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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

AS ÁRVORES DA VIDA



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Chega de novo o dia da árvore e acho que não temos muito para comemorar, pois nós, seres humanos, não sabemos ou não queremos cuidar bem da natureza. Nós não cuidamos do nosso meio ambiente, não protegemos as árvores que nos dão tudo, até o ar que respiramos e sem o qual não vivemos. O resultado é um planeta cada vez mais maltratado e e poluído, com cada vez menos condições de dar sustentação à vida.

Eu não tenho árvores grandes em minha casa, pois meu jardim é pequeno e é o único lugar onde tem um pouquinho de terra para plantar. E gostaria, gostaria de ter uma grande área para plantar muitas árvores e cuidar bem delas.

Mas tenho meus pés de jacatirão, jovens, pequenos, mas que florescem lindamente, alguns pés de araçá, pequenos, embora produzam abundamentemente e um pé de limão, ainda jovem, que brotou de alguma semente jogada na terra. Eles me fazem festejar o dia da árvore, eles me lembram da importância vital do verde para o ser humano.
E por falar em jacatirão, o manacá-da-serra, aquela variedade de jacatirão do inverno, que floresce em julho, ainda está florido, fazendo companhia para os ipês, que estão cobertos de sol. Já nem sei mais direito a época de florescência deles, dos ipês, com todo esse descompasso do tempo, resultado do nosso descaso para com o meio ambiente, que têm mudado tudo, inclusive as estações.
Dá gosto ver árvores majestosas como o ipê e o jacatirão exibirem suas flores e suas cores ao mesmo tempo e é uma coisa que não é normal, pois o manacá-da-serra floresce em julho, dificilmente alcançaria a florada do ipê. E a nossa primavera entra, assim, ornada com as flores douradas do ipê, que irradiam luz, e as flores do jacatirão-manacá, que ainda persistem. Persistem, apesar do nosso descaso para com Mãe Natureza.

Como eu já disse em outra crônica, eu gosto de árvores. Gosto de muitas coisas: de um sorriso de criança, de um rio de águas claras, de flores, campos e praças. Gosto de natureza, simplicidade, pureza, de terra, mar e de sol. E gosto muito de árvores. Gosto delas na primavera, no inverno, no verão e até no outono. Gosto do verde das árvores, gosto da cores das suas floradas, gosto da sua sombra, dos seus frutos. Gosto de árvores pequenas, médias e grandes, símbolos da natureza. E parabenizo a todas elas, que nos dão tanto, a todos nós, até purificam o ar que respiramos e nós cuidamos tão pouco delas... 

Que não nos lembremos de refletir sobre o valor das árvores em nossas vidas apenas num dia do ano reservado a elas. Precisamos nos conscientizar que sem elas, não sobreviveremos neste planeta que já foi mais azul. Se não protegermos nossas matas, nosso verde, a água desaparecerá e tudo virará deserto. E a vida não resiste em desertos.

Todo dia é dia das árvores, é dia da vida.

sábado, 19 de setembro de 2015

CULTURA EM SANTA CATARINA



   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br 

Já estamos quase em meados do segundo governo de Raimundo Colombo em Santa Catarina, e as coisas não mudaram muito, no que diz respeito à educação, à saúde, à segurança. A educação continua em processo de falência, a saúde está na UTI e a segurança não existe.
 Muito se fala em cultura, por exemplo, mas de concreto, quase nada foi feito. Cadê uma política cultural estável, funcional, que contemple todo o Estado, coisa que está faltando de há muito tempo? O CIC - Centro Integrado de Cultura, ficou em reforma durante vários anos, e foram gastos muitos milhões de reais dos cofres públicos. Aliás, as reformas ainda não acabaram. O teatro do CIC ficou fechado por quase três anos, sem que nada estivesse sendo feito nele. O “Memorial” Cruz e Sousa, que nunca funcionou, ficou apodrecendo no tempo por vários anos e, apesar das sucessivas promessas da Secretaria de Cultura, de reformá-lo e entrega-lo finalmente funcional, nos últimos tempos, a reforma nem sequer começou: ele continua lá, abandonado. E assim por diante.
 É preciso dar continuidade ao Prêmio Cruz e Sousa, também, e ao Edital para compra de livros de autores catarinenses para distribuição às bibliotecas municipais. Trata-se, este último, de uma lei que há quase vinte anos não vinha sendo cumprida e teve, finalmente, um edital na gestão de Anita Pires. Precisamos de bibliotecários nas escolas públicas, coisa que o Estado não tem suprido. Aliás, falta professores, falta equipamento, falta manutenção, falta salário, falta tudo para a educação catarinense. E falta integração da capital com a cultura de todo o Estado, mais atenção da Secretaria de Cultura e da FCC a todas as manifestações culturais catarinenses, de qualquer cidade catarinense. O que ainda há deve-se a abnegados escritores e agitadores culturais que, tirando água de pedra, realizam eventos culturais sem o apoio do Estado.
Na verdade, precisamos muito de uma política cultural que funcione, que contemple todas as modalidades de arte. Mas não basta que se estude, que se discuta, que se planeje, que se faça leis que não são cumpridas, que se prometa, apenas. Temos, em SC, boas iniciativas que funcionaram, como o Prêmio Cruz e Sousa de Literatura, que concedeu os maiores prêmios em dinheiro do país, além da publicação dos livros, para autores não só catarinenses, mas também a nível nacional. Que ele retorne, nem que seja apenas em nível estadual.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

