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domingo, 21 de agosto de 2011

FESTIVAL DE DANÇA DE FLORIANÓPOLIS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Acabo de chegar da última noite do Prêmio Desterro, o Festival de Dança de Florianópolis que aconteceu aqui na capital nos últimos cinco dias. Para um festival que está na sua segunda edição, o Prêmio Desterro está indo muito bem.

Foram mais de cem coreografias, centenas de bailarinos, de vários estados da federação. Tivemos, além da mostra competitiva, a apresentação de algumas coreografias que não concorreram. Das que concorreram, algumas não foram tão fortes, mas houve muita coisa boa.

Os gêneros foram diversos: balé clássico, dança contemporânea, jazz, dança de salão, danças urbanas, Sapateado e danças populares. Na categoria Danças Populares, um grupo revelou-se espetacular, pela qualidade do trabalho, pela beleza do espetáculo. Falo do Grupo Folclórico Tropeiros do Litoral, que dançou Bailado Mexicano, teve a total aprovação do público mas infelizmente ficou em terceiro lugar. Na minha opinião e na opinião da maioria do público, um resultado injusto. Mas aconteceram outras injustiças, na dança de salão, por exemplo. Não vou me alongar, pois não sei os critérios para julgamento.

Um resultado justo foi o primeiro lugar e o destaque para o grupo de danças urbanas de Garopaba, Atitude, que inovou, saiu daquele feijão com arroz, daquele padrão que conhecíamos até agora, que todo mundo usava para dançar. Até eu que não gosto do gênero, gostei. O público foi ao delírio. Muito dinamismo, uma maneira nova de dançar a dança de rua. Merecido o primeiro lugar na categoria. Houve outro grupo, de Curitiba, Lótus, que também saiu dos padrões normais na escolha das músicas (músicas?) e dançou a Quinta Sinfonia de Beethoven, rearranjada, remixada, é claro. Mas aplicaram uma coreografia de dança urbana, moderna, diga-se, na música clássica de Beethoven. Foi uma novidade bastante interessante. A, esqueci de dizer que minha filhota, Daniela, também dançou e o grupo do qual ela participa tirou o segundo lugar na categoria jazz.

Então, de uma maneira geral o Prêmio Desterro esteve muito bom, eu não perdi uma noite. Mas ele está crescendo e os organizadores já devem estar pensando em libertá-lo do palco – por enquanto do Teatro Pedro Ivo, enquanto o Teatro do CIC está fechado, irresponsavelmente – alô, alô, governo catarinense, dona Fundação Catarinense de Cultura – levá-lo para as ruas da cidade, a exemplo do Festival de Dança de Joinville e do Festival de Teatro daqui de Florianópolis.

sábado, 21 de agosto de 2010

FESTIVAL DE DANÇA DE FLORIANÓPOLIS


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

FESTIVAL DE DANÇA DE FLORIANÓPOLIS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Estou chegando agora do Festival de Dança de Florianópolis, que começou ontem e vai até amanhã. Pois é, Florianópolis também tem, a partir deste ano, o seu Festival de Dança. Trata-se do Prêmio Desterro, que está acontecendo no Teatro Pedro Ivo.
Ontem foram apresentados 32 concorrentes, hoje 36 amanhã serão 30, nas modalidades jazz, dança contemporânea, dança de salão, danças populares, dança de rua, ballé clássico e sapateado.
Hoje, portanto, foi o segundo dia e achei que o festival de dança que dá o seu primeiro passo aqui na capital não deve nada ao de Joinville, guardando, é claro, as devidas proporções, pois na Cidade das Flores são dez dias e o número de participantes, consequentemente, também é maior. Mas a qualidade dos participantes é muito boa, houve um ou dois que estavam fracos, mas o nível geral foi excelente. Falta ele se espalhar, nas próximas edições, ir para as ruas, para as praças, para os shoppings, etc.
O Prêmio Desterro, o festival de dança daqui, dá prêmio em dinheiro, além dos troféus, aos vencedores em cada categoria. O que eu não gostei muito, hoje, foi do corpo de jurados, pois na categoria Dança de Salão, o Ateliê Grupo de Dança, de São José, merecia uma boa colocação, com o seu “Tudo Bem”, um número de samba espetacular. E não apareceu entre os três primeiros colocados.
Em compensação, os grupos “Uma Cia de Dança”, de dança contemporânea e a “Cia de Dança Cacá Berka”, os dois de Florianópolis, levaram o primeiro lugar e o terceiro lugar, respectivamente. E sabem porque digo isso com tanto orgulho? Porque minha filhota Daniela Cristina é bailarina e dança nos dois grupos, portanto foi premiada duas vezes. As meninas campeãs estiveram sensacionais.
Então, estou aqui muito prosa porque a filha teve o seu trabalho reconhecido, juntamente com os colegas dos grupos. Elas merecem.
Como já disse, o Prêmio Desterro está começando muito bem e promete para o futuro. O número de sapateado, pelo Laboratório de Dança, também foi muito bom. Sinceramente, não era muito fã do gênero, mas a dançarina de Maria Chiquinha dançava com o corpo todo, até com o rosto. Muito bom. E a abertura, o trecho de “Quebra Nozes”, foi lindo, também.
Floripa, agora, tem o seu Festival de Dança. Que é muito bem-vindo.