Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Viajando para Santos, neste fevereiro quente e chuvoso, fico extasiado com o espetáculo descortinado diante de meus olhos ávidos de cor e luz. Falo muito do jacatirão nativo que vejo explodir em flores no fim da primavera e no verão, aqui em Santa Catarina e no Paraná, onde os vejo sempre.
Sabia que eles existiam pelo Brasil afora, mas agora sou testemunha: eles são belíssimos e em grande quantidade nas matas cortadas pelas rodovias do norte do Paraná e principalmente em São Paulo. Depois de Registro e até perto de Santos o quadro é de uma beleza grandiosa: o jacatirão domina a paisagem, enchendo a mata verde de manchas vermelhas.
Considerava-me privilegiado em ter a profusão de flores de jacatirão no verão, no norte e nordeste da nossa Santa e bela Catarina, mas fico feliz de saber que o privilégio não é só nosso, que os paulistas também são abençoados pela Mãe Natureza com essas árvores generosas e majestosas.
Há, também, flamboiãs vermelhíssimos, em Búzios e em Salvador, além de algumas primaveras enormes e muito floridas, mas nada que se comparasse aos jacatirões, que espalham suas incontáveis flores pelas florestas que se espraiam pelos lados das rodovias paulistas, paranaenses, catarinenses. E, quiçá, de tantos outros estados.
Impossível não vê-los e não admirá-los, árvores singelas e majestosas ao mesmo tempo, a balançarem seus galhos pejados de flores que vão do branco ao vermelho, algumas pendendo para o lilás.
Elas estão lá, no nosso caminho, mostrando que Mãe Natureza ainda nos ama, a nós, seres humanos, que desdenhamos tanto dela, que a menosprezamos tanto. Mas é preciso, repito mais uma vez, olhar e ver. Algumas coisas belas estão sempre ao alcance dos nossos olhos, sempre no nosso caminho e, de tão presentes, acabamos não vendo. Olhamos e não vemos. Temos de olhar e ver, para atribuir-lhes o devido valor e preservá-las, pois do contrário podem não estar mais lá amanhã.
Então, irmãos de todos os lugares, verão é tempo de jacatirão, de flamboiã, de primaveras floridas. Não deixem de vê-los. São espetáculos gratuitos e enchem os olhos e o coração.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O LIVRO CATARINENSE NAS LIVRARIAS
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Li, hoje, sobre a polêmica a respeito dos livros de autores catarinenses nas livrarias. Até algum tempo atrás, quando as livrarias não eram informatizadas, a gente procurava livro de autor local – era necessário saber exatamente o que se queria – e o atendente ia procurar o livro lá atrás da loja, no depósito. Os livros não estavam, quase sempre, junto com os outros nas prateleiras.
Hoje com os sistemas apropriados e interligados, com uma consulta rápida sabe-se se o livro que queremos existe no estoque ou não. Se não soubermos o que queremos, se estivermos escolhendo o que comprar, nem sempre acharemos nas prateleiras os livros de autores da terra. Algumas livrarias têm, em algum lugar da loja, uma estante exclusiva com autores catarinenses. Mas isso, ao invés de privilegiar o escritor regional, acaba prejudicando, pois o leitor parece não dar muita importância ao que é produzido aqui. Assim como também se percebe que o leitor também parece preferir os sucessos literários importados, comprando menos a literatura brasileira, apesar de termos grandes autores.
De maneira que o ideal seria colocar os livros de autores da terra junto com todos os outros, para que os leitores possam vê-los e avaliá-los, igual a todas as obras que estão à venda. Mas as opiniões se dividem. Alguns acham que uma estante só com os autores catarinenses facilitaria a venda, outros acham que isso acentua o preconceito contra o livro produzido aqui.
A verdade é que santo de casa não faz milagre. Há autores catarinenses que vendem mais fora daqui do que aqui no Estado. E não é questão de bairrismo, é questão de divulgação do escritor que publica aqui e a oferta da sua obra em igualdade de condições com outros títulos nas livrarias.
É esperar muito, claro, que as livrarias abram espaço entre os Best-sellers estrangeiros e nacionais para colocar à vista do leitor livros de autores que vivem ou estão radicados aqui na nossa Santa e bela Catarina, que não publicam por grandes editoras, mesmo que já tenham um certo nome e já tenham vendido obras anteriores em lançamentos e no corpo a corpo.
