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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Torna-se cada vez mais difícil educar nossos filhos, pequenos e adolescentes, diante da corrupção, irresponsabilidade e falta de vergonha na cara daqueles que deveriam dar exemplo de retidão e correção neste país. Como esperar que os jovens de hoje se tornem adultos dignos e honestos com a falta de ética e de moral grassando por todos os lados, começando pelos detentores do poder, as autoridades que comandam os destinos e o futuro de nossa gente e de nossa terra?
Só para exemplificar, cito um dos tantos casos: aí está o escândalo com o presidente do Senado sob uma enxurrada de acusações graves – e segundo a mídia, acusações com provas – e ele continua no cargo, acabando definitivamente com a credibilidade que o Congresso poderia ter junto ao povo, os eleitores, seus representados. Esse é o Brasil que queremos, onde a corrupção e a impunidade são lugar comum?
Há muito mais, mas só isso já seria demais para manter o equilíbrio entre o bem o mal, entre o certo e o errado. E a corrupção e a impunidade ainda trazem, atreladas a elas, a violência. Violência que se dissemina dia a dia, em todas as áreas, banalizando-a cada vez mais. É esse o futuro que queremos para nossas crianças?

sábado, 30 de maio de 2009

A "ABSOLVIÇÃO"

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

E o nosso governador foi absolvido! A consagração da impunidade, mais uma vez. O dinheiro público, o suado dinheiro pago pelo cidadão na forma de intermináveis impostos, é gasto perdulariamente e ainda temos de ver justificativas como “Não basta haver irregularidade. É necessário haver potencialidade” – Félix Ficher. Quer dizer que os nossos amigos políticos podem fazer irregularidades à vontade, desde que, no juízo dos juízes (grandes juízes), não haja “potencialidade”. Ou “certas propagandas configuram irregularidades, mas elas não tiveram potencial para influenciar na eleição” – Arnaldo Versiani. Praticamente a mesma ladainha. Os atos configuram irregularidade, mas tudo bem. Não é uma beleza?
Que democracia é essa, que estamos vivendo? Aos donos do poder tudo é possível e o cidadão fica à mercê dos desmandos e do pouco caso com a justiça.
É uma vergonha que isso venha se transformando em lugar comum. Como a farra dos livros – cento e trinta mil livros comprados pelo Estado e depois recolhidos, porque não verificaram com antecedência se o conteúdo era apropriado. Um milhão e quinhentos mil reais gastos em livros que estão sendo recolhidos. O que será feito com os livros? Esse gasto astronômico ainda não foi bem explicado. Mais um.