COMENTE

Sua opinião é importante. Comente, critique, sugira, participe da discussão.



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MEU PRIMEIRO NATAL NO INVERNO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor  – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

De férias nestes meados de dezembro, quase Natal, volto a Portugal e descubro de novo esse país fantástico. Fantástico pela sua gente, pela sua arquitetura, pela sua paisagem, pelos seus vinhos, pela sua comida, por tudo. Já estive aqui antes, mas apesar de ser um país relativamente pequeno, tem muito para se ver, para se encantar, para experimentar, então não deu tempo para conhecer muito e há sempre mais para se ver. E olhem que fiquei uma semana da primeira vez, quase um mês na segunda e quase duas semanas na terceira. Já passei por Lisboa, Porto, Coimbra, Fátima, Estoril, Cascais, Praia do Guincho e algumas outras pequenas cidades. Também fui ao D´ouro, um dos lugares mais lindos da Terra, hospedei-me lá na Quinta  Nieport, em Peso da Régua, mas conheci a Quinta do Valado e tive um jantar na Quinta do Crasto, no Alto Douro. Fui a Sintra, Óbidos, voltei ao Porto e a Coimbra, fui a Évora e outras cidades históricas. E tem mais, muito mais para ir.

Conheci Santiago de Compostela, além de outras cidades da Espanha, como Madri e Cádiz.
                                                                                                                
O frio aqui em Lisboa está beirando zero grau, mas está muito bom, contrastando com o calor que deixamos no Brasil, de certa de quarenta graus. Com o frio daqui a gente usa umas roupas elegantes, podemos comer  as castanhas portuguesas assadas, que encontramos em toda esquina, beber muito vinho e parar pelo caminho, quando se está na rua, para beber ginginha no copo de chocolate. À noite, pode-se encontrar pessoas ou grupos de pessoas cantando músicas de Natal pelas ruas, a decoração é linda, aguça o espírito natalino e percebemos o quanto é importante reunir a família.
                                                                                                                  
Apesar do frio, o sol tem brilhado lindamente, presenteando-nos com dias fabulosos. Só sinto falta, aqui – e a paisagem portuguesa é uma beleza, diga-se de passagem, pois os plátanos e outras árvores estão com as folhas caindo, com um degradé de cores inacreditável – dos jacatirões que festejam o Natal na minha terra, pejado de flores neste fim de primavera e começo do verão, flores que enfeitam tudo para a chegada do Menino que está para chegar.

Gosto de sentir saudades do Brasil em Portugal.

sábado, 13 de dezembro de 2014

A CHAMA DO NATAL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br 


O Natal está aí e eu percebo que, apesar de saber o que ele significa, sinto que o tempo, passando inexoravelmente, me mostra que minha idade vai avançando e eu vou mudando com ela. Vejo que aquela ansiedade para que o Natal chegasse já não é a mesma da minha infância, da minha juventude, do tempo em que minhas filhotas eram pequenas. Hoje elas estão adultas e a casa está vazia.

O Natal já não é mais tão alegre como outrora. Essa época de reunir a família e os amigos, de nos aproximarmos mais, de comemorarmos juntos a vinda de um Menino que traz sempre, todo ano, um punhado de fé e de esperança pra gente, acaba ficando um pouco triste, quando a gente já perdeu tantas pessoas queridas.

Não estamos sozinhos, é claro, e agradecemos a Deus por termos ao nosso lado muitas pessoas que amamos e poder abraçá-los na noite de Natal é uma bênção. Mas é inevitável lembrar de tantas outras almas abençoadas que não estão mais aqui e que fazem falta, muita falta. Almas que levaram um pedacinho do coração da gente. Então é preciso lembrar do Menino do qual estamos comemorando o nascimento, para não esquecer que nossos entes queridos deixaram, também, um pedacinho do coração deles para cobrir aquele pedacinho do nosso que levaram. Que eles estão, portanto, acolhidos num cantinho do coração e é com o coração que devemos abraçá-los. Coração que ficará mais leve, para dar as boas vindas ao Menino que está chegando para ocupar o seu lugar, se deixarmos.

