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sábado, 28 de janeiro de 2012

ORQUESTRAS DO FEMUSC

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br



O Festival de Música de Santa Catarina vem melhorando a cada dia, é um crescendo espetacular. Nesta sexta, começaram a aparecer as orquestras, fantásticas como nunca. No Momento Springmann, no Pequeno Teatro, tivemos Mozart em dose dupla: Serenata em dó menor e Sinfonia n.35.

Foi magnífico. Mais de uma hora de música erudita da melhor qualidade, com uma execução magistral, coisa para se aplaudir de pé por minutos a fio.

À noite, em mais uma edição dos Grandes Concertos, tivemos Prokofiev, também em dose dupla. Primeiro, a Orquestra sem Maestro executou a Sinfonia n. 1, Clássica e depois a Orquestra Sinfônica do Femusc nos brindou com Romeu e Julieta, Suíte n. 2.

Foram, sem dúvida, espetáculos grandiosos. E tivemos o privilégio de poder usufruir da quantidade e da qualidade de tão bela música.

Fico imaginando vídeos dessas apresentações, CDs e DVDs do que está sendo produzido no Femusc, pois são apresentações únicas, reunião de músicos de lugares diferentes e distantes que talvez não aconteça mais. Fica a sugestão: nenhuma gravadora se interessaria em lançar coleções de CDs, de DVDs do melhor do Femusc?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

DIA DE MUITA MÚSICA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
A quinta foi um grande dia para o Festival de Música em Jaraguá do Sul, aqui na sua sede, no SCAR, e provavelmente em todas as cidades que ele contempla com apresentações.

Assisti a quase tudo que rolou em Jaraguá nesta quinta. Comecei com o Femusc no Shopping, as 12h30min. Três ótimas peças foram apresentadas: uma de Bach, outra de Piazzola e a terceira de Franz Danzi, Quarteo para fagote e trio de cordas. Uma seleção espetacular, mas uma pena que o horário não ajude. Penso que a intenção da organização do Festival é oferecer a boa música para quem vai almoçar, tanto que as apresentações são feitas ao lado da praça de alimentação. Mas infelizmente o burburinho do almoço, muito alto, cobre o som da música. A praça de alimentação é muito grande e muito freqüentada e o barulho das pessoas fazendo a refeição e conversando, mais o ruído próprio do shopping tornam impossível ouvir o que está sendo executado, se a gente não se aproximar o máximo possível dos músicos. Uma pena. O ideal seria mudar o horário da apresentação, tanto no shopping como no Angeloni, que tem o Festival também as 12h30min, ou então que se coloque microfones e sistema de som para que os músicos não fiquem tocando para meia dúzia de pessoas que se aproximam deles.

As dezenove horas fui assistir o Momento Springmann, no Pequeno Teatro do Scar e gostei muito. “Canções sem Palavras”, de Mendelssohn, e “Rain Spell”, de Toru Takemitsu, tiveram excelente execução. “O lado oculto das nuvens” também foi muito bom.

Logo em seguida, na série Grandes Concertos, no Grande Teatro do Scar, muito mais música. O Quinteto para Violão e Cordas, que se não me engano já fora aplaudido de pé por vários minutos na quarta, apresentou peça de Leo Brouwer, e"Septeto”, de Beethoven, fechou com chave de ouro a noite. Foi fenomenal. Foram, também, aplaudidos de pé por minutos.E mereceram.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

MÚSICA, DIVINA MÚSICA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor



O espetáculo desta quarta, no Grande Teatro do Scar, valeu a pena, fez jus ao Festival de Música de Santa Catarina. Teve música, muita musica, divina música. Do programa fez parte um solo de violino, muito bom, “Souvenir de Florence”, de Tchaikovsky, com duplas de violino, violoncelo e viola, excelente, e Quarteto para oboé, violino, violoncelo e piano, que não foi apresentado. Em compensação, tivemos “Serenata Noturna”, de Mozart, com um sexteto sensacional. Houve, também, um solo de outro instrumento que eu não lembro qual era, me parece que era fagote, que não estava no programa.

Ontem falei de um número apresentado na terça, pelo maestro organizador do evento, com mais outros músicos, que parecia mais um laboratório de ruídos. O público aplaudiu, e eu chamei atenção sobre o fato de que uma parte dos espectadores do Femusc estão aplaudindo até as pessoas que entram no palco para colocar as cadeiras e os instrumentos em posição para os músicos.

E nesta quarta o meu ponto de vista se confirmou: o “Souvenir de Florence”, de Tchaikovsky, foi aplaudido de pé e os músicos, que tocaram por mais ou menos meia hora, com execução magistral, tiveram que voltar duas vezes ao palco. A música de Mozart também foi aplaudida de pé.

