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sexta-feira, 21 de maio de 2010

APROVADO O PROJETO FICHA LIMPA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

E o Projeto Ficha Limpa foi aprovado no Senado, não sem antes modificarem a redação para confundir e dar vantagens aos políticos. Claro, legislando em causa própria, como sempre. Como esperar que aprovassem o texto como foi enviado?
Então fizeram uma “sutil” alteração na conjugação de um verbo e pronto, instalou-se a confusão. Mas só no Brasil, mesmo para criar tanta dúvida quanto a um enunciado que não tem nada de controverso: o texto, quando chegou ao Senado, dizia que ficariam inelegíveis os políticos “condenados” por um tribunal colegiado. Um senador metido a esperto meteu a mão e modificou para “os políticos que forem condenados”, mudando o verbo para o futuro. E a coisa virou um pandemônio, pois agora querem que isso signifique que só os políticos que forem condenados daqui para diante sejam enquadrados na lei. Quer dizer: estão tentando inutilizar o projeto que pretendia filtrar um pouco as opções de elegibilidade, para que pudéssemos mudar um pouco esse cenário bizarro que compõe a “política” brasileira e tivéssemos em quem votar.
Não é ridículo? Se o político tem ficha suja, não interessa se ele foi condenado antes de agora ou se está sendo condenado hoje ou amanhã. Ficha suja é ficha suja, e candidato que tem ficha suja não serve para ser eleito, não serve para representar o povo, senão vai dar no que está aí: uma epidemia de “representantes do povo” corruptos e impunes.
Não muda nada o tempo do verbo, se o político foi condenado, não pode concorrer a novo mandato. Não é à toa que aprovaram tão rapido o Projeto Ficha Limpa.
Na verdade, estão tentando fazer com que a nova lei seja totalmente inócua, sem efeito nenhum para todos esses nossos “políticos” que estão aí, ávidos para se locupletarem no poder.
Esperemos que alguém dê um basta nisso tudo, para que recupere um pouco da dignidade que a política deveria ter.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CRUZ E SOUSA PARA CRIANÇAS

Comentamos, em outra crônica, o fato de que nossos leitores em formação, e até os adultos, não raro, não sabem quem foi Cruz e Sousa. Aqui mesmo em Florianópolis, berço do grande poeta, realizou-se uma pesquisa entre adultos e crianças em idade escolar para se saber o quanto conhecemos o maior poeta da terra e houve até quem respondesse que se tratava de nome de rua.
Então, numa das últimas feiras do livro eu me deparo com o livro “Cruz e Sousa – Além do horizonte da Poesia”, de Sérgio Mibielli. Um pequeno-grande livro, de quarenta e quatro páginas, feito para o público infanto-juvenil, mas que pode e deve ser lido por leitores de todas as idades. A editora é a Papa Livro, daqui mesmo de Florianópolis. O livro tem uma apresentação impecável, com ilustrações coloridas e fartas, numa linguagem clara e objetiva. O autor, dando voz à Fada Poesia, em tom coloquial, quase poético, conta a história do nosso João da Cruz e Souza, desde o seu nascimento até a sua morte, mostrando trechos da sua poesia.
Um dos poemas de Cruz e Sousa que estão no livro é “Pátria Livre”, um hino de amor à liberdade e à igualdade dos seres humanos: “Nem mais escravos e nem mais senhores! / Jesus descendo as regiões celestes, / fez das sagradas, perfumosas vestes / um sudário de luz p´ra tantas dores. // A terra toda rebentou em flores! / E onde haviam só cardos e ciprestes, / onde eram tristes solidões agrestes / brotou a vida cheia de esplendores. // Então Jesus que sempre em todo o mundo / quis ver o amor ser nobre e ser profundo, / falou depois a escravas gerações: // - Homens! A natureza é apenas uma... / Se não existe distinção alguma / por que não se hão de unir os corações?”
Como diz a narradora do livro, a Fada Poesia, “Joãozinho, meu afilhado, amava a beleza e sua alma iria transbordar poesia por toda a vida.”
Fiquei muito feliz por ver que finalmente existe uma obra que conta a história do maior poeta simbolista do Brasil de maneira cativante e atraente, para que nossos leitores em formação saibam, desde cedo, quem ele foi e sintam curiosidade de ler a sua poesia e orgulho por ele ser catarinense.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

