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domingo, 26 de julho de 2015

MÚSICA



Por Luiz Carlos Amorim –  Escritor, editor e revisor, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br 

Gosto de música. Gosto de muitos tipos de música e gosto, principalmente, de música clássica. Por isso, vou a concertos, sempre que posso. E lá me sinto em casa, seja aonde for. Assim que o concerto inicia, assim que a música começa  a entrar pelos meus ouvidos e invadir todos os meus sentidos, a preencher a minha alma, penso que deveria ter lápis e papel comigo, no exato momento em que a peça musical está sendo executada, para anotar todas as sensações e emoções que sinto. Seria difícil, é claro, assistir, ouvir a orquestra e anotar, mas lamento não poder registrar cada instante.
Em cada crescendo da música, alguma coisa se avoluma no meu peito e se espalha em ondas de energia por todos os meus órgãos, pelas minhas entranhas, até a extremidade da minha pele. Meu coração parece querer dançar na cadência da divina música. O calor que eu sinto nas palmas das mãos começa a se espalhar, também, e a cadência da música, aquela energia da qual falei acima parece querer causar erupções por toda a minha pele. Já senti isso muitas outras vezes, sinto sempre, a cada orquestra que vejo e ouço, ao vivo, e quisera não perder nenhum detalhe daquele arrebatamento vertiginoso que me faz quase flutuar acima do meu corpo, no enlevo de quantas obras-primas eu tenha o privilégio de ver e ouvir. Minha alma flutua no ritmo da música. E eu sou uma corda vibrando, como se fora um instrumento musical.
Essa vocação para gostar da boa música vem de muito longe, de quando eu era garoto, adolescente, e não ouvia só a Jovem Guarda, ouvia também Strauss, Mozart, Beethoven e outros grandes nomes da música imortal. E me quedava, embevecido, a sentir a energia que cada acorde, cada nota, fazia vibrar todo meu ser. Era até estranho alguém tão novo gostar daquele tipo de música. Mas cresci ouvindo a divina música, paralelamente ao tipo de música da época de que todo jovem gostava.
Hoje tenho um acervo muito grande de música clássica em CDs, em MP3, em smartfones, no notebook, em pendrives…  A boa música é o melhor relaxante, ao mesmo tempo que é revigorante, nos dá prazer, abastecendo a gente de toda a energia que ela transmite.
A música é a poesia do som e a música clássica é a obra-prima dessa poesia. Quem consegue viver sem ela, sem a boa música?

sábado, 18 de julho de 2015

CORUPÁ, BELA E TRISTE SEM SUA PROFESSORA ELIZABETH


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor - Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br
 
Volto sempre a Corupá, para rever algumas pessoas da família que ainda moram lá e para matar saudades. Também aproveito minhas idas a minha cidade natal para levar meus livros mais recentes para a Biblioteca Municipal e para a biblioteca do Grupo Escolar Teresa Ramos – o nome mudou, acho que é Escola Básica, mas o sobrenome é o mesmo - escola onde comecei a estudar, fiz lá o primeiro grau ou ensino fundamental. De qualidade.
E aproveitava, ainda, para entregar minhas obras mais recentes à professora Elizabeth Voltolini, a minha primeira professora. Ela morava bem no centro da cidade, do lado da praça, que hoje está mudada, diferente, meio futurista demais para a nossa Corupá. E eu ia lá bater a sua porta e ela me atendia, com seu sorriso meigo e doce. E sempre lia meus livros, apesar da sua idade avançada. Isso confirmado pela sua filha, comprovado com fotos.
Pois a doce professorinha de Corupá, aquela gigante na arte de ensinar, uma profissional do ensino das mais competentes , das mais capazes que eu conheci em toda a minha vida, se foi. E deixou uma saudade enorme, uma saudade imensa que faz com que Corupá, a Cidade das Cachoeiras, o Vale das Águas, tão bela e tão serena, fique triste e melancólica, com a ausência da sua professora mais ilustre, com a ausência da simpatia, da generosidade, do carisma de dona Elizabeth.
Voltar a Corupá não é mais a mesma coisa. É triste, é dolorido, pois dona Elizabeth não está mais lá. Vou continuar vistando minha terra, mas sempre vai faltar um pouco de ternura e sobrar um pouco de tristeza, quando chegar à Cidade das Cachoeiras, ao Vale das Águas.
A verdade, felizmente, é que não há só tristeza, pela falta da professorinha. Há também orgulho, um orgulho imenso por ter sido alfabetizado pela grande professora que sempre foi dona Elizabeth. Foi com ela, também, que aprendi a gostar de ler e escrever foi uma consequência. E muitos outros corupaenses tiveram o privilégio de serem ensinados por ela e certaemente sentem o mesmo orgulho que sinto. E esse orgulho e o carinho que sentimos é o nosso tributo a ela.
A professora Elizabeth é um dos maiores patrimônios da nossa belíssima Corupá, um exemplo de como se faz educação de qualidade neste nosso Brasil. E ela continuará presente nesta terra abençoada, enquanto estiver viva na nossa lembrança e em nossos corações. E isso é para sempre.