O caminho, então, é cuidar do conteúdo e da apresentação da obra, se não conseguir publicar por uma grande editora, tentar divulgar de todas as maneiras disponíveis, colocar nas livrarias e tentar deixar o livro à vista do leitor, ir às escolas apresentar o seu trabalho aos leitores em formação e promover lançamentos dos livros em todos os locais que possibilitem que isso seja feito. Se o autor tiver talento, o livro aparece.
Porque a questão não é se o livro foi escrito por catarinense, paulista ou paranaense. A questão é a qualidade do texto, a divulgação da obra e fazer chegar o livro até o leitor, despertar a sua curiosidade.
Li, hoje, sobre a polêmica a respeito dos livros de autores catarinenses nas livrarias. Até algum tempo atrás, quando as livrarias não eram informatizadas, a gente procurava livro de autor local – era necessário saber exatamente o que se queria – e o atendente ia procurar o livro lá atrás da loja, no depósito. Os livros não estavam, quase sempre, junto com os outros nas prateleiras.
Hoje com os sistemas apropriados e interligados, com uma consulta rápida sabe-se se o livro que queremos existe no estoque ou não. Se não soubermos o que queremos, se estivermos escolhendo o que comprar, nem sempre acharemos nas prateleiras os livros de autores da terra. Algumas livrarias têm, em algum lugar da loja, uma estante exclusiva com autores catarinenses. Mas isso, ao invés de privilegiar o escritor regional, acaba prejudicando, pois o leitor parece não dar muita importância ao que é produzido aqui. Assim como também se percebe que o leitor também parece preferir os sucessos literários importados, comprando menos a literatura brasileira, apesar de termos grandes autores.
De maneira que o ideal seria colocar os livros de autores da terra junto com todos os outros, para que os leitores possam vê-los e avaliá-los, igual a todas as obras que estão à venda. Mas as opiniões se dividem. Alguns acham que uma estante só com os autores catarinenses facilitaria a venda, outros acham que isso acentua o preconceito contra o livro produzido aqui.
A verdade é que santo de casa não faz milagre. Há autores catarinenses que vendem mais fora daqui do que aqui no Estado. E não é questão de bairrismo, é questão de divulgação do escritor que publica aqui e a oferta da sua obra em igualdade de condições com outros títulos nas livrarias.
É esperar muito, claro, que as livrarias abram espaço entre os Best-sellers estrangeiros e nacionais para colocar à vista do leitor livros de autores que vivem ou estão radicados aqui na nossa Santa e bela Catarina, que não publicam por grandes editoras, mesmo que já tenham um certo nome e já tenham vendido obras anteriores em lançamentos e no corpo a corpo.
O caminho, então, é cuidar do conteúdo e da apresentação da obra, se não conseguir publicar por uma grande editora, tentar divulgar de todas as maneiras disponíveis, colocar nas livrarias e tentar deixar o livro à vista do leitor, ir às escolas apresentar o seu trabalho aos leitores em formação e promover lançamentos dos livros em todos os locais que possibilitem que isso seja feito. Se o autor tiver talento, o livro aparece.
Porque a questão não é se o livro foi escrito por catarinense, paulista ou paranaense. A questão é a qualidade do texto, a divulgação da obra e fazer chegar o livro até o leitor, despertar a sua curiosidade.
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Livro catarinense nas livrarias
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
BIBLIOTECAS VIRTUAIS
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com
Hoje, fazendo um expurgo na minha biblioteca, escolhendo livros que eu tinha em duplicata, livros meus que não foram vendidos porque tinham uma manchinha ou algum defeito pequeno de confecção e outros que eu já li e não vou ler de novo, para doar ao projeto Floripa Letrada, que os disponibiliza aos usuários do transporte coletivo, lembrei-me de uma matéria que vi na televisão, recentemente, sobre bibliotecas virtuais.
É claro que as bibliotecas como as conhecemos hoje não vão acabar, as bibliotecas virtuais não vão substituí-las, mas já são realidade. E é claro que, apesar das novidades tecnológicas como os leitores e livros eletrônicos tipo I-pad, Kindle e tantos outros, o livro de papel impresso continuará existindo por muito e muito tempo.
Mas as bibliotecas digitais estão aí, oferecendo livros para quem tem e-readers ou quiser lê-los na tela do computador, etc. A biblioteca da USP e a Biblioteca Nacional Digital, por exemplo, estão com grande parte de seu acervo digitalizados. Outras bibliotecas de grandes universidades também estão digitalizando seus acervos. A Escola Dante Aliguieri, de São Paulo, tem mais de sessenta mil livros já em versão digital.
A Biblioteca Mundial da Unesco, que abriga obras do mundo inteiro, também oferece seu acervo digitalizado e disponível.