ORQUÍDEAS



Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, Editor e revisor –  Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br  

Recebi uma foto de um pé de xinxin feita em algum lugar de Corupá e como eu vim para a terrinha neste final de semana com direito a feriadão, resolvi procurá-lo. Não lembrei que não é mais época da fruta, já não há mais laranjas maduras, limas, tangerinas. Só há, ainda, um pouco de limão maduro, vermelho, vermelho e junto com eles muita flor e limões pequeninos, bebês. O dourado de tangerinas, laranjas, xinxins, ponkãs, que manchava o verde de matas, pomares, quintais e jardins já se foi, para voltar apenas no próximo inverno.
Uma vez na terrinha, saí para passear e rever lugares já conhecidos e também para conhecer novos recantos. Não visitei nenhuma nova cachoeira, mas andei pelo interior e fui almoçar num restaurante com uma deliciosa comida caseira, quase em São Bento.
No caminho, enchi os olhos com uma quantidade imensa de olho-de-boneca, um tipo de orquídea que alguns chamariam de ordinária, porque é muito comum em nossa região, só que eu não aceito isso, pois orquídea é orquídea e ela é sempre bela. Há muito olho-de-boneca, em tudo que é jardim. É tanta cor e tanto perfume que a gente quase não entende como a natureza pode ser tão prodigiosa e tão generosa. O perfume das orquídeas, inclusive, se mistura com o perfume da flor de laranjeira, que também há por aqui, embora a safra da fruta já tenha acabado, e a fragrância resultante é sensacional.
Mas não é só orquídea que a gente vê. Os ipês ainda estão florescidos, pequenos sóis a derramar tapetes de luz pelo chão. O manacá-da-serra – a variedade de jacatirão de inverno – ainda está florescido, convivendo maravilhosamente com os ipês. As azaléias atrasaram um pouco, com o descompasso das estações e estão desabrochando flores vermelhas por todos os lugares. Além de petúnias, amores-perfeitos, marias-sem-vergonha, malvas, cristas-de-galo, hibiscos, cravos de defuntos, gérberas, margaridas, etc.
Então, é muito bom voltar à terra da gente. Corupá ainda é um bom lugar para se viver e a natureza aqui é mais bela, o verde é mais verde, as cores são mais vivas. O Vale das Águas ainda é a perfeita tradução da beleza e da abundância e o cheiro de inverno é perfume de orquídea e flor de laranjeira.

sábado, 5 de setembro de 2015

DIA DE LER

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

O dia primeiro de outubro de 2015 é Dia de Ler. Uma iniciativa da Secretaria da Cultura de Barueri, SP, fez com que mais de 93 mil pessoas aderissem ao projeto DIA DE LER – TODO DIA, participando de sessões de leitura, das 9 da manhã até as 21 horas. Gente de todas as profissões, de todas as religiões, de todas as cores, de todos os graus de instrução leram, naquele dia, qualquer texto, desde bula de remédio, passando pelo gibi, pelo jornal, indo até os clássicos da literatura, não esquecendo a Bíblia, é claro.
Em vista do retumbante sucesso da experiência, optou-se por uma edição nacional do projeto. De maneira que o dia primeiro de outubro será o dia da mobilização nacional pela leitura. Os coordenadores da mobilização DIA DE LER – TODO DIA pretendem envolver o maior numero de pessoas em todo o Brasil, fazendo com que cada um leia um pouco ou um pouco mais.
Vale tudo, com já dissemos: quadrinhos, manuais, receitas, jornais, revistas, folhetos, livros, na maratona da leitura que durará doze horas. O objetivo, claro, é incentiva o hábito da leitura, coisa que fazemos há um bom tempo, assim como também chamar a atenção de pais, professores, governantes e de toda a sociedade para a importância do ato de ler.
A leitura é aquisição de conhecimento, é entretenimento, é exercício de fantasia, de imaginação. O livro é o guardião da história da humanidade, o registro de tudo o quanto o ser humano já fez neste mundão de Deus. O receptáculo de toda a inteligência do homem, até das teorias do que poderá vir a ser o futuro. Literatura é, na verdade, conhecimento, descobrimento, emoção, libertação. Então, toda iniciativa no sentido de incutir o gosto pela leitura e o hábito de ler é meritória. E esta é a proposta do projeto DIA DE LER – TODO DIA.
Além de atrair as pessoas para a prática da leitura, o próprio nome do projeto já sugere que ler é uma coisa para se fazer todo dia. Nem que seja meia dúzia de linhas, uma página: é isso que nos levará ao hábito de ler.
Então, temos compromisso marcado para o dia primeiro de Outubro: vamos nos juntar a todos aqueles que aderirem ao projeto DIA DE LER em nossa cidade para praticarmos a leitura.