Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Dia destes, ao visitar meus sobrinhos, em Jaraguá do Sul, vi um deles fazendo a tarefa de casa. Ele pediu ajuda, pois parecia estar com enorme dificuldade, mas minha irmã me disse que não poderia ajudá-lo, pois isso fora proibido em reunião de pais e mestres.
Então fui ver o que ele estava fazendo. O garoto, de sete anos, estava com um livro de exercícios aberto lá pela página cento e setenta e tanto (ele está no segundo ano do primeiro grau) e tinha à frente dele várias sílabas para juntar e formar palavras.
Perguntei à mãe dele se, além do abc e das vogais ele já tinha aprendido as famílias das sílabas (tipo ba, be, bi, bo, bu). Ela me disse que não, que a sistemática de alfabetização havia mudado e aquela maneira antiga de ensinar a ler e escrever fora abolida.
Então me lembrei que realmente havia acontecido mudanças no sistema de ensino do primeiro grau, há alguns anos. Sabia que a idade de ingresso havia mudado de sete para seis anos, mas não sabia que a receita tradicional para ensinar a ler e escrever, que consistia em, primeiro, fazer a criança conhecer o abc e as vogais e, a partir disso, induzi-la a juntar consoantes e vogais, conhecendo assim as famílias de sílabas, para então começar a juntar as sílabas formando palavras, havia sido deixado de lado.
Segundo professoras com quem conversei, agora as crianças aprendem o abc e depois disso, aprendem a ler e escrever pela repetição, pela vizualização: copiar, copiar, copiar, mesmo não sabendo o que estão escrevendo. São jogadas letras e sílabas e a criança tem que formar palavras, mesmo estando longe de saber ler. O resultado é que as crianças, como bem vi, juntam, de fato, algumas sílabas. Só que elas não sabem o que escreveram e a maioria das sílabas juntadas não formam palavra nenhuma.
Aí fico pensando cá com meus botões: esta foi a mudança implantada no ensino de primeiro grau? Não é à toa que existe criança que já está no terceiro, quarto ano, e não sabe ler nem escrever. Que progresso é esse? Fazemos mudanças para piorar um método que funcionava?
Fiquei sabendo que até há professoras que acham que o novo sistema está dando certo, mas aquelas com quem eu falei me confessaram que o método antigo era muito mais prático e eficiente. Vai ver anteciparam a entrada da criança no primeiro grau para ter mais tempo de tentar fazer a criança aprender meio que no “vire-se”.
Há até professoras que se recusaram a mudar e estão ensinando da maneira tradicional, pois em time que está ganhando não se mexe.
Se fosse uma mudança inteligente, que favorecesse o aprendizado do aluno, tudo bem. Há mudanças que são salutares. Mas estão fazendo justamente o contrário.
Quem é que cuida da educação neste país?
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domingo, 7 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
OS PEDÁGIOS EM SANTA CATARINA
A famigerada cobrança de pedágio iniciou aqui em Santa Catarina. São quatro praças de cobrança na BR 101, do trecho duplicado de Florianópolis até a divisa com o Paraná e mais três na BR 116. Três deles já funcionando, o de Palhoça, mesmo com a 101 Sul pela metade, começa a ser cobrado nas próximas semanas.
Vi as obras de recuperação sendo feitas na 101, antes e depois de sacramentado o pedágio. Grande parte duplicada da BR 101 foi entregue em ótimo estado, usando-se o dinheiro dos nossos impostos, para entregá-la zerinho à concessionária que então agora está cobrando de novo de nós. A algumas partes que precisam de reparo, ainda, estão sendo feitas com o cidadão pagando o pedágio, quer dizer: além de pagar o pedágio para passar em trechos que estão ruins, o cidadão ainda tem que enfrentar esperas na estrada.
Na verdade o pedágio é inconstitucional, pois todo cidadão tem o “direito fundamental de ir e vir”, como está nos “Direitos e Garantias Fundamentais”, da Constituição Federal de 1988, mais especificamente o inciso XV do artigo 5: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". O direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa que não é possível violar esse direito. Todo brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que significa que o pedágio vai contra a constituição.
Além disso, o pedágio é taxa, espécie tributária, então não pode ser cobrado por particular (concessionárias), conforme artigo 7º do Código Tributário Nacional, que diz que “a competência tributária e indelegável”.
Sem contar o fato de as estradas pertencerem ao povo, pois são “de uso comum do povo”(artigo 99, do código Civil). O estado não pode dar, conceder, o que não tem.
E já pagamos, incluso no valor da gasolina, o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) e parte dele é destinado às estradas, além do IPVA.
