segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A EFICIÊNCIA DA POLÍCIA RODOVIÁRIA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Existem coisas que a gente não consegue entender – ou consegue entender mas não aceita, tão absurdas são. Fomos ao enterro de um tio meu, à tarde, no cemitério de Barreiros. Era meio da tarde e chegamos quase na hora do sepultamento, então as vagas para estacionar que havia dentro da área do cemitérios já estavam todas ocupadas. Tivemos que deixar o carro na marginal da 101. E já havia muitos, muitos carros estacionados e chegando mais.
Após o enterro, quando voltamos para pegar o carro, percebemos que havia um carro da polícia rodoviária passando pela marginal bem devagar. Temíamos que eles estivessem anotando as placas para multar, mas não queríamos acreditar nisso, porque mesmo que não fosse permitido estacionar na marginal, era força maior, tínhamos um ente querido sendo sepultado e dava pra ver que não havia mais lugar dentro do cemitério. Naquela tarde ou naquela hora da tarde havia duas pessoas sendo sepultadas, então dá pra imaginar a quantidade de gente que havia lá.
Algumas pessoas que estavam vindo pegar o carro para ir embora, como nós, também queriam saber o que estava acontecendo e fomos perguntar aos policiais. Sim, estavam multando.
Não sei quanto à lei, mas na referida rua, marginal da 101, não havia nenhuma placa proibindo o estacionamento. E parece muito fácil multar carros que estão ali por não mais de uma hora e apenas porque não há outra alternativa. As pessoas que vieram para se despedir de um parente ou amigo que se foi, não podem deixar o carro estacionado naquela marginal por uma hora, mas em ruas mais movimentadas no centro e periferia da cidade, carros estacionam em fila dupla, estacionam em cima da calçada, obrigando o pedestre a passar pela pista de rolagem, correndo o risco de ser atropelado, e não há ninguém para multá-los.
Não é interessante?

domingo, 8 de novembro de 2009

LITERARTE de NOVEMBRO NO AR


Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ )

Não escrevi nada novo neste domingo, então quero lembrar que já está no ar, no portal PROSA, POESIA & CIA. do Grupo Literário A ILHA - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ , a edição de NOVEMBRO da revista eletrônica de cultura e literatura LITERARTE, com matérias como
- "SC - Estado convidado da Feira do Livro de Porto Alegre 2009"
- "Carta a Anita Pires"
- "Prêmios Cidade de Manaus 2009 - Sem resultado"
- "Lançamento do novo livro de Flávio José Cardozo"
- E ainda: crônicas de Irene Serra, Urda Alice Klueger e Enéas Athanázio e poemas de Selma Ayala, Teresinka Pereira, Ana Esther, Else Sant´Anna Brum, Clotilde Zingali e Valéria Eik.
- "Nascentes - Viagem à nascente da Língua Portuguesa"
Veja também no portal PROSA, POESIA & CIA, a revista Suplemento Literário A ILHA e as seções "Grandes Mestres da Poesia", "Livros on-line", "Literatura Infantil", "Escritores de Santa Catarina", 'Literatura para o Vestibular", "Entrevistas com Escritores", "Artigos sobre Literatura", e as antologias "Todos os Poetas", 'O Tema do Poema", "Feira de Contos", "Crônica da Semana", abertas à participação dos visitantes.

E aproveito para transcrever mensagem da escritor Anair Weirich, de Chapecó, sobre a incansável batalha dela em divulgar as letras catarinenses:

