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sábado, 18 de julho de 2015

CORUPÁ, BELA E TRISTE SEM SUA PROFESSORA ELIZABETH


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor - Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br
 
Volto sempre a Corupá, para rever algumas pessoas da família que ainda moram lá e para matar saudades. Também aproveito minhas idas a minha cidade natal para levar meus livros mais recentes para a Biblioteca Municipal e para a biblioteca do Grupo Escolar Teresa Ramos – o nome mudou, acho que é Escola Básica, mas o sobrenome é o mesmo - escola onde comecei a estudar, fiz lá o primeiro grau ou ensino fundamental. De qualidade.
E aproveitava, ainda, para entregar minhas obras mais recentes à professora Elizabeth Voltolini, a minha primeira professora. Ela morava bem no centro da cidade, do lado da praça, que hoje está mudada, diferente, meio futurista demais para a nossa Corupá. E eu ia lá bater a sua porta e ela me atendia, com seu sorriso meigo e doce. E sempre lia meus livros, apesar da sua idade avançada. Isso confirmado pela sua filha, comprovado com fotos.
Pois a doce professorinha de Corupá, aquela gigante na arte de ensinar, uma profissional do ensino das mais competentes , das mais capazes que eu conheci em toda a minha vida, se foi. E deixou uma saudade enorme, uma saudade imensa que faz com que Corupá, a Cidade das Cachoeiras, o Vale das Águas, tão bela e tão serena, fique triste e melancólica, com a ausência da sua professora mais ilustre, com a ausência da simpatia, da generosidade, do carisma de dona Elizabeth.
Voltar a Corupá não é mais a mesma coisa. É triste, é dolorido, pois dona Elizabeth não está mais lá. Vou continuar vistando minha terra, mas sempre vai faltar um pouco de ternura e sobrar um pouco de tristeza, quando chegar à Cidade das Cachoeiras, ao Vale das Águas.
A verdade, felizmente, é que não há só tristeza, pela falta da professorinha. Há também orgulho, um orgulho imenso por ter sido alfabetizado pela grande professora que sempre foi dona Elizabeth. Foi com ela, também, que aprendi a gostar de ler e escrever foi uma consequência. E muitos outros corupaenses tiveram o privilégio de serem ensinados por ela e certaemente sentem o mesmo orgulho que sinto. E esse orgulho e o carinho que sentimos é o nosso tributo a ela.
A professora Elizabeth é um dos maiores patrimônios da nossa belíssima Corupá, um exemplo de como se faz educação de qualidade neste nosso Brasil. E ela continuará presente nesta terra abençoada, enquanto estiver viva na nossa lembrança e em nossos corações. E isso é para sempre.

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