Precisamos cobrar dos detentores do poder, em quem votamos, ações contra tanta irregularidade.
Vi as obras de recuperação sendo feitas na 101, antes e depois de sacramentado o pedágio. Grande parte duplicada da BR 101 foi entregue em ótimo estado, usando-se o dinheiro dos nossos impostos, para entregá-la zerinho à concessionária que então agora está cobrando de novo de nós. A algumas partes que precisam de reparo, ainda, estão sendo feitas com o cidadão pagando o pedágio, quer dizer: além de pagar o pedágio para passar em trechos que estão ruins, o cidadão ainda tem que enfrentar esperas na estrada.
Na verdade o pedágio é inconstitucional, pois todo cidadão tem o “direito fundamental de ir e vir”, como está nos “Direitos e Garantias Fundamentais”, da Constituição Federal de 1988, mais especificamente o inciso XV do artigo 5: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". O direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa que não é possível violar esse direito. Todo brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que significa que o pedágio vai contra a constituição.
Além disso, o pedágio é taxa, espécie tributária, então não pode ser cobrado por particular (concessionárias), conforme artigo 7º do Código Tributário Nacional, que diz que “a competência tributária e indelegável”.
Sem contar o fato de as estradas pertencerem ao povo, pois são “de uso comum do povo”(artigo 99, do código Civil). O estado não pode dar, conceder, o que não tem.
E já pagamos, incluso no valor da gasolina, o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) e parte dele é destinado às estradas, além do IPVA.
Precisamos cobrar dos detentores do poder, em quem votamos, ações contra tanta irregularidade.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
CADERNOS PEDAGÓGICOS
Por Luiz Carlos Amorim (escritor e editor – http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Tive acesso, recentemente, aos “Cadernos Pedagógicos” da rede municipal de ensino de São José, publicados em 2008 pela Secretaria Municipal de Educação. É uma coleção de quinze volumes, alguns mais encorpados, dependendo do tema, outros menos, com uma média de cem páginas para cada um. Partindo da Proposta Curricular do município, os Cadernos Pedagógicos foram elaborados com a colaboração dos professores da Rede Municipal de Escolas de São José. Grupos de educadores contribuíram com sua experiência nas salas de aula para discutir as práticas na Educação Infantil, Anos Iniciais, Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, abordando cada disciplina distintamente. Há um volume para cada tema: Português, Língua Estrangeira, História, Geografia, Matemática, Informática, Educação Física, Ciências, Filosofia, Artes. Há também um volume distinto para Educação Inclusiva, para Referência Pedagógicas para uma Abordam Multicultural, para Ensino Fundamental de Nove Anos, para Alfabetização e para Anos Iniciais.
Como se pode ver, é bem ampla a abrangência dos estudos realizados para proporcionar à Rede Municipal um documento que pode levar subsídios aos educadores no sentido de melhorar a qualidade do ensino público em São José.
Estudos valiosos, apresentando a experiência dos projetos realizados em sala de aula e os seus resultados, propondo a sua multiplicação. Como no caso do volume de Português, em que foi relatado.entre outros, um verdadeiro e completo trabalho de letramento, que resultou em projetos como “Encontro com a poesia”, que estudou poetas como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Mário Quintana, Henriqueta Lisboa, Olavo Bilac, Vinícius de Morais, Elias José, Thiago de Mello e outros.
Infelizmente, não vi, entre os nomes de autores dos textos usados, nenhum nome de escritor catarinense. Esse material deve estar indo para as escolas da rede municipal e vai servir de guia para aplicação das ações e projetos discutidas e então, provavelmente, pensar-se-á nos autores aqui da terra, que os temos às mancheias.
Então foi uma feliz constatação a descoberta destes Cadernos Pedagógicos, que me fazem lembrar da Proposta Curricular de Santa Catarina, a qual tive a pachorra de ler integralmente. Agora, comparando, vejo quão inferior é aquele proposta curricular do Estado. Um volume de menos de duzentas páginas, genérico, teórico, que fica menor ainda perto desses Cadernos Pedagógicos de São José. Que espero, sejam multiplicados pelo Estado.
