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sábado, 22 de agosto de 2015

IPÊS, JACATIRÕES, FLAMBOIÃS...



Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Recebi, da minha amiga Urda, de Blumenau, uma apresentação belíssima, feita de fotos de ipês de todas as cores: vermelho, rosa, amarelo, branco. Árvores inteiras, galhos, ramos, um festival de cores e formas, coisa das mais bonitas, coisa de Mãe Natureza.
Lembrei-me disso, hoje, quando saí pra caminhar, ao encontrar um pé de ipê amarelo – aquele que se transforma no segundo sol da nossa rua, do qual já falei algumas vezes – e vi que as folhas estão começando a cair e nas pontas dos galhos estão despontando os botões que breve florescerão.
Sei que em outras regiões eles já floresceram, mas aqui o tempo meio fora de esquadro atrapalha um pouco as estações e as flores também estão desabrochando algumas mais cedo, outras mais tarde. Como o ipê, que se veste de ouro, a azaleia, que deveria eclodir em julho e só agora estão começando a abrir, como o flamboiã, como o jacatirão, que também é de julho e ainda está florescendo. O meu pé de manacá-da-serra, o jacatirão de inverno, está florescido desde maio. Não é uma generosidade imensa da Mãe Natureza?
O certo é que, atrasado ou não, minha rua terá, novamente, o seu sol particular e um tapete de luz para os seus caminhantes, como em todos os anos.
E por falar em tapete, os amores-perfeitos estão lindos. Os flocs, que florescem no verão, com o calor que substituiu o nosso inverno, estão começando a florescer agora. E os hibiscos, ah, os hibiscos estão fantásticos: o branco com vermelho está sempre com cerca de dez flores abertas, cada pé, às vezes mais, o vermelho dobrado também está seguidamente florescido, com quatro, cinco, seis flores abertas de uma vez só. E o hibisco alaranjado, então, dá dúzias de flores todos os dias. Sem contar os outros tipos, mais um dez deles.
O inverno que não veio trouxe muitas flores para o meu jardim. Pena que a falta de inverno não seja um bom sinal para o que vai ser o nosso verão. Quão quente será o final do ano e início do próximo, nesta terra brasileira de Deus? Com tempos tão quentes, como ficarão as flores do meu jardim? Como ficaremos nós, seres humanos, se os reservatórios de água e nossos rios continuarem secando?

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