domingo, 12 de julho de 2015

CORRUPÇÃO À SOLTA



Por Luiz Carlos Amorim –  Escritor, editor e revisor, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras.  Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


Há algum tempo, publiquei o artigo “A banalização da impunidade”, em vários jornais pelo Brasil e também no meu blog, onde vocês podem conferi-lo. Pois logo depois, abrindo um grande jornal, deparo-me com o editorial “O Brasileiro e a Corrupção”. O tema é o mesmo, mas os enfoques são diferentes. E atual.

Eu falo do mau exemplo de nosso poder público, dos nossos “políticos”, atolados em corrupção e beneficiados pela impunidade, em relação às crianças e jovens desse nosso indefeso país – ou o povo é que é indefeso, apesar de ter votado nesse antro de maus brasileiros que está no poder, muitos deles comandando ou envolvidos com a corrupção que grassa descaradamente.

O editorial do jornal fala da publicação de reportagem publicada em um jornal espanhol, dando conta da corrupção em nosso país, com o título: “Por que os brasileiros não reagem à corrupção de seus políticos?”. A matéria do jornal estrangeiro é superficial, mas a pergunta é muito oportuna, pois nós, brasileiros, assistimos a tudo calados, aceitamos a tudo passivamente. Os corruptos roubam o dinheiro público, dinheiro que é pago por nós, cidadãos, na forma dos escorchantes impostos que deveriam ser aplicados na educação, na saúde, na segurança, na mobilidade, etc. E quem é condenado a devolver as somas bilionárias roubadas? Nós, o povo. Sobe vertiginosamente o preço da electricidade, dos combustíveis, o que faz subir todo o resto. E nós temos que pagar.

A “justiça”, que também está falida, prende alguns dos corruptos, dos tantos que são denunciados, para em seguida soltá-los. E eles continuam livres para seguir a sua trajetória de corrupção e impunidade, sem o menor constrangimento, sem a menor culpa. Alguns não são nem denunciados, nem condenados, parecem intocáveis. Serão os chefes e os comandados têm medo deles, tem rabo preso? Isso é corrupção no mais alto grau. Até quando?

Quando vamos nos levantar contra esse estado de coisas insustentável e criminoso? Precisamos começar a fazer alguma coisa, precisamos protestar, exigir que usem o dinheiro público que é composto da quantidade enorme de impostos que pagamos, em benefício do cidadão brasileiro e não contra ele. O cidadão brasileiro precisa se preocupar menos com novelas e futebol, instrumentos de manipulação que deram certo no Brasil, e atentar mais para os seus próprios problemas, para a sua vida. Precisamos parar de fazer vista grossa para quem está nos enganando e roubando, precisamos aprender a votar melhor, a não esquecer o que os políticos aprontaram em seus mandatos anteriores para não votar mais neles. Depende de nós, somos nós que colocamos os corruptos no poder.

