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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

TRIBUTO AO VARAL DO BRASIL



Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória. Cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

O Varal do Brasil, capitaneado pela escritora catarinense Jacqueline Aisenman, em Genebra, na Suiça, encerrou suas atividades. Não porque sua idealizadora e realizadora não quisesse mais praticá-lo, mas por uma imposição de saúde, infelizmente. Ela teve que reduzir o ritmo, cuidar mais de si, recomeçar devagarinho. E fez muito, enquanto o varal existiu.
O trabalho do Varal do Brasil, de divulgar a literatura de língua portuguesa, foi de uma importância ímpar, para todos que a produzem, sejam de que país forem. Eu, que faço um trabalho parecido, mas menor, há 36 anos, com o Grupo Literário A ILHA, sei bem da grandeza do seu trabalho. A revista Varal do Brasil, as antologias, os sítios na internet, as participações no Salão Internacional do Livro de Genebra integraram autores dos países lusófonos e levaram a sua produção para o mundo todo.
A literatura fica órfã desse grande canal que foi o Varal do Brasil. Outros trabalhos parecidos, como o Grupo Literário A ILHA, que que já publicou várias antologias, publica a sua revista há 36 anos e a distribui para todo o mundo em suas versões virtual e impressa, com autores de vários países; que publica, também, trabalhos de escritores de todas as partes no portal PROSA, POESIA & CIA., que praticou e pratica projetos como o Varal da Poesia, Poesia Carimbada, Poesia na Escola, O Som da Poesia, etc., continuam, mas não preencherão jamais a lacuna que o Varal deixou.
Mas além de ter dado visibilidade a centenas de escritores, o Varal do Brasil deixa um exemplo que não pode deixar de ser seguido: criou espaços para a literatura sem preconceitos, sem restrições, sem frescuras. Mostrou que é possível continuar o que começamos lá nos anos oitenta, aqui em Santa Catarina, que é abrir espaços para os novos escritores  – e para os não tão novos, também  -, incentivar a leitura e a escrita, para que se produza mais e melhor, sem depender da “cultura oficial”.  Que se arregaçarmos as mangas e encararmos o trabalho, o resultado aparece.
Continuaremos a sua luta, Jacque, e contamos com você em nossas fileiras. Sempre. Os escritores que tem como língua oficial a Língua Portuguesa jamais esquecerão o que foi o Varal do Brasil.

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