Cadernos que devem chegar às mãos de todos os professores, para serem estudados em grupos, em horários apropriados, específicos e remunerados, para que possam ser a aplicados. (extraído do Jornal A Notícia)
Tive acesso, recentemente, aos “Cadernos Pedagógicos” da rede municipal de ensino de São José, publicados em 2008 pela Secretaria Municipal de Educação. É uma coleção de quinze volumes, alguns mais encorpados, dependendo do tema, outros menos, com uma média de cem páginas para cada um. Partindo da Proposta Curricular do município, os Cadernos Pedagógicos foram elaborados com a colaboração dos professores da Rede Municipal de Escolas de São José. Grupos de educadores contribuíram com sua experiência nas salas de aula para discutir as práticas na Educação Infantil, Anos Iniciais, Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, abordando cada disciplina distintamente. Há um volume para cada tema: Português, Língua Estrangeira, História, Geografia, Matemática, Informática, Educação Física, Ciências, Filosofia, Artes. Há também um volume distinto para Educação Inclusiva, para Referência Pedagógicas para uma Abordam Multicultural, para Ensino Fundamental de Nove Anos, para Alfabetização e para Anos Iniciais.
Como se pode ver, é bem ampla a abrangência dos estudos realizados para proporcionar à Rede Municipal um documento que pode levar subsídios aos educadores no sentido de melhorar a qualidade do ensino público em São José.
Estudos valiosos, apresentando a experiência dos projetos realizados em sala de aula e os seus resultados, propondo a sua multiplicação. Como no caso do volume de Português, em que foi relatado.entre outros, um verdadeiro e completo trabalho de letramento, que resultou em projetos como “Encontro com a poesia”, que estudou poetas como Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Mário Quintana, Henriqueta Lisboa, Olavo Bilac, Vinícius de Morais, Elias José, Thiago de Mello e outros.
Infelizmente, não vi, entre os nomes de autores dos textos usados, nenhum nome de escritor catarinense. Esse material deve estar indo para as escolas da rede municipal e vai servir de guia para aplicação das ações e projetos discutidas e então, provavelmente, pensar-se-á nos autores aqui da terra, que os temos às mancheias.
Então foi uma feliz constatação a descoberta destes Cadernos Pedagógicos, que me fazem lembrar da Proposta Curricular de Santa Catarina, a qual tive a pachorra de ler integralmente. Agora, comparando, vejo quão inferior é aquele proposta curricular do Estado. Um volume de menos de duzentas páginas, genérico, teórico, que fica menor ainda perto desses Cadernos Pedagógicos de São José. Que espero, sejam multiplicados pelo Estado.
Cadernos que devem chegar às mãos de todos os professores, para serem estudados em grupos, em horários apropriados, específicos e remunerados, para que possam ser a aplicados. (extraído do Jornal A Notícia)
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
LIVROS, EQUÍVOCOS E LANÇAMENTO DO EDITAL DA LEI GRANDO
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Tenho recebido e-mails e telefonemas de pessoas que têm lido o blog e estou feliz com a repercussão. Feliz e surpreso, pois não imaginava haver tanta gente ligada neste sítio. Vou transcrever o que uma amiga me enviou, pois ela revela outros gastos com livros que talvez não fossem os mais indicados para se comprar. Então, antes da compra milionária dos livros que foram recolhidos, já haviam sido feitas outras compras.
Essa Secretaria de Estado da Cultura parece ser especialista em comprar quantidades imensas de um mesmo livro – consequentemente de uma mesma editora. Por que será?
“Pois é, tanto São Paulo como SC, cometeram equívocos irreparáveis”, diz a minha amiga, “porque não lêem as obras antes de adquiri-las. Primeiro, se não lêem, não são leitores. Como teremos um Estado de leitores com dirigentes deste naipe? Só leitores fazem outros leitores. Gente que não lê não pode gerir a Educação.
Outra: Por que, tendo aqui no Estado cinco doutoras renomadas, altamente qualificadas, com notório saber, reconhecidas nacionalmente, estas não são chamadas para orientar os Projetos de Leitura da SE? Por que a Secretaria de Estado da Cultura não as chama, não as consulta? Os livros do Planeta Leitura, outro equívoco, são ruins, em sua maioria. (Minha amiga se refere ao projeto Planeta Leitura – Ziraldo e seus Amigos”, lançado há algum tempo pela Secretaria, que consistia na compra da coleção Ziraldo e seus Amigos, da Editora Melhoramentos, para alunos do primeiro grau da escola pública.)
Não entendo porque as pessoas qualificadas não são chamadas. Eliane Debus, Tânia Piacentini, Dirce Waltrick, Danúsia da Silva, Sueli Cagneti, estas especialistas deviam dar a consultoria para assuntos referentes à escolha de obras literárias. Elas têm que ser chamadas , caramba!!!!!
A Profa. Tânia Piacentini, inclusive, é votante da FNLIJ, a Instituição mais importante do país, no que diz respeito à indicação de obras apropriadas para crianças e jovens.
Gastaram uma fortuna com livros que serão escanteados sabe se lá para onde e, no entanto, essa gente não tem o tino de pagar por uma consultoria digna e segura, que evitaria um escândalo como este.”
