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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

AVENTURA E ECOLOGIA EM CORUPÁ

Por Luiz Carlos Amorim – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Já mencionei em outras oportunidades o livro “Diario de um Aventureiro”, escrito por Valério Paholski, corupaense radicado em Jaraguá, mas que não se desliga da terrinha. Como eu, ele sempre está de volta por lá, matando saudades.
Pois o livro é composto de um resumo da história de Corupá, infraestrutura turística da cidade, localização, e a aventura realizada por diversas trilhas, visitando cachoeiras e outros locais turísticos, com descrição e detalhes de tudo, como altura das quedas dágua, vasão e outras informações, além de curiosidades sobre cada lugar.
O escritor vinha tentando um patrocínio para publicar o livro, por uns dois anos, mas como não conseguiu, ele mesmo está custeando a edição. O livro trará, além de toda a informação de pontos turísticos e do que foi a aventura de chegar até eles, uma coleção de vinte e quatro fotos em cores das belezas de Corupá, que não poderia faltar numa publicação sobre o Vale das Águas. Na verdade, as fotos que enriquecem o livro, em cores, são o que acentuam o custo da confecção do livro, o que dificultou o aparecimento de um patrocínio.
Mas ele está pronto, com lançamento marcado para o dia 13 de outubro. E o autor confia na boa receptividade por parte do público leitor, tanto que já está com a continuação do tema pronto, um segundo livro que ele pretende publicar com a venda do primeiro.
Penso que é uma boa época para lançar uma obra sobre Corupá, a Cidade das Cachoeiras, pois a novela “Ana Raio e Zé Trovão”, da extinta Rede Manchete, gravada e exibida nos anos de 1990 e 1991, está no ar novamente, pelo SBT. O referido folhetim teve quase metade da sua gravação feita em Corupá, tendo como cenário o Seminário Sagrado Coração de Jesus e os pastos atrás dele. No seminário, a fachada gótica aparecia na novela como o castelo de um conde, se não me engano. E nos pastos atrás do Seminário ficava um acampamento de ciganos. Como o SBT está exibindo a novela há alguns meses, estamos quase chegando na fase em que aparece Corupá. Mas aparecem também as Cachoeiras e outros lugares da cidade.
Dessa maneira, Corupá estará em evidência e o livro pode embarcar nesse rastro, sendo interessante não só para quem é da região.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PÃO DE FUBÁ NA FOLHA DE BANANEIRA

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Vejo um programa na TV, onde um cozinheiro (ou chef) vai ao interior para mostrar receitas antigas, tradicionais, executadas diretamente na fonte. Então ele chega a uma fazenda onde o fubá de milho é feito lá mesmo, num moinho de água. O milho é triturado por pedras se friccionando uma sobre a outra, grão por grão. E com aquele fubá a fazendeira fez um bolo de panela e uma broa na folha de banana. O bolo é colocado numa panela de ferro e assado em cima da chapa de fogão a lenha. Tampando a panela, uma chapa de zinco, com brasas em cima. Não é original? Nunca tinha visto nem imaginado. A broa é derramada sobre pedaços de folha de bananeira com uma tira de goiabada, tudo é enrolado e colocado em uma forma para assar.
Deu água na boca e uma saudade da minha infância vivida em Corupá, minha pequena cidade no pé da Serra do Mar, entre Jaraguá do Sul e São Bento do Sul. Lembrei do pão de milho com batata doce, feito com o fubá da tafona perto de casa, que a gente ia buscar fresquinho, recém saído do moinho. E aquele pão era assado em forno de tijolos, daqueles que a gente queimava um tanto de madeira até ficar um braseiro. Então tirava-se as brasas e colocava-se o pão para assar, às vezes em formas de zinco e quando sobrava massa, em folhas de bananeira. E o cheiro do pão fresquinho, quentinho, se espalhava por toda a casa, por toda a vizinhança. Lembro que a gente preferia comer primeiro o pão redondo, assado na folha de bananeira.
Mas fazíamos pão de trigo, também. Então quando saíamos para fazer piquenique no interior, na zona rural, em beiras de rio, levávamos pão de trigo para trocar com o pessoal que morava longe da cidade. Porque eles faziam um pão de fubá com inhame, com batata doce, com taiá, que ficava molhadinho, quase cremoso, uma delícia.
Bons tempos. Coisas de Corupá, que talvez existam ainda hoje, e coisas de cidades colonizadas por alemães e italianos. Mesa farta, comida simples e deliciosa. Vida de muito trabalho, mas tranquila e feliz.
Corupá, apesar do progresso, que vai chegando, devagarinho, ainda é uma cidade feliz e tranquila. Dá vontade de voltar.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O LIVRO DE CORUPÁ

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Já falei aqui do livro sobre a História de Corupá, que está sendo escrita por um jovem conterrâneo. Ele havia me enviado um capítulo e eu fiquei entusiasmado com a amostra, ainda que gostasse da ideia de um livro que reunisse um pouco da história e muito da atualidade com todos os dados possíveis sobre as belezas naturais do Vale das Águas.
O fato é que recebi mais alguns capítulos de uma versão ainda não definitiva do livro, e o trabalho de pesquisa para levantar a origem da nossa Corupá está ficando muito interessante. Não sei qual a bibliografia usada na pesquisa, que é detalhada, tomando para si ares de um romance histórico.
Não posso revelar muito do que li, para não entregar o livro de mão beijada ao leitor antes que ele fique pronto, mas vocês sabiam que Corupá (Hansa Humbold, na época), ficava no caminho pré-colombiano que ligava os Andes ao Oceano Atlântico? Corupá faz parte da história do nosso continente, tendo se originado no chamado Caminho de Peabiru, que seguia o rio Itapocu na nossa região, usado pelos espanhóis, depois alemães e outros, colonizadores da nossa Santa e bela Catarina.
No início havia índios onde hoje é Corupá e a convivência com o homem branco foi conflituosa, tanto que eles desapareceram, já que eram caçados como animais. Essa é a parte menos cativante da história.
Dos capítulos recebidos, além da passagem dos exploradores pela cidade e da chegada dos colonizadores, há muita informação sobre o início da estrada de ferro, sobre os primeiros dias de Hansa Humbold, o primeiro nome da cidade e as primeiras indústrias, com passagem pela agricultura.
O livro está tomando forma e pode vir a ser uma importante obra de referência sobre a origem dessa cidade encantadora incrustada no pé da Serra do Mar, que é a nossa Corupá.
Mas continuo defendendo que deve registrar também a vocação turística da cidade, incluir a pesquisa, também criteriosa, sobre todas as belezas naturais que nela existem..