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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 23-29.01.2022



        Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 41 anos em 2021. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Semana de trabalho: a revista ESCRITORES DO BRASIL, edição de fevereiro foi concluída e está no ar, para iniciar o ano literário no Brasil. São 80 páginas de muita prosa e muita poesia, muita informação literária e cultural. Leia gratuitamente na página do Grupo Literário A ILHA no Facebook, em Destaques. Terminei de ler mais dois livros e vi dois ou três filmes, também. O friozinho continua, mas com sol, com céu de brigadeiro e aquela luz única em conluio com o espelho do Tejo. Também inventei um pão novo, de atum com cebolas caramelizadas, que ficou muito bom. E a semana passou numa velocidade incrível.

No domingo, não fomos no Rio, fiquei trabalhando na editoração da revista ESCRITORES DO BRASIL. Fizemos um bacalhau assado com batatas ao murro e trabalhei o dia inteiro. Na segunda, vovó trouxe o Rio para ficar conosco, que papai e mamãe estravam às voltas com muito trabalho, a produção do concerto RUA DAS PRETAS no Coliseu do Porto. Brincamos um bocado, vovó fez uma almoço delicioso e depois brincamos mais um tanto, que Rio não quis dormir o soninho da tarde. Voltamos quase noitinha para a casa dele. Brincamos mais na casa dele, ele subiu em mim e me amassou bastante, eu deitado no chão do quarto dele e ele me escalando. Também subiu na minha perna levantada, eu deitado e a perna esquerda cruzada sobre a direita. Ele  conseguiu subir e se equilibrar várias vezes. Na terça, papai e mamãe viajaram para o Porto e vovó veio com o Rio buscar o vovô, para ficarmos com o Rio na casa dele. Ficamos com ele de terça até quinta. Na quarta, acordamos quase cedo e fomos fazer o pequeno almoço na Paula, perto da casa do Rio, uma amiga muito querida que tem um café e faz uma tosta mista fabulosa. Rio também gosta dos pastéis de nata e do chocolate quente que ela faz para ele. Depois pegamos o metro e fomos para o zoológico de Lisboa. Todo mundo de máscara, até o Rio usou em toda a viagem de metro, que é rápida, só uns dez minutinhos. Ficamos mais de duas horas no zoo, andamos por ele todo, que é enorme e vimos todos os animais. Só não conseguimos ver o lince, que acho que estava escondido ou entocado. Rio adorou a girafa, os tigres alaranjados, tradicionais, e os tigres brancos. Também gostou dos elefantes, da onça, das zebras, dos hipopótamos, dos macacos de vários tipos, dos pinguins, dos pássaros, principalmente das araras coloridas. Também não vimos o leão ou não encontramos o lugar dele, não lembro. Paramos para o Rio fazer um lanchinho de biscoito e morangos e depois continuamos. Os pelicanos também agradaram o Rio, mas os flamingos, em um grande grupo, fazendo muito barulho ele não gostou muito, acho que por causa do ruído que fazem, muito alto. Mas eles são belíssimos. Não havia o show de golfinhos e da baleia, no tanque que há no zoo, por causa da pandemia, nem o show de pássaros. Uma pena. Muitos espaços vazios, infelizmente. Mas o zoo está bem cuidado. Lá pelas duas voltamos e almoçamos. Acho que o Rio não dormiu à tarde, então à noite lá pelas nove e pouco já estava abrindo a boca, mas foi dormir um pouquinho mais tarde do que devia.

Na quinta, acordamos quase cedo e vovó fez uma tosta para o Rio no pequeno almoço.  Depois, enquanto Rio via uns desenhos com vovô, vovó foi fazer o almoço, que papai e mamãe chegariam no  início da tarde do Porto. Papai e mamãe chegaram mortos de cansados, mas o concerto Rua das Pretas no Coliseu do Porto foi um sucesso. Está gravado mais um episódio de mais uma série RUA DAS PRETAS para a RTP TV. Na sexta, Rio ficou na casa da vovó e do vovô durante a tarde e à noite  levamos ele para a casa dele, para o jantar, com visitas. No sábado, Rio ficou com a mamãe e com o papai.

A pandemia, infelizmente, continua se agravando, com grande aumento de casos e de mortes, também, na semana que se encerrou. O Brasil recebeu na segunda mais 1,8 milhão de doses pediátricas da vacina contra a Covid-19 da Pfizer. Esse é o último lote previsto para o mês de janeiro. Em fevereiro, o governo espera receber cerca de 7 milhões de doses do imunizante.

