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terça-feira, 3 de maio de 2016

DE MÃES E DE FILHOS



     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 36 anos de literatura neste ano de 2016. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br
 
Dias das Mães é sempre um dia importante e de muita comemoração, porque elas, as mães, são as criaturas mais importantes desse mundão de Deus. São elas que nos trazem ao mundo. São elas que são filhos aos seus companheiros, que dão netos aos avós e assim por diante.
É a nossa mãe que se dedica a nós, seus rebentos, pela vida afora. E quando a gente cresce e vamos viver a nossa vida para recomeçar o ciclo, ela fica esperando que os filhos voltem para uma visita, nem que seja rápida, trazendo os netos.
Fico matutando, aqui, quando o Dia das Mães vai chegando, que ver a filharada debandar dói um bocado para nós, pais, imagine para as mães. O coração fica apertado, a saudade toma proporções astronômicas e a casa fica enorme, imensa, vazia, silenciosa e triste.
Nossa filha Fernanda veio passar um tempo conosco, inclusive para ajudar, que a mãe fez uma cirurgia delicada, no final de 2015. E quando maio estava quase chegando, ela teve que ir embora, ela e o marido vão morar na França.
E então tudo se repete. Depois de mais de quatro meses, a casa volta a ficar grande demais, maior ainda. A saudade, que já estava instalada porque Daniela está bem longe, do outro lado do Atlântico, em Portugal, consegue ficar maior, aumenta de novo… Era muito bom ter a casa ocupada, viva de novo…
E no Dia das Mães, a mãe estará sozinha de novo e a casa, tão grande, não terá barulho de criança. Da nossa filharada.   

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