FEIRA CATARINENSE DO LIVRO ADIADA

Por Luiz Carlos Amorim – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

A chuva torrencial que caiu aqui na grande Florianópolis durante toda a noite passada causou muito estrago, inclusive prejudicou a Feira Catarinense do Livro, promovida pela Câmara Catarinense do Livro, que tinha sido programada para abrir hoje.
A grande tenda montada no Largo da Alfândega, no centro velho da capital, foi tomada pela água – naquela região a água não vem só de cima, quando chove muito, ela brota das bocas de lobo, como se fosse um chafariz – e chegou a estragar parte dos livros que já estavam organizados nos estandes para inaugurar a feira hoje, como tinha sido marcado.
Em vista disso, a Câmara Catarinense do Livro adiou o início da feira para sexta-feira, pois a chuva ainda está rondando o litoral. Hoje o tempo esteve bem instável, tivemos alguns instantes de sol com muita nuvem preta e até um pouco de chuva. E para amanhã ainda promete.
De maneira que a feira só acontece no final de semana.
O Grupo Literário A ILHA estará lá no dia 29, as 15 horas, com o lançamento da coleção Letra Viva, o número 113 do Suplemento Literário A ILHA e o livro “Aphrodite e as Cerejeiras Japonesas”.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A CCL E O PATROCÍNIO DO DONNA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Volto ao assunto Donna Fashion, evento de moda que foi patrocinado pela Câmara Catarinense do Livro. Eu, como muitas outras pessoas pelo Estado, não entendi nada. Como é que a Câmara patrocina um evento de moda tradicional e badalado como o Donna, se não tem dinheiro para fazer nem uma boa feira do livro?
Liguei para a Câmara, falei com a acessora de imprensa da casa, mas ela não soube me informar. Falei então com um integrante da diretoria, já que o presidente da casa não se encontrava na cidade, e ele me disse que a gestão anterior da CCL vinha requerendo, há coisa de três anos, junto ao Estado, verba para realizar a feira do livro de Florianópolis e junto com ela, no calçadão do Largo da Alfândega, o Donna Fashion. O presidente anterior da Câmara achava que o fato de trazer o evento de moda para a Feira do Livro atrairia mais público para a feira do livro.
Só que, depois de tanto tentar, o Estado concordou em atender o pedido, mas inverteu o projeto, como bem pudemos ver: a verba sairia, mas a Câmara, ao invés de acolher o Donna na sua Feira do Livro, apareceria, apenas, como patrocinadora do evento fashion. Quer dizer: o dinheiro pedido para a CCL realizar a feira teria sido revertido para o
Donna, evento que nem estatal é. E pior, através da Câmara. Não é muito estranho?
Agora a Câmara precisa dar tratos à bola para conseguir recursos para a sua Feira Catarinense do Livro, que acontece neste mês de maio.
Quem é que vai explicar isto para os cidadãos catarinenses?Afinal, o dinheiro em questão é dinheiro público

segunda-feira, 17 de maio de 2010

MAIS UM GOLPE DE OPERADORA DE TELEFONE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Fui assinante da Brasil Telecom por todo o tempo que ela “operou” por aqui. Há quase dois meses, quando já era Oi, ela ligou para mim, perguntando se eu tinha prestado atenção na minha conta telefônica, que estava muito alta, se eu não queria mudar de plano, para pagar menos. Realmente a minha conta estava salgada, beirando os duzentos reais.
Então o atendente da Oi, ou Brasil Telecom, começou a contar umas histórias, tipo “quando a esmola é muita o santo desconfia”. Que eu pagaria, se mudasse o plano, apenas R$ 79,90, teria 1000 minutos para usar e não haveria excedentes. E além disso, teria direito a internet de 1 mega. Eu duvidei, é claro, e disse a ele que já tinha internet e não queria. Mas ele insistiu, disse que fazia parte do pacote e se eu não usasse não tinha problema.
Voltei o filme e perguntei que história era aquela de sem excedente e ele repetiu que depois que usasse os mil minutos, poderia continuar ligando e recebendo ligações da Oi-Brasil Telecom, que não seria cobrado nada além do valor acordado. Perguntei a ele se não cobrariam nada relacionado à Internet, que eu não usaria, e ele confirmou novamente que não, não seria cobrado absolutamente nada.
Mesmo não acreditando, mudei o meu plano para o que ele ofereceu e fiquei esperando até que viesse a segunda conta depois da mudança. Chegou na semana passada, no valor de 201 reais e alguns centavos. E, pior, cobrando R$ 50,00 de instalação de internet. Ora, eu não uso a internet da Oi, ninguém veio a minha casa para fazer instalação, até porque eu não chamei, então como é que me cobram cinquenta reais?
Liguei pra lá para pedir explicações, mas a atendente verificou a minha conta e disse que estava tudo certo, que eu tinha contratado internet com telefone e que cobraram a taxa de instalação. Não adiantou eu explicar que o cara que me vendeu o produto contou um monte de mentiras, que eu não uso a internet deles.
Como eu já esperava isso e liguei mesmo para acabar com a conta, disse que queria cancelar a minha linha. Foi aí que me passaram para outra atendente e eu fiquei meia esperando “um momentinho”. Mas resisti e aguentei até o final para encerrar aquela linha. Pedi a gravação de quando me venderam o pacote, para provar, junto a Anatel, que o atendente estava contando um monte de histórias que não seriam cumpridas para vender produtos e ganhar a comissão dele. E para reaver a grana da internet que eu não usei, pois fui descaradamente roubado.
Atentem, quando ligam da Oi-Brasil Telecom para vender produtos ou oferecer mudanças. Tentem encontrar uma operadora mais honesta, se é que isso é possível.