Então a tendência para um futuro próximo é termos tudo o que já foi publicado transportado para a versão virtual e o que está sendo publicado e que será publicado, sair com a versão tradicional impressa e outra digital.
Já temos lojas de livros digitais, como a Amazon, no Brasil. As editoras estão vendendo também, via internet, seus livros digitais. Aliás, as grandes editoras já se organizaram e criaram uma Distribuidora de Livros Digitais. Os escritores, mesmo os alternativos, que fazem suas edições próprias, estão fazendo também uma edição digital quando publicam seus livros.
Então podemos aproveitar as grandes bibliotecas digitais que nos oferecem grandes acervos em versão virtual, quase sempre gratuitamente, pois muita coisa não tem mais direito autoral.
Se não tivermos o Kindle, um bom leitor de livros eletrônicos, pois não emite brilho, podemos ler os livros digitais na tela de nossos computadores, embora nossos olhos não tenham sido feitos para enfrentar o brilho intenso e a radiação por muito tempo. Mas não precisamos ler tudo de uma vez, podemos ler pequenos ou médios trechos de cada vez.
E aproveitar, de um jeito ou de outro, a imensa gama de títulos que nos são oferecidos por lojas e bibliotecas virtuais.
Hoje, fazendo um expurgo na minha biblioteca, escolhendo livros que eu tinha em duplicata, livros meus que não foram vendidos porque tinham uma manchinha ou algum defeito pequeno de confecção e outros que eu já li e não vou ler de novo, para doar ao projeto Floripa Letrada, que os disponibiliza aos usuários do transporte coletivo, lembrei-me de uma matéria que vi na televisão, recentemente, sobre bibliotecas virtuais.
É claro que as bibliotecas como as conhecemos hoje não vão acabar, as bibliotecas virtuais não vão substituí-las, mas já são realidade. E é claro que, apesar das novidades tecnológicas como os leitores e livros eletrônicos tipo I-pad, Kindle e tantos outros, o livro de papel impresso continuará existindo por muito e muito tempo.
Mas as bibliotecas digitais estão aí, oferecendo livros para quem tem e-readers ou quiser lê-los na tela do computador, etc. A biblioteca da USP e a Biblioteca Nacional Digital, por exemplo, estão com grande parte de seu acervo digitalizados. Outras bibliotecas de grandes universidades também estão digitalizando seus acervos. A Escola Dante Aliguieri, de São Paulo, tem mais de sessenta mil livros já em versão digital.
A Biblioteca Mundial da Unesco, que abriga obras do mundo inteiro, também oferece seu acervo digitalizado e disponível.
Então a tendência para um futuro próximo é termos tudo o que já foi publicado transportado para a versão virtual e o que está sendo publicado e que será publicado, sair com a versão tradicional impressa e outra digital.
Já temos lojas de livros digitais, como a Amazon, no Brasil. As editoras estão vendendo também, via internet, seus livros digitais. Aliás, as grandes editoras já se organizaram e criaram uma Distribuidora de Livros Digitais. Os escritores, mesmo os alternativos, que fazem suas edições próprias, estão fazendo também uma edição digital quando publicam seus livros.
Então podemos aproveitar as grandes bibliotecas digitais que nos oferecem grandes acervos em versão virtual, quase sempre gratuitamente, pois muita coisa não tem mais direito autoral.
Se não tivermos o Kindle, um bom leitor de livros eletrônicos, pois não emite brilho, podemos ler os livros digitais na tela de nossos computadores, embora nossos olhos não tenham sido feitos para enfrentar o brilho intenso e a radiação por muito tempo. Mas não precisamos ler tudo de uma vez, podemos ler pequenos ou médios trechos de cada vez.
E aproveitar, de um jeito ou de outro, a imensa gama de títulos que nos são oferecidos por lojas e bibliotecas virtuais.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
O VERÃO, O TEMPO E NÓS
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Começa mais um dia de sol, ainda que quente e com algumas nuvens rondando o horizonte, garantindo a chuva do final do dia. Promete ser quente como quase todos desse verão, calor exagerado e cada vez aumentando mais. Tão quente que eu às vezes não consigo dormir, mesmo com ventiladores ou ar condicionado. Os reflexos do descaso de nós, seres humanos, para com a natureza, já se torna palpável, com o aumento da temperatura e suas consequências, como tempestades, tornados, enchentes, secas. Não cuidamos do nosso meio-ambiente e estamos pagando por isso. E a conta seja bem cara: além dos enormes prejuízos materiais, como a destruição de cidades, muitas vidas estão sendo perdidas.
