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sábado, 29 de outubro de 2011

DIA DO LIVRO RUIM PARA A LITERATURA CATARINENSE

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/


Pois então hoje foi o Dia Nacional do Livro. Ontem ainda escrevi sobre o assunto, mas hoje leio nos jornais que não há muito o que comemorar aqui em Santa Catarina, pois as editoras que existem, ainda, lutam com o encalhe de edições inteiras. O índice de aceitação de uma obra, por aqui, é de um ou dois livros com boa venda ou venda razoável em cada dez. Aliás, foi mencionado, inclusive, que para conseguir que seja vendido, o livro precisa ser indicado para os vestibulares.

Essa coisa de os livros de autores catarinenses, de livros publicados aqui no Estado não venderem, já foi assunto de outra crônica, recentemente. É que os leitores catarinenses, que já não são tão numerosos quanto desejaríamos, preferem ler os best-sellers importados, via de regra. Nossos leitores não prestigiam os autores da terra, eles compram muito pouco os livros de seus conterrâneos. A não ser os catarinenses consagrados em nível nacional, os nomes locais que vendem são poucos.

Aliás, nem os próprios escritores prestigiam muito os seus pares. Então o livro catarinense precisa reconhecido pelos leitores, precisam ser adquiridos e lidos, sob pena de, em futuro próximo, não termos mais editoras. E olhem que temos obras de qualidade circulando.

Que esse Dia do Livro sirva para que nós todos, leitores e escritores, reflitamos sobre o futuro da literatura em nosso Estado. Se não houver leitores, os livros não serão mais publicados, pois as editoras não resistirão e cessarão suas atividades, como já vem acontecendo com algumas.

E o livro é o registro da nossa civilização, é a perenidade da palavra, não interessa se ele é tradicional, impresso em papel, ou eletrônico. Um livro fechado, não lido, não existe. O livro só existe quando é lido, quando é recriado pelo leitor.

De maneira que precisamos levar nosso livro até o leitor, precisamos levar nossa obra até o leitor em formação, que está nas escolas, para que tenhamos mais e bons leitores um pouco adiante. Para que possamos comemorar um bom Dia do Livro em anos próximos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

DIA MUNDIAL DO LIVRO

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor

Este é um ano especialmente estratégico para comemorarmos o Dia Mundial do Livro. Por que digo isso? Por que vivemos o pico de uma revolução na publicação de livros.
O livro digital, ou e-book, chegou há já algum tempo, prometeu substituir o livro tradicional de papel impresso, mas não foi bem assim que as coisas aconteceram. O final da primeira década deste século marcou o começo de uma mudança nos hábitos de ler, pois as novas tecnologias de publicação e leitura de livros passaram a ser mais usadas. O Kindle, leitor eletrônico que começou a se popularizar, passou a ser mais usado, apesar do preço um pouco salgado e este ano foi lançado o seu concorrente I-Pad, com mais recursos e que vendeu milhares de exemplares pelo mundo em menos de uma semana.
O Kindle, recentemente, passou a ser vendido também para o Brasil e o I-Pad vai estar disponível brevemente nas lojas da Aplle, por aqui. Com os leitores à venda e sendo vendidos, finalmente, os livros digitais também começaram a ter maior acervo em oferta. Até as editoras dos livros tradicionais, algumas delas, já estão oferecendo livros também em formato digital.
Comprovadamente, o livro como o conhecemos, de papel impresso, continua forte e vendendo cada vez mais. O e-book pode crescer – atualmente a sua abrangência ainda é pequena, apesar de se constituir em uma evolução no nosso hábito de ler – mas o livro tradicional vai continuar no mercado. Pode ser até que o e-book cresça muito mais, mas não deve ultrapassar o livro impresso. O que vai acontecer é que os dois conviverão em harmonia.
Com a informática a serviço da leitura, a tendência é que o hábito de ler se intensifique, até porque além do livro tradicional e do livro digital, temos também o áudio-livro, que possibilita aos deficientes visuais a serem também consumidores de literatura, assim facilita também àqueles que não têm tempo para ler a oportunidade de ouvir bons textos enquanto fazem outra coisa.
Então talvez devamos comemorar tanta tecnologia a serviço da leitura, mesmo considerando que o livro físico, aquele que podemos folhear, rabiscar e ler sem dependência de nenhuma fonte de energia, a não ser a nossa visão e a vontade de ler. Por isso, ele continuará firme, mesmo com todas as outras formas de leitura que existem ou que porventura poderão vir a existir.