Entendo perfeitamente a indignação, que não é só nossa. E já que estamos falando em livros comprados pelo Estado, aos milhares, transcrevemos a seguir o Edital da Cocali, que começa a cumprir, finalmente, a Lei Grando, ao selecionar dez obras para comprar 300 exemplares de cada por 50% do preço de capa:
Governo lança edital para aquisição de livros - 04/06/2009 – A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) abre na segunda-feira, dia 8 de junho, o período de inscrições para o Edital de Aquisição de Livros – COCALI. Promovido pelo Governo do Estado, o edital vai selecionar e adquirir obras de autores catarinenses ou residentes há mais de dez anos em Santa Catarina. Serão selecionadas até dez obras, que terão 300 exemplares de suas tiragens compradas e distribuídas para bibliotecas públicas municipais. As inscrições são gratuitas, e estarão abertas entre 08 e 26 de junho. “A aquisição e a distribuição de livros são de grande importância para a difusão da literatura catarinense. Com esse edital, o Estado atua como um mediador entre nossos autores e a população, que muitas vezes tem pouco ou nenhum acesso aos bens literários”, afirma a presidente da FCC, Anita Pires. Os autores poderão inscrever mais de uma obra, mas somente serão aceitas inscrições de livros publicados entre 2004 e 2009. Também é necessária a apresentação de documento assinado pela editora autorizando o desconto de 50% no preço de capa para aquisição pela FCC, caso a obra seja selecionada no edital. As obras inscritas serão avaliadas e selecionadas pela Comissão Catarinense do Livro (COCALI), composta nove membros, representantes da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Academia Catarinense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, União Brasileira de Escritores / Santa Catarina, Câmara Catarinense do Livro, além de um renomado escritor. Os exemplares encaminhados para análise não serão devolvidos e, após a divulgação do parecer final da COCALI, passarão a integrar o acervo da Biblioteca Pública de Santa Catarina. A seleção deverá ser concluída no prazo máximo de trinta dias, a contar da data de término das inscrições. Os títulos das obras selecionadas e os nomes de seus autores serão divulgados no site da Fundação Catarinense de Cultura (http://www.fcc.sc.gov.br/), onde também está disponibilizado o edital completo.
Tenho recebido e-mails e telefonemas de pessoas que têm lido o blog e estou feliz com a repercussão. Feliz e surpreso, pois não imaginava haver tanta gente ligada neste sítio. Vou transcrever o que uma amiga me enviou, pois ela revela outros gastos com livros que talvez não fossem os mais indicados para se comprar. Então, antes da compra milionária dos livros que foram recolhidos, já haviam sido feitas outras compras.
Essa Secretaria de Estado da Cultura parece ser especialista em comprar quantidades imensas de um mesmo livro – consequentemente de uma mesma editora. Por que será?
“Pois é, tanto São Paulo como SC, cometeram equívocos irreparáveis”, diz a minha amiga, “porque não lêem as obras antes de adquiri-las. Primeiro, se não lêem, não são leitores. Como teremos um Estado de leitores com dirigentes deste naipe? Só leitores fazem outros leitores. Gente que não lê não pode gerir a Educação.
Outra: Por que, tendo aqui no Estado cinco doutoras renomadas, altamente qualificadas, com notório saber, reconhecidas nacionalmente, estas não são chamadas para orientar os Projetos de Leitura da SE? Por que a Secretaria de Estado da Cultura não as chama, não as consulta? Os livros do Planeta Leitura, outro equívoco, são ruins, em sua maioria. (Minha amiga se refere ao projeto Planeta Leitura – Ziraldo e seus Amigos”, lançado há algum tempo pela Secretaria, que consistia na compra da coleção Ziraldo e seus Amigos, da Editora Melhoramentos, para alunos do primeiro grau da escola pública.)
Não entendo porque as pessoas qualificadas não são chamadas. Eliane Debus, Tânia Piacentini, Dirce Waltrick, Danúsia da Silva, Sueli Cagneti, estas especialistas deviam dar a consultoria para assuntos referentes à escolha de obras literárias. Elas têm que ser chamadas , caramba!!!!!
A Profa. Tânia Piacentini, inclusive, é votante da FNLIJ, a Instituição mais importante do país, no que diz respeito à indicação de obras apropriadas para crianças e jovens.
Gastaram uma fortuna com livros que serão escanteados sabe se lá para onde e, no entanto, essa gente não tem o tino de pagar por uma consultoria digna e segura, que evitaria um escândalo como este.”