Então, fiquei muito feliz, porque o público provou que, quando gosta do que foi apresentado, faz questão de que isso fique bem claro.

Valeu a noite, tivemos música, música de verdade.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MÚSICA E SONS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor

O espetáculo da série Grandes Concertos, desta terça, no Grande Teatro da Scar, prometia muito, conforme a programação oficial, inclusive publicada nos jornais do dia.

O espetáculo começou com Diana Melo, tocando marimba. Acontece que na segunda ela já esteve se apresentado e a marimba foi tocada em dois números. Então segunda foi interessante, valeu conhecer o instrumento, a novidade. Mas nesta terça, talvez pudesse ser apresentada outra coisa.

Um dos números que não estavam previstos no programa foi Daico, apresentando tambores orientais. Muito interessante. O outro número não previsto foi o organizador do evento com outros músicos tocando um instrumento que, como não se consegue ler o letreiro informativo projetado nos dois lados do palco, do meio do palco para trás, eu acho que era fagote, mas não tenho certeza. Também não consegui ler que música era, qual o autor, o arranjador, nada. Mas não pareceu música, foi uma coisa meio esquisita. O dono da casa, quase no final, no intervalo entre um sopro e outro gritou alguma coisa, ficou mais esquisito ainda.. Perdoem-me os entendidos, mas realmente foi esquisito. E o público aplaudiu, ao final, sim. Mas parte daquele público estava aplaudindo até as pessoas que entravam para colocar e tirar instrumentos do palco.

Então apesar de um pouco decepcionado, pois o festival é de música, e não de sons, gostei de “Thaís”, tuba e harpa, e o último número, “Estampas Criolas”, com violino e violoncelo e um pouco dos tambores.

Uma outra coisa boa da noite foi que encontrei lá no Scar a minha amiga escritora e jornalista Sonia Pillon, que me convidou para uma antologia que reunirá cronistas do jornal O Correio do Povo.

Insisto que os letreiros informativos nos lados do palco precisam ter letras maiores, para que todo o público possa ler. O espaço na tela é suficiente, pois são apenas poucas linhas e mais da metade do espaço ficava em branco.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A DIVINA MÚSICA EM JARAGUÁ

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com

Eu já disse, antes, que dou graças a Deus pelos meus olhos míopes, pois eles me possibilitam ver o mar, sol, o verde, ver flores e cores, ver a alma das pessoas através de seus olhos verdes, azuis, castanhos, etc. Pois quero dizer que agradeço, também, e muito, a faculdade de ouvir, pois não imagino viver sem música.

Música é a trilha sonora da vida, é o tempero da nossa existência. E o fato de poder ouvir claro e em bom som adquire ainda mais importância quando chego em Jaraguá para assistir e ouvir mais um FEMUSC – Festival de Música de Santa Catarina, que começou ontem e vai até o dia 4 de fevereiro.

A gente chega na cidade e já vê que a música tomou conta de tudo. Nestes dias, é comum encontrar muitos jovens pelas ruas centrais e não tão centrais, carregando seus instrumentos ou ensaiando para se apresentar num dos vários locais onde o festival leva seus músicos.

Aliás, o festival-escola, que pode ser chamado assim porque reúne em Jaraguá do Sul estudantes de música do mundo inteiro – são mais ou menos gente de vinte países. Neste ano, o Femusc não concentra suas apresentações em Jaraguá. Ele está, também quase que diariamente, em Joinville, Pomerode, Blumenau, Corupá, Timbó, etc., justificando o nome, que desde o início foi Festival de Música de Santa Catarina.

E o forte do festival é a divina música, a música clássica, mas não contempla exclusivamente esse gênero. O festival apresenta o clássico ao lado de música popular brasileira e música popular dos países dos músicos que vem participar dele.

O espetáculo desta segunda, no Grande Teatro do SCAR foi diversificado, trazendo de tudo um pouco e de forma bastante informal. Fiquei até surpreendido, mas positivamente, pois na edição passada estive em Jaraguá apenas em um final de semana, por compromissos anteriormente assumidos que eu não poderia adiar. A intenção era ficar só até quinta por aqui, agora já não sei mais, pois o programa promete muito.

Por falar em programa, só não gostei do fato de os Grandes Concertos, marcados para as 20h30min, não estarem começando na hora prometida. Nesta segunda o concerto começou às 21 horas.