domingo, 16 de maio de 2010

LETRA VIVA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

A coleção “Letra Viva” foi idealizada para comemorar o trigésimo aniversário do Grupo Literário A ILHA, que ocorre em junho de 2010. São trinta anos de atividades divulgando a literatura e dando espaço aos novos escritores não só de Santa Catarina, mas do Brasil.
Diferente da coleção Poesia Viva, que publicou poetas do Grupo Literário A ILHA que não tinha ainda livro solo publicado, a maioria deles – foram doze volumes – a coleção “Letra Viva” traz a lume os cronistas do grupo, que não são tão numerosos quanto os poetas, mas também existem. E não serão apenas escritores sem livros publicados. A maioria deles já tem obra solo.
Nesta primeira remessa, o grupo publica três livros de crônicas: de Célia Biscaia Veiga, que escreveu por dois anos para o jornal “A Notícia”, de Mary Bastian, cronista de A Notícia há mais de três anos, deste cronista, coordenador do grupo e também cronista de A Notícia e outras dezenas de jornais pelo Brasil e pelo mundo.
Crônica talvez não seja o gênero literário mais praticado, atualmente, pois perde para a poesia. Mas é o mais publicado, pois todo jornal tem seus cronistas diários. E não falo de crônica social, política, policial, etc. Falo da crônica cotidiana, literária mesmo.
Então privilegiamos quem pratica esse gênero e entregamos os primeiros livros da coleção “Letra Viva”, na Feira Catarinense do Livro, que acontece de 19 a 29 de maio, em Florianópolis, no Largo da Alfândega. O Grupo Literário A ILHA estará participando da feira no dia 29, com lançamento marcado para as 14 horas daquele sábado, comemorando os 30 anos do grupo e da revista Suplemento Literário A ILHA.
Serão lançados, na oportunidade, o número 113 de A ILHA e os três volumes da coleção Letra Viva, quem sabe quatro.

sábado, 15 de maio de 2010

MAGIA DA LEITURA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

A professora Mariza colocou no seu blog “Mar e brisa do saber” – www.marebrisadosaber.blogspot.com , a terceira parte do magistral trabalho que fez com seus alunos de escolas de Joinville, “Magia da Leitura”. Ela já tinha mostrado, nas duas partes anteriores, muito do maravilhosa iniciativa no sentido de incentivar o hábito da leitura, de despertar nos leitores em formação o gosto pela leitura, usando três livros meus em sala de aula: “Aphrodite e as Cerejeiras Japonesas” – crônicas, “Nação Poesia” – poemas e “Flecha Dourada” – infantil.
Nesta terceira parte, ela mostra uma pequena parte do que os alunos fizeram com o livro “Aphrodite e as Cerejeiras...”, fotos, o visual caprichado dos trabalhos, vídeos com um teatrinho de fantoches sobre este humilde escriba e até uma música, feita e cantada pelos alunos. Não é excepcional? É muita dedicação e talento da professora Mariza no comando dessa juventude estudiosa e promissora que está com ela. Eu nem esperava que meus livros fossem lidos por tantos jovens – acho que foram mais de cem -, a julgar apenas pelas cartinhas dos alunos endereçadas ao meu personagem Flecha Dourada.
Fico muito honrado de ter participado, com meus livros, de um projeto tão rico e tão eficiente como esse. O objetivo de fomentar a leitura e divulgar a literatura da terra foi plenamente alcançado.