COMENTE

Sua opinião é importante. Comente, critique, sugira, participe da discussão.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

DESGOVERNO



Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Escrevia eu, em Outubro de 2010: “O eleitor brasileiro decidiu, através do seu voto, que o comando do país continua com as mesmas duas figuras de até aqui: Lula e Dilma. Isso significa que continua tudo igual, que a educação, a saúde, a segurança pública, a justiça, continuarão na mesma derrocada que vêm sofrendo até agora, que a previdência continuará falida, dando uma assistência médica da pior qualidade aos segurados, reclamando que não tem dinheiro para pagar aposentados.
Significa que a corrupção que grassou na “política” brasileira até agora continuará impune, como sempre, que até a justiça deste país não é mais confiável.
Sei que é utopia esperar que não, mas quero, veementemente, que me desmintam. Que este governo que continuará à frente do Brasil me prove que estou errado, revertendo o caos que vem reinando no seu meio e em diferentes áreas, como as citadas acima.
Torço para que, de alguma maneira, Dilma não se guie apenas pela megalomania do seu mentor/criador e não se espelhe nele com exatidão. Que ela consiga se livrar do controle dele e, quem sabe, revelar um lado seu que não conhecemos, uma capacidade de se transformar e de transformar o ambiente “político” a sua volta, para que aqueles que elegemos para nos representar, para trabalharem para nós, cidadãos brasileiros, realmente o façam. E com competência.
É esperar muito, eu sei. Mas não podemos apenas esperar: temos que cobrar. Precisamos ficar de olho e cobrar as promessas, exigir os nossos direitos.”
Infelizmente, estava esperando demais, de fato: as ações da presidente não me desmentiram. As coisas ficaram piores, muito piores no segundo mandato. A corrupção e a impunidade revelaram-se maiores ainda do que já julgávamos impossível de aceitar. Os preços de produtos básicos, como combustíveis e energia elétrica, que influenciam todos os demais preços, sobem então sem parar, alimentando a inflação.
É uma coisa lógica, só não viu quem não quis: se o povo é incentivado a comprar, por anos a fio, iria chegar um tempo em que quase todos teriam comprado o que precisavam, sem contar que o governo, irresponsável, não conseguiria mais segurar os ajustes nos preços, coisa que usou como campanha política para angariar votos. E, de repente, soltam as rédeas dos preços e tudo começa a subir, o que diminui o consumo. Com a diminuição do consumo, diminui a produção. Diminuindo a produção, vem o desemprego. Com o desemprego, diminui ainda mais o poder aquisitivo de mais pessoas e a produção diminui mais ainda, causando mais baixas nos postos de trabalho. Uma coisa óbvia, que os donos do poder fazem questão de não ver.
Dona Dilma e seu “mentor” agora fazem com que nós, cidadãos, que fomos roubados, pois o dinheiro público é dinheiro oriundo dos impostos e obrigações que pagamos, sejamos penalizados mais uma vez, repondo o que foi roubado. Nós é que temos que repor o que foi subtraído de nós mesmos.
Quem votou na dona Dilma, votou apenas nela, não votou no ex-presidente. A própria presidente afirma, repetidas vezes, na imprensa, que chama o ex-presidente para “finalizar” decisões. Ora, está na hora deste senhor deixar de mandar neste país, pois ele já fez bastante estragos. E colocou a sua “protegida” para dar a cara aos tapas. Está na hora deste país ter um governo. De verdade, e não um balcão de negociatas como é atualmente, com leilão de cargos e ministérios para conseguir algum apoio e evitar o  “afastamento” da presidente. Uma corrida indiscriminada atrás de mais e mais dinheiro do contribuinte, com aumento de impostos e criação de outros, numa época em que os brasileiros estão cada vez mais desempregados e com menor poder de compra, por culpa de quem, adivinhem? E, é claro, sem diminuir os gastos. Quem paga é o povo, mesmo, não é?

Nenhum comentário:

Postar um comentário