O impacto do fechamento de escolas e universidades causado pela covid-19 é imenso e suas consequências ainda não são totalmente conhecidas, afirma pesquisa da Unicef, Unesco e Banco Mundial.  Apesar da pandemia afetar 1,6 bilhão de estudantes em todo o mundo, os efeitos não foram iguais para todos — no Brasil, com o abandono da educação pelos nossos desgovernantes, mais crianças e jovens estão se evadindo da escola e a qualidade do ensino é cada vez menor.

Na quarta, o Brasil registrou o maior número de estados sob alerta crítico na ocupação de leitos de UTI para Covid-19 desde junho de 2021, informou a Fiocruz. As altas taxas foram verificadas entre 17 e 24 de janeiro. Seis estados e o Distrito Federal têm 80% ou mais dos leitos intensivos ocupados. A ministra Rosa Weber, do STF, determinou um prazo de cinco dias para o secretário Helio Angotti Neto, de Ciência, Tecnologia, Inovação do Ministério da Saúde, explicar a nota técnica contra as vacinas contra a Covid-19 e a ciência. Contrariando a OMS e a comunidade científica, a secretaria publicou uma nota afirmando que os imunizantes não têm demonstração de segurança e  também afirma que a hidroxicloroquina demonstrou segurança como uma tecnologia de saúde para a Covid – o que não tem respaldo científico. Depois de quase dois anos, continua a campanha contra as vacinas e a favor de fármaco que comprovadamente não é indicado para a covid. E o presidanta continua lá, sem ninguém fazer nada a respeito.

Na quinta, nova portaria do governo atualiza medidas de prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão da Covid-19 em ambientes de trabalho. Ministério da Saúde volta a pedir que "pais procurem recomendação prévia" antes da vacinação de crianças contra Covid — especialistas são contra a orientação.

Na sexta, a  Anvisa aprovou a venda de autotestes de Covid-19 no Brasil. A decisão não tem efeito imediato: cada empresa interessada em comercializar sua versão do produto precisa pedir o registro junto à agência, que vai analisar cada solicitação. A Anvisa informou também que espera ter os primeiros produtos aprovados em fevereiro.

No sábado, o ministranta da saúde sai com mais uma pérola: Em entrevista ao jornal O Globo, Marcelo Queiroga afirmou que deseja que a história o defina “como o homem que acabou com a pandemia”. Há mais de dez meses na gestão da pasta, só puxou o saco do chefe, o presidanta de plantão e, consequentemente, fez e falou um monte de caca. Além de um péssimo ministro e péssimo médico, também, ele é um bom comediante. Seria para rir, mas é de chorar. Inacreditável.

Pela primeira vez desde o início da pandemia, o Brasil atingiu mais de 1 milhão de pessoas contaminadas pela covid-19 no período de uma semana. Foram 1.305.447 registros, 39% a mais em relação à semana anterior, que acumulou 933.452 casos entre 16 e 22 de janeiro. No  sábado, foram 179.816 novas infecções registradas. E notem que é um resultado de sábado, quando as subnotificações são muito maiores, pois as secretarias de saúde dos estados não funcionam ou funcionam precariamente. O aumento de casos reflete os efeitos da expansão da variante Ômicron pelo país, que também incide sobre o número de óbitos. Neste sábado, com subnotificação enorme e tudo, foram registradas 640 mortes.

Precisamos continuar cuidando. E muito. Os hospitais estão começando a ficar no limite.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 16-22.01.2022

 

Rio e vovó na Estufa Fria de Lisboa


       Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 41 anos em 2021. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

 

Semana das mais frias em Portugal. Aproveitei para terminar a preparação do material para a editoração da edição de fevereiro da revista Escritores do Brasil. Na próxima semana ela estará pronta. Li um pouco, escrevi um pouco também, vi seriados de humor e um ou outro filme e nos divertimos muito com o Rio.

