COMENTE

Sua opinião é importante. Comente, critique, sugira, participe da discussão.



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

UM NOVO ANO PARA SER FELIZ


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br


Os turistas que vêm para o verão em Santa Catarina, pela BR 101, têm um espetáculo de luz e cor incomparável: as duas margens da estrada derramando flores e cores sobre os passantes, qual uma alameda enfeitada para receber os visitantes. Cidades como Joinville, São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul, Corupá e tantas outras são privilegiadas, por terem seus acessos ladeados pelas flores da grande e majestosa árvore, tão generosa a oferecer essa festa brilhante de vida. Elas começam a florescer no final de outubro, começo de novembro e vão até janeiro, fevereiro, anunciando o verão, enfeitando o Natal e colorindo a entrada do Ano Novo. Em janeiro, os jacatirões nativos começam a florescer no Paraná, em São Paulo e outros Estados e o espetáculo se transfere, enchendo de matizes vermelhos as matas cortadas pelas estradas tantas.
É a natureza, pródiga, a nos presentear com suas obras mais belas, apesar de cuidarmos tão pouco dela. Nós, homens, continuamos desmatando, cortando árvores indiscriminadamente. Ainda se cortam pés de jacatirão para se fazer lenha. Haverá crime maior do que esse? Queimar a árvore que é um dos arautos da natureza, o enfeite natural de nossos natais, a flor que anuncia o ano novo...
Algumas pessoas sequer enxergam as vibrantes árvores floridas de jacatirão, desde meados da primavera até quase o fim do verão. Não que tenham problemas visuais - elas não dão nenhuma importância ao belíssimo fenômeno da mãe natureza que é a profusão de flores por todos os lados. Já disse antes, mas vale repetir o que Cecília Meirelles escreveu, com maestria e propriedade, em "A Arte de Ser Feliz": "é preciso olhar e ver". Às vezes, apenas olhamos, mas não vemos. Se você não viu ainda, olhe para o alto, para os lados, para as matas, para as alamedas, para os morros, para as margens dos caminhos, dos rios, das lagoas e veja: elas estão lá, singelas, humildes, mas majestosas e iluminadas. São elas que dão as boas vindas aos novos anos que se iniciam, colorindo-os com suas cores, lembrando-nos que a vida é o maior presente que podemos ter. São elas que espalham pétalas de esperança, mostrando que é possível recomeçar.
Vamos aproveitar o novo ano e cuidar mais do nosso meio ambiente, da nossa humanidade e da nossa capacidade de nos reconstruir, para que o futuro aconteça. E ele será melhor.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

NOVO TEMPO


 Luiz Carlos Amorim

O futuro chegou.
Novo tempo, nova vida,
Esperança renovada.
Sim, eu sei,
Sou viciado
Em esperança,...
Essa fé no amanhã
Que me empurra adiante.
Mas se não houver esperança,
O que será do futuro?
Precisamos, urgente,
Nós todos, seres humanos,
Juntar toda esperança
Que podemos cultivar
E fazê-la realidade:
Um mundo mais humano,
Com dignidade e justiça.
Depende de nós.
O ano novo não será feliz
Como que por encanto.
Há que se lutar por isso.
Não somos capazes disso?

domingo, 29 de dezembro de 2013

ANO NOVO

 

Luiz Carlos Amorim

Bebo um gole de vida
e saio pelos caminhos,
faróis nos olhos,
canção nos lábios,
o futuro nas mãos
e sonhos no coração.
Planto sorrisos,
cultivo a paz
e lanço sementes
no chão de um ano novo
que acabou de nascer.
Aprendo poesia
e eternizo a essência
de um novo ser,
num tempo novo
onde a emoção me leva.
Construo uma nação
dentro do meu poema
e convido você
a morar nele...

sábado, 28 de dezembro de 2013

UM NOVO E BOM ANO NOVO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Como eu já disse em outra oportunidade, a gente recebe um monte de entulho pelo correio eletrônico, diariamente, mas às vezes chegam coisas espetaculares. Recebo da minha amiga Fátima de Laguna um clipe via Youtube que é um belíssimo cartão de Ano Novo. É uma música cantada por Sandra de Sá, por um cantor de Cabo Verde, Ilo Ferreira, e vários outros cantores e instrumentistas de diversos países, como Buenos Aires, Chile, India, Espanha, Jamaica, etc.

