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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

TRANSPORTE COLETIVO E DINHEIRO PÚBLICO

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://luizcarlosamorim.blogspot.com.brhttp://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


Ano novo, tarifa nova do transporte coletivo de Floripa, e de tantos outras cidades pelo Brasil, que sofrem de problemas parecidos. Sem nem considerar que o último reajuste já chegava a um patamar muito alto, volto a lembrar que as tarifas cobradas pelo transporte urbano na capital catarina são das mais caras do país, levando em conta o tamanho do percurso total de cada linha e outros detalhes mais. Há linhas em que o trajeto não chega a cinco quilômetros, como o Corredor Continente, antigo Jardim Atlântico, que custa R$ 3,90.
E, seria irônico se não fosse vergonhoso, a capital catarinense ainda paga um “subsídio” de três milhões de reais mensais às empresas de ônibus, conforme a própria imprensa divulgou recentemente, a título de pagamento das passagens de estudantes, que pagam menos, especiais e idosos. Traduzindo: nada é de graça, qualquer coisa “gratuita” ou mais barata, alguém vai ter que pagar. E somos nós, cidadãos, que pagamos. Pagamos a passagem de ônibus duas vezes. Porque esses três milhões mensais são pagos com dinheiro público.
E que dinheiro é esse? Dinheiro público é composto do imposto que pagam os mesmos cidadãos que usam o transporte urbano que custa tão caro. Se tivéssemos bons ônibus, em quantidade ideal, em horários suficientes, tudo bem. Mas na última vez que as passagens subiram, suprimiram linhas, diminuíram horários e pioraram ainda mais o que já não estava bom. Os usuários das linhas suprimidas tiveram que passar a usar outras linhas, aumentando ainda mais a lotação dos ônibus que circulam nos horários de pico.
Os horários dificilmente são cumpridos. Há linhas nas quais o ônibus deve passar de vinte em vinte minutos, mas a gente fica esperando por ele durante meia hora e quando finalmente passa um, vem outro logo atrás, às vezes dois, como já vi, fazendo uma fila de três ônibus da mesma linha.
E o poder público ainda fala que o povo deveria usar ônibus e deixar o carro em casa, para melhorar a mobilidade na cidade. Quem fiscaliza esse estado de coisas?
Como já se disse, “é preciso tratar o transporte coletivo como questão pública, não como negócio privado.”
E para isso precisamos de uma administração pública eficiente, que faça o que a cidade precisa e não o que dá lucro para uns e outros.

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