No domingo não fomos na casa do Rio, pois estava muito frio e ficamos com o Rio alguns dias na semana anterior, então papai e mamãe ficaram curtindo o filhote. Na segunda, saímos todos, fomos aos jardins do Príncipe Real para brincar no parquinho com o Rio e ele se esbaldou. Depois almoçamos num restaurante da Avenida da Liberdade e comemos uns bitoques, que eu não havia experimentado ainda: um bife com ovo e batatas fritas. Gostei muito. Também bebemos um chá de limão, bem quentinho, de casca de limão siciliano. Uma delícia que a gente também não conhecia. Depois fomos à Rua das Pretas, não o concerto de maior sucesso de Lisboa, mas a rua de verdade, para levar meu computador que estava com o botão de ignição sem funcionar e eu não podia escrever nada, nem trabalhar na revista Escritores do Brasil. Felizmente, a oficina técnica que eu já conhecia, porque já havia precisado dos seus serviços, fez o concerto no mesmo dia e à noite eu já estava habilitado a escrever de novo. Na terça, a gente também não foi não no Rio, fiquei em casa recuperando o tempo perdido sem computador nos dois dias anteriores. Também fiz Bayleis, para tomar com café, que neste friozão cai muito bem. Na quarta, vovó trouxe o Rio para passar o dia na casa da vovó e do vovô. Almoçou conosco e a sobremesa (mememesa) foi melancia, fruta que ele adora. Brincou muito, lemos juntos e depois ele tirou um soninho. À noitinha, fomos jantar na casa dele. Aí brincamos mais um bocado, lemos outros livros, fizemos mais bagunça. Então ele tomou um banho gostoso para ir nanar e nós voltamos para casa. Na quinta, fomos jantar na casa do Rio e ele tinha visitas. Brincamos muito, inclusive ele queria brincar de cavalinho na minha perna, mas não conseguiu subir nela. Eu estava deitado no chão, no quarto dele, então ele passeou em cima de mim, me amassou bastante e rimos um bocado.  Na sexta, só a vovó foi lá no Rio e voltou depois do almoço, na hora em que ele tira o soninho da tarde, mas soubemos que ele não dormiu, enrolou a mãe dele e ficou acordado. Mas à noite, antes da horinha de nanar ele já estava dormindo. No sábado, fomos com o Rio no parquinho do Eduardo Sétimo. Depois de brincar bastante, fomos à Estufa Fria de Lisboa, ali do ladinho do Eduardo Sétimo. Jardim belíssimo por fora, com lago e tudo e por dentro, jardins com muitas árvores, inclusive brasileiras, lagos, grutas, pontes, túneis, uma beleza só. Rio adorou, subiu e desceu um monte de escadas, até colocou a mão num laguinho bem pequeno dentro de uma gruta. Quando voltamos para a casa da vovó e do vovô, ele almoçou e depois tirou um soninho bem gostoso, que estava cansado. Então, à noitinha, voltamos para a casa dele, super bem agasalhados.

E a pandemia vai se agravando, de novo. Número de casos aumentado, por causa da variante ômicron, número de mortes também e hospitais  lotados. Não é o começo de ano que a gente esperava. Na segunda, começou em todo o país a campanha de vacinação infantil contra a Covid para crianças de 5 a 11 anos. Com quantidade de doses pequena, mas começou. Em Lucena, na região metropolitana de João Pessoa, a equipe técnica da Secretaria de Estado da Saúde comprovou erros na aplicação de vacinas em pelo menos 49 crianças que receberam doses para adultos, sendo 36 com doses vencidas e 13 dentro do prazo de validade.

Os brasileiros beberam mais e engordaram no primeiro ano da pandemia, segundo um estudo publicado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde. O levantamento mostrou que casos de hipertensão e diabetes dispararam. Mais um ponto de atenção é a redução do percentual da população que realiza atividades físicas. O único destaque positivo, segundo o levantamento, foi no número de fumantes, que caiu durante o período da pandemia chegando a 6,7% da população adulta.

Pela primeira vez, na quarta, o Brasil registrou mais de 200 mil casos conhecidos de Covid-19 em 24 horas. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 100.322 - a maior marca registrada até aqui, superando pela primeira vez o patamar de 100 mil diagnósticos diários. A Anvisa decidiu adiar a decisão sobre a liberação da venda de testes rápidos de Covid-19 para que a população possa realizar o exame em casa, os chamados autotestes. A agência afirmou que precisa de mais dados do Ministério da Saúde.

Na quinta, A Anvisa autorizou a aplicação da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, mas incluiu um veto ao uso em pessoas com baixa imunidade. Alguns pontos de destaque da decisão: Não pode ser aplicada em imunossuprimidos; Aplicação está liberada para público com outras comorbidades;
Imunização será em duas doses, aplicadas com intervalo de 28 dias; Vacina é a mesma usada em adultos, sem adaptação para versão pediátrica.

Na sexta, cartões falsificados, usados para acessar locais onde é necessário comprovar a vacinação contra a Covid-19, foram flagrados sendo vendidos por até R$ 200 em plena luz do dia no Rio. Os flagrantes aconteceram em pelo menos dois pontos da cidade. No Centro, com uma câmera escondida, a equipe de reportagem filmou o vendedor negociando o comprovante de vacinação