A música é linda, cantada em português e uma outra língua que eu não consegui identificar, talvez seja bengalês, mas não tenho certeza. E digo que é o cartão de Ano Novo ideal, porque a letra é simples, mas diz muito, diz tudo o que queremos para o nosso futuro, para o futuro do ser humano e do lugar onde vivemos.

Vejam alguns trechos: “Peço a Deus / que os homens encontrem / os seus sonhos perdidos / e que os sonhos despertem / esses olhos dormidos / que o amor transborde / e que vamos em paz. // Peço a Deus / que nos mande do céu / muita sabedoria / um amor verdadeiro / que ninguém passe fome / um abraço de mãos / que vivamos em paz / que terminem as guerras / e também a pobreza / Encontrar alegrias / entre tanta tristeza / que a luz ilumine / as almas perdidas / e um futuro melhor.” Alguém já tinha traduzido um cumprimento entre os seres humanos como “um abraço de mãos”? Pois é.

Não é lindo? Não é a mais pura verdade? Não é o que todos queremos, o que todos pedimos? Como disse a minha amiga Fátima: Natal é isto: gente unida pela música. Parafraseando Mercedes Sosa: “a paz é cantarmos todos juntos!”

O nome do clipe é Satchita (acho que é o nome da música) e a música, como disse, traduz nossos anseios e esperanças para um futuro melhor.

Considerem a sua letra o meu cartão de Ano Novo. E tenham todos o Ano Novo mais feliz de suas vidas. Que 2014 nos traga o resgate da educação brasileira, da saúde, da segurança, até da justiça. Vimos, em 2013, a falência também da justiça e vamos torcer e diligenciar para que ela volte a ser realmente justa em 2014.

Que saibamos votar neste ano de 2014 e que tenhamos candidatos em quem votar, para que possamos colocar políticos de verdade, honestos, na direção deste país. Para que os próximos anos sejam melhores.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

NASCEU O MENINO!


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Hoje é o dia tão esperado.Dia de abrir a porta de nossas casas, de nossos corações e convidar o Menino que nasce para entrar, que a casa é dEle. Dia de dizer-lhe que a manjedoura do meu coração, dos nossos corações, de todos os corações está preparada para recebê-lo. Que todos estamos de portas abertas só esperando que ele chegue.

Assim é o Natal. O Filho de Deus nascendo entre nós, em nós, mais uma vez. A manifestação de carinho ao presentear amigos e a família, as festas com muito brilho, muita luz, muita comida, não são nada se o Menino não for convidado. Se Ele não estiver na festa de Natal, a festa não valerá nada. Porque a festa é feita para comemorar o seu nascimento, que significa o renascimento do ser humano, a renovação de nossas vidas, o futuro chegando. Os lábios que beijam nossas pessoas queridas e desejam Feliz Natal devem também dizer uma oração ao Menino que está nascendo para nós. As mãos que abraçam a mão do próximo, que enlaçam seus irmãos, devem se elevar ao céu para agradecer ao Pai pelo Menino que ele envia para nós. E o coração deve se encher de amor para acolher o Menino.

Então não há Natal sem o Menino, sem o Cristo Menino, Filho de Deus. As grandes festas, fartas de tudo, mas sem o nascimento, a presença do Menino, não valem nada.

Esteja certo, irmão, que você sabe o que é Natal. Esteja certo de que você está vendo a luz da estrela-guia apontando o seu coração, anunciando que o Menino está nascendo dentro dele. Que a manjedoura está preparada. Que você está pronto.