Se não houver em quem votar – e infelizmente essa possibilidade é a mais verdadeira – podemos anular o voto. Anulando o voto, ele não vai valer para ninguém. E se muitos anularem seus votos, alguém terá que perceber que alguma coisa está errada. É a maneira mais eficaz de protestarmos, de fazermos ver que não estamos satisfeitos com o que está aí. E, ainda, o eleitor precisa saber que assim como colocou o candidato no poder, pode tirá-lo. Mas não interessa para os nossos “representantes” que seus eleitores saibam disso, não é? Por isso a derrocada da educação, o ensino deteriorado, para que não tenhamos conhecimento e não nos indignemos.

Há que nos conscientizemos disso e passemos a exigir que os políticos no poder façam o seu trabalho, que trabalhem efectivamente, que eles foram colocados lá para servir o povo. Chega de corrupção, chega de descaso, chega de impunidade.

domingo, 5 de julho de 2015

REDESENHANDO A LEITURA

Por Luiz Carlos Amorim –  Escritor, editor e revisor, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br
 
Os livros para colorir, que estouraram no gosto do público, nos últimos tempos, me fazem  lembrar os livros de fotos com motivos específicos, como animais, crianças, pássaros,  natureza, cenas domésticas, com pequenos textos como legenda: máximas, ditados, pequenos poemas, pequenas prosas poéticas,  “pensamentos”, como diríamos nos anos 70, etc.  Esse tipo de livro vendeu muito e vende ainda hoje.
Pois agora é a vez dos livros com desenhos em preto e branco para colorir. Estão vendendo muito e fazendo a alegria de editoras e livreiros. Eu, na verdade, não sei se vejo isso como novidade alvissareira, porque há os prós e os contras. Vai haver quem não goste do que vou dizer, mas nunca agradaremos a todos, isso é uma verdade inegável.
O caso é que quem compra um livro de desenhos para colorir deixa de comprar um livro literário, com textos, um livro para ler. Ah, mas algumas das pessoas que compram os livros de colorir não comprariam outro livro. Tudo bem, mas há aquelas pessoas que são boas leitoras e compram o livro de desenhos, sem texto, para conhecer a novidade, mas deixam de comprar um livro com textos, porque precisam escolher entre um e outro. A crise em que o país se encontra, em que nós, cidadãos, temos que pagar a conta de erros e roubos homéricos dos “administradores” da coisa pública, nos obriga a fazer escolhas, porque nem tudo pode ser comprado de uma vez só.
Colorir, pintar os desenhos é uma terapia. É verdade. Tamabém é verdade que há um mercado para todos? Talvez. Mas temos visto, em feiras do livro, em livrarias, as pessoas escolhendo entre um e outro, porque nem sempre dá para levar os dois. E os livros para colorir, frize-se, não são livros para crianças, são também para adultos.
Quem sabe não se pudesse inserir algun texto – pequenos poemas, pequenas prosas, para incentivar o hábito de ler, para que aqueles que não eram leitores assíduos, mas aderiram aos novos “livros”, passassem a ter algum contato com a leitura, e assim fazer um bom casamento, de novo, entre desenho e texto? Seria uma maneira de conquistar novos leitores, aqueles que foram atraídos pelos desenhos, mas não tinham o hábito de ler.
Como fizeram os autores dos livros de fotos, que associaram as fotos a pequenos textos e obtiveram o maior sucesso. Sucesso que não foi divorciado da leitura, pois eles traziam, incorporados, prosa ou poesia.
Fica a dica. Não estou dizendo, absolutamente, que os livros de desenhos para colorir não são bons. Mas eles podem ser melhores, se ajudarem a incutir o gosto pela leitura. Vamos colorir a leitura?

terça-feira, 30 de junho de 2015

ONDE A PÁTRIA EDUCADORA?



