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sábado, 24 de setembro de 2016

SEMANA INTERNACIONAL DO LIVRO



      Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor  - Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, Cadeira 19 da Academia SulBrasileira de Letras -  Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Estamos na Semana Internacional do Livro, que começou no dia 23 e vai até o dia 29 de setembro. Este é um ano especialmente estratégico para comemorarmos esta semana. Por que digo isso? Por que vivemos o pico de uma revolução na publicação e na leitura de livros.

O livro digital, ou e-book, chegou há já algum tempo, prometeu substituir o livro tradicional de papel impresso, mas não foi bem assim que as coisas aconteceram. O final da primeira década deste século marcou o começo de uma mudança nos hábitos de ler, pois as novas tecnologias de publicação e leitura de livros passaram a ser mais usadas. Agora já não existem mais apenas e-readers, como o Kinder, existem os tablets, que além de leitores de livros eletrônicos são pequenos computadores movidos a toque de tela e fazem de tudo.
A verdade é que, com a grande venda dos diversos tablets que disputam o mercado, finalmente, os livros digitais também começaram a ter maior acervo em oferta. As  editoras dos livros tradicionais, algumas delas, já estão oferecendo livros também em formato digital.

Comprovadamente, o livro como o conhecemos, de papel impresso, continua forte e vendendo cada vez mais. O e-book deve crescer – atualmente a sua abrangência ainda é relativamente pequena, apesar de se constituir em uma evolução no nosso hábito de ler – mas o livro tradicional vai continuar no mercado. É provável que o e-book cresça muito mais, mas não deve ultrapassar o livro impresso. O que vai acontecer é que os dois conviverão em harmonia.

Com a informática a serviço da leitura, a tendência é que o hábito de ler se intensifique, até porque além do livro tradicional e do livro digital, temos também o áudio-livro, que possibilita aos deficientes visuais serem também consumidores de literatura. O audiolivro facilita, também, àqueles que não têm tempo para ler a oportunidade de ouvir bons textos enquanto fazem outra coisa.

Então talvez possamos comemorar tanta tecnologia a serviço da leitura, não esquecendo que o livro físico, aquele que podemos folhear, rabiscar e ler sem dependência de nenhuma fonte de energia, a não ser a nossa visão e a vontade de ler, continuará firme e forte.

Em comemoração à Semana do Livro deste ano, podemos repetir o que foi feito em um ano anterior, pela internet: uma campanha meritória, que intimava a pegar um livro  qualquer e ler alguma coisa dele, o que pode nos incentivar a lê-lo todo: “Pegue o livro que estiver ao seu alcance ou aquele que você está lendo agora, ou ainda o que mais goste e abra na página 57 e copie uma frase ou um parágrafo dessa página – e coloque no Face, ou em outro programa de relacionamento. Simples assim. Conclua mencionando a obra e o autor.” Não é interessante? Um pouco de motivação para a gente ler alguma coisa, ler mais, descobrir novos autores, um desafio a conhecermos novas obras. Um trecho pequeno pode nos despertar a curiosidade e nos trazer novidades, levar-nos a ler autores que não conhecíamos ou que não nos tinham, até então, despertado o nosso interesse.
Então, se você encontrar um trechinho de algum romance ou de qualquer outro género de literatura em programas como Face ou outro do género, leia. Isso pode lhe trazer novas perspectivas de leitura e de visão de mundo.

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