 Uma nota técnica do Ministério da Saúde traz uma contradição sobre o uso da cloroquina no tratamento contra a Covid-19. Na página 13, em trecho sobre os elementos técnicos e científicos das diretrizes terapêuticas, o documento rejeita o uso da substância. “Recomendamos não utilizar hidroxicloroquina/cloroquina, isolada ou em associação com azitromicina, em pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19 em tratamento ambulatorial”, orienta o Ministério da Saúde. “A cloroquina e a hidroxicloroquina não devem ser utilizadas, independentemente da via de administração (oral, inalatória ou outras)”, acrescenta. Mais à frente, porém, na página 25, ao tratar de estudos feitos sobre a eficácia dos procedimentos analisados contra a Covid-19, o Ministério da Saúde afirma que há demonstração de efetividade da cloroquina e que não há a mesma demonstração a respeito da vacina. Ainda isso, o governo indicando um fármaco que comprovadamente não pode ser usado contra a covid. Quando isso vai parar? O que precisamos é que todos se vacinem.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 09-15.01.2022

   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 41 anos em 2021. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br


Semana complicada, essa, quando a pandemia volta fica mais forte com a variante ômicron, aumentando número substancialmente número de casos por dia, com novos recordes e também número de mortes. Trabalhei bastante na revista ESCRITORES DO BRASIL, também no meu livro de viagem. Li um pouco, escrevi outro tanto e assisti um ou outro dos novos filmes que estão no cinema, mas assisti em casa. Continuo vendo o noticiário brasileiro e internacional, não é o melhor programa, mas é preciso saber como as coisas vão andando.

E continuo morando em Lisboa, para ficar perto do neto. No domingo ficamos em casa, que estávamos cansados do passeio do sábado, quando andamos dezoito quilômetros até Belém e voltamos. Na segunda fomos jantar com o Rio um bacalhau a Brás que a mãe dele fez, uma delicia. E brincar um pouco com ele, claro. Brincamos de esconder, lemos um pouco juntos, coisa que fazemos sempre. Rio adora ler um livro e a gente lê com ele. Na terça também fomos visitar o Rio, que a gente não consegue ficar muito tempo longe dele. Na quarta ele veio visitar fofó e fofô, que ele adora vir aqui e almoçou a comidinha da vovó. Mamãe também veio e almoçou conosco. Na quinta pegamos o Rio e passeamos com ele pelo príncipe Real. Apesar do frio, Rio e vovó tomaram um sorvete de polpa de cacau e ele brincou muito no parquinho. Depois fomos ao miradouro do Príncipe Real e Rio olhou a cidade  pelo binóculo que há lá e gostou muito. Na sexta, vovó foi lá brincar um pouco com o Rio e passearam no parque da Estrela. Depois saímos para fazer compras. Os saldos de fim de ano que vão até março foram liberados no dia dez. Muito preço bom, mas vai ficar ainda melhor. No sábado, fomos para a casa do Rio para ficar com ele, pois mamãe e papai viajam para o Porto, para começar a produção do concerto Rua das Pretas no Coliseu de lá. Antes de todo mundo ir dormir, fizemos  uma cuca alemã de amora (aqui, framboesa) e mirtilo. Rio ajudou.

E pandemia vai ficando pior, infelizmente, de novo. Muito mais casos, a cada dia, embora no Brasil os números pareçam baixos, mas há muita subnotificação, devido ao apagão por causa da “invasão de hackers” no SUS. Quem quiser que acredite que esse apagão não foi provocado. O Ministério da Saúde anunciou na segunda que o período de isolamento para pessoas recém-recuperadas de Covid passa a ser menor, diminuindo de 10 para 5 dias para pessoas que estão sem sintomas respiratórios e que tenham resultado negativo para teste PCR ou de antígeno. Além disso, o ministério vai pedir à Anvisa uma autorização para o uso de autoteste no Brasil. Outros países já utilizam esse teste para agilizar o diagnóstico da doença. Atualmente, a venda do autoteste não é liberada no nosso país. Mais cedo, o ministranta da saíude, Queiroga, disse também que a Pfizer antecipará 600 mil doses da vacina pediátrica contra a Covid. Não é muito pouco, não? Vai acontecer o que aconteceu com a vacina para adultos, que começou e parou por falta da compra de doses?

O mundo registrou, na terça, pela 1ª vez mais de 3 milhões de casos de Covid em apenas 24 horas. É o quarto recorde diário nos últimos 8 dias. Essa explosão de infecções é impulsionada pela variante ômicron. Mais transmissível, a variante pode contaminar metade dos europeus até março, segundo alerta da OMS.

A variante ômicron segue avançando assustadoramente no Brasil e no mundo. Um levantamento do Instituto Todos pela Saúde apontou a presença da variante em 98,7% dos mais de 3 mil testes positivos coletados entre 2 e 8 de janeiro, em 24 estados e no DF. Em SP, o número de internados por Covid dobrou e levou o governo a recomendar limitação de público a 70% em estádios e eventos Além disso, a Anvisa recomendou o cancelamento da temporada de cruzeiros no país. Já não era sem tempo. Os testes para diagnosticar a Covid podem acabar por falta de insumos, segundo alerta da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica. A recomendação da entidade é priorizar pacientes graves. Enquanto isso, a Anvisa aguarda documentos do Ministério da Saúde para liberar os autotestes.