E viva o Natal verdadeiro, por inteiro. Porque não há Natal mais bonito e mais verdadeiro do que aquele que acontece dentro de você. Abra seu coração. Feliz Natal.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

MAIS NATAL


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br


O Natal está aí e constato que, apesar de saber o que ele significa, sinto que o tempo, passando inexoravelmente, me mostra que minha idade vai avançando e eu vou mudando com ela. Vejo que aquela ansiedade para que o Natal chegasse já não é a mesma da minha infância, da minha juventude, do tempo em que minhas filhotas eram pequenas. Hoje elas estão adultas e a casa está vazia.

O Natal já não é mais tão alegre como outrora. Essa época de reunir a família e os amigos, de nos aproximarmos mais, de comemorarmos juntos a vinda de um Menino que traz sempre, todo ano, um punhado de fé e de esperança pra gente, acaba ficando um pouco triste, quando a gente já perdeu tantas pessoas queridas.

Não estamos sozinhos, é claro, e agradecemos a Deus por termos ao nosso lado muitas pessoas que amamos e poder abraçá-los na noite de Natal é uma bênção. Mas é inevitável lembrar de tantas outras almas abençoadas que não estão mais aqui e que fazem falta, muita falta. Almas que levaram um pedacinho do coração da gente. Então é preciso lembrar do Menino do qual estamos comemorando o nascimento, para não esquecer que nossos entes queridos deixaram, também, um pedacinho do coração deles para cobrir aquele pedacinho do nosso que levaram. Que eles estão, portanto, acolhidos num cantinho do coração e é com o coração que devemos abraçá-los. Coração que ficará mais leve, para dar as boas vindas ao Menino que está chegando para ocupar o seu lugar, se deixarmos.

De maneira que, para espantar a tristeza, para fortalecer a chama do Natal, preciso de crianças, mais do que em outras épocas do ano. Crianças são insubstituíveis no Natal, como se fossem a representação viva do Menino que renasce a cada ano. Podem ser netos, sobrinhos, afilhados, podem ser apenas crianças, simplesmente. Pode ser até nosso animalzinho de estimação, não raro o bebê da casa, por que não? Porque com criança o Natal é mais Natal.

 

domingo, 22 de dezembro de 2013

NATAL NÃO É PAPAI NOEL


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Há algum tempo, li uma nota na página do cronista mor da Ilha, Sérgio da Costa Ramos, dizendo que, nos dias atuais, o símbolo do Natal já não é mais o Menino que nasce todo ano para trazer ao mundo paz, fé e esperança. Agora o símbolo é Papai Noel, este senhor que tomou conta do Natal, por conta da conotação comercial que estamos dando à data mais importante da cristandade.

Ele tem razão. O Natal transformou-se em uma festa comercial, quando compramos mais, enfeitamos tudo com muita luz, damos presentes e recebemos presentes. Mas o real significado da data vai sendo esquecido. Quando falamos em Natal, lembramos logo de Papai Noel. Mas não deveríamos lembrar do Filho de Deus, que nasceu para dar uma nova oportunidade ao ser humano?

Comemoramos, festamos muito, bebemos muito, comemos muito – quem pode, é claro, porque há quem não tenha o mínimo para comemorar o nascimento do Menino Filho de Deus, a não ser com uma oração – só não festejamos o real motivo da festa.

Estamos nos distanciando do Menino e de seu Pai, estamos transformando o Natal em uma festa cada vez mais igual às outras. Não deveria ser o contrário? Não deveríamos nos aproximar mais da forças que regem nossos destinos, não interessa o nome que lhe demos?

Precisamos pensar nisso. Quando a noite do dia 24 chegar e abraçarmos nossos amigos, nossa família, nossas pessoas queridas, vamos lembrar do nascimento que é a razão da comemoração. Vamos erguer um pensamento em homenagem ao Menino que espera achar um cantinho em nossos corações para nascer mais uma vez. O Menino que significa renovação da vida, significa recomeçar com nova fé e mais esperança.

Precisamos resgatar o verdadeiro Natal. E isso só é possível se resgatarmos a fé e deixarmos o Menino que está para chegar entrar no coração de cada um de nós. Aí, sim, far-se-á o Natal. Porque Natal não é só Papai Noel. Natal não é Papai Noel.