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sábado, 19 de setembro de 2015

CULTURA EM SANTA CATARINA



   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br 

Já estamos quase em meados do segundo governo de Raimundo Colombo em Santa Catarina, e as coisas não mudaram muito, no que diz respeito à educação, à saúde, à segurança. A educação continua em processo de falência, a saúde está na UTI e a segurança não existe.
 Muito se fala em cultura, por exemplo, mas de concreto, quase nada foi feito. Cadê uma política cultural estável, funcional, que contemple todo o Estado, coisa que está faltando de há muito tempo? O CIC - Centro Integrado de Cultura, ficou em reforma durante vários anos, e foram gastos muitos milhões de reais dos cofres públicos. Aliás, as reformas ainda não acabaram. O teatro do CIC ficou fechado por quase três anos, sem que nada estivesse sendo feito nele. O “Memorial” Cruz e Sousa, que nunca funcionou, ficou apodrecendo no tempo por vários anos e, apesar das sucessivas promessas da Secretaria de Cultura, de reformá-lo e entrega-lo finalmente funcional, nos últimos tempos, a reforma nem sequer começou: ele continua lá, abandonado. E assim por diante.
 É preciso dar continuidade ao Prêmio Cruz e Sousa, também, e ao Edital para compra de livros de autores catarinenses para distribuição às bibliotecas municipais. Trata-se, este último, de uma lei que há quase vinte anos não vinha sendo cumprida e teve, finalmente, um edital na gestão de Anita Pires. Precisamos de bibliotecários nas escolas públicas, coisa que o Estado não tem suprido. Aliás, falta professores, falta equipamento, falta manutenção, falta salário, falta tudo para a educação catarinense. E falta integração da capital com a cultura de todo o Estado, mais atenção da Secretaria de Cultura e da FCC a todas as manifestações culturais catarinenses, de qualquer cidade catarinense. O que ainda há deve-se a abnegados escritores e agitadores culturais que, tirando água de pedra, realizam eventos culturais sem o apoio do Estado.
Na verdade, precisamos muito de uma política cultural que funcione, que contemple todas as modalidades de arte. Mas não basta que se estude, que se discuta, que se planeje, que se faça leis que não são cumpridas, que se prometa, apenas. Temos, em SC, boas iniciativas que funcionaram, como o Prêmio Cruz e Sousa de Literatura, que concedeu os maiores prêmios em dinheiro do país, além da publicação dos livros, para autores não só catarinenses, mas também a nível nacional. Que ele retorne, nem que seja apenas em nível estadual.

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