Em nota técnica divulgada na quinta, o Observatório Covid-19 Fiocruz trouxe um alerta para o aumento da ocupação de leitos UTIs no Sistema Único de Saúde (SUS). No documento, os pesquisadores destacam, ainda, que é preciso: 1 - reorganizar a rede de serviços de saúde, para dar conta dos desfalques de profissionais afastados; 2 - garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes com uso, por exemplo, da telemedicina; 3 - e seguir vacinando a população. O mundo registrou 3,6 milhões de casos de Covid em 24 horas e bateu um novo recorde. Os Estados Unidos seguem liderando o ranking de novas infecções (894 mil em 24h), mas a alta desta vez foi impulsionada pela Índia, que registrou seu maior número diário de casos da pandemia (442 mil).

Um menino indígena de 8 anos foi a primeira criança vacinada contra a Covid no Brasil, na sexta. Davi Seremramiwe Xavante recebeu a dose durante um ato simbólico em São Paulo. Nesta primeira fase, a vacinação será apenas para crianças com algum tipo de comorbidade ou deficiência, além de indígenas e quilombolas. Não será necessário apresentar receita médica. Há exato um ano, o Brasil viveu um dos momentos mais dramáticos e tristes de toda a pandemia: a crise do oxigênio no Amazonas. Até hoje, ninguém foi responsabilizado pelo caos sanitário que deixou mais de 60 mortos.

A Pfizer deve pedir o registro do medicamento Paxlovid, pílula antiviral contra a covid-19, na Anvisa nas próximas semanas. A presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, explica que o medicamento tem 90% de eficácia em pacientes de alto risco com sintomas de covid, para que sejam evitadas a forma grave da doença e a morte.
Então a pandemia está mais forte e precisamos cuidar mais, por conseguinte. Voltemos para a máscara (eu nunca deixei de usar), álcool gel e distanciamento físico.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

DIA DO LEITOR, MÊS DO LEITOR

 


            Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras, Editor das Edições A ILHA e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 41 anos de trajetória. Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br 


O leitor também tem o seu dia. O dia 7 de janeiro é o dia Nacional do Leitor, dia para homenagearmos nossos parceiros, sem os quais não existiríamos. Eu nem sabia que existia este dia, mas gosto da ideia, pois é mais um dia no qual podemos aproveitar para refletir sobre o acesso à leitura por parte de todas as camadas da população. Aliás, por que não um mês? Janeiro, o mês do leitor. Um mês para lembrarmos dos leitores, incentivarmos a leitura, trabalharmos para possibilitarmos aos leitores em formação o hábito da leitura.

Infelizmente, o número de leitores parece não ter a tendência de crescer, apesar do confinamento durante a pandemia, que fez com que tivéssemos mais tempo para ler. Lemos mais, sim, no período que ficamos em casa, mas a julgar pela qualidade do nosso ensino, da nossa educação, que vem proporcionando cada vez menos que os leitores em formação saiam dos primeiros anos do primeiro grau gostando de ler, essa tendência terá sido passageira. Até porque o ensino, no Brasil, que já estava ruim, está ainda pior com dois anos perdidos durante a pandemia, 2020 e 2021, com as escolas fechadas.  

Os estudantes do ensino fundamental estavam chegando ao terceiro, quarto ano sem saber, efetivamente, ler e escrever. O que será agora, depois de dois períodos escolares sem aulas? Nossas escolas públicas estavam, literalmente, caindo aos pedaços, os professores não eram suficientemente qualificados e também nunca foram pagos condignamente. E as próprias modificações que o poder público fez, até agora,  na educação – como mudar a maneira de alfabetizar as crianças, aumentar o prazo para que as crianças sejam alfabetizadas, tentando legalizar a falência do ensino, e transformar as 13 ou mais disciplinas do ensino fundamental e médio em apenas quatro áreas, numa óbvia tentativa de diminuir o conteúdo curricular, diminuíram ainda mais a qualidade que já era ruim. E com o atraso de dois anos na vida escolar de nossos estudantes, o que será daqui pra frente?