A GRANDE JORNADAFoi numa sexta feira cheia de sol que aconteceu o último dia da Jornada Literária de Passo Fundo. Muita gente com muitos livros, com muitas fotos de muitos autores. Era tudo muito muito em tudo.A primeira grande surpresa do dia foi o premio de cem mil reais que o Catarinense Cristóvão Tezza ganhou com seu livro O Filho Eterno, premio este que chama-se 6º Premio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura. Parece que este é o ano desse autor. Parabéns a ele...Fui fotografada com Pedro Bandeira e também com gente de vários lugares do Brasil, quando adquiriram meu livro infantil Doce Jeito de Ser Criança.Ficamos até as dezesseis horas, quando nos despedimos já com gostinho de saudade. Na Jornada de 2005 também estive lá e aquilo tudo me fez muito bem. Parece mesmo que a roda viva da literatura abocanhou-me literalmente. Dias dezesseis e dezessete deste mês estivemos expondo obras de Autores Catarinenses no Congresso Nacional de Educação em Tijucas e dia 21 de novembro no Encontro dos Poetas Del Mundo em São Paulo, capital. Lá estarão representantes de mais de quarenta países.
Este final de ano está recheado de eventos culturais. Cá comigo, fico torcendo que todos os autores, - todos mesmo! - possam receber pelo menos algumas résteas do sol da gratificação profissional. Está na hora de não só uma panelinha usufruir das poucas regalias que a nossa cultura oferece. Estou com Luis Carlos Amorim, quando ele fala que é preciso lutar pela nossa cultura e pelo lugar ao sol, mas de maneira justa.Até uma próxima vez...

sábado, 7 de novembro de 2009

DELFINO, EXPOENTE DA POESIA LÍRICA


Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Quem foi Luiz Delfino? Não, ele não foi, como muitos pensam, apenas um político que virou nome de rua. Ele foi e é, isto sim, o segundo maior poeta catarinense. Ele até foi senador, por Santa Catarina, foi também médico, mas foi na literatura que se perpetuou, ficando atrás apenas de Cruz e Sousa.
Infelizmente, se fizemos uma enquete nas ruas de Florianópolis, sua cidade natal, pouquíssimos saberão dizer quem foi ele.
Delfino nasceu em 1834, na ainda Desterro. Morou na ilha até os 16 anos. Mudou-se, então, para o Rio de Janeiro, onde se formou em Medicina. Foi um dos mais importantes médicos da época. Casou-se com Maria Carolina Puga Garcia, com quem viveu até sua morte, em 1910.
Não publicou nenhum livro em vida, o que fez com que sua obra quase se perdesse no tempo. Sua poesia, de rima e métrica perfeitas, era publicada freqüentemente na maioria dos jornais e revistas da sua época, o que o fez conhecido e amado como poeta. Chegou a ser eleito, pelos próprios colegas escritores, em 1898, o "Príncipe dos Poetas Brasileiros". Foi chamado, também, de Victor Hugo brasileiro.
Sua obra é imensa - escreveu mais de cinco mil poemas - e foi publicada em 14 livros, por seu filho, Tomás Delfino, entre 1926 e 1943. A obra publicada, no entanto, soma apenas um mil e quatrocentos poemas. É que em 1968, foi leiloado tudo o que estava dentro de uma casa que pertenceu ao poeta, no Rio de Janeiro, casa esta que guardava boa parte dos seus originais. Quem comprou foi um americano, David T. Hoberly, que estuda literatura brasileira. A poesia inédita do poeta saiu do país e provavelmente nunca mais a veremos.
Sua poesia vai do romantismo ao parnasianismo, passando pelo simbolismo.
A perfeição na rima em métrica dá cadência e musicalidade à obra de Luiz Delfino.
O amor e a mulher eram seus temas preferidos. "Foi ele um verdadeiro obsessionado pelo mito da beleza, da sensualidade, da idealizada companhia feminina, cantando o amor com toda a sua força e com todas as suas formas de atração...", analisa Lauro Junkes.
E é justamente Lauro Junkes, que estuda a obra e a vida de Luiz Delfino há mais de vinte anos, que organiza e publica dois volumes - "Poesia Completa - Sonetos" e "Poesia Completa - Poemas Longos", totalizando mais de mil e trezentas páginas, reunindo toda a poesia conhecida do poeta, resgatada dos livros que o filho de Delfino editou.
Os livros foram publicados através da Academia Catarinense de Letras, resgatando um legado riquíssimo deixado por este grande poeta, marco das letras catarinenses.
Os dois livros - totalizando mil e quinhentos exemplares - foram distribuídos a todas as bibliotecas municipais e estaduais e escolas de segundo grau de Santa Catarina, para que o poeta tenha sua obra conhecida pelos leitores em formação e pelo público em geral. E o seu valor reconhecido.
Uma amostra da obra do poeta:


