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domingo, 22 de março de 2015

A CULPA É DO POVO. É MESMO?


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br  

Tenho visto, ultimamente, alguns formadores de opinião em jornais aqui do Sul argumentando que os culpados da corrupção no Brasil somos nós, o povo, e não os políticos. Que nós, brasileiros, sempre querendo levar vantagem em tudo, é que incentivamos a corrupção. Até na internet tenho visto este tipo de defesa em favor dos políticos. Respeito a opinião do outro, mas não posso concordar.

E me ofendo, pois eu não estaciono em vagas para cadeirantes, nem pratico outras “pequenas” mazelas, pois tive uma educação decente e sei até onde vai o meu direito e onde começa o direito do próximo. E não acho justo  que me comparem ou digam que sou mais corrupto do que os políticos que estão aí a roubar somas inimagináveis do dinheiro público, dinheiro que é composto  de impostos e taxas que nós, povo, pagamos.

Aliás, é importante dizer que, se parte dos brasileiros tem envereado pelo mau caminho, fazendo tudo para levar vantagem no que for possível, é porque a educação deste país está deteriorada. E quando falo educação, inclua-se aí o ensino, como manda o dicionário. E a educação brasileira está falida por que? Porque ela foi abandonada pelos mesmos políticos que, uma vez no poder, além de dilapidar o país, não valorizaram professores, não fizeram manutenção nas escolas, não as equiparam e foram diminuindo conteúdo programático, dimimuindo o número de horas de aulas durante o ano letivo, etc. Matérias foram sumindo do currículo, nas últimas décadas, o sistema de alfabetização foi mudado – não para melhor -, assim como o ensino da matemática também. A idade de alfabetização de nossas crianças foi alterada de 7 para oito anos, recentemente, numa confirmação, por parte do governo, da derrocada indisfarcável do ensino, da nossa edução, em todos os níveis. Hoje em dia, infelizmente, existem crianças no terceiro, até no quarto ano do ensino fundamental, que não sabem ler e escrever. E não estou atribuindo a culpa disso aos professores, pois além de nem sempre serem devidamente qualificados, eles não são bem pagos. Além disso, há muitos deles, dedicados e abnegados que, apesar de tudo, fazem um trabalho que deveria servir de exemplo para os gestores da educação neste país.

As manifestações do povo, aos milhões, em meados de março, não sensibilizaram os “políticos” brasileiros, pois logo em seguida dinheiro para os fundos dos partidos foi pedido e concedido pelo governo brasieiro.  Coisa de bilhões. Mas para a educação, não há recursos. E não esqueçamos, de novo, que o dinheiro que o governo distribui é o nosso dinheiro, o dinheiro do povo.

Então não venham me dizer que o culpado é o povo, que os políticos são o produto da nossa desonestidade. Sabemos que em todo segmento da sociedade exsitem pessoas boas e pessoas não tão boas, e parece que essas últimas, as mais “espertas”, fazem “carreira” de políticos. O que falta neste país é resgatar a educação, para que tenhamos pessoas mais esclarecidas, honestas e responsáveis. Tudo se resume à educação. Se um povo tem boa educação, ele será mais culto, saberá a diferença entre o certo e o errado e tomará decisões corretas.

Não comparem o povo brasileiro à reles raça de politiqueiros que grassa por aí. Cobrem mais atenção à educação deste país. Exijam um ensino fundamental e médio de qualidade. Pessoas bem  educadas, instruídas, esclarecidas, saberiam votar melhor, por exemplo, e com uma boa educação, teríamos candidatos melhores, teríamos em quem votar.

sábado, 14 de março de 2015

TRIBUTO AO DIA NACIONAL DA POESIA


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


14 de março é o Dia Nacional da Poesia. No Brasil o dia da poesia é neste dia, porque é o dia do aniversário de Castro Alves, um dos grandes poetas brasileiros. O Dia Internacional (ou Mundial) da Poesia, no entanto, é comemorado no dia 21 de março, por iniciativa da Unesco.

Poesia é a língua universal do ser humano. Poesia é a linguagem do sentimento, da emoção. O
Poeta é esse ser estranho e singular, iluminado, que vê a vida com o coração e tenta passar essa visão a todos aqueles que tiverem sensibilidade para recriar a sua visão. Então quero enviar a minha homenagem a todos os bardos deste imenso Brasil e do mundo, pois é das penas deles que flui a emoção e o sentimento dessa arte que se chama literatura.