Então nossos leitores em formação não são levados, infelizmente, a ter o hábito e o gosto pela leitura, com algumas exceções, pois conheço professores que fazem um trabalho excepcional neste sentido, de dedicação e superação. A qualidade da educação brasileira tem que mudar, tem que ser repensada, o ensino fundamental e médio tem que ser olhado com mais carinho, com mais dedicação, com mais responsabilidade pelos nossos “governantes”, que parecem querer que o povo seja mais ignorante, para que não reivindiquem seus direitos. A educação tem que ser resgatada em nosso país, mas com o governo que está aí isso parece bem difícil.

A leitura abre as portas do conhecimento, da imaginação, da criatividade. A leitura abre as portas para o nosso futuro. Precisamos trabalhar para que mais e mais brasileiros tenham acesso ao livro, não só no sentido de fazer com que eles adquiram a capacidade e o gosto pela leitura, mas que possam comprar livros, esse produto que ainda é caro para a maior parte da população, ainda que usufrua de algumas isenções. Ainda bem que agora temos muitos títulos que podem ser acessados gratuitamente na internet e que podem ser lidos até no celular.

Você, que pode comprar livros, não os deixe guardados em prateleiras ou gavetas. Troque-os, doe-os, empreste-os. Você, que tem livros em pdf ou endereços onde se pode conseguir livros on line, passe-os adiante. É assim, também dessa maneira, que podemos fazer a nossa parte e colaborar para que aumente o número de leitores neste nosso imenso Brasil. É assim que podemos dar oportunidades a todos os leitores. Se cada um de nós fizer um pouquinho, o resultado geral pode ser bem animador.

Nossa homenagem aos leitores de qualquer gênero, de qualquer idade, de qualquer lugar. Continuem a ler e incentivem a leitura. Leiam livros para crianças desde a mais tenra idade, leia livros com as crianças, que elas crescerão gostando de livros. E viva o leitor em formação.

 

domingo, 2 de janeiro de 2022

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 26.12.2021-01.01.2022

   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 41 anos em 2021. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br


A semana de passagem de 2021 para 2022 foi agitada. Tempo oscilando,  trabalhamos para preparar a festa para a virada, mas sem sair muito por aí. Fomos ao supermercado, para não deixar de preparar o porco assado, a lentilha, etc. No mais, só fomos até a casa do Rio e voltamos. Andamos pouco. Estou lendo um novo livro, A Garota do Lago, estou trabalhando no meu novo livro de viagens e começo a trabalhar na nova edição da revista ESCRITORES DO BRASIL. Não assisti muita televisão, mas vi um ou dois filmes e um pouco do noticiários português, brasileiro e de outros países.

Aqui em Portugal as medidas foram no sentido de prevenir o alastramento da ômicron, embora mesmo assim os números de novos casos aumentem vertiginosamente. O números de mortes não aumentou muito e a grande maioria das pessoas que morreram ou estão nas UTIs são aquelas que não tomaram a vacina. Infelizmente. Aqui é preciso teste para entrar em restaurantes e em qualquer evento. E o uso de máscara é obrigatório em locais fechados, inclusive transportes. Mas na Ilha da Madeira liberaram tudo e, além disso, ou por causa disso, havia onze navios de cruzeiro no Ilha na passagem do ano, com dezenas de milhares de turistas circulando. Estão insistindo nos cruzeiros, apesar de ser impensável juntar milhares de pessoas num local fechado como um navio, sem a possibilidade de sair dele a qualquer momento. É um risco inclusive para o continente, pois há fluxo constante entre as ilhas e o continente. Perigo dobrado para Portugal.

Rio ficou mais tempo esta semana com os pais e ele se diverte. Ficou acordado até a hora da virada, no dia 31 de dezembro. Adorou comemorar e só foi dormir no dia primeiro de janeiro de 2022. Um sopro de alegria que faz a gente feliz também. Uma ótima maneira de entrar no novo ano, entrar levados pelas mãos do Rio.

Por isso, a ordem neste início do novo ano é esperança. Precisamos combinar com o Universo que este ano tem que ser o ano do abraço apertado, do abraço de mãos, do beijo, da proximidade, da cura, da saúde. De muita luz. E ele será, se lutarmos por isso, se cuidarmos tanto quanto é necessário cuidar, se olharmos ao nosso redor e ajudarmos quem precisa ser ajudado, se dividirmos o pouco que temos. Conseguiremos, se tentarmos. Isso é esperança.

O ano de 2020 foi avassalador, com o mundo parando por causa de uma pandemia de covid 19. Não sabíamos nada sobre o novo flagelo que estava matando pessoas por todo o planeta, e cada vez mais. No final do ano de 2021, começaram a ser aplicadas as primeiras vacinas dessa pandemia e isso foi aceno de esperança de que o próximo ano, 2021, fosse mais promissor com o declínio da covid, já que todos deveriam ser vacinados. O fim da pandemia já era cogitado e o ano novo poderia ser bom. Mas não foi assim que aconteceu. As vacinas foram sendo aplicadas, aprovadas que foram em tempo record, algumas com maior índice de eficácia, outras menos.

