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sábado, 20 de junho de 2015

INVERNO DE SAUDADE

 
     Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Não quis dizer solidão. É que o inverno chegou e uma saudadezinha escondida insiste em levantar a voz. Saudadezinha doída, vem me lembrar, atrevida, que amor a gente não esquece. Que cada carinho é um carinho, que cada ternura é só uma, que amor não morre jamais. E eu não esqueço de você. Porque gosto de você. Sei que já disse isso, mas eu gosto de você. Junto de você, gosto do frio que aconchega, gosto da chuva lá fora, a ninar nossos sonhos. E gosto do seu sorriso. Seu sorriso, minha musa, é minha casa, o meu mundo, o meu tudo. É minha luz, porto seguro, o meu horizonte, infinito. Seu sorriso é minha vida. Seu sorriso é boa vinda, é ternura do aconchego, é calor que me aquece. Seu sorriso é primavera que se espalha por seu rosto e sorri a sua boca e sorri o seu olhar e sorri seu coração e sorri a sua alma...Ah, o seu sorriso... é meu ponto de partida e meu ponto de chegada... Como vou fazer poesia, se o seu sorriso tão meigo é o verso mais bonito que jamais vou escrever? Minha poesia é você. Pra que então escrevê-la? Fiz-me poeta em você, poeta em seu amor... Vem comigo, minha musa, vem morar neste poema... Este poema, seus olhos, imenso poema de amor. Vejo nós dois espelhados, nos grandes lagos castanhos cristalinos, os seus olhos. Navegamos mansamente, nas serenas águas claras, cheias de luz e poesia. É nossa grande viagem, percorrendo os caminhos que nos levarão de encontro à descoberta de nós. Então vem, e afugenta a saudade vadia, que passeia insistente, pelo fundo dos meus olhos. Vem mandar embora essa saudade que brinca com a tristeza que transcende o meu olhar, tentando invadir meu coração para matar todas as flores que você desabrochou em mim...

terça-feira, 16 de junho de 2015

POESIA BRASILEIRA VIAJANDO O MUNDO


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Presidente do Grupo Literário A ILHA – 35 anos de trajectória, cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Há pouco tempo atrás, a Cristina Davet leu uma crônica minha que sugeria que lêssemos mais para nossas crianças e comentou: “Hoje lemos poemas seus num sarau lá na casa da dona Helen Debyn. Você escreve muito, Amorim, parabéns!” Não é pra ficar feliz com uma notícia dessas

Passada a emoção, fiquei matutando cá com meus botões: mas a Cristina não mora em Genebra, na Suiça? Pois mora. E a dona Helen, que cedeu a casa para o sarau, também, e é nada mais nada menos do que  a brasileira que esteve no Salão Internacional do Livro de Genebra, procurando-me para me dar um abraço e comprar meus livros. E foram esses livros que  fizeram com que meus poemas fossem lidos na casa da dona Helen, no sarau que reuniu muita gente boa: além da Cristina, o Marinaldo, sobrinho da dona Helen, escritor de Joinville, a escritora brasileira Maria Clara Machado, que eu também conheci no Salão e mais muita gente boa que gosta de poesia.

Não é uma beleza? É sensacional ter a poesia da gente correndo o mundo, sendo ouvida em alto e bom som, na voz de outros poetas, num cantinho aconchegante da Suiça. Dona Helen é um criatura amantíssima, é um poema de ternura, só podia ser ela a acolher uma plêiade de poetas e possibilitar que acontecesse um sarau internacional. Ela foi uma das leitoras brasileiras que me procurou no Salão Internacional do Livro de Genebra, anunciando pelo sistema de som do evento que estava a me procurar.

O Marinaldo eu já conhecia aqui do Brasil, pois ele participou do Grupo Literário A ILHA, desde tenra idade.  As outras pessoas aqui citadas, eu conheci em Genebra, daí a importância da participação em Salões Internacionais do Livro. Por isso a minha atenção com os leitores de outras nacionalidades, publicando meu livro de poemas em inglês, espanhol, italiano e francês: para levar a poesia daqui a salões de Londres, da Suécia, da Itália, etc. Em 2016, estarei voltando à Suiça para esse grande evento literário e para abraçar de novo a dona Helen, a Maria Clara, a Cristina Davet e tantos outros amigos que fiz por lá. Como a Jacqueline e o Paulo, que possibilitam a participação de nós, brasileiros, em tão grande evento. Aproveitarei para participar também da Feira do Livro de Lisboa, onde estarei lançando meu livro publicado naquele querido chão português.