De maneira que, para espantar a tristeza, para fortalecer a chama do Natal, preciso de crianças, mais do que em outras épocas do ano. Crianças são insubstituíveis no Natal, como se fossem a representação viva do Menino que renasce a cada ano. Podem ser netos, sobrinhos, afilhados, podem ser apenas crianças, simplesmente. Pode ser até nosso animalzinho de estimação, não raro o bebê da casa, por que não? Porque com criança o Natal é mais Natal.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

SESSÃO DE AUTÓGRAFOS NA FEIRA DO LIVRO DE FPOLIS



Hoje estamos na Feira do Livro de Florianópolis, com o lançamento do livro "A COR DO SOL" - poemas em cinco idiomas: português, espanhol, italiano, francês e inglês e também do livro "HISTÓRIA DE NATAL" - contos, deste cronista. É as 16 horas, no Largo da Alfândega. Todos estão convidados. Nos vemos lá.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O NATAL DO MENINO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Há algum tempo, li uma nota na página de cronista daqui da Ilha dizendo que, nos dias atuais, o símbolo do Natal já não é mais o Menino que nasce todo ano para trazer ao mundo paz, fé e esperança. Agora o símbolo é Papai Noel, este senhor que tomou conta do Natal, por conta da conotação comercial que estamos dando à data mais importante da cristandade.

Ele tem razão. O Natal transformou-se em uma festa comercial, quando compramos mais, enfeitamos tudo com muita luz, damos presentes e recebemos presentes. Mas o real significado da data vai sendo esquecido. Quando falamos em Natal, lembramos logo de Papai Noel. Mas não deveríamos lembrar do Filho de Deus, que nasceu para dar uma nova oportunidade ao ser humano?

Comemoramos, festamos muito, bebemos muito, comemos muito – quem pode, é claro, porque há quem não tenha o mínimo para comemorar o nascimento do Menino Filho de Deus, a não ser com uma oração – só não festejamos o real motivo da festa.

Estamos nos distanciando do Menino e de seu Pai, estamos transformando o Natal em uma festa cada vez mais igual às outras. Não deveria ser o contrário? Não deveríamos nos aproximar mais da forças que regem nossos destinos, não interessa o nome que lhe demos?

Precisamos pensar nisso. Quando a noite do dia 24 chegar e abraçarmos nossos amigos, nossa família, nossas pessoas queridas, vamos lembrar do nascimento que é a razão da comemoração. Vamos erguer um pensamento em homenagem ao Menino que espera achar um cantinho em nossos corações para nascer mais uma vez. O Menino que significa renovação da vida, significa recomeçar com nova fé e mais esperança.

Precisamos resgatar o verdadeiro Natal. E isso só é possível se resgatarmos a fé e deixarmos o Menino que está para chegar entrar no coração de cada um de nós. Aí, sim, far-se-á o Natal. Porque Natal não é só Papai Noel. Natal não é Papai Noel.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A ILHA – A PERENIDADE DE UMA PUBLICAÇÃO LITERÁRIA

 
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br
 
A revista Suplemento Literário A ILHA existe há trinta e quatro anos, chegando aos seus leitores ininterruptamente na versão impressa e nos últimos vinte anos também pela internet, ampliando infinitamente a gama de leitores. A publicação do Grupo Literário A ILHA é a mais perene do gênero, já que não há notícia de nenhuma outra revista literária que tenha resistido tanto tempo circulando. Começou na era dos mimeografados, nos anos oitenta e persiste até hoje, publicando autores novos e autores consagrados, catarinenses, brasileiros e até de outros países, como Índia, Rússia, França, Inglaterra, Estados Unidos, México, Portugal, Cabo Verde, Argentina, Espanha, etc.
A edição especial de Natal do Suplemento Literário A ILHA, de número 131, acaba de sair do prelo e de ser colocada no ar, no portal PROSA, POESIA & CIA. Do Grupo Literário A ILHA, em
Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br/SuplAILHA131Dez14.htm  .
Muita prosa e muita poesia, inclusive poemas, crônicas e contos de natal, privilegiando o tema que é muito forte para todos nós, nesta época, para deixarmos de lado. Nomes conhecidos da literatura contemporânea estão presentes nesta edição, como Celestino Sachet, Júlio de Queiroz, Urda Alice Klueger, Enéas Athanázio, Teresinka Pereira, Pierre Aderne e muitos outros que representam muito bem a literatura brasileira aqui dentro do país e fora dele.
Assuntos atuais e prementes, como a reforma do Memorial Cruz e Sousa, em Florianópolis, que mais uma vez não ficou pronto para comemorar o aniversário do poeta maior catarinense, a perda recente do poeta Manoel de Barros, o registro fiel da amizade entre Carlos Drummond de Andrade e Fernando Jorge, Literatura infanto-juvenil, no conto “A Rena do nariz vermelho”, notas sobre o Encontro de Escritores em Joinville, SC, e sobre a Feira do Livro de Florianópolis, e ainda mais prosa e poesia e muita informação literária e cultural.
Até o cantor, compositor, produtor, apresentador e escritor Pierre Aderne, franco-brasileiro que vive em Lisboa, comparece às páginas desta nova edição do Suplemento Literário A ILHA.  Vocês conhecem ele por um dos temas da novela brasileira “Aquele beijo”, onde cantava a música “Fado dos barcos” com Cuca Roseta e dos programas “MPB - Música Portuguesa Brasileira” e “Desafinado”, apresentados na televisão de nosso país. Seu primeiro livro de crônicas e poemas saí brevemente em Portugal.
O Suplemento Literário A ILHA está recheado de boa leitura. Acesse o portal do Grupo Literário A ILHA e leia a revista em pdf. É gratuito. O endereço está acima.