No Brasil, a vacinação andou devagar por culpa de um governo negacionista que não comprou as vacinas em tempo hábil, por não reconhecê-las, criminosamente. Novas ondas da covid19, com novas variantes se espalharam pelo mundo e passamos o ano de sobressalto em sobressalto, com muito medo. Quando em parte do planeta havia países com 70, 80 por cento da população vacinada, no final de 2021, a terceira dose já estava sendo aplicada nos adultos e a primeira dose começava a ser aplicada em crianças de cinco anos em diante. Porque com a observação dos efeitos das vacinas e o aparecimento de novas cepas foi-se verificando a necessidade de uma maior proteção. E então apareceu mais uma variante extremamente contagiosa, a Ômicron. E já se fala em quarta dose.

Muita especulação, mas sem sabermos quase nada sobre a nova cepa, a esperança de um fim de ano quase “normal” foi se distanciando. Não deveríamos aglomerar-nos, ainda, não deveríamos abandonar os cuidados mais elementares, como usar máscaras, manter o distanciamento físico e fazer a higiene das mãos com álcool com frequência. E de novo muitos países tiveram que tomar medidas para atenuar o contágio nas festas de fim de ano: sem festas, sem fogos, os eventos de Natal e Ano novo foram quase todos cancelados. Alguns lugares insistiram na festa, aglomeraram pessoas, arriscando uma maior proliferação do vírus. E veremos o resultado nas próximas semanas.

Mas, apesar de tudo, teremos que perseverar a tentarmos fazer de 2022 um bom ano. Vamos ter que nos cuidar – se nos cuidarmos estaremos cuidando também dos outros – e fazer tudo para evitar que haja mais variantes. Pois só assim poderemos fazer um ano melhor, só conseguiremos isso tomando as vacinas e tomando os cuidados necessários. Talvez tenhamos que aprender a conviver com a covid, como convivemos com a gripe, tomando vacina todo ano, mas que seja uma forma mais branda. O novo “normal” continuará a exigir de nós todos os cuidados com os quais já nos acostumamos. Ou mesmo que não tenhamos conseguido nos acostumar, que é difícil. Depende também de nós, dos cuidados que tomaremos ou não. Que o  novo ano seja feliz, com covid e tudo, mesmo que tenhamos que conviver com ela tomando vacinas todos os anos. Mesmo que tenhamos que usar a máscara ainda por algum tempo. Mesmo que tenhamos que evitar aglomerações, por enquanto. Podemos tentar fazer um novo ano melhor.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA – 19-25.12.2021


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 41 anos em 2021. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Semana movimentada e feliz, apesar do tempo chuvoso. E com vento. No dia 25, houve uma ventania em Lisboa e as ruas ficaram forradas com as folhas que caíram das árvores, notadamente de plátano. Muitas árvores que estavam desfolhando um pouco a cada dia, ficaram peladas de uma vez só. Chegou o inverno. Escrevi pouco esta semana, trabalhei só um um pouco no novo livro de viagem, mas li um pouquinho. A filha Fernanda chegou da França e fica conosco por alguns dias e a família está reunida. Rio está feliz, com tanta gente para brincar com ele. É um feliz Natal.

No domingo, Rio teve visitas: Cláudia Abreu, os filhos e o marido e Grassi e a filha. Rio brincou um pouco com uma miúda da idade dele e também brincou com os meninos um pouco mais velhos do que ele. Na segunda amanheceu com resfriado, mas apesar do nariz escorrendo, brincou e estava de bom humor. Foi testado, mas deu negativo para covid. Na terça já estava um pouco melhor e recebeu a visita do Walter, o baixista amigo dele e Geiza, que faz parte da produção do RUA DAS PRETAS, de quem ele também gosta muito. Brincaram muito, como sempre. O tempo continua ruim, por isso ele não tem saído para os parques. Na quarta, papai e mamãe foram fazer compras, que o Natal está aí e vovó ficou com ele. Vovô foi à noite para jantar com ele. E a sexta chegou, véspera de Natal. Ele adorou quando a noite baixou e, antes do jantar, abriu alguns presentes e depois do jantar mais alguns. Rio é uma criança feliz, mas ficou muito, muito feliz com tantos brinquedos. Ganhou um cozinha de chef, para cozinhar com o papai, mas ela veio para montar, então conseguimos convencê-lo que nós montaríamos com ele quando ele acordasse, na manhã seguinte, pois já tinha passado da hora de dormir. Ele protestou, mas acabou dormindo. E antes de dormir brincou com a moto da polícia que fazia barulho de sirene, com vários livros e com outros tantos brinquedos. Assim que ele dormiu, todos juntos montamos a cozinha e ela ficou prontinha para ele. O carrinho de controle remoto que ele pediu a vovó também deixou para a manhã seguinte. No sábado ele acordou e adorou ver a cozinha montada e brincou muito, pois além dos utensílios que a cozinha trazia com ela, a Dinda Fernanda trouxe de presente outros tantos e a cozinha ficou completa. Ele brincou o dia inteiro na cozinha e com o carrinho de controle remoto, com a moto, com os livros, uma alegria só. A gripe (ou resfriado) já quase não há mais, só ficou uma tossezinha que aparece às vezes. Tivemos bacalhau no almoço do dia 25 e na noite do dia 24, um capão recheado. Tudo estava uma delícia. Falamos com Rio de um Menino que estava nascendo e provavelmente ele não entendeu, mas é cedo ainda.