É muito gratificante ver o trabalho da gente viajando pelo mundo. Como quando um poeta indiano me enviou trabalho meu vertido para o bengalês e publicado em revista de lá, como quando recebi recortes de escritor russo com vários poemas meus traduzidos para a língua dele e publicados em jornais, como quando vi meu primeiro livro publicado fora do Brasil, nos Estados Unidos, etc., etc. Para um escritor de Corupá, o Vale das Águas, no pé da Serra do Mar, é um orgulho ultrapassar fronteiras, levando as letras da terra bem longe.

sábado, 13 de junho de 2015

HOJE NA FEIRA DO LIVRO DE JARAGUÁ DO SLUL



Hoje estaremos na Feira do Livro de Joinville, as 16h30min, para o lançamento do livro "A Cor do Sol". Eu e a escritora dos dedos cheios de poesia, Urda, compartilharemos espaço, ela autografando "Nossa familia aumentou". Estará sendo lançada, também a edição especial de aniversário da revista Suplemento Literário A ILHA, de junho, comemorativa dos 35 anos de circulação da revista e de trajetória do Grupo Literário A ILHA.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

POESIA CATARINENSE VIAJANDO O MUNDO


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Presidente do Grupo Literário A ILHA – 35 anos de trajectória, cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras.

Há pouco tempo atrás, a Cristina Davet leu uma crônica minha que sugeria que lêssemos mais para nossas crianças e comentou: “Hoje lemos poemas seus num sarau lá na casa da dona Helen Debyn. Você escreve muito, Amorim, parabéns!” Não é pra ficar feliz com uma notícia dessas

Passada a emoção, fiquei matutando cá com meus botões: mas a Cristina não mora em Genebra, na Suiça? Pois mora. E a dona Helen, que cedeu a casa para o sarau, também, e é nada mais nada menos do que  a brasileira que esteve no Salão Internacional do Livro de Genebra, procurando-me para me dar um abraço e comprar meus livros. E foram esses livros que  fizeram com que meus poemas fossem lidos na casa da dona Helen, no sarau que reuniu muita gente boa: além da Cristina, o Marinaldo, sobrinho da dona Helen, escritor de Joinville, a escritora brasileira Maria Clara Machado, que eu também conheci no Salão, e muitos outros

Não é uma beleza? É sensacional ter a poesia da gente correndo o mundo, sendo ouvida em alto e bom som, na voz de outros poetas, num cantinho aconchegante da Suiça. Dona Helen é um criatura amantíssima, é um poema de ternura, só podia ser ela a acolher uma plêiade de poetas e possibilitar que acontecesse um sarau internacional.

O Marinaldo eu já conhecia aqui do Brasil, pois ele participou do Grupo Literário A ILHA, desde tenra idade.  As outras pessoas aqui citadas, eu conheci em Genebra, daí a importância da participação em Salões Internacionais do Livro. Em 2016, estarei voltando à Suiça para esse grande evento literário e para abraçar de novo a dona Helen, a Maria Clara, a Cristina Davet e tantos outros amigos que fiz por lá. Como a Jacqueline e o Paulo, que possibilitam a participação de nós, brasileiros, em tão grande evento. Aproveitarei para participar também da Feira do Livro de Lisboa, onde estarei lançando meu livro publicado naquele querido chão português.

É muito gratificante ver o trabalho da gente viajando pelo mundo. Como quando um poeta indiano me enviou trabalho meu vertido para o bengalês e publicado em revista de lá, como quando recebi recortes de escritor russo com vários poemas meus traduzidos para a língua dele e publicados em jornais, etc., etc. Para um escritor de Corupá, o Vale das Águas, no pé da Serra do Mar, é um orgulho ultrapassar fronteiras, levando as letras da terra bem longe.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

SOS MEIO AMBIENTE, SOS ECOLOGIA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


Estamos na Semana Mundial do Meio Ambiente e o dia 5 é o Dia da Ecologia e do Meio Ambiente. Acho que, como o Dia da Água, todo dia é dia do meio ambiente, todo dia é dia de ecologia. E está mais do que na hora de nos conscientizarmos disso, pois a natureza já não está mais apenas dando avisos, ela está cansada de esperar que o ser humano se dê conta de que é preciso preservar o lugar onde vive. Ela está se rebelando, mostrando o resultado de tanto tempo de descaso e desrespeito. Estamos vendo isso no Brasil e em várias partes do mundo.

O que Mãe Natureza precisará fazer para que nos convençamos de que estamos destruindo nosso meio ambiente, nosso planeta? Como diziam meus avós, ela sempre pega o que é dela de volta. Ainda mais em ela vendo que não estamos cuidando nada do nosso planeta, não estamos levando a sério o fato de que se não tratarmos dele, ninguém o fará por nós. E tratar dele, tratar do meio ambiente é tratar de nós mesmos.

A Semana Mundial do Meio Ambiente está aí, então, para pararmos e refletirmos sobre nossas ações, tão irresponsáveis e nada preventivas para que tenhamos nosso planeta mais saudável para nós, para nossos filhos e netos.

Que meio ambiente deixaremos para o futuro, para os nossos filhos e netos? Haverá futuro para o meio ambiente, para a vida, se continuarmos a agredir a natureza, destruindo o ar, a água, o mar, o solo?

