que foi prometido para o aniversário do poeta em 2008, mas que só foi inaugurado depois do aniversário de 2010. Revelamos que, na verdade, os restos mortais do maior poeta catarinense, trazidos de Minas para o Rio em trem de carga e finalmente vindos para Santa Catarina em 2007, iriam de novo para a senzala, que o local onde foi construído o Memorial é justamente o lugar onde ficava a senzala do casarão que hoje é o Palácio Cruz e Sousa.
Pois a coisa continua. Um importante escritor da terra foi até o Memorial para avaliar a possibilidade de realizar ali atividades culturais, literários, já que quando da inauguração, divulgou-se que ali, além de ser o jazigo de Cruz e Sousa, e por isso mesmo, abria-se um novo espaço para acolher eventos artísticos e culturais.
Grande decepção. O espaço é pequeno e desguarnecido de qualquer móvel para acolher um evento, como cadeiras, mesas, etc.
Eu fui lá, não porque não acreditei no amigo, mas para poder testemunhar o fato para os leitores. Como sempre, o governo de Santa Catarina promete, mas não cumpre, ou cumpre pela metade. Promete espaço onde se poderia realizar lançamentos de livros, sessões de autógrafos, homenagens ao poeta, como saraus, exposições, mostras, mas não dá condições para isso.
Esperemos que nós, eleitores, coloquemos no poder um governador que melhore esse estado de coisas.

terça-feira, 9 de março de 2010

CRUZ E SOUSA NA SENZALA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Parece que não vai ser neste aniversário da morte do nosso poeta maior – 19 de março - Cruz e Sousa, que inaugurarão o Memorial, nos jardins do Palácio que leva o seu nome, no centro da capital, e que abrigará os seus restos mortais, trazidos do Rio de Janeiro, em novembro de 2007.
O Memorial em homenagem ao poeta tinha inauguração prevista, na época, para o ano seguinte, 19 de março de 2008. Mas só agora, dois aniversários depois é que estão começando, de fato, as obras de construção.
Isso sem contar que o local para construir o referido Memorial parece ter sido escolhido por quem não sabe nada da história nem do poeta nem da cidade.
Li, recentemente, na coluna de Carlos Damião, uma nota sobre o caso. O colunista registra comentário da historiadora Sara Regina dos Santos: “Vendo que os ossos do poeta ficarão nos jardins do Palácio Cruz e Sousa, vejo, sem querer ser racista, que quem decidiu colocar ali o poeta não lembrou ou nada sabia da nossa História: no local do mausoléu, em priscas eras, estava a velha senzala do Palácio projetado por Silva Paes. Vão levar o poeta novamente para senzala! Grande Homenagem!”
Pois é. A historiadora acha que “uma homenagem coerente seria a construção do Memorial na rua Marechal Guilherme (nome do militar que criou o poeta), nas proximidades da Igreja do Rosário. Ele estudou numa sala do templo”.
Terrível, não? Até depois de morto. Ele não merece isso.