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domingo, 20 de março de 2011

BRT - TRÂNSITO RÁPIDO DE ÔNIBUS NA CAPITAL

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Neste sábado, 19 de março, leio no jornal que o prefeito de Florianópolis anunciaram mudanças no trânsito caótico da capital, com o lançamento de licitação para a implantação do Sistema BRT (trânsito rápido de ônibus), o mesmo que iniciou-se em Curitiba e serve de modelo para dezenas de cidades.
De fato, a cidade está precisando de mobilidade urbana. Curitiba resolveu o seu problema, com corredores exclusivos para ônibus, com uma rede integrada com terminais em vários pontos da cidade, de maneira que o usuário paga uma vez só e pode ir até o seu destino, mesmo mudando de linha, com sinaleiras sincronizadas, priorizando o transporte urbano, etc.
O que o prefeito não disse, com o bombástico lançamento da notícia de que vai implantar aqui o mesmo sistema, é que já tentaram isso aqui, no final do século passado. Alguns terminais construídos para a tal integração ainda estão sem uso, abandonados, em bairros como Jardim Atlântico, por exemplo. Dinheiro público usado com descaso, pois os terminais estão sem uso, deteriorando, quando poderiam ser aproveitados como escolas, creches, postos de saúde, etc.
E, além de jogarem fora o dinheiro público, tornaram alguns roteiros mais lentos, pois onde funciona o terminal intermediário, o usuário tem que pagar nova passagem para tomar outro ônibus. O que significa que a viagem demora mais e tornou-se mais cara. Isso sem considerar que a passagem de ônibus na capital catarinense é uma das mais caras do país, se não a mais cara e, ironia, as empresas de ônibus que operam o transporte por aqui ganham subsídio da prefeitura um milhão de reais – esse o último valor divulgado, no ano passado.
Então já tentaram implantar o modelo de transporte público que deu certo em Curitiba em Florianópolis e em Joinville. Em Joinville não sei se todos os terminais intermediários estão funcionando, mas também se paga passagem a cada vez que se toma um novo ônibus. Em Floripa, por falta de determinação e boa vontade dos administradores da cidade e também por inflexibilidade das empresas em, quem sabe, terem um lucro menor, não vingou. Quem sabe o “subsídio” da prefeitura não se deve a essa tentativa? O sistema novo ficou capenga e foi abandonado, mas o “subsídio” continuou.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

MOBILIDADE E TRANSPORTE PÚBLICO EM FLORIANÓPOLIS


Antes da crônica do Dia, quero agradecer o selo acima que ganhei da conterrânea e amiga Mariza, professora de Joinville. Não poderia deixar de exibir o presente, não é?


MOBILIDADE E TRANSPORTE PÚBLICO EM FLORIANÓPOLIS

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

A Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

A impressão que se tem é que tudo está muito bem na capital, não há nada com que se preocupar, pois tem gente se ocupando em trocar nomes de linhas de ônibus. Hoje fui pegar meu ônibus, o Jardim Atlântico, e nada dele passar. Aí passou um “Corredor Continente”. Comentei com uma pessoa que também estava esperando, que nunca tinha visto aquele ônibus. A senhora me esclareceu que aquele era o novo nome do nosso Jardim Atlântico, que haviam mudado o nome da linha.
Não é possível aceitar que tenham mudado o nome de uma linha de transporte público que indica o destino, direta e simplesmente: o ônibus da linha Jardim Atlântico vai levar o usuário para o bairro Jardim Atlântico. Aí mudam o nome para “Corredor Continente”. Sem divulgação, sem informação. O que indica o nome “Corredor Continente”? Para mim, nada. Aliás, “continente” dá a impressão de que ele circula apenas no continente. Na verdade, ele sai do terminal da Ilha e vem para o Continente.
Além de tudo, o nome “Corredor Continente” tem causado confusão. Existe uma linha chamada “Circular Continente”, que como o nome indica, circula apenas no continente, não adentra a Ilha. Pois as pessoas estão acostumadas com o seu ônibus que tem “Continente” no nome e passa um ônibus com essa palavra no nome, elas embarcam e só depois descobrem que não era o “Circular Continente”, mas sim o novo e inteligente “Corredor Continente”. Pois não havia, até agora, nenhum outro ônibus com “continente” no nome!
E não é só isso: acabaram com algumas linhas. Já vi na televisão comunidades da Ilha protestando porque ficaram sem ônibus. Agora têm que andar um bom tempo até o ponto de ônibus mais próximo. Isso é desrespeito com os cidadãos que dependem do ônibus para trabalhar, para irem à escola, para tudo.
No continente, acabaram com o Canto, que vinha até imediações do Figueirense. Tudo bem, passam outras linhas por ali. Acontece que agora, nas horas de pico, os “outros” ônibus ficam apinhados, igual sardinha em lata, porque os usuários do “Canto” são obrigados a pegar o Jardim Atlântico, aliás “Corredor Continente”, Shopping Center, etc. Já ficavam superlotados antes, imaginem agora.
Tudo para aumentar o lucro: menos ônibus, menos motoristas, menos cobradores, em detrimento da população, que fica com menos horários.menos linhas e com ônibus entupidos.
Isso sem contar que o transporte urbano mais caro do país é o daqui de Florianópolis, apesar de ser o único lugar onde a prefeitura paga quase um milhão por mês para as empresas.
Não é uma beleza? É pra isso que elegemos prefeito e vereadores?