Então começo a escrever essa crônica, para refletir sobre os resultados da falta de cuidado com o nosso planeta e tentar provocar atitudes que minimizem as consequências daqui pra frente. Já seria um passo muito importante cuidarmos da água, economizando-a, não jogarmos lixo e esgoto nos rios, pararmos de assassiná-los, que eles são vida, são a nossa vida. Mas há mais, há muita poluição que deveríamos repensar para diminuir, para que a nossa camada de ozônio não suma de vez, para que as calotas de gelo parem de derreter e não causem mais desequilíbrios no tempo e tragédias pelo mundo afora. Precisamos parar de ocupar áreas de risco e o poder público precisa fazer a sua parte, impedindo que se construa em solo que pode ser alcançado pela água da chuva ou que pode deslizar.
Dá pra dormir pensando nisso? E a culpa não é do calor, da chuva, da natureza, mas do que o causou. Pois é, apesar do sol brilhante em quase todos os dias de verão, o futuro não me parece tão promissor. Precisamos começar a fazer alguma coisa, começar de algum ponto, como separar o lixo reciclável, em nossas casas, por exemplo, diminuindo o volume dele nas cidades, que polui e ocupa áreas imensas. Usando a água com parcimônia, com racionalidade, para que ela não falte. Não jogando lixo em qualquer lugar, que ele entope os esgotos e causa enchentes, que por sua vez faz com pessoas percam tudo, até a vida, às vezes. São coisas simples, mas que dão resultado, são o começo da redenção. Não é tudo, mas há que se começar, para podermos cobrar de nossos representantes no poder, que façam a sua parte e realizem ações maiores, como impedir que grandes empresas lancem seus resíduos, seu lixo, quase sempre tóxico, nos rios, no mar e em locais perto das nossas casas, e não autorizar a ocupação de áreas de risco ou de preservação.
Apesar de tudo, do tempo desenfreado por culpa de nosso pouco caso com Mãe Natureza, ainda vivemos em um lugar abençoado.
Até quando?
Começa mais um dia de sol, ainda que quente e com algumas nuvens rondando o horizonte, garantindo a chuva do final do dia. Promete ser quente como quase todos desse verão, calor exagerado e cada vez aumentando mais. Tão quente que eu às vezes não consigo dormir, mesmo com ventiladores ou ar condicionado. Os reflexos do descaso de nós, seres humanos, para com a natureza, já se torna palpável, com o aumento da temperatura e suas consequências, como tempestades, tornados, enchentes, secas. Não cuidamos do nosso meio-ambiente e estamos pagando por isso. E a conta seja bem cara: além dos enormes prejuízos materiais, como a destruição de cidades, muitas vidas estão sendo perdidas.
Então começo a escrever essa crônica, para refletir sobre os resultados da falta de cuidado com o nosso planeta e tentar provocar atitudes que minimizem as consequências daqui pra frente. Já seria um passo muito importante cuidarmos da água, economizando-a, não jogarmos lixo e esgoto nos rios, pararmos de assassiná-los, que eles são vida, são a nossa vida. Mas há mais, há muita poluição que deveríamos repensar para diminuir, para que a nossa camada de ozônio não suma de vez, para que as calotas de gelo parem de derreter e não causem mais desequilíbrios no tempo e tragédias pelo mundo afora. Precisamos parar de ocupar áreas de risco e o poder público precisa fazer a sua parte, impedindo que se construa em solo que pode ser alcançado pela água da chuva ou que pode deslizar.
Dá pra dormir pensando nisso? E a culpa não é do calor, da chuva, da natureza, mas do que o causou. Pois é, apesar do sol brilhante em quase todos os dias de verão, o futuro não me parece tão promissor. Precisamos começar a fazer alguma coisa, começar de algum ponto, como separar o lixo reciclável, em nossas casas, por exemplo, diminuindo o volume dele nas cidades, que polui e ocupa áreas imensas. Usando a água com parcimônia, com racionalidade, para que ela não falte. Não jogando lixo em qualquer lugar, que ele entope os esgotos e causa enchentes, que por sua vez faz com pessoas percam tudo, até a vida, às vezes. São coisas simples, mas que dão resultado, são o começo da redenção. Não é tudo, mas há que se começar, para podermos cobrar de nossos representantes no poder, que façam a sua parte e realizem ações maiores, como impedir que grandes empresas lancem seus resíduos, seu lixo, quase sempre tóxico, nos rios, no mar e em locais perto das nossas casas, e não autorizar a ocupação de áreas de risco ou de preservação.