O AMOR


O amor!... Um sonho, um nome, uma quimera, / Uma sombra, um perfume, uma cintila, / Que pendura universos na pupila, / E eterniza numa alma a primavera; Que faz o ninho e dá meiguice à fera, / E humaniza o rochedo, e o bronze, e a argila, / Sem o afago do qual Deus se aniquila / Dentro da própria luminosa esfera.A música dos sóis, o ardor do verme, / O beijo louco da semente inerme, / Vulcão, que o vento arrasta em tênue pós:Curvas suaves, deslumbrantes seios / De vida e formas variegadas cheios. / É o amor em nós, e o amor fora de nós.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A OPORTUNIDADE DOS CONCURSOS LITERÁRIOS

Apesar da quantidade expressiva de livros de autores novos que vem sendo publicados nos últimos anos, grande parte publicada às expensas do próprio autor, existem muitos escritores, a maioria sem nenhum livro publicado ainda, com seus originais à procura de uma editora ou de uma maneira alternativa de publicar sua obra. Para muitos, o custo da edição de um livro não é compatível com suas posses, e custear o próprio livro pode ser uma grande decepção, pois a qualidade do conteúdo pode não ser a ideal, o que é comum, e as vendas podem não acontecer.
E as editoras, cada vez mais têm menos disposição em investir em autores novos, coisa que significa arriscar recursos que poderiam ir para uma reedição de livro de sucesso, de livro de autor conhecido ou de um título importado com venda garantida.
Mas voltando a falar da qualidade do conteúdo, uma alternativa para conseguir a publicação de um livro - e de quebra a avaliação de quem entende do assunto - quase sempre - é a participação em concursos literários. Para os escritores novos, que estão com a gaveta cheia e produzindo mais, qualquer que seja o gênero, a melhor maneira de ter a qualidade da sua obra reconhecida - se essa qualidade existir, é claro - é ficar atento a todos os concursos que aparecerem e participar: enviar um, dois, três textos, um livro inteiro, conforme for solicitado.
Mesmo que o prêmio não seja a publicação de um livro, mesmo que seja apenas um certificado, um troféu, a participação em uma antologia, o escritor deve participar. Não deve pagar taxas de inscrição exorbitantes, mas devem participar. No que diz respeito a participação em antologia, quando for o caso, atenção: não pague para entrar nela. Se o concurso oferece a publicação em antologia, não há o que cobrar, pois é prêmio. Se tentarem cobrar, o concurso não é honesto, é apenas fachada para vender páginas em antologias que não têm qualidade nenhuma, via de regra, pois não há seleção.
O fato de ter um trabalho ou uma seleção de textos classificado e premiado, seja qual for o prêmio, indica que o autor está no caminho certo, que a sua obra deve ter alguma qualidade e que ele terá boas chances em outros certames. Esse reconhecimento dá mais segurança para que haja continuidade na produção. E sabemos que quanto mais praticamos, mais poderemos melhorar no que fazemos.
Se o prêmio for a publicação de um livro, tanto melhor, teremos reconhecido o nosso talento e teremos o ponto de partida, qual seja a nossa obra na praça. Por isso, é interessante ficar de olho nos concursos que aparecem e participar daqueles que contemplam os gêneros que praticamos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