É o poeta que torna esse nosso mundo, tão belo e ao mesmo tempo tão conturbado, um pouco mais sensível, é ele que desnuda a alma para que a nossa alma seja menos dura, menos intolerante, mais solidária, mais humana.

É o poeta que nos leva a contemplar o amor, que nos leva a pensar a paz, que nos lembra de que somos irmãos gêmeos da natureza e por isso mesmo precisamos amá-la e respeitá-la, para que ela nos proteja e não nos desampare.

Precisamos comemorar esse dia lendo e produzindo versos, todos nós, pois o mundo atual, tão corrido e tão violento, precisa da singeleza e do lirismo da poesia. O ser humano precisa cultivar a poesia, para não se deixar endurecer ainda mais, para não deixar de ser gente.

Ao contrário do que alguns pensam, a poesia é necessária. Como deixar fluir a alma pelas pontas dos dedos, a não ser pela criação de um poema? A poesia é sentimento, é emoção, é alma, é coração. Como sermos humanos sem tudo isso?

A poesia é mágica, como já disse Quintana – e quem mais poderia dizê-lo? – como neste poema que toma a liberdade de transcrever:

”Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam voo como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto; alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti...”

Que mais posso eu dizer? Rendo a minha homenagem a você, poeta, que não deixa morrer a poesia que existe, ainda, em nossas vidas. E rendo minha homenagem a você, leitor, que não deixa morrer a poesia, recriando-a. E viva a poesia mundial, e viva Quintana, e viva nós, poetas e vivam todos os leitores.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A REVISTA LITÉRÁRIA MAIS ANTIGA



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Já está no ar, no portal PROSA, POESIA & CIA., do Grupo Literário A ILHA, em Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br , a nova edição, de número 132, da revista Suplemento Literário A ILHA, com muita poesia, prosa e mais informação literária e Cultural. Nesta edição, escritores de Santa Catarina, do Brasil e de outros países: Mia Couto, de Portugal, Else Sant´Anna Brum, Mary Bastian, Pierre Aderne, de Portugal, Norma Bruno Marlete Cardoso,Marcos Antonio Meira, Rita Pea, de Portugal, Harry Wiese, Júlio de Queiroz, Urda Alice Klueger, Apolônia Gastaldi, Jacqueline Aisenman, da Suiça, Luiz Caracol, de Cabo Verde, J. C. Bridon, Arlete Trentini dos Santos, Enéas Athanázio, Selma Franzoi, Celestino Sachet, Rosângela Borges, do México, Nilz Helena S. Vilhena, Aracely Braz, Teresinka Pereira, dos Estados Unidos, Célia Biscaia Veiga e este que vos escreve. Assuntos como "Personagens em busca de um autor", A Cultura e a Língua Portuguesa", "A Menina sem Palavra", "Os 104 anos de Dinah", "A Literatura dos Catarinenses na Modernidade Líquida", "Sarau Poético", "Novo Livro de Salim Miguel aos 90 anos", "Grupo A ILHA no Salão Internacional do Livro de Genebra".
A revista Suplemento Literário A ILHA e o Grupo Literário A ILHA completam, neste ano de 2015, 35 (trinta e cinco) anos de atividades, de existência e persistência, abrindo espaços para a literatura que se produz em nosso Estado, no Brasisl e no mundo.
Conheça a publicação do gênero mais perene que existe. Entre o portal do Grupo Literário A ILHA - endereço acima - e, na primeira página, clique na capa da revista. Leia e comente, recomende, se gostar.

quinta-feira, 5 de março de 2015

EDUCAÇÃO


              Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Tenho visto, de há bastante tempo, falarem em educação como se o significado da palavra não abrangesse instrução, ensino. Como se educação significasse apenas o bom relacionamento social. Já vi até professores dizerem que “professor não é educador, quem deve educar são os pais, em casa, pois o professor apenas transmite instrução, conhecimento”. É claro que concordo que a educação começa em casa, mas ela continua na escola, pois o professor é educador, sim, nos dois sentidos: ensinar, transmitir conhecimento e consolidar boas maneiras, o bom trato entre as pessoas.

Acho que algumas pessoas nunca foram ao dicionário para ver o que a palavra educação realmente significa. Se fossem, iriam constatar que educação é “aperfeiçoamento das faculdades físicas, intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino; processo pelo qual uma função se desenvolve e se aperfeiçoa pelo próprio exercício; aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas; conhecimento e prática dos usos de sociedade; civilidade, cortesia, delicadeza, polidez.”