Apesar de tudo, do tempo desenfreado por culpa de nosso pouco caso com Mãe Natureza, ainda vivemos em um lugar abençoado.
Até quando?
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
JORNALISMO DE PRIMEIRA
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Primeiro foi uma coluna no jornal “Folha de Corupá”, semanal, que é de propriedade do próprio colunista, o senhor Rodrigo Vilar Venturi Vieira, que eu nem conheço. No texto que ele intitulou “Luz de Vela”, usa de cansativa verborragia, apelando inclusive para a citação de escolas literárias, para me xingar porque numa de minhas crônicas eu defendia a não construção de uma pequena hidrelétrica em Corupá. Eu, particularmente, aceito que ele seja a favor da PCH. Não é por isso, absolutamente, que vou me arvorar de dono da verdade para julgá-lo e condená-lo. Ele poderia, simplesmente, colocar a sua discordância em tom elegante e educado, como faria qualquer cristão civilizado, mas preferiu a ofensa e a falta de respeito.
Decidi não dar importância, apesar de tudo, e a única resposta que dei, foi essa, numa crônica no Jornal A Notícia, em seu suplemento AN Jaraguá: Não se dá importância ao que não tem.
Mas uma ou duas semanas depois, lá volta o nosso distinto “jornalista” a me atacar, na sua coluna do seu próprio jornal. Claro, porque que outro jornal publicaria semelhante arrazoado?
Pegou um trecho da coluna, que ele não entendeu, e dá-lhe verborragia, dá-lhe insistente tentativa de demonstrar cultura diminuindo o trabalho dos outros. Sei que não sou o primeiro que ele escolhe como vítima e não estou disposto a continuar sendo o assunto de tão lido “pensador”. Que tal fazer jornalismo de verdade? Há cursos por correspondência.
Entre tantos “equívocos” do grande jornalista, dois deles que esclareço: não moro em Joinville, moro em Florianópolis. E minhas crônicas não são publicadas apenas no Jornal O Correio do Povo e no Jornal A Notícia. Publico, também, regularmente, nos jornais Notícias do Dia, de Fpolis, Jornal da Manhã, de Ponta Grossa, São José em Foco, Roraima em Foco, A Notícia do Vale, O Norte de Minas, Jornal União, de Londrina, Diário de Cuiabá, Diário de Pernambuco, Correio Bragantino, do Pará, Tribuna News, de Campo Grande, Diário da Manhã, de Goiânia, Repórter Diário, de São Paulo, Diarinho, de Itajaí, A Tribuna, de Criciuma, Diário do Iguaçu, de Chapecó, Notisul, de Tubarão, O Riosulense, Correio Lageano, O Barriga Verde, Folha do Espírito Santo, Estadão, Conexão Tocantins, O Jornal, de Alagoas, Jornal Feira Hoje, da Bahia, Jornal Grande Bahia, Gazeta de Aracaju, Correio Popular, de Rondônia, Jornal Mato Grosso Norte, O Estado Acre, Jornal Evolução, de São Bento do Sul, Jornal Bom Dia SC, Jornal Classivale de Ipatinga, Correio do Vale, de Gaspar, Diário da Serra, de Mato Grosso, Diário de Franca, Jornal Cidade de Bauru, Jornal de Uberaba, O Liberal, de Cabo Verde, Diário de Notícias, de Lisboa, O Dia, Rio e outros.
Em tempo: “Progresso desnecessário” é tudo aquilo que aparece para facilitar a vida de alguns e dar lucro para poucos, mas destrói a vida do ser humano e o meio ambiente. Coisa que quase não acontece, não é mesmo?
E sou corupaense, com orgulho, a despeito de "jornalistas" como o "famoso" colunista.
Primeiro foi uma coluna no jornal “Folha de Corupá”, semanal, que é de propriedade do próprio colunista, o senhor Rodrigo Vilar Venturi Vieira, que eu nem conheço. No texto que ele intitulou “Luz de Vela”, usa de cansativa verborragia, apelando inclusive para a citação de escolas literárias, para me xingar porque numa de minhas crônicas eu defendia a não construção de uma pequena hidrelétrica em Corupá. Eu, particularmente, aceito que ele seja a favor da PCH. Não é por isso, absolutamente, que vou me arvorar de dono da verdade para julgá-lo e condená-lo. Ele poderia, simplesmente, colocar a sua discordância em tom elegante e educado, como faria qualquer cristão civilizado, mas preferiu a ofensa e a falta de respeito.