Entendo perfeitamente a indignação, que não é só nossa. E já que estamos falando em livros comprados pelo Estado, aos milhares, transcrevemos a seguir o Edital da Cocali, que começa a cumprir, finalmente, a Lei Grando, ao selecionar dez obras para comprar 300 exemplares de cada por 50% do preço de capa:
Governo lança edital para aquisição de livros - 04/06/2009 – A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) abre na segunda-feira, dia 8 de junho, o período de inscrições para o Edital de Aquisição de Livros – COCALI. Promovido pelo Governo do Estado, o edital vai selecionar e adquirir obras de autores catarinenses ou residentes há mais de dez anos em Santa Catarina. Serão selecionadas até dez obras, que terão 300 exemplares de suas tiragens compradas e distribuídas para bibliotecas públicas municipais. As inscrições são gratuitas, e estarão abertas entre 08 e 26 de junho. “A aquisição e a distribuição de livros são de grande importância para a difusão da literatura catarinense. Com esse edital, o Estado atua como um mediador entre nossos autores e a população, que muitas vezes tem pouco ou nenhum acesso aos bens literários”, afirma a presidente da FCC, Anita Pires. Os autores poderão inscrever mais de uma obra, mas somente serão aceitas inscrições de livros publicados entre 2004 e 2009. Também é necessária a apresentação de documento assinado pela editora autorizando o desconto de 50% no preço de capa para aquisição pela FCC, caso a obra seja selecionada no edital. As obras inscritas serão avaliadas e selecionadas pela Comissão Catarinense do Livro (COCALI), composta nove membros, representantes da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Fundação Catarinense de Cultura, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Academia Catarinense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, União Brasileira de Escritores / Santa Catarina, Câmara Catarinense do Livro, além de um renomado escritor. Os exemplares encaminhados para análise não serão devolvidos e, após a divulgação do parecer final da COCALI, passarão a integrar o acervo da Biblioteca Pública de Santa Catarina. A seleção deverá ser concluída no prazo máximo de trinta dias, a contar da data de término das inscrições. Os títulos das obras selecionadas e os nomes de seus autores serão divulgados no site da Fundação Catarinense de Cultura (http://www.fcc.sc.gov.br/), onde também está disponibilizado o edital completo.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
SAIU O SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA DE JUNHO

Por Luiz Carlos Amorim (escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Está circulando e está no portal PROSA, POESIA & CIA, do Grupo Literário A ILHA, em Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia , a centésima nona edição da revista Suplemento Literário A ILHA, que marca o vigésimo nono aniversário do grupo e da publicação. São vinte e nove anos de divulgação da literatura catarinense e brasileira. Tanto o grupo como a revista, os mais perenes do gênero.
Para comemorar o aniversário, o lançamento do blog CRONICA DO DIA, a publicação da edição de junho do Suplemento Literário A ILHA e o lançamento do livro "FLECHA DOURADA", deste editor, a primeira incursão do mesmo pela literatura infantil, numa tiragem limitada das Edições A ILHA, na Feira Catarinense do Livro, em maio.
Nessa edição da revista, os leitores verão mais vezes o nome do editor assinando artigos, mas é que o cenário "cultural" do nosso Estado tem fervilhado (negativamente) e não dá pra deixar de registrar o que vem acontecendo. É o escândalo da compra de milhares de livros, ao valor de um milhão e meio de reais, pelo Estado, quando batalhamos por uma lei que deveria comprar apenas 300 exemplares de vinte e duas obras de escritores catarinenses a cada ano. Livros que estão sendo recolhidos, pois o conteúdo não é apropriado para os estudantes. Um milhão e meio de reais, dinheiro do contribuinte jogado fora.
Há ainda o convite da Câmara Riograndense do Livro, que elegeu Santa Catarina o Estado convidado da Feira do Livro de Porto Alegre deste ano, colocando à disposição de escritores e artistas catarinenses um estande gratuitamente. E nossos governantes nem ao menos se dignaram a responder. Telefonaram para lá aceitando, depois de passado o prazo, porque um escritor da terra denunciou num grande jornal. Mas ainda não repassaram o convite aos escritores ou à Câmara Catarinense do Livro.
Ainda nessa nova edição do Suplemento Literário A ILHA, assuntos como:
"Grupo A ILHA completa 29 anos de atividades",
"A Feira Catarinense do Livro em Florianópolis",
"O Menino de Porto Alegre", e crônicas de Mary Bastian, Enéas Athanázio, Maria de Fátima Barreto Michels, Célia Biscaia Veiga, Norma Bruno.
