Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
De sorte que hoje é o dia do professor. Sorte? Verdadeiramente não sei. Primeiro, que não recebi nenhum cumprimento hoje, porque não estou na ativa. Segundo, que o professor é um profissional muito pouco valorizado, pouco respeitado, mesmo. É o professor que forma o adulto de amanhã – com a ajuda da família, que já deveria ter começado e dado um bom encaminhamento na educação das suas crianças – mas não ganha um salário condizente com a sua missão e com a sua dedicação. Não só na escola pública, como na particular também. Na rede pública o problema é bem maior, porque além de ter remuneração insuficiente, não há equipamento para trabalhar e as escolas estaduais, geralmente, tem péssima manutenção.
Então quero render minha homenagem aos professores, todos os professores, por este trabalho tão importante que é passar conhecimento as nossas crianças, para que sejam pessoas educadas e instruídas amanhã, quando estarão no mercado de trabalho e à frente dos destinos de nossa nação.
Tenho amigos que são professores e professoras dedicados e abnegados, verdadeiros heróis da educação, fazendo um trabalho excepcional, apesar de mudanças em nosso sistema de ensino que, ao invés de melhorar, tende a tornar o trabalho deles ainda mais difícil.
Vejo-os fazendo trabalho pioneiro no sentido de levar a leitura e a literatura até nossos leitores em formação, mesmo que o conteúdo programático não privilegie essa aproximação autor/leitor.
Parabenizo, então todos os professores, ainda que não sejam reconhecidos como deveriam ser.
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sábado, 15 de outubro de 2011
domingo, 17 de outubro de 2010
AOS PROFESSORES, VALORIZAÇÃO
Por Luiz Carlos Amorim – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Eu teria falado dos professores ontem, mas como vocês viram, o sábado ficou sem crônica. Então peço desculpas pela falta e falo hoje do dia dos professores, que já foi anteontem.
Professor é aquela criatura abnegada e dedicada, na maioria das vezes, que estuda muito, fazendo um curso superior como Letras, Pedagogia, História, Geografia, Matemática, Educação Física, etc. e que quer transmitir conhecimento para as novas gerações, contribuir para que a educação seja melhor, apesar de nossos governantes.
Mas a verdade é que os “gestores” da educação neste nosso país, os donos do poder, dão muito pouca importância aos professores que estão nas frentes de trabalho, nas salas de aula tocando a educação como podem, sem motivação e incentivo, com salários bem aquém do que deveriam receber.
Falo, principalmente dos professores do primeiro e segundo graus, que deveriam ser muito bem remunerados, pois estão formando os adultos de amanhã, estão formando os adultos que poderão conduzir, logo adiante, os destinos do Brasil.
O que acontece, no entanto, é a má valorização do profissional, falta de professores nas salas de aula e pessoas não qualificadas, às vezes, à frente dessa importante missão.
Há lugares, neste nosso país, em que professores ganham quase nada para dar aulas à sombra de árvores, com a desculpa de que não existe dinheiro para pagar um salário melhor àqueles que se entregam de corpo e alma à educação, para pagar transporte de alunos para que tenham um lugar adequado para estudar.
A máquina administrativa do Brasil gasta demais, os políticos corruptos drenam o dinheiro público com altos salários, muitas vantagens e roubalheiras, mas para a educação, para a saúde, para a segurança, não há dinheiro.
Esperemos (e mais do que ter esperança deveríamos ter candidatos decentes em quem votar) que os governadores recém eleitos e o novo presidente olhem com mais atenção para esses problemas que só se agravaram no último governo.
Eu teria falado dos professores ontem, mas como vocês viram, o sábado ficou sem crônica. Então peço desculpas pela falta e falo hoje do dia dos professores, que já foi anteontem.
Professor é aquela criatura abnegada e dedicada, na maioria das vezes, que estuda muito, fazendo um curso superior como Letras, Pedagogia, História, Geografia, Matemática, Educação Física, etc. e que quer transmitir conhecimento para as novas gerações, contribuir para que a educação seja melhor, apesar de nossos governantes.
Mas a verdade é que os “gestores” da educação neste nosso país, os donos do poder, dão muito pouca importância aos professores que estão nas frentes de trabalho, nas salas de aula tocando a educação como podem, sem motivação e incentivo, com salários bem aquém do que deveriam receber.
Falo, principalmente dos professores do primeiro e segundo graus, que deveriam ser muito bem remunerados, pois estão formando os adultos de amanhã, estão formando os adultos que poderão conduzir, logo adiante, os destinos do Brasil.
O que acontece, no entanto, é a má valorização do profissional, falta de professores nas salas de aula e pessoas não qualificadas, às vezes, à frente dessa importante missão.
Há lugares, neste nosso país, em que professores ganham quase nada para dar aulas à sombra de árvores, com a desculpa de que não existe dinheiro para pagar um salário melhor àqueles que se entregam de corpo e alma à educação, para pagar transporte de alunos para que tenham um lugar adequado para estudar.
