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segunda-feira, 14 de junho de 2010

MORRER DE PAIXÃO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Hoje, na piscina, falávamos do final de semana e Fernanda, nossa fisioterapeuta, perguntou como tinha sido o sábado, Dia dos Namorados.
Conversa vai, conversa vem, estávamos debatendo acerca de amor, de paixão, de casamento e namoro. Uma das pessoas congeturou que estava casada há uns vinte anos, que a paixão já havia passado, que havia se transformado em um sentimento mais estável. E Fernanda lembrou que paixão é, mesmo, uma coisa que não dura muito, e que se durasse, colocaria em risco o coração dos apaixonados.
Não é que ninguém tinha pensado nisso? Pois há pesquisa científica a respeito, que diz que se um ser humano ficasse apaixonado direto, por anos a fio, seu coração não aguentaria as acelerações constantes, o bater mais forte que acontece quando a gente vê a pessoa que é o motivo da nossa paixão. O fato de ser acometido repetidas vezes dessa arritmia tornaria o coração mais fraco e estaríamos sujeitos a uma síncope.
Pois então, a natureza é sábia. Fernanda diz que a paixão, aquela avassaladora, dura aí um ano, um ano e meio, depois se transforma num amor mais comportado.
Fala-se que não se deve confundir amor com paixão, mas não é à toa que também se morre de amor (ou de paixão), então.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

SAUDADE

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )

Não quis dizer solidão. É que o inverno chegou e uma saudadezinha escondida insiste em levantar a voz. Saudadezinha doída, vem me lembrar, atrevida, que amor a gente não esquece. Que cada carinho é um carinho, que cada ternura é só uma, que amor não morre jamais. E eu preciso de você. Porque gosto de você. Sei que já disse isso, mas eu gosto de você. Junto de você, gosto do frio que aconchega, gosto da chuva lá fora, a ninar nossos sonhos. E gosto do seu sorriso. Seu sorriso, minha musa, é minha casa, o meu mundo, o meu tudo. É minha luz, porto seguro, o meu horizonte, infinito. Seu sorriso é minha vida. Seu sorriso é boa vinda, é ternura do aconchego, é calor que me aquece. Seu sorriso é primavera que se espalha por seu rosto e sorri a sua boca e sorri o seu olhar e sorri seu coração e sorri a sua alma...Ah, o seu sorriso... é meu ponto de partida e meu ponto de chegada... Como vou fazer poesia, se o seu sorriso tão meigo é o verso mais bonito que jamais vou escrever? Minha poesia é você. Pra que então escrevê-la? Fiz-me poeta em você, poeta em seu amor... Vem comigo, minha musa, vem morar neste poema... Este poema, seus olhos, imenso poema de amor. Vejo nós dois espelhados, nos grandes lagos castanhos cristalinos, os seus olhos. Navegamos mansamente, nas serenas águas claras, cheias de luz e poesia. É nossa grande viagem, percorrendo os caminhos que nos levarão de encontro à descoberta de nós. Então vem, e afugenta a saudade vadia, que passeia insistente, pelo fundo dos meus olhos. Vem mandar embora essa saudade que brinca com a tristeza que transcende o meu olhar, tentando invadir meu coração para matar todas as flores que você desabrochou em mim...