A verdade é que a capital catarinense (ou brasileira?) da música está espalhando seus sons para quem quiser ouvir. E da melhor qualidade.

domingo, 22 de janeiro de 2012

CORUPÁ E O SEMINÁRIO




Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

O cartão postal mais tradicional de Corupá completou 80 anos, no dia 17 de janeiro. O Seminário Sagrado Coração de Jesus, com seu estilo gótico-romano é a atração turística mais forte da cidade, antes mesmo que o acesso à Rota das Cachoeiras tivesse sido aberto. E continuou sendo um dos principais cartões postais da cidade, mesmo com toda a beleza das quatorze cachoeiras da rota e mais outras dezenas delas que se espalham por Corupá.

O Seminário Sagrado Coração de Jesus, foi construído com tijolos aparentes, o que lhe confere a aparência de castelo medieval, em uma de suas faces. Essa aparência gótica é a sua marca registrada, o que fez com que já tenha sido cenário de uma produção televisiva exibida em todo o país.

A frente do Seminário que a gente vê, quando chega nele, é a igreja, também belíssima. Ela foi inaugurada em 1953 e tem estilo mais moderno, contrastando com a enorme construção anexa a ele. Além da igreja, há o Museu Luiz Gartner, que tem o nome do padre que, em 1932, deu início ao viveiro “Paraíso das Aves”, que hoje em dia está desativado. Ele aprendeu a arte da taxidermia e começou a empalhar animais, diversos deles, o que deu origem ao museu. Nele, está exposto um acervo de 1500 exemplares, dentre os quais aves, anfíbios, répteis, mamíferos e peixes.

No Seminário existe também o Teatro José Anchieta, onde outrora os seminaristas apresentavam peças teatrais e noites culturais. Atualmente, o espaço, que comporta 300 pessoas, é usado para convenções e estudantes realizam sua colação de grau.

O salão onde era o refeitório dos seminaristas, assim como a cozinha, foram adaptados para se transformarem no Restaurante Seminário, que serve a comunidade todos os domingos com um almoço tradicional, que conta com gastronomia típica germânica, um bufê completo de saladas e frios, marreco recheado e joelho de porco, além de outros tipos de carnes e um bufê de sobremesas.

Defronte à face gótica, que fica do lado esquerdo de quem está chegando ao Seminário, está o jardim europeu, com cinco caminhos que partem da casa, desenhados por cercas-vivas e flores típicas da região, que pretendem lembrar o trabalho missionário da igreja católica.

Em rápidas pinceladas, isso é um pouco do colosso que é o Seminário Sagrado Coração de Jesus, a construção que tem a missão de representar a cidade de Corupá.

É essa construção que completou oitenta anos e que merece que Corupá comemore o seu aniversário, ao longo de todo este ano. O nome do Seminário lembra Corupá, onde quer que seja, assim como as diversas cachoeiras distribuídas por toda a cidade.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ENEM DE NOVO, OUTRA VEZ, NOVAMENTE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

E a incompetência do Ministério da Educação na gerência da aplicação do Enem continua cada vez mais óbvia. A prova do ano passado continua na justiça e quanto mais o tempo passa, mais inconsistências aparecem.


O atual ministro da educação (minúsculo, mesmo, pois ele não tem nada de maiúsculo), que está saindo do cargo (graças a Deus, ele já deveria ter sido defenestrado há muito tempo), ao saber da liminar que obriga o MEC a disponibilizar as redações do Enem para os estudantes que prestaram a prova, adiantou-se e cancelou a prova do Enem que seria aplicada no início deste ano de 2012. Sim, porque há uma lei que dispõe que o MEC realizará duas provas do Enem por ano, a partir de 2012. Mas o todo incompetente ministro da educação confirma a sua falta de bom senso, de resonsabilidade, de tudo e suspendeu a prova de abril, indo contra a lei que diz que a partir deste ano seriam duas provas por ano.

E apesar de todos os micos e desastres do Enem nestes últimos anos, quando o Ministério da Educação esteve sob a irresponsabilidade do tal de Fernando Haddad, ele vai se candidatar a prefeito de São Paulo, tudo porque o Lula quer porque quer que ele seja candidato. E a presidente, dona Dilma, antes mesmo de ele deixar o ministério, veio a público agradecer ao Fernandinho tudo o que ele fez pela Educação, pelos relevantes serviços, etc., durante o seu mandato. Será deboche? Será que ela pensa que o cidadão brasileiro não vê o que tem acontecido com a educação neste nosso país, que está completamente falida?

Tenho pena dos cidadãos paulistas. Pelo bem deles, espero que o tal de Fernandinho não ganhe as eleições para prefeito de São Paulo.