Temos a mania de usar algumas palavras sem conhecer o seu exato significado, então pensamos que estamos dizendo uma coisa e estamos, na realidade, dizendo outra. Vemos isso até na imprensa, na televisão. Precisamos nos acostumar a ir ao lugar certo para consultar e usar as palavras de modo correto, que é o dicionário. Precisamos ler mais e escrever mais, cultivar sempre o hábito de ler e de escrever. E quem lê e escreve precisa ter ao seu lado, prontos para serem usados, um dicionário e uma gramática. Dicionário não é livro para decoração, para ficar enfeitando a estante ou prateleira.

Dicionário é livro para ser consultado sempre. Para que não caiamos no imperdoável pecado de deturpar, desvirtuar o sentido das palavras. Não podemos nos esquecer, então, que educação significa polidez, cortesia entre as pessoas, mas significa também instrução, aperfeiçoamento intelectual, aquisição de cultura. Sempre usei essa palavra com esses sentidos, pois eles são intrínsecos. Repetindo, então, educação é civilidade, bons costumes e aquisição de conhecimento. Para não esquecermos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A ÁGUA E NÓS


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


O sol deste verão está muito forte e tem chovido pouco onde é preciso que chova muito para encher reservatórios de água que abastecem muitas cidades. Mas temos tido tempestades e enchentes, em muitos lugares, depois de um Janeiro muito seco. As temperaturas têm passado de trinta e se aproximado dos quarenta. E a sensação térmica já superou os quarenta. No sol, termómetros já medira mais de cinquenta graus.

Isto me faz pensar na estiagem em tantos lugares pelo Brasil, que faz secar os reservatórios e desaparecer a água tão necessária nas torneiras dos brasileiros.
Sem água não há vida e, ao mesmo tempo que falta água potável, temos tempestades de verão que fazem com que muitas pessoas percam tudo nas enchentes, deslizamentos, etc.
Na verdade é irônico, pois temos enchentes quando falta água na torneira, mas de há muito tempo falta planejamento na gestão da coisa pública, pois deveríamos ter pensado há décadas no que está acontecendo hoje, para prevenir. E deveríamos ter feito melhor manutenção, renovação e ampliação das nossas redes de distribuição de água, assim como fazer planejamento para o aumento na captação e no tratamento. Os rios estão secando, os reservatórios, poucos para o consumo atual, também.

Os encanamentos envelhecem e ficam obsoletos, com vazamentos que não podem ser tolerados hoje em dia e a população, por sua vez, vai aumentando dia a dia, sem que a produção de água seja pensada para acompanhar esse crescimento.
A falta de água na minha casa, nestes últimos tempos, chegaram a três dias continuados, por causa da chuva, das tempestades e das enchentes, que inviabilizam o tratamento de água que é precário e insuficiente, vejam que contraponto: muita água lá fora e nada de água nas torneiras.
Será que todo esse descontrole do clima tem a ver com o nosso cuidado com o meio ambiente? Dúvida cruel, não?

Alguns gestores da coisa pública, ao invés de planejarem a longo prazo as providências para que a água não falte, querem cobrar mais caro a água que os cidadãos consomem! Só que esse dinheiro, todos sabemos, não vai ser usado para prevenir a falta d´água. Infelizmente.

Há que os conscientizarmos que a natureza não aceita o pouco caso de nós, seres humanos. Ela está cobrando o preço do descaso, do desrespeito, do deboche. Precisamos acordar, será que há tempo?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A FALÊNCIA DA CULTURA BRASILEIRA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Está no ar um novo Big Brother Brasil. Só o fato de haver uma nova edição dessa coisa sofrível que chamam de reality show, já é um retrocesso. São mais de dez edições, atestando que, realmente, uma boa parte dos brasileiros faz questão de se revelar um povo subdesenvolvido, praticamente sem cultura nenhuma, ao absorver um programa de tão baixa qualidade. Felizmente há quem saiba escolher e opte por um programa não tão ruim da televisão, ou pela leitura de um livro, ou por ver um bom filme, ouvir boa música, assistir uma boa peça de teatro.

Em alguns países, a moda – ou a praga - até passou, mas no Brasil, não. Há até quem assine um canal de TV paga que mostra a “atividade” na casa vinte e quatro horas por dia. E são milhares de assinantes.