Não cuidamos do lugar onde vivemos, fragilizamos a saúde do planeta, envenenamos o ar, a água, a terra, o mar. O resultado é a nossa saúde fragilizada. Precisamos devolver a saúde ao meio ambiente, ao planeta, para restabelecer a nossa própria saúde. Com muita urgência. Porque o tempo está se esvaindo. Há que se trabalhar, e muito, com muita urgência, pelo restabelecimento da saúde do planeta. Como poderemos nos redimir, se cometemos incomensuráveis crimes contra o meio ambiente, não cuidando direito da coisa mais elementar, do mais básico, que é o nosso lixo? É assim que cuidamos da natureza?

Infelizmente nós, os seres humanos, fazemos questão de não aprender. Com todas as tragédias que vêm acontecendo nos últimos tempos, em função das variações do clima, parece que não aprendemos e continuamos a agredir a nossa Mãe Natureza, poluindo-a de todas as maneiras possíveis. Quando vamos aprender? Haverá tempo?

terça-feira, 26 de maio de 2015

O AVANÇO DO LIVRO ELETRÔNICO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Twitter: @amorimluc

O livro eletrônico tem sido assunto recorrente nos últimos tempo. Os leitores eletrônicos, agora presentes em tablets e smartfones, nem são identificados por alguns usuários, tantas são as opções nessas novas maravilhas tecnológicas, mas eles estão lá. Além das opções residentes nos próprios aparelhos, há um aplicativo para emular o kindle, o precursor dos e-reader.  


Com toda essa revolução da comunicação e interatividade em ebulição, nós, escritores, além das editoras, precisamos nos antenar e pensar em aderir ao e-book, o livro eletrônico. Precisamos fazer isso porque o livro tradicional, impresso em papel, vai acabar? Não, isso não vai acontecer tão cedo. Vai demorar bastante para o livro eletrônico suplantar o livro como o conhecemos até agora. Talvez isso nem aconteça. A verdade é que eles podem conviver harmonicamente.
Mas nós, que publicamos livros, precisamos entrar nesse novo mercado e, além do livro impresso, é bom pensar em providenciar também a versão eletrônica, para conquistarmos também os leitores que já estão usando os leitores eletrônicos, os leitores dos e-books. Mesmo aqueles escritores que se consideram alternativos.
A verdade é que muitos de nós já publicava, desde meados da década passada, seus livros em  versão eletrônica, colocando-os na internet, para serem baixados de graça. Ninguém cobrava nada. Agora é hora de começar a pensar em colocar os livros em lojas virtuais, tentar vendê-los, pois o preço de um livro eletrônico ou digital é bem convidativo, menor do que o preço do livro impresso, pois ele não agrega o custo do papel, impressão, etc.
Estou apressando, com isso, o fim do livro tradicional? Não, porque como já disse, isso não vai acontecer. O preço dos tablets e smartfones ainda é bem salgado, é verdade, mas eles se tornaram muito populares nos últimos anos. Então, o livro de papel, manuseável, aquele que prescinde de qualquer fonte de energia a não ser a nossa vontade de ler, vai continuar, sim, por muito e muito tempo.
Mas é necessário que nos adaptemos às novas tecnologias, que podem caminhar paralelas aos recursos que já existiam e que continuarão existindo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

DIA DO ABRAÇO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e Presidente do Grupo Literário A ILHA, cadeira 19 da Academia SulBrasileira de Letras – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br


O Dia 22 de maio é o Dia do Abraço. Só fiquei sabendo recentemente, nem sabia que existia, mas uma mensagem no Face, postada pela mana Sandra, me chamou a atenção: “Queria te dar um abraço apertado. Feliz Dia do Abraço.”

Pois eu queria dar um abraço em tanta gente... Pessoas queridas que estão longe ou que não estão mais aqui... A comunicação hoje é tão fácil, podemos falar com qualquer pessoa, esteja ela onde estiver. Mas a presença, o abraço, o olho no olho, isso tudo é insubstituível. Se não podemos estar próximos, para nos abraçarmos, vale, é claro, falarmos e até nos vermos, com toda a tecnologia que há hoje.

Não poder abraçar as pessoas porque estão muito longe me dá um pouco de tristeza, porque me lembro da nossa Vó Mariana, que morava em Joinville. Ela, com seus noventa e tantos anos era uma poetisa atuante e dinâmica e todos os poetas da cidade eram seus netos. Todos a chamavam de Vó. Um dia, lá no final dos anos noventa mudei para Florianópolis. De vez em quando eu voltava para o norte do Estado e a procurava. Num certo dia, cheguei em sua casa, bati na porta e uma pessoa atendeu. Ela estava descansando e eu pedi que não a acordassem. Na minha ida a Joinville depois disso, procurei-a novamente, para dar-lhe o abraço e o beijo atrasados, mas me comunicaram que ela não estava mais conosco.

Então aprendi que nunca se deixa um abraço para depois. Braços são para abraçar. Sempre. No momento em que se abraça, ficamos com dois corações no peito. E ter dois corações no peito é um privilégio, é como se o coração do outro ajudasse o nosso a bater mais forte, e vice-versa. Queridos e queridas, de qualquer lugar, onde quer que estejam agora, considerem-se abraçados.