Decidi não dar importância, apesar de tudo, e a única resposta que dei, foi essa, numa crônica no Jornal A Notícia, em seu suplemento AN Jaraguá: Não se dá importância ao que não tem.
Mas uma ou duas semanas depois, lá volta o nosso distinto “jornalista” a me atacar, na sua coluna do seu próprio jornal. Claro, porque que outro jornal publicaria semelhante arrazoado?
Pegou um trecho da coluna, que ele não entendeu, e dá-lhe verborragia, dá-lhe insistente tentativa de demonstrar cultura diminuindo o trabalho dos outros. Sei que não sou o primeiro que ele escolhe como vítima e não estou disposto a continuar sendo o assunto de tão lido “pensador”. Que tal fazer jornalismo de verdade? Há cursos por correspondência.
Entre tantos “equívocos” do grande jornalista, dois deles que esclareço: não moro em Joinville, moro em Florianópolis. E minhas crônicas não são publicadas apenas no Jornal O Correio do Povo e no Jornal A Notícia. Publico, também, regularmente, nos jornais Notícias do Dia, de Fpolis, Jornal da Manhã, de Ponta Grossa, São José em Foco, Roraima em Foco, A Notícia do Vale, O Norte de Minas, Jornal União, de Londrina, Diário de Cuiabá, Diário de Pernambuco, Correio Bragantino, do Pará, Tribuna News, de Campo Grande, Diário da Manhã, de Goiânia, Repórter Diário, de São Paulo, Diarinho, de Itajaí, A Tribuna, de Criciuma, Diário do Iguaçu, de Chapecó, Notisul, de Tubarão, O Riosulense, Correio Lageano, O Barriga Verde, Folha do Espírito Santo, Estadão, Conexão Tocantins, O Jornal, de Alagoas, Jornal Feira Hoje, da Bahia, Jornal Grande Bahia, Gazeta de Aracaju, Correio Popular, de Rondônia, Jornal Mato Grosso Norte, O Estado Acre, Jornal Evolução, de São Bento do Sul, Jornal Bom Dia SC, Jornal Classivale de Ipatinga, Correio do Vale, de Gaspar, Diário da Serra, de Mato Grosso, Diário de Franca, Jornal Cidade de Bauru, Jornal de Uberaba, O Liberal, de Cabo Verde, Diário de Notícias, de Lisboa, O Dia, Rio e outros.
Em tempo: “Progresso desnecessário” é tudo aquilo que aparece para facilitar a vida de alguns e dar lucro para poucos, mas destrói a vida do ser humano e o meio ambiente. Coisa que quase não acontece, não é mesmo?
E sou corupaense, com orgulho, a despeito de "jornalistas" como o "famoso" colunista.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
O TRANSPORTE COLETIVO E O DINHEIRO PÚBLICO
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Ano novo, tarifa nova do transporte coletivo de Floripa. A questão já foi lançada: vai aumentar a passagem de ônibus. Sem nem considerar que o último reajuste já chegava a um patamar muito alto, volto a lembrar que as tarifas cobradas pelo transporte urbano na capital catarina são as mais caras do país, levando em conta o tamanho do percurso total de cada linha e outros detalhes mais. Há linhas em que o trajeto não chega a cinco quilômetros, como o Corredor Continente, antigo Jardim Atlântico, que custa R$ 2,95 – deve ir para RS 3,10, conforme notícias veiculadas no meio da semana.
E, seria irônico se não fosse vergonhoso, a capital catarinense é o único lugar onde as empresas de ônibus ganham um “subsídio” de um milhão de reais mensais – a última vez que a imprensa divulgou o valor era esse, agora talvez já seja mais. Isso mesmo, as empresas ganham, de mão beijada, um bônus, um trocado de um milhão de reais.
E que dinheiro é esse? É o imposto que pagam os mesmos cidadãos que usam o transporte urbano que custa tão caro. Quer dizer, pagam duas vezes, porque além do preço da passagem, o dinheiro dos impostos, que também não são baratos e são tantos, que deveria ser usado em obras de melhoria na cidade, vai para as empresas de ônibus.
Se tivéssemos bons ônibus, em quantidade ideal, em horários suficientes, tudo bem. Mas na última vez que as passagens subiram, suprimiram linhas, diminuíram horários e pioraram ainda mais o que já não estava bom. Os usuários das linhas suprimidas tiveram que passar a usar outras linhas, aumentando ainda mais a lotação dos ônibus que circulam nos horários de pico.
Os horários dificilmente são cumpridos. Há linhas nas quais o ônibus deve passar de vinte em vinte minutos, mas a gente fica esperando por ele durante meia hora.