O tal Big Brother não tem nenhum ponto positivo e a cada edição fica pior. As piores qualidades dos participantes do “show” são valorizadas, para dar mais “ibope”. Vale tudo: baixaria, mau caráter de uns e outros, até sexo. Até estupro  embaixo do edredom já houve. Virou escândalo nacional e acabou exacerbando a curiosidade e até aqueles que não viam o malfadado programa, acabaram dando uma “espiada”.

O brasileiro precisa analisar melhor o que anda consumindo. Há que saber escolher o que ver na TV, há que se ler um bom livro, de vez em quando, estudar mais, fazer cursos para se encaixar melhor no mercado de trabalho e melhorar a renda. Precisamos gerenciar melhor o nosso tempo. Precisamos elevar o nosso nível de cultura. E não venham, por favor, me dizer que “não podemos fazer tudo isso porque somos pobres”. Sempre podemos aprender mais.

Felizmente há quem abomine o tal BBB e sempre temos esperança de que esta seja a última edição. Mas o atestado da nossa falta de cultura só acabará, só deixará de invadir a telinha se nós, consumidores, espectadores, não prestigiarmos mais esse tipo de “programa”, essa alternativa altamente perniciosa para todos nós.

Compete a nós, cidadãos, seleccionarmos o que permanece na programação, pois uma produção não continuará no ar se a audiência não for boa. Se não assistirmos o que é ruim, se tivermos um pouco de critério na hora de assistirmos o que a televisão nos oferece, podemos melhorar o que nos é oferecido.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

JACATIRÕES DO BRASIL


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Neste verão, vi uma coisa que nunca tinha visto ainda. Já tinha visto o jacatirão de inverno – o manacá-da-serra – florescer junto com o jacatirão nativo, em dezembro. Mas neste início de 2014, em pleno verão, vi o manacá-da-serra, o jacatirão que foi feito para florescer em julho, fechado de flores ao lado de um jacatirão nativo, que floresce no verão e mais, perto de uma quaresmeira, o jacatirão que floresce no outono, na época da Páscoa. Não é singular? Todos os jacatirões de épocas diferentes, florescendo juntos. Coisas de nosso clima, mas é bom ver todas essas cores, que vão desde o branco até o vinho, colorindo nossos caminhos.

Tenho uma relação de amor e dor com o jacatirão. Quando perdi minha primeira filha, há bastante tempo, fazia poucos anos que eu tinha descoberto essa árvore grande e generosa, que se cobre de flores no final da primavera e fica esbanjando beleza até o final do verão, e me tornado admirador e divulgador dela. Então, quando estávamos indo sepultar minha menina, um raio de luz e cor conseguiu atravessar a névoa de dor que encobria meus olhos e eu vi as primeiras flores de jacatirão daquela temporada, numa árvore ao lado do cemitério.

Aí nasceu um pequeno/grande poema: pequeno no tamanho, mas grande no significado: “A primeira flor / de jacatirão / da primavera, / em outubro, / tem um nome: / saudade...”

A relação que temos, eu e o jacatirão, na verdade não é só de amor e dor, mas também de cumplicidade. Porque acho que ele veio me consolar numa hora em que eu precisava muito de luz para mostrar o caminho, mostrar o chão para seguir em frente, mostrar que havia esperança. Que a vida segue e que o tempo cura quase tudo, que a saudade vai se tornando companheira e a dor vai diminuindo, embora volte, às vezes, um pouquinho mais forte. Que a perda ensina a gente a valorizar mais o que se tem, ensina a amar mais e melhor a vida e nossos entes queridos.

Então gosto de todos os tipos de jacatirão: daquele nativo, que floresce no meio da mata, no verão, no nordeste da nossa Santa e bela Catarina, autêntica árvore de Natal, se enfeitando para o 25 de dezembro e a virada do ano - no final do verão ele floresce no Paraná, São Paulo e pelo Brasil afora; do jacatirão também chamado de quaresmeira, que floresce mais ao sul de Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e também por quase todo o país, na época da páscoa, com suas flores menores mas mais coloridas. E o do jacatirão de jardim, que chamam de manacá-da-serra, que floresce no inverno.

Você, leitor de qualquer parte do Brasil, que não sabe o que é o jacatirão, preste atenção se um dia viajar aqui para o sul e sudeste: do final de outubro até final de janeiro, em vários pontos da BR 101 antes e depois de Joinville, você poderá ver as manchas vermelhas nas matas que ladeiam a estrada. Também em várias rodovias no Paraná e São Paulo, em fevereiro e março. E certamente em muitas outras regiões do pais que eu não conheço, eles podem ser admirados.