E ainda muita poesia, de poetas do Grupo Literário A ILHA, como Harry Wiese, Elsel Sant´Anna Brum, Cissa de Oliveira, Joel Rogério Furtado, Norma Bruno,Jurandir Schmidt, Aracely Braz e este blogueiro, de poetas de outros países, como Rosângela Borges, da Eslováquia, Teresinka Pereira, dos Estados Unidos, Nuno Rebocho, de Cabo Verde e Apolônia Gastaldi, de Portugal.
O Suplemento Literário A ILHA é, sem sombra de dúvida, a publicação literária mais perene do gênero em Santa Catarina. São vinte e nove anos de literatura.
Ao visitar o portal Prosa, Poesia & Cia, veja também a seção LITERARTE, com mais crônicas e mais poesia e muita informação literária e cultural, além das seções "Grandes Mestres da Poesia", "Livros on-line", "Literatura Infantil", "Escritores de Santa Catarina", 'Literatura para o Vestibular", "Entrevistas com Escritores", "Artigos sobre Literatura", e as antologias "Todos os Poetas", 'O Tema do Poema", "Feira de Contos", "Crônica da Semana", abertas à participação dos visitantes.
O Suplemento Literário A ILHA é, sem sombra de dúvida, a publicação literária mais perene do gênero em Santa Catarina e não conta com nenhuma ajuda “oficial”.
Está circulando e está no portal PROSA, POESIA & CIA, do Grupo Literário A ILHA, em Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia , a centésima nona edição da revista Suplemento Literário A ILHA, que marca o vigésimo nono aniversário do grupo e da publicação. São vinte e nove anos de divulgação da literatura catarinense e brasileira. Tanto o grupo como a revista, os mais perenes do gênero.
Para comemorar o aniversário, o lançamento do blog CRONICA DO DIA, a publicação da edição de junho do Suplemento Literário A ILHA e o lançamento do livro "FLECHA DOURADA", deste editor, a primeira incursão do mesmo pela literatura infantil, numa tiragem limitada das Edições A ILHA, na Feira Catarinense do Livro, em maio.
Nessa edição da revista, os leitores verão mais vezes o nome do editor assinando artigos, mas é que o cenário "cultural" do nosso Estado tem fervilhado (negativamente) e não dá pra deixar de registrar o que vem acontecendo. É o escândalo da compra de milhares de livros, ao valor de um milhão e meio de reais, pelo Estado, quando batalhamos por uma lei que deveria comprar apenas 300 exemplares de vinte e duas obras de escritores catarinenses a cada ano. Livros que estão sendo recolhidos, pois o conteúdo não é apropriado para os estudantes. Um milhão e meio de reais, dinheiro do contribuinte jogado fora.
Há ainda o convite da Câmara Riograndense do Livro, que elegeu Santa Catarina o Estado convidado da Feira do Livro de Porto Alegre deste ano, colocando à disposição de escritores e artistas catarinenses um estande gratuitamente. E nossos governantes nem ao menos se dignaram a responder. Telefonaram para lá aceitando, depois de passado o prazo, porque um escritor da terra denunciou num grande jornal. Mas ainda não repassaram o convite aos escritores ou à Câmara Catarinense do Livro.
Ainda nessa nova edição do Suplemento Literário A ILHA, assuntos como:
"Grupo A ILHA completa 29 anos de atividades",
"A Feira Catarinense do Livro em Florianópolis",
"O Menino de Porto Alegre", e crônicas de Mary Bastian, Enéas Athanázio, Maria de Fátima Barreto Michels, Célia Biscaia Veiga, Norma Bruno.
E ainda muita poesia, de poetas do Grupo Literário A ILHA, como Harry Wiese, Elsel Sant´Anna Brum, Cissa de Oliveira, Joel Rogério Furtado, Norma Bruno,Jurandir Schmidt, Aracely Braz e este blogueiro, de poetas de outros países, como Rosângela Borges, da Eslováquia, Teresinka Pereira, dos Estados Unidos, Nuno Rebocho, de Cabo Verde e Apolônia Gastaldi, de Portugal.
O Suplemento Literário A ILHA é, sem sombra de dúvida, a publicação literária mais perene do gênero em Santa Catarina. São vinte e nove anos de literatura.
Ao visitar o portal Prosa, Poesia & Cia, veja também a seção LITERARTE, com mais crônicas e mais poesia e muita informação literária e cultural, além das seções "Grandes Mestres da Poesia", "Livros on-line", "Literatura Infantil", "Escritores de Santa Catarina", 'Literatura para o Vestibular", "Entrevistas com Escritores", "Artigos sobre Literatura", e as antologias "Todos os Poetas", 'O Tema do Poema", "Feira de Contos", "Crônica da Semana", abertas à participação dos visitantes.