E o poder público ainda fala que o povo deveria usar ônibus e deixar o carro em casa, para melhorar a mobilidade na cidade. Quem fiscaliza esse estado de coisas?
Como disse o colunista Carlos Damião, “é preciso tratar o transporte coletivo como questão pública, não como negócio privado.”
E para isso precisamos de uma administração pública eficiente, que faça o que a cidade precisa e não o que dá lucro para uns e outros.
Ano novo, tarifa nova do transporte coletivo de Floripa. A questão já foi lançada: vai aumentar a passagem de ônibus. Sem nem considerar que o último reajuste já chegava a um patamar muito alto, volto a lembrar que as tarifas cobradas pelo transporte urbano na capital catarina são as mais caras do país, levando em conta o tamanho do percurso total de cada linha e outros detalhes mais. Há linhas em que o trajeto não chega a cinco quilômetros, como o Corredor Continente, antigo Jardim Atlântico, que custa R$ 2,95 – deve ir para RS 3,10, conforme notícias veiculadas no meio da semana.
E, seria irônico se não fosse vergonhoso, a capital catarinense é o único lugar onde as empresas de ônibus ganham um “subsídio” de um milhão de reais mensais – a última vez que a imprensa divulgou o valor era esse, agora talvez já seja mais. Isso mesmo, as empresas ganham, de mão beijada, um bônus, um trocado de um milhão de reais.
E que dinheiro é esse? É o imposto que pagam os mesmos cidadãos que usam o transporte urbano que custa tão caro. Quer dizer, pagam duas vezes, porque além do preço da passagem, o dinheiro dos impostos, que também não são baratos e são tantos, que deveria ser usado em obras de melhoria na cidade, vai para as empresas de ônibus.
Se tivéssemos bons ônibus, em quantidade ideal, em horários suficientes, tudo bem. Mas na última vez que as passagens subiram, suprimiram linhas, diminuíram horários e pioraram ainda mais o que já não estava bom. Os usuários das linhas suprimidas tiveram que passar a usar outras linhas, aumentando ainda mais a lotação dos ônibus que circulam nos horários de pico.
Os horários dificilmente são cumpridos. Há linhas nas quais o ônibus deve passar de vinte em vinte minutos, mas a gente fica esperando por ele durante meia hora.
E o poder público ainda fala que o povo deveria usar ônibus e deixar o carro em casa, para melhorar a mobilidade na cidade. Quem fiscaliza esse estado de coisas?
Como disse o colunista Carlos Damião, “é preciso tratar o transporte coletivo como questão pública, não como negócio privado.”
E para isso precisamos de uma administração pública eficiente, que faça o que a cidade precisa e não o que dá lucro para uns e outros.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
VERÃO E JACATIRÃO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Neste verão, só vi o jacatirão nativo florescido no nordeste de Santa Catarina no início da florescência. Quando voltei lá no final de janeiro, ele já havia acabado, agora só vou vê-lo em São Paulo, quando for para Santos, na semana que vem.
É um privilégio poder ver o mar para praticamente qualquer lado que se olhe, aqui em Florianópolis, mas meus olhos míopes se revitalizam, se iluminam com a visão de matas mesclando o verde com o vermelho, com o arvoredo todo pintado de cores que vão desde o branco até o roxo.
Tenho uma relação de amor e dor com o jacatirão. Quando perdi minha primeira filha, há bastante tempo, fazia poucos anos que eu tinha descoberto essa árvore grande e generosa, que se cobre de flores no final da primavera e fica esbanjando beleza até o final do verão, e me tornado admirador e divulgador dela. Então, quando estávamos indo sepultar minha menina, um raio de luz e cor conseguiu atravessar a névoa de dor que encobria meus olhos e eu vi as primeiras flores de jacatirão daquela temporada, numa árvore ao lado do cemitério.
Aí nasceu um pequeno/grande poema: pequeno no tamanho, mas grande no significado: “A primeira flor / de jacatirão / da primavera, / em outubro, / tem um nome: / saudade...”
A relação que temos, eu e o jacatirão, na verdade não é só de amor e dor, mas também de cumplicidade. Porque acho que ele veio me consolar numa hora em que eu precisava muito de luz para mostrar o caminho, mostrar o chão para seguir em frente, mostrar que havia esperança. Que a vida segue e que o tempo cura quase tudo, que a saudade vai se tornando companheira e a dor vai diminuindo, embora volte, às vezes, um pouquinho mais forte. Que a perda ensina a gente a valorizar mais o que se tem, ensina a amar mais e melhor a vida e nossos entes queridos.