   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br 

Brasil – Pátria Educadora se faz com educação de qualidade. Para um país que vem sucateando a educação de seus cidadãos há décadas, soa por demais irônico a presidente fazer deste o lema para o seu segundo e mais desatroso “governo”.
O ensino – que faz parte da educação, conforme o dicionário – foi perdendo qualidade nun crescendo assustador, durante o governo do PT e está aí o resultado: crianças no terceiro, quarto ano, que não sabem ler e escrever, jovens que não sabem se comunicar – não conseguem escrever ou ler um bilhete, não conseguem interpretar um texto; escrever uma redação, então nem pensar. Isso sem contar as escolas sem manutenção, sem equipamento, professores mal pagos, etc., etc.
A prioridade na campanha da presidente foi o resgate da educação, a melhoria do ensino no Brasil. E o que aconteceu logo que ela assumiu o segundo mandato?  O principal alvo do corte de “despesas” do governo foi a educação: teve o maior corte de todos os ministérios, no valor de nove bilhões e meio de reais. O Fies – Fundo de Financiamento Estudantil, ficou inacessível justamente na época de inscrição dos estudantes. Em dezembro, o governo mudou as regras do programa, além de proibir a renovação de contratos que tinham sido reajustados com taxas menores do que a taxa de inflação. As “autoridades” educacionais  - leia-se MEC – fecharam o acesso ao site do Fies para conter a inscrição de dois milhões de alunos que dependem do financiamento para continuar estudando. Depois de muito protesto, o MEC prorrogou as inscrições até junho, mas não se sabe se todos os alunos conseguiram se inscrever. Aliás, o MEC reabriu as inscrições, mas dando preferência ao norte e nordeste. O corte no sul teria sido para disponibilizar em outro lugar? Programas como Pronatec e Ciências Sem Fronteiras também sofreram cortes.
Então essa é a Pátria Educadora da presidente: corte de verbas para a educação, esvaziamento do conteudo programático do ensino em todos os níveis, abandono da escolas, pagamento bem aquém do devido a professores, profissionais tão importantes na vida de todos os brasileiros, que deveriam ser melhor qualificados, também. Não é à toa que acontecem greves de professoras em vários pontos do país.
As universidades federais são obrigadas a suspender investimentos em projetos e pesquisas, para conter despesas. Há que se conter despesas de qualquer jeito. Esperemos que não tenham que diminuir o quadro de professores.
Então não parece deboche, escolher tirar a maior quantidade de recursos justamente da pasta da educação e ficar alardeando que o Brasil é uma Pátria Educadora? Onde está o ensino de qualidade? Que país é esse, que prefere que seu povo tenha cada vez menos educação?

sábado, 27 de junho de 2015

INVERNO SEM TAINHA NÃO É INVERNO


Por Luiz Carlos Amorim -  Escritor, editor e revisor. Editor das Edições A ILHA, que publicam a revista Suplemento Literário A ILHA. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Htt://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Fico fascinado pelo fenômeno fabuloso do tempo frio que é puxar as redes com toneladas e toneladas de tainha. É de uma beleza incomensurável.
E eu que nunca liguei muito para o peixe em si, só gostava da tainha feito cambira, aquela escalada, salgada e secada ao sol, tenho comido tainha recheada (com ova, camarão, farinha e temperos, como aprendi com minha mãe), caldo de tainha, que fica uma delícia e tainha frita. Nada como morar aqui, pertinho de onde acontece o milagre dos peixes.
Então faço água na boca da minha amiga Fátima de Laguna e ela me pede, como leitora do meu blog, que eu dê as receitas e ensine como fazer a cambira e o caldo. Muito pouca gente sabe, mesmo os nativos da ilha, pelo que tenho percebido, ao perguntar para alguns, que a cambira é a tainha escalada. A gente pega ela, já sem escamas, eviscerada, sem cabeça e abre ela de fora a fora, cortando encostadinho à espinha. Depois é só salgar, dos dois lados, bem salgado – isso é escalar, conforme quem mora na beira do mar e conforme o Aurélio, também.

