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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2017: UM ANO PARA SER FELIZ

   Por Luiz Carlos Amorim - escritor, editor, revisor - Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos divulgando literatura, cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras - Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br , Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Os turistas que vêm para o verão em Santa Catarina, pela BR 101, têm um espetáculo de luz e cor incomparável: as duas margens da estrada derramando flores e cores sobre os passantes, qual uma alameda enfeitada para receber os visitantes. Cidades como Joinville, São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul, Corupá e tantas outras são privilegiadas, por terem seus acessos ladeados pelas flores da grande e majestosa árvore, tão generosa a oferecer essa festa brilhante de vida: o jacatirão. Elas começam a florescer no final de outubro, começo de novembro e vão até janeiro, fevereiro, anunciando o verão, enfeitando o Natal e colorindo a entrada do Ano Novo. No final de dezembro, começo de janeiro, os jacatirões nativos começam a florescer no Paraná, em São Paulo e outros Estados e o espetáculo se transfere, enchendo de matizes vermelhos as matas cortadas pelas estradas tantas.
É a natureza, pródiga, a nos presentear com suas obras mais belas, apesar de cuidarmos tão pouco dela. Nós, homens, continuamos desmatando, cortando árvores indiscriminadamente. Ainda se cortam pés de jacatirão para se fazer lenha. Haverá crime maior do que esse? Queimar a árvore que é um dos arautos da natureza, o enfeite natural de nossos natais, a flor que anuncia o ano novo...
Algumas pessoas sequer enxergam as vibrantes árvores floridas de jacatirão, desde meados da primavera até quase o fim do verão. Não que tenham problemas visuais - elas não dão nenhuma importância ao belíssimo fenômeno da mãe natureza que é a profusão de flores por todos os lados. Já disse antes, mas vale repetir o que Cecília Meirelles escreveu, com maestria e propriedade, em "A Arte de Ser Feliz": "é preciso olhar e ver". Às vezes, apenas olhamos, mas não vemos. Se você não viu ainda, olhe para o alto, para os lados, para as matas, para as alamedas, para os morros, para as margens dos caminhos, dos rios, das lagoas e veja: elas estão lá, singelas, humildes, mas majestosas e iluminadas. São elas que dão as boas vindas aos novos anos que se iniciam, colorindo-os com suas cores, lembrando-nos que a vida é o maior presente que podemos ter. São elas que espalham pétalas de esperança, mostrando que é possível recomeçar.
Vamos aproveitar o novo ano e cuidar mais do nosso meio ambiente, da nossa humanidade e da nossa capacidade de nos reconstruir, para que o futuro aconteça. E ele será melhor. Só depende de nós. Vamos fazer um ano bom?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

JACARANDÁS, FLAMBOIANS, JACATIRÕES…



     Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

A poucos dias do Natal, caminhando pela Ilha Capital, passei pela Praça dos Bombeiros. Ela deve ter um nome, mas todos a conhecem por Praça dos Bombeiros. Está linda, com um jardim magnífico todo florido, até parece que a primavera parou por lá, como quem diz: eu sei que meu tempo está terminando, mas não vou embora. E sabem o que mais eu vi? Jacarandás floridos, vários deles. Eu que pensava que já tinha passado o tempo da florescência espetacular dessa árvore majestosa… Até escrevi, em uma crônica de Natal recente, citando as árvores que florescem lindamente para enfeitar o Natal e o Ano Novo, que o jacatirão nativo estava no auge, o flamboian também, mas o jacarandá acabara de florescer.
Que bom bom ver alguns deles ainda estão vestidos de azul, estendendo um tapete dessa mesma cor aos pés dos caminhantes como eu. Lembrei da minha amiga Mary, gaúcha radicada em Joinville, que ama jacarandá assim como eu sou aficcionado por Jacatirão.
É bom ver que, apesar dos tempos bicudos, a natureza nos dá uma lição de confiança e de esperança, embelezando nossos caminhos com as suas cores. Um motivo para sorrir, pois a beleza continua a existir, apesar de tudo, e isso significa que Mãe natureza ainda confia em nós.
Então temos o jacatirão nativo, que está florescento espetacularmente, com árvores totalmente fechadas de flores, temos também o flamboian, faíscando labaredas e formando tapetes vermelhos pelo chão e temos o jacarandá, ilhas de azul, ilhas de céu, tudo para comemorar a chegada de um Menino Mágico que está para nascer. Presicamos nos unir à Mãe Natureza e comemorar também.
Que consigamos receber a paz e a esperança que ele traz, mais uma vez. Precisamos renascer, como esse Menino que chega, para resgatar a nossa humanidade e esse planeta azul que insistimos em tornar cinza. Vamos viver o Natal? Que tenhamos, verdadeiramente, um Feliz Natal.

domingo, 11 de dezembro de 2016

NATAL EM CORUPÁ



Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br


Neste final de semana estive em Jaraguá do Sul e aproveitei para voltar a Corupá. Sempre acabo voltando a Corupá. A cidade está linda como sempre, talvez mais agora, pois floresceu o jacatirão e há várias ilhas de vermelho na mata. Também há muito orquídea, uma infinidade imensa, uma orgia de cores e beleza.

A Cidade das Cachoeiras continua honrando o seu nome, com centenas de quedas d´água, incluindo a Rota das Cachoeiras, no Parque Ecológico Emilio Batistela, e seus rios, patrimônios extremamente valiosos, emprestando outro cognome a esse pedaço de chão abençoado: Vale das Águas.

E está mais linda, agora, a pequena e pacata Corupá, com a sua decoração de Natal. De dia, há incontáveis pontos turísticos, cartões postais como as cachoeiras, o Seminário. À noite, agora temos as luzes da decoração natalina. Parabéns à Corupá, por conseguir ficar ainda mais bonita.

Mas Corupá tem, também coisas simples e muito importantes, como a hospitalidade da sua gente. Minha tia Maria, exemplos, meu irmão Ivan, meus primos e minha tia Rosa são ótimos exemplos.

Parece que eles sempre estão esperando a gente com aquele café delicioso e um bolo de laranja ou uma cuca de carambola. Ou ainda um almoço de domingo que parece um banquete. Já estive em almoço que tinha cascudo ensopado (há quanto tempo!), churrasco, pernil assado e sabem o que mais? Pepinos azedos feitos com folha de parreira. Só lá tem aquela geleia de porco deliciosa como ela só. Ah, me dá água na boca, só de lembrar. Acho que é só em Corupá que a gente pode encontrar coisas assim. E isso faz parte de minha infância vivida na cidade.

Sempre é bom voltar à Corupá. Sempre é bom voltar para casa. Porque casa é lugar que mora no coração da gente. E Corupá, minha terra natal, cabe inteirinha dentro do coração. Com todas as suas mais de sessenta cachoeiras, com seus grandes rios, com toda a sua beleza e história. Com todos os seus Natais mágicos e felizes. Esse vale encravado no pé da Serra do Mar é um lugar privilegiado e é sabido, alguém já disse, que “a Mãe Natureza tem queda por Corupá.” Nada mais verdadeiro.