domingo, 30 de novembro de 2014

LIVROS SEM CUSTO PARA O AUTOR CATARINENSE



Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Uma lei que visa gerar oportunidade de publicação de obras para escritores catarinenses em geral, que não têm condições de custear a edição do próprio livro, que visa também fomentar ações de incentivo à cultura e à literatura foi aprovada pela Assembléia Legislativa e sancionada, vigorando desde 2009,
Trata-se do Programa 100 Cópias, Sem Custo, projeto que é muito bem recebido pela classe literária catarinense. O programa autoriza a Imprensa Oficial de Santa Catarina a publicar obras de autores catarinenses. Mas não é apenas e simplesmente isso. A primeira edição, os cem primeiros exemplares impressos de obra avaliada e aprovada sairão de graça para o autor. Cada escritor terá direito de imprimir gratuitamente as cem primeiras cópias do seu livro.
A avaliação do material enviado para a IOESC a fim de ser publicado será realizada por um Conselho Editorial vinculado à Secretaria de Administração do Estado, composto por representantes das secretarias de Administração, de Turismo, Cultura e Esportes, da Fundação Catarinense de Cultura e por um representante do Conselho Estadual de Cultura.
A idéia do projeto é ótima: dar oportunidades aos autores catarinenses que não conseguem editora para publicar suas obras, nem apoio cultural oficial ou de empresas privadas.
Felizmente, o programa não ficou só na intenção, ou apenas em uma única edição, como foi o caso da Lei Grando, que estabeleceu a compra de livros de autores catarinenses para distribuição às bibliotecas municipais de Santa Catarina. Já foram publicados dezessete obras até 2013, segundo a Imprensa Oficial do Estado, e no último dia 20 de novembro foram lançados 13 livros de novos escritores catarinenses.
Menos mau que pelo menos esse programa que privilegia a cultura em nosso Estado venha sendo cumprido. Não ficou só na promessa. Nesse caso, o Estado está fazendo o seu trabalho.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A FLOR DA AVIDA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


Estamos no final do ano, quando o jacatirão nativo floresce no norte do nosso Estado Catarina, manchando com ilhas vermelhas o verde das matas. Mas é só no norte, em Joinville, São Bento, Corupá, Jaraguá do Sul, Barra Velha, São Francisco e algumas outras cidades da região. A florescência do jacatirão começa no início de novembro, às vezes no final de outubro e vai até fevereiro. É arauto colorido da natureza, anunciando o verão, enfeitando o Natal e o ano novo. Em janeiro, ele começa a florescer no Paraná, em São Paulo e outros estados. E a festa das cores vai subindo, espetáculo ímpar da Mãe Natureza.

Pois na nossa região, de Itajaí para baixo, não temos o jacatirão nativo. Aqui só temos o manacá-da-serra, uma versão híbrida do jacatirão, para jardins, que floresce no inverno, em julho, e mais para o interior e para o sul do estado temos a quaresmeira, outro tipo de jacatirão que floresce na época da Páscoa. É a mesma flor, só que de tamanho menor e cor mais acentuada.

Então, eis que em pleno dezembro, vejo por aqui manacás-da-serra cheios de flores, como se fossem jacatirões nativos. E fico maravilhado com esses milagres da natureza, enchendo meus olhos com as flores de uma árvore que floresce em julho e que este ano nos dá uma segunda florada, em pleno verão, como se quisesse enfeitar a vinda do Menino Cristo como se fora o jacatirão do qual se origina.

É um privilégio ter flores de manacá-da-serra nesta época do ano, ter uma segunda florada do jacatirão de inverno, essa variedade que emerge espetacularmente fora da sua época brindando-nos com a beleza das cores das duas espécies irmãs.

Obrigado, Mãe Natureza. Obrigado por enfeitar com a flor do manacá-da-serra e do jacatirão nativo o nosso Natal e o nosso Ano Novo, tornando-os mais felizes. Obrigado por nos lembrar do nascimento do Menino que significa paz, harmonia e renovação.