Então gosto de falar do jacatirão, de todos os tipos de jacatirão: daquele nativo, que floresce no meio da mata, no verão, no nordeste da nossa Santa e bela Catarina, autêntica árvore de Natal, se enfeitando para o 25 de dezembro e a virada do ano - no final do verão ele floresce no Paraná, São Paulo e pelo Brasil afora; do jacatirão também chamado de quaresmeira, que floresce mais ao sul de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e também por quase todo o país, na época da páscoa, com suas flores menores mas mais coloridas. E o do jacatirão de jardim, que chamam de manacá-da-serra, que floresce no inverno.
Gosto de falar dele, enaltecer sua beleza, também para esclarecer o que diz o verbete correspondente a ele no dicionário Aurélio, que o descreve como uma árvore com “flores insignificantes”. Penso que a alusão é uma opinião pessoal e infeliz.
Você, leitor de qualquer parte do Brasil, que não sabe o que é o jacatirão, preste atenção se um dia viajar aqui para o sul: do final de outubro até final de janeiro, em vários pontos da BR 10 antes e depois de Joinville, você poderá ver as manchas vermelhas nas matas que ladeiam a estrada. Também em várias rodovias no Paraná e São Paulo, em fevereiro e março. E certamente em muitas outras regiões do pais que eu não conheço, eles podem ser percebidos.
Neste verão, só vi o jacatirão nativo florescido no nordeste de Santa Catarina no início da florescência. Quando voltei lá no final de janeiro, ele já havia acabado, agora só vou vê-lo em São Paulo, quando for para Santos, na semana que vem.
É um privilégio poder ver o mar para praticamente qualquer lado que se olhe, aqui em Florianópolis, mas meus olhos míopes se revitalizam, se iluminam com a visão de matas mesclando o verde com o vermelho, com o arvoredo todo pintado de cores que vão desde o branco até o roxo.
Tenho uma relação de amor e dor com o jacatirão. Quando perdi minha primeira filha, há bastante tempo, fazia poucos anos que eu tinha descoberto essa árvore grande e generosa, que se cobre de flores no final da primavera e fica esbanjando beleza até o final do verão, e me tornado admirador e divulgador dela. Então, quando estávamos indo sepultar minha menina, um raio de luz e cor conseguiu atravessar a névoa de dor que encobria meus olhos e eu vi as primeiras flores de jacatirão daquela temporada, numa árvore ao lado do cemitério.
Aí nasceu um pequeno/grande poema: pequeno no tamanho, mas grande no significado: “A primeira flor / de jacatirão / da primavera, / em outubro, / tem um nome: / saudade...”
A relação que temos, eu e o jacatirão, na verdade não é só de amor e dor, mas também de cumplicidade. Porque acho que ele veio me consolar numa hora em que eu precisava muito de luz para mostrar o caminho, mostrar o chão para seguir em frente, mostrar que havia esperança. Que a vida segue e que o tempo cura quase tudo, que a saudade vai se tornando companheira e a dor vai diminuindo, embora volte, às vezes, um pouquinho mais forte. Que a perda ensina a gente a valorizar mais o que se tem, ensina a amar mais e melhor a vida e nossos entes queridos.
Então gosto de falar do jacatirão, de todos os tipos de jacatirão: daquele nativo, que floresce no meio da mata, no verão, no nordeste da nossa Santa e bela Catarina, autêntica árvore de Natal, se enfeitando para o 25 de dezembro e a virada do ano - no final do verão ele floresce no Paraná, São Paulo e pelo Brasil afora; do jacatirão também chamado de quaresmeira, que floresce mais ao sul de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e também por quase todo o país, na época da páscoa, com suas flores menores mas mais coloridas. E o do jacatirão de jardim, que chamam de manacá-da-serra, que floresce no inverno.
Gosto de falar dele, enaltecer sua beleza, também para esclarecer o que diz o verbete correspondente a ele no dicionário Aurélio, que o descreve como uma árvore com “flores insignificantes”. Penso que a alusão é uma opinião pessoal e infeliz.
Você, leitor de qualquer parte do Brasil, que não sabe o que é o jacatirão, preste atenção se um dia viajar aqui para o sul: do final de outubro até final de janeiro, em vários pontos da BR 10 antes e depois de Joinville, você poderá ver as manchas vermelhas nas matas que ladeiam a estrada. Também em várias rodovias no Paraná e São Paulo, em fevereiro e março. E certamente em muitas outras regiões do pais que eu não conheço, eles podem ser percebidos.
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