IPÊ AMARELO


Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

Hoje, ao descer a minha rua, notei que ela tinha o seu próprio sol, um sol particular.Um ipê floriu espetacularmente e rivalizou bravamente com o astro-rei, que proporcionou um calor muito grande, como nos últimos dias, diga-se de passagem, antecipando o verão. Estamos na primavera, mas até parece verão.
Fico extasiado com o fato de poder contemplar um espetáculo tão grandioso. A natureza nos oferece dádivas imensas, coisas que só ela mesmo pode criar. Não há nada como a beleza e majestade de um imenso ipê todo coberto de flores, todo coberto de luz, a iluminar nossos olhos e nossa alma. Temos o ipê roxo, o ipê rosa, o jacatirão, mas as flores chamejantes de luz a resplandecer seus raios sobre nós, filhos da terra, e os tapetes dourados estendidos pelos nossos caminhos, só o ipê amarelo pode proporcionar.
Minha rua, ontem, hoje e amanhã, tem seu próprio e reluzente sol e nós, caminhantes dela, temos calçadas que são tapetes de luz. Depois, não sei, pois o tempo promete chuva. Mas um Midas – posso chamá-la assim, Mãe Natureza? – passou pela minha rua e tocou nela transformando uma árvore em ouro.
Minha rua tem um ipê amarelo. Precisa mais?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

BIBLIOTECAS E BIBLIOTECAS

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/ )

Hoje estive na Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina, pois precisava conferir uma ficha catalográfica e não me ocorreu lugar melhor para pedir socorro. Ao chegar lá, dirigi-me ao balcão de atendimento, onde uma senhora logo me atendeu. Expliquei-lhe que precisava falar com uma bibliotecária (ou bibliotecário), para a revisão de uma ficha catalográfica. Ela prontamente pegou o telefone e ligou para alguém. Ao desligar, disse-me que a pessoa que entendia do assunto não estava. Insisti, perguntando se não havia mais ninguém que entendesse de ficha catalográfica. Ela pegou novamente o telefone e ligou para outra pessoa. Falou um pouco com a pessoa do outro lado e me passou o aparelho, dizendo que queriam falar comigo. Eu perguntei com quem estava falando e a senhora se identificou como a administradora da Biblioteca. Nem disse o nome. Foi logo dizendo que ali na Biblioteca Pública eles não têm obrigação de fornecer ficha catalográfica, que não é um serviço que eles prestam e que, de qualquer maneira, se prestassem, seria cobrado. Eu disse que pagaria, mas ela sugeriu que eu me dirigisse a um outro lugar e desligou.
Concordo que a Biblioteca não tem a obrigação de me ajudar na minha ficha catalográfica, mas eu estava ali tentando falar com alguém que tivesse conhecimento sobre como se organiza uma ficha, para poder conferir a minha. Pagaria, até, se fosse preciso. Mas não consegui nada. Fico pasmo de ver que uma biblioteca do porte da nossa, estadual, não tenha alguém que possa dar uma simples informação sobre um assunto corriqueiro do seu dia a dia. Pasmo também com a falta de simpatia e presteza da “adminstradora”.
Em contrapartida, fui à Biblioteca Municipal de Florianópolis, no Estreito, onde fui encaminhado para D. Vera, a bibliotecária da casa, que me atendeu com a maior simpatia, verificou a minha ficha, corrigiu muitos erros que havia nela e nem sequer me cobrou, embora esse seja um serviço pago.
Meus respeitos à senhora, D. Vera. Como eu lhe disse, a senhora deu de dez a zero na “administradora” da Biblioteca Pública de SC. Foi educada, prestativa, simpática e provou que sabe fazer muito bem o que faz. Fico lhe devendo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

GRANDES EVENTOS LITERÁRIOS E SC EM PORTO ALEGRE

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )

Hoje se encerra o Forum das Letras, promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, concebido com a intenção de promover o diálogo entre autor e público participante, além de valorizar a importância de Ouro Preto, cidade pela qual passaram ou viveram escritores de várias escolas ao longo da sua rica história cultural. Além de promover o contato entre adultos e autores, o Fórum das Letras orgulha-se de estimular a aproximação das crianças e o universo literário.
O evento, que iniciou em 29 de outubro, está na quinta edição e é um dos acontecimentos culturais mais importantes do país, ao lado da Flip. Dezenas de escritores, inclusive de outros países, participaram do Forum.
Em Maceió, começou no dia 30 de outubro e vai até 8 de novembro mais uma Bienal Internacional do livro de Alagoas, uma das mais importantes do país.
Dez países estarão participando da IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas, difundido sua literatura e cultura: México, Peru, Costa Rica, Colômbia, Portugal, França, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné Bissau; sendo a França o país homenageado, em comemoração ao Ano da França no Brasil. Já estão na cidade autores internacionais, como Ignacy Sachs (França), Ondjaki (Angola) e Juan Felipe Córdoba Restrepo (Colômbia). Autores nacionais como Ignácio de Loyola Brandão, Rubem Alves, Ana Paula Pedro, Celso Antunes e Maitê Proença também participam da Bienal, não somente para autógrafos, como também para palestras e momentos de bate-papo.
E no Rio Grande do Sul, começou a 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, cujo estado convidado é Santa Catarina. Sobre a “seleção” de escritores catarinenses que foram à feira, já falamos bastante. Cedemos espaço, hoje, para a escritora Yedda Goulart para comentar a respeito:

