Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Estamos em fevereiro e me ocorre que a audiência pública para a aprovação ou não do projeto que pretende criar uma PCH (pequena central hidrelétrica) no Rio Bruaca, em Corupá, foi prometido, ano passado, para este mês.
Essa audiência é importante, para que o povo e as lideranças políticas da cidade se manifestem quanto à aprovação ou não da construção de barragem, desvio do rio Bruaca para o ribeirão Correias, diminuindo assim drasticamente a água da Cachoeira Bruaca, a mais visível de Corupá, sem contar com a devastação de áreas preservadas, com abertura de estradas para transporte de matéria prima para a construção e instalação de linhas de transmissão.
O relatório de estudo dos impactos ambientais – que fatalmente ocorrerão – estava previsto para ser entregue em outubro do ano passado, mas até agora não foi publicado. Ou foi?
Além dos problemas já citados, como seria feita a comercialização gerada na pequena hidroelétrica? Essa energia estaria disponível para consumo da cidade? Como seria feita a integração para fornecimento entre a Celesc ou outra empresa que comprasse a eletricidade e a PCH?Essas são algumas das perguntas de pobres mortais leigos no assunto, como eu, que não foram respondidas ainda, pois o relatório de impactos ambientais, que deveria esclarecer esses e outros pontos, não está disponível.E o patrimônio ecológico e natural da cidade, do qual faz parte a Cachoeira da Bruaca, a primeira de dezenas delas que todos podemos ver quando estamos chegando à cidade e que terá o volume de água diminuído, fazendo-a desaparecer em algumas épocas do ano?
É preciso que a sociedade se organize, para estudar muito bem os prós (há algum?) e os contras da construção de uma PCH em Corupá, o Vale das Águas, cujo principal cartão postal é a Cachoeira Bruaca, que corre o risco de desaparecer.