A máquina administrativa do Brasil gasta demais, os políticos corruptos drenam o dinheiro público com altos salários, muitas vantagens e roubalheiras, mas para a educação, para a saúde, para a segurança, não há dinheiro.
Esperemos (e mais do que ter esperança deveríamos ter candidatos decentes em quem votar) que os governadores recém eleitos e o novo presidente olhem com mais atenção para esses problemas que só se agravaram no último governo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A PRIMEIRA PROFESSORA
Por Luiz Carlos Amorim (escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br )
Tenho voltado a Corupá, minha terra natal, e passeado por lá para rever pessoas e lugares. Os lugares estão quase todos lá, um pouco mudados pelo tempo que já passou - as casas onde morei não as encontrei mais, uma delas nem consegui determinar o lugar onde se localizava. As pessoas, poucas revi. Talvez elas até estejam lá, mas já não as reconheço, assim como elas também não me reconheceriam.
Fui ao Grupo Escolar Teresa Ramos, onde estudei – o sobrenome continua igual, mas o nome mudou e a escola também. Hoje tem o triplo do tamanho, ou mais, mas continua sendo a escola estadual da cidade.
Levei alguns livros meus que ainda não faziam parte do acervo da biblioteca da escola e pretendia verificar quais ainda ficariam faltando, para levá-los. Mas o bibliotecário não estava e voltarei outro dia.
E fui levar meu livro mais recente, “Borboletas nos Jacatirões”, para a professora Elizabete Voltolini, minha primeira professora. Sempre levei meus livros para ela, mas fazia tempo que não falava com ela. Encontrei-a em sua casa, na pracinha do centro de Corupá, o mesmo sorriso meigo, o olhar terno, os traços suaves e delicados. O tempo passa e é implacável com todos nós, mas parece ter sido complacente com ela, pois seu rosto ainda conserva a beleza da professorinha de quarenta e tantos anos atrás, a voz doce e acalentadora e a alma límpida e transparente.
Que saudade, professora Elizabete! Que bom poder lhe ver de novo, falar consigo, beijar a sua mão. Vou lembrar sempre da primeira professora, que me ensinou a ler e me ensinou a escrever, que tinha o poder de ensinar com uma facilidade incrível, costurando os assuntos sempre com uma história, que ela também é ótima contadora de histórias.
Hoje, que também sou professor, sei que aquilo era didática aplicada, didática da mais alta qualidade, aplicada de maneira eficiente e eficaz.
Presto aqui a minha homenagem a minha primeira professora, o símbolo do exercício de um ensino competente que deve servir de modelo para todos nós. E homenageando a ela, homenageio todos os professores abnegados e dedicados que tocam, com esforço e pouca remuneração, a educação deste país, que se não fosse por eles não existiria mais.
Tenho voltado a Corupá, minha terra natal, e passeado por lá para rever pessoas e lugares. Os lugares estão quase todos lá, um pouco mudados pelo tempo que já passou - as casas onde morei não as encontrei mais, uma delas nem consegui determinar o lugar onde se localizava. As pessoas, poucas revi. Talvez elas até estejam lá, mas já não as reconheço, assim como elas também não me reconheceriam.
Fui ao Grupo Escolar Teresa Ramos, onde estudei – o sobrenome continua igual, mas o nome mudou e a escola também. Hoje tem o triplo do tamanho, ou mais, mas continua sendo a escola estadual da cidade.
Levei alguns livros meus que ainda não faziam parte do acervo da biblioteca da escola e pretendia verificar quais ainda ficariam faltando, para levá-los. Mas o bibliotecário não estava e voltarei outro dia.
E fui levar meu livro mais recente, “Borboletas nos Jacatirões”, para a professora Elizabete Voltolini, minha primeira professora. Sempre levei meus livros para ela, mas fazia tempo que não falava com ela. Encontrei-a em sua casa, na pracinha do centro de Corupá, o mesmo sorriso meigo, o olhar terno, os traços suaves e delicados. O tempo passa e é implacável com todos nós, mas parece ter sido complacente com ela, pois seu rosto ainda conserva a beleza da professorinha de quarenta e tantos anos atrás, a voz doce e acalentadora e a alma límpida e transparente.
Que saudade, professora Elizabete! Que bom poder lhe ver de novo, falar consigo, beijar a sua mão. Vou lembrar sempre da primeira professora, que me ensinou a ler e me ensinou a escrever, que tinha o poder de ensinar com uma facilidade incrível, costurando os assuntos sempre com uma história, que ela também é ótima contadora de histórias.
Hoje, que também sou professor, sei que aquilo era didática aplicada, didática da mais alta qualidade, aplicada de maneira eficiente e eficaz.
Presto aqui a minha homenagem a minha primeira professora, o símbolo do exercício de um ensino competente que deve servir de modelo para todos nós. E homenageando a ela, homenageio todos os professores abnegados e dedicados que tocam, com esforço e pouca remuneração, a educação deste país, que se não fosse por eles não existiria mais.
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