O Suplemento Literário A ILHA é, sem sombra de dúvida, a publicação literária mais perene do gênero em Santa Catarina e não conta com nenhuma ajuda “oficial”.
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terça-feira, 2 de junho de 2009
OS LIVROS RECOLHIDOS E A DESCULPA DO ESTADO
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com )
Sou obrigado a voltar ao assunto. Lembram do meu artigo sobre o escândalo dos 130.000 livros comprados pelo Estado, por um milhão e meio de reais e que depois foram recolhidos? Pois é, a história estava mal contada e continua sem explicações.
O Anexo de hoje, 2 de junho, traz uma matéria sobre a polêmica do recolhimento, pelo Estado, dos 130.000 livros que haviam sido comprados e distribuídos às escolas públicas de segundo grau.
Nessa mesma matéria, há a informação de que “a compra dos livros ocorreu por meio da lei que determina que o Estado adquira livros de autores da terra, selecionados pela Comissão Catarinense do Livro, para bibliotecas municipais catarinenses.”
Há que se esclarecer alguns pontos sobre essa afirmação. Primeiro, a lei Grando, que é a lei mencionada, não foi cumprida até agora, apesar de ter sido promulgada há quase vinte anos. Segundo, para comprar livros através dela é necessário que se publique o edital para seleção dos livros a serem comprados. E o edital ainda não saiu, está para ser publicado pela Fundação Catarinense de Cultura, por esses dias, segundo informação da Assessora de Imprensa da FCC,por e-mail. Terceiro, o edital é para aquisição de 300 (trezentos) exemplares de cada obra selecionada e não 130.000 (cento e trinta mil).
Como já perguntei em outro artigo, desde quando o Estado compra livro indicado para o Vestibular para cada um dos alunos do segundo-grau da escola pública catarinense?
De quem partiu a idéia de comprar essa quantidade imensa de exemplares de uma mesma obra, sem ao menos ler a obra para saber se era apropriada, provocando o recolhimento e transformando em pó um milhão e meio de reais, dinheiro tirado do imposto suado pago pelo cidadão catarinense? Quem autorizou esse gasto? E a tal licitação, que foi citada pela Secretaria de Estado da Cultura em todos os jornais, há alguns dias, dá a idéia de que havia pelo menos três editoras publicando e vendendo o livro, o que não é verdade. A editora é uma só.
Então toda essa história está muito mal contada. Usar a Lei Grando como desculpa não está colando.
Quem se habilita a contar a verdadeira história?
Sou obrigado a voltar ao assunto. Lembram do meu artigo sobre o escândalo dos 130.000 livros comprados pelo Estado, por um milhão e meio de reais e que depois foram recolhidos? Pois é, a história estava mal contada e continua sem explicações.
O Anexo de hoje, 2 de junho, traz uma matéria sobre a polêmica do recolhimento, pelo Estado, dos 130.000 livros que haviam sido comprados e distribuídos às escolas públicas de segundo grau.
Nessa mesma matéria, há a informação de que “a compra dos livros ocorreu por meio da lei que determina que o Estado adquira livros de autores da terra, selecionados pela Comissão Catarinense do Livro, para bibliotecas municipais catarinenses.”
Há que se esclarecer alguns pontos sobre essa afirmação. Primeiro, a lei Grando, que é a lei mencionada, não foi cumprida até agora, apesar de ter sido promulgada há quase vinte anos. Segundo, para comprar livros através dela é necessário que se publique o edital para seleção dos livros a serem comprados. E o edital ainda não saiu, está para ser publicado pela Fundação Catarinense de Cultura, por esses dias, segundo informação da Assessora de Imprensa da FCC,por e-mail. Terceiro, o edital é para aquisição de 300 (trezentos) exemplares de cada obra selecionada e não 130.000 (cento e trinta mil).
Como já perguntei em outro artigo, desde quando o Estado compra livro indicado para o Vestibular para cada um dos alunos do segundo-grau da escola pública catarinense?
De quem partiu a idéia de comprar essa quantidade imensa de exemplares de uma mesma obra, sem ao menos ler a obra para saber se era apropriada, provocando o recolhimento e transformando em pó um milhão e meio de reais, dinheiro tirado do imposto suado pago pelo cidadão catarinense? Quem autorizou esse gasto? E a tal licitação, que foi citada pela Secretaria de Estado da Cultura em todos os jornais, há alguns dias, dá a idéia de que havia pelo menos três editoras publicando e vendendo o livro, o que não é verdade. A editora é uma só.