Aí é só pegar um dia de sol e deixar ele secar. Não é preciso deixar torrar, em um ou dois dias ele fica marronzinho e a cambira está pronta, pode ser consumida. É  dessalgar – ferver trocando de água umas duas ou três vezes, fritar ou grelhar e comer com o que preferir, mas eu não sei de nada melhor do que um pirão de água. Ah, não sabem o que é pirão de água? É só ferver água, colocar farinha de mandioca no prato, despejar a água quente em cima e misturar. Aí é fechar a porta e comer. Faça um molho de limão com pimenta, mais ardida ou menos ardida, como preferir, e regue a cambira.
Já o caldo de tainha é feito como os outros caldos de peixe. Minha mãe ensinou assim: pique alguns tomates, sem pele e sem sementes ou como preferir. Refogue cebola e alho bem picados com manjericão ou alfavaca (não pode faltar, é condição sine qua non), acrescente o tomate e outros temperos verdes, a gosto, coloque água o suficiente para a quantidade de peixe que vai cozinhar e não esqueça o sal. Eu não ligo para a cor, mas para quem gosta, pode usar colorau ou massa de tomate. Fervendo o caldo, coloque a tainha cortada em postas e temperada anteriormente com limão, sal e manjericão. Não deixe cozinhar muito, para o peixe não se desmanchar. Já dá pra fazer o pirão com o caldo e farinha de mandioca e comer com o peixe cozido, que está uma delícia. Não é fácil?
Jaraguá, Corupá e redondezas têm o privilégio de ficar relativamente perto de São Francisco, Barra Velha, Barra do Sul, o que possibilita a tainha fresquinha no inverno. Isso é um privilégio.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

TRIBUTO AOS ESCRITORES



Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

E o escritor também tem o seu dia. Esse artista solitário, cujo trabalho é registrar a trajetória do ser humano no nosso planeta, seja na ficção ou na não ficção. O escritor é aquele que, em verso ou prosa, localiza o homem no espaço e no tempo, com seus costumes, sua cosmovisão, seu habitat, seus sentimentos e emoções, suas vitórias e derrotas, seu caminho pela vida.
Minha homenagem, hoje, a todos os escritores, sejam famosos ou não, tenham publicado livros ou não, livros tradicionais, de papel, ou eletrônicos. Sabemos que, mais do que nunca, surgem escritores novos, mas o mercado editorial absorve muito poucos deles, pois livro é um produto para as editoras e um produto tem que vender. Elas arriscam pouco nos novos.
A internet veio para se transformar no veículo mais democrático que pode existir, para os novos autores, pois todos podem usá-la como vitrine, colocando lá a sua obra. É claro que só os que tiverem algum talento ficarão visíveis, mas a verdade é que o espaço está lá e é de todos.
A concorrência é grande, o número de escritores é cada vez maior, mas o número de leitores ainda não é o que seria desejável. O Brasil ainda é um país que lê pouco. Temos poucas livrarias, o preço do livro ainda é muito alto e a escola não tem, no seu conteúdo programático, espaço delimitado ou suficiente para incentivar o hábito da leitura nos nossos leitores em formação.
Neste dia do escritor, conclamo todos eles para que nos unamos, e nós todos, cada um, procuremos ir a uma ou mais escolas, aquela perto de casa, por exemplo, para procurar mostrar lá a nossa obra, divulgando a literatura como um todo e incentivando a leitura.
E há que exijamos, também, a melhoria da educação em nosso país, pois o fato de termos uma sistemática de ensino de melhor qualidade implicará em estudantes mais propensos a gostarem de ler.