“Já muitos dias são passados desde os acontecimentos que culminaram com a escolha de escritores catarinenses para representar Santa Catarina na 55ª Feira de Livros de Porto Alegre. Outros escritores já demonstraram sua insatisfação pela maneira como as coisas ocorrem em Santa Catarina.
Temos nos entristecido ao perceber como a nossa identidade cultural é ignorada no país, a não ser pela efetiva propaganda que favorece o turismo ao divulgar as belezas catarinenses que na verdade são obras da natureza, do artista maior que nos favoreceu com praias belíssimas, baías recortadas com tanto carinho, montanhas apontando o escultor que as criou, climas diversificados, etnias variadas, folclore riquíssimo, história e quantas riquezas mais.
Porém, quando se trata de prestigiar autores catarinenses , divulgá-los, estimular a produção regional para que cresça se aperfeiçoe estimulada por políticas públicas justas, democráticas, possibilitando pela divulgação dos projetos uma participação de todos os interessados, aí as coisas ficam complicadas e restritas.
Admiro o povo rio-grandense que divulga orgulhosamente suas belezas naturais assinalando desde uma simples cascata no meio do nada até a realização de 55 anos de feiras do livro.Mais de meio século de persistência e oportunidade para a cultura daquele Estado.
Recentemente, foram convidados escritores para representar Santa Catarina naquele tão importante evento, pela Câmara Riograndense do Livro.
E o que aconteceu?
O convite, recebido pelas instâncias superiores de nossa administração cultural, naturalmente divulgou exaustivamente tal convite possibilitando o engajamento de todos os interessados?
Que maravilha! Assim deveria ser!
No entanto, mais uma vez fomos surpreendidos pela notícia tardiamente divulgada, boca a boca ou deveria dizer ouvido a ouvido, em surdina, de que alguns escritores haviam sido escolhidos para representar nosso Estado.
Participamos de uma Associação de Literatura Infantil e Juvenil com representação em vários Estados brasileiros e contamos com muitos e talentosos escritores e ilustradores em Santa Catarina.
Um seminário de Literatura Infantil e Juvenil do Rio Grande do Sul, foi organizado para acontecer durante a Feira de Porto Alegre e poderíamos representar este segmento naquela ocasião.Fomos convidados por aquela Associação.
Seria ótimo que fôssemos unidos o bastante para que alguns autores da AEILIJ de Santa Catarina fossem incluídos na escolha oficial de nosso Estado.
Mas, pelo que se observa, apesar da exposição na mídia através de entrevistas, lançamentos, seminários, visitas em estabelecimentos de ensino fundamental e até superior, somos absolutamente desconhecidos.
Para esta divulgação não existe boca a boca, interesse, consideração.
Na verdade não é uma grande surpresa. Nem ficamos sabendo quando livros são analisados e escolhidos para distribuição nas escolas e bibliotecas do Estado.
. Só tomamos conhecimento pelo mesmo estilo de divulgação citado anteriormente, que tantos mil livros foram selecionados em mais de uma ocasião também neste ano em curso, sendo todos de autores de outros Estados Nada contra. Não desejamos exclusividade, muito menos segregação. Apenas consideração e divulgação justa e ampla.
Desejamos participar, somar, divulgar a criação catarinense.”