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quarta-feira, 10 de junho de 2015

POESIA CATARINENSE VIAJANDO O MUNDO


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Presidente do Grupo Literário A ILHA – 35 anos de trajectória, cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras.

Há pouco tempo atrás, a Cristina Davet leu uma crônica minha que sugeria que lêssemos mais para nossas crianças e comentou: “Hoje lemos poemas seus num sarau lá na casa da dona Helen Debyn. Você escreve muito, Amorim, parabéns!” Não é pra ficar feliz com uma notícia dessas

Passada a emoção, fiquei matutando cá com meus botões: mas a Cristina não mora em Genebra, na Suiça? Pois mora. E a dona Helen, que cedeu a casa para o sarau, também, e é nada mais nada menos do que  a brasileira que esteve no Salão Internacional do Livro de Genebra, procurando-me para me dar um abraço e comprar meus livros. E foram esses livros que  fizeram com que meus poemas fossem lidos na casa da dona Helen, no sarau que reuniu muita gente boa: além da Cristina, o Marinaldo, sobrinho da dona Helen, escritor de Joinville, a escritora brasileira Maria Clara Machado, que eu também conheci no Salão, e muitos outros

Não é uma beleza? É sensacional ter a poesia da gente correndo o mundo, sendo ouvida em alto e bom som, na voz de outros poetas, num cantinho aconchegante da Suiça. Dona Helen é um criatura amantíssima, é um poema de ternura, só podia ser ela a acolher uma plêiade de poetas e possibilitar que acontecesse um sarau internacional.

O Marinaldo eu já conhecia aqui do Brasil, pois ele participou do Grupo Literário A ILHA, desde tenra idade.  As outras pessoas aqui citadas, eu conheci em Genebra, daí a importância da participação em Salões Internacionais do Livro. Em 2016, estarei voltando à Suiça para esse grande evento literário e para abraçar de novo a dona Helen, a Maria Clara, a Cristina Davet e tantos outros amigos que fiz por lá. Como a Jacqueline e o Paulo, que possibilitam a participação de nós, brasileiros, em tão grande evento. Aproveitarei para participar também da Feira do Livro de Lisboa, onde estarei lançando meu livro publicado naquele querido chão português.

É muito gratificante ver o trabalho da gente viajando pelo mundo. Como quando um poeta indiano me enviou trabalho meu vertido para o bengalês e publicado em revista de lá, como quando recebi recortes de escritor russo com vários poemas meus traduzidos para a língua dele e publicados em jornais, etc., etc. Para um escritor de Corupá, o Vale das Águas, no pé da Serra do Mar, é um orgulho ultrapassar fronteiras, levando as letras da terra bem longe.

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