Sobre a pandemia, os números de novos casos, por causa da Ômicron estão aumentando cada vez mais, embora o número de mortes não aumente na mesma proporção, graças a Deus. O fato de haver muita gente vacinada, com uma, duas, três doses influencia muito para que não haja mais casos graves. Na verdade, quase todos os casos graves que estão nas UTIs dos hospitais são de pessoas que não tomaram a vacina.

Na segunda, o governo publicou novas regras e exigiu passaporte de vacina para viajantes que chegarem ao Brasil. Será que as companhias aéreas estão cumprindo a nova regra? O Ministério da Saúde decidiu reduzir o prazo mínimo para a aplicação das doses de reforço vacinal contra a Covid. A partir de agora, o intervalo para a aplicação do reforço é de quatro meses. A Polícia Federal abre investigação para apurar ameaças contra servidores da Anvisa. Ameaças do senhor presidanta, que quer a cabeça da Anvisa, por autorizar vacina contra covid para crianças. É possível uma coisa dessas? E o Ministranta da Saúde está dizendo que "não há pressa para vacina as crianças", vai ver isso em janeiro.

Há pouco mais de um ano no mundo – e um pouco menos de um ano no Brasil – as primeiras doses das vacinas contra a Covid-19 eram aplicadas. A pandemia ainda existe e não se sabe até quando. Mas... o que já é possível afirmar sobre a imunização contra o coronavírus? Onde a ciência evoluiu e aonde ela chegou? Ainda há muita especulação e ainda se sabe pouco.

Na quarta, estudo da Fiocruz aponta que apenas 16% das cidades brasileiras têm mais de 80% da população com vacinação completa contra a Covid. Anvisa entrega os pareceres públicos de aprovação da vacina da Pfizer para crianças e pede retificação em texto da consulta pública para a campanha de imunização da faixa etária.

Na quinta, o ConecteSUS, sistema que emite o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19, voltou a funcionar após 13 dias fora do ar. O sistema ainda apresenta oscilações, como para emitir o Certificado Nacional de Vacinação. O problema também afetou o sistema de notificação de casos e mortes da doença. O e-SUS Notifica, que reúne informações sobre casos e mortes por causa de Covid-19, estava inacessível havia 11 dias, mas voltou ao ar na tarde de terça-feira (21), segundo o Ministério da Saúde. É por isso que os números da covid 19 andam tão baixos nas últimas duas semanas. Não espelham a realidade.

“Ninguém está seguro até que todos estejam vacinados”. Alerta da ONU pede mais empenho para acelerar o ritmo da vacinação assegurando pelo menos 70% da população vacinada até 2022. As 10 maiores economias mundiais detêm maior taxa de imunização. Já países de baixa renda, especialmente os africanos, têm em média 0,8% de vacinação. ONU acredita que é possível alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde de levar a vacina a todos com 11 bilhões de doses e ampliar a cobertura de imunização prevenindo o surgimento de novas variantes.

Sem dados de cinco estados e do Distrito Federal, o Brasil registrou no sábado, dia 25, 28 mortes por Covid-19, com o total de óbitos chegando a 618.457 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 96.

O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Nove estados não forneceram registros de mortes neste sábado: AC, AL, AP, CE, GO, MT, RO, SC e SE.

A média móvel de mortes não ficava abaixo de 100 desde 11 de abril de 2020. Os números atuais têm sido influenciados pelo apagão de dados. Nem todos os estados estão fazendo a divulgação diária de casos e mortes. E assim os números vão baixando, sem que esses números espelhem a realidade. Estamos no escuro, infelizmente.

Então precisamos cuidar, pois não sabemos, na verdade, o que está acontecendo.

 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021