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domingo, 10 de maio de 2015

TRIBUTO A MINHA MÃE


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor  http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

O Dia das Mães está chegando novamente e eu percebo que, apesar de estar com sessenta e dois anos, ainda sou um filho como todos os outros, como se tivesse apenas cinco, dez ou quinze anos. A não ser pelo peso, que insiste em aumentar, pelos fios de cabelo, que vão rareando, pelas rugas e epelas ites e oses, sou o mesmo menino de sempre, que tem uma mãe lutadora e protetora, que ama todos os filhos como se fossem apenas um.

Hoje o tempo já lhe pesa nas costas, mais do que pesa nas minhas, mas ela continua forte e resistente, apesar da idade bem avançada e apesar das próteses nos joelhos.  Ela continua indo e vindo, visitando a gente e os outros parentes, mesmo que isso não seja mais tão frequente como outrora. Ela não pode mais viajar de avião, em viagens como para Portugal, onde estão duas netas, pois a viagem é longa demais e não faz bem para as pernas dela, ficar sentada tanto tempo. Mas ela viaja de carro e, às vezes, até de ônibus.

Ela recebe a gente como sempre, na sua casa, onde mora sozinha. Sozinha, mas com algumas de minhas irmãs morando por perto. Sua casa é pequena, mas é uma graça. Ela andou aumentando, recentemente, fazendo mais um banheiro e uma edícola que avança pelo quintal, onde colocou a área de serviço e um grande varandão com uma enorme mesa para reunir todos os filhos e/ou  os irmãos, para grandes almoços ou grandes jantas.Reunindo a família, enfim.

Ela ainda cozinha aquelas comidinhas que só mãe faz. E a gente come até não poder mais, porque é a comidinha da mamãe e é deliciosa, mesmo que aumente uns quilinhos. E ela faz compotas, conservas de legumes e verduras, os quais ela colhe de sua própria horta, pois a gente – nos, os filhos e genros – vamos lá, de tempos em tempos, e plantamos alfaces, beterrabas, vagens, pepinos, etc. E ainda existe um grande e produtivo pé de chuchu, que nunca deixa faltar matéria prima.

Minha mãe trabalhou a vida toda – ela foi ferroviária, trabalhou nas estações de Corupá e São Francisco do Sul – e, além disso, cuidou dos dez filhos e da casa ela mesma, nunca teve empregada. Fomos sempre humildes, mas nunca nos faltou nada, porque ela sempre esteve lá, provendo tudo.

Neste ano, o aniversário dela cai no Dia das Mães. Então, esse dia 10 de maio é duas vezes o dia dela. Duas vezes mais carinho pra você, mãe. Muito orgulho de poder chamá-la de mãe. Mil beijos, hoje e sempre.

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