Então toda essa história está muito mal contada. Usar a Lei Grando como desculpa não está colando.
Quem se habilita a contar a verdadeira história?
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
FLORIPA: SEM COPA EM 2014
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Florianópolis não foi uma das capitais escolhidas para receber jogos da Copa de 2014. Surpresa? Não vejo nenhuma. A cidade não está preparada, está devagar demais com as obras de reestruturação, ficou esperando ser escolhida para então receber recursos e começar pra valer a trabalhar na infra-estrutura que precisa ter e assim recepcionar o grande evento e os turistas.
Quando dizem que a maior culpa da não participação de Florianópolis na Copa de 2014 é dos políticos, não é à toa. Na verdade, a cúpula política da cidade estava louca para receber os recursos para realizar grandes obras e poder colocá-las nos seus currículos. Obras que são necessárias à cidade, mas para eles o importante era assumir a realização.
Uma pesquisa feita por órgão de Brasília, divulgada há pouco tempo, revelava que Florianópolis é a capital que apresenta pior condição de mobilidade. E, para piorar ainda mais, o nosso prefeito e donos de empresas de ônibus (que é mais ou menos a mesma coisa) fizeram questão de não fazer nenhuma proposta decente nas tentativas de negociação dos trabalhadores do transporte público, obrigando-os a entrar em greve. Claro, o poder público e os patrões fazem de tudo para que haja greve, pois assim o povo culpa os trabalhadores e eles ficam de mártires, ficam “exaustos” de tentar negociar e lavam as mãos, porque já tentaram tudo. Aí a imagem da cidade ficou ainda pior.
Um dos fatores que pesou na não escolha da nossa capital foi justamente o trânsito e a falta de estrutura do transporte coletivo. Então nada de colocar a culpa na população, com a desculpa de que “não apoiaram a candidatura da cidade”. Nós, cidadãos, já pagamos os impostos que constituem os recursos para as obras que deveriam estar sendo feitas, independente da Copa.
Quando da visita da FIFA, para vistoria da cidade, havia muitos projetos, mas nada de concreto. Nem o aeroporto é apropriado. Será que pensaram que aquela ampliação meia-boca da sala de espera ia impressionar? E sem investidores para o novo estádio, quem garante que ele sairia em tempo hábil?
Os nossos “políticos” precisam aprender que não se ganha antes para se fazer depois. Quem dera aprendam. Porque por causa deles, quem perdeu foi a cidade.
Florianópolis não foi uma das capitais escolhidas para receber jogos da Copa de 2014. Surpresa? Não vejo nenhuma. A cidade não está preparada, está devagar demais com as obras de reestruturação, ficou esperando ser escolhida para então receber recursos e começar pra valer a trabalhar na infra-estrutura que precisa ter e assim recepcionar o grande evento e os turistas.
Quando dizem que a maior culpa da não participação de Florianópolis na Copa de 2014 é dos políticos, não é à toa. Na verdade, a cúpula política da cidade estava louca para receber os recursos para realizar grandes obras e poder colocá-las nos seus currículos. Obras que são necessárias à cidade, mas para eles o importante era assumir a realização.
Uma pesquisa feita por órgão de Brasília, divulgada há pouco tempo, revelava que Florianópolis é a capital que apresenta pior condição de mobilidade. E, para piorar ainda mais, o nosso prefeito e donos de empresas de ônibus (que é mais ou menos a mesma coisa) fizeram questão de não fazer nenhuma proposta decente nas tentativas de negociação dos trabalhadores do transporte público, obrigando-os a entrar em greve. Claro, o poder público e os patrões fazem de tudo para que haja greve, pois assim o povo culpa os trabalhadores e eles ficam de mártires, ficam “exaustos” de tentar negociar e lavam as mãos, porque já tentaram tudo. Aí a imagem da cidade ficou ainda pior.
Um dos fatores que pesou na não escolha da nossa capital foi justamente o trânsito e a falta de estrutura do transporte coletivo. Então nada de colocar a culpa na população, com a desculpa de que “não apoiaram a candidatura da cidade”. Nós, cidadãos, já pagamos os impostos que constituem os recursos para as obras que deveriam estar sendo feitas, independente da Copa.
Quando da visita da FIFA, para vistoria da cidade, havia muitos projetos, mas nada de concreto. Nem o aeroporto é apropriado. Será que pensaram que aquela ampliação meia-boca da sala de espera ia impressionar? E sem investidores para o novo estádio, quem garante que ele sairia em tempo hábil?
Os nossos “políticos” precisam aprender que não se ganha antes para se fazer depois. Quem dera aprendam. Porque por causa deles, quem perdeu foi a cidade.
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