Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Nas minhas andanças por bibliotecas escolares, guiado pela professora Mariza, encontrei um livro de Quintana, de 2007, que eu ainda não conhecia. Trata-se de “Só Meu”, livro organizado por Elena Quintana, que selecionou poemas e trechos da obra do poeta “passarinho”, colocando ao alcance do público infantil o universo lírico de Quintana.
Nessa obra estão poemas, trechos de prosa e de poemas dos livros “Melhores Poemas de Mario Quintana”, “Apontamentos de História Natural”, “Preparativos de Viagem” e “Baú de Espantos”.
O livro, da Editora Global, faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola 2010. As ilustrações são de Orlando e a apresentação do livro é primorosa.
E tem o diferencial de trazer espaços, nas páginas, paralelamente aos textos e aos desenhos já existentes, para que os leitores coloquem sua marca, desenhando, dando a sua forma particular à interpretação da obra, como queria o autor: “Os livros de poemas devem ter margens largas e muitas páginas em branco e suficientes claros nas páginas impressas, para que as crianças possam enchê-los de desenhos – gatos, homens, aviões, casas, chaminés, árvores, luas, pontes, automóveis, cachorros, cavalos, bois, tranças, estrelas – que passarão também a fazer parte dos poemas...”
Grande descoberta, feliz descoberta de mais um livro de Quintana, grande Quintana. Olhem como “O Poeta Começa o Dia: Eu sei me teleportar: estou agora / em um Mercado Estelar... e olha! / acabo de trocar / - em meio aos ruídos da rua / alheio aos risos da rua / todas as jubas do Sol / por uma trança da Lua!” Não é fantástico? É Quintana, só podia ser ele!
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domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
AS BIBLIOTECAS DE NOSSAS ESCOLAS
Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Andei visitando bibliotecas de algumas escolas, tanto estadual quanto municipal - a gente vai às escolas e acaba não passando pelas suas bibliotecas e isso é imperdoável - e constatei alguns fatos que passam desapercebidos pela gente, se não somos professores atuantes. Como sou professor, mas não estou na ativa, vou prestar mais atenção nas bibliotecas escolares daqui por diante.
Por exemplo: as escolas estaduais não têm bibliotecário, porque o estado não supre suas bibliotecas com esse profissional. O que há, nas escolas do estado, quando há, é um professor "readaptado" (e dedicado) que cuida da biblioteca e a organiza.
Depois disso, entendi porque, quando ia à escola estadual da minha cidade natal, pedia pelo bibliotecário para verificar quais livros meus já estavam no acervo da biblioteca daquela escola, para complementar com os que faltavam, e a diretora me dizia que ele não estava. Ela dizia que não estava, não que ele não existia, mas provavelmente não havia bibliotecário naquela escola. Podia até haver alguém que cuidasse dos livros, mas não era o profissional que eu procurava.Esperemos que o próximo governo que tomará posse no próximo ano resolva esse problema, pois nossos estudantes merecem ser bem atendidos nas bibliotecas de suas escolas. Não que não sejam em muitas delas, mas a verdade é que falta o profissional bibliotecário e as escolas têm que se virar para cuidar das suas bibliotecas.
Por outro lado, verifiquei que o estado e a União têm enviado livros às escolas. Vi vários livros com o selo do nosso estado, embora dentre todos, apenas três de autores catarinenses: os clássicos Cruz e Sousa e Luiz Delfino, que não podem faltar e Salim Miguel. Isso sem falar do livro do Tezza, comprado aos milhares pelo estado, distribuído aos alunos do segundo grau, por que era obra selecionada para o vestibular, e depois recolhido e mandado aos montes para bibliotecas municipais. A impressão que se tem é que não há mais escritores catarinenses além desses.
E vi, também, muitos bons livros infantis enviados pelo MEC, inclusive um de Mario Quintana, embora também não tenha visto nenhum exemplar infanto-juvenil de autor catarinense. E olhe que os temos, de muito boa qualidade, alguns de renome nacional.
A lição que ficou é que precisamos acompanhar mais de perto a evolução das bibliotecas das nossas escolas estaduais e as municipais também. Porque precisamos cobrar mais atenção do estado para com elas e dos municípios também.
Andei visitando bibliotecas de algumas escolas, tanto estadual quanto municipal - a gente vai às escolas e acaba não passando pelas suas bibliotecas e isso é imperdoável - e constatei alguns fatos que passam desapercebidos pela gente, se não somos professores atuantes. Como sou professor, mas não estou na ativa, vou prestar mais atenção nas bibliotecas escolares daqui por diante.
Por exemplo: as escolas estaduais não têm bibliotecário, porque o estado não supre suas bibliotecas com esse profissional. O que há, nas escolas do estado, quando há, é um professor "readaptado" (e dedicado) que cuida da biblioteca e a organiza.
Depois disso, entendi porque, quando ia à escola estadual da minha cidade natal, pedia pelo bibliotecário para verificar quais livros meus já estavam no acervo da biblioteca daquela escola, para complementar com os que faltavam, e a diretora me dizia que ele não estava. Ela dizia que não estava, não que ele não existia, mas provavelmente não havia bibliotecário naquela escola. Podia até haver alguém que cuidasse dos livros, mas não era o profissional que eu procurava.Esperemos que o próximo governo que tomará posse no próximo ano resolva esse problema, pois nossos estudantes merecem ser bem atendidos nas bibliotecas de suas escolas. Não que não sejam em muitas delas, mas a verdade é que falta o profissional bibliotecário e as escolas têm que se virar para cuidar das suas bibliotecas.
Por outro lado, verifiquei que o estado e a União têm enviado livros às escolas. Vi vários livros com o selo do nosso estado, embora dentre todos, apenas três de autores catarinenses: os clássicos Cruz e Sousa e Luiz Delfino, que não podem faltar e Salim Miguel. Isso sem falar do livro do Tezza, comprado aos milhares pelo estado, distribuído aos alunos do segundo grau, por que era obra selecionada para o vestibular, e depois recolhido e mandado aos montes para bibliotecas municipais. A impressão que se tem é que não há mais escritores catarinenses além desses.
E vi, também, muitos bons livros infantis enviados pelo MEC, inclusive um de Mario Quintana, embora também não tenha visto nenhum exemplar infanto-juvenil de autor catarinense. E olhe que os temos, de muito boa qualidade, alguns de renome nacional.
A lição que ficou é que precisamos acompanhar mais de perto a evolução das bibliotecas das nossas escolas estaduais e as municipais também. Porque precisamos cobrar mais atenção do estado para com elas e dos municípios também.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
UM DIA MÁGICO EM JOINVILLE
Como havia anunciado ante-ontem, estive ontem, dia 9, em Joinville, para o lançamento da coleção Letra Viva, na Biblioteca Municipal Rolf Colin. Fui para lá de manhã e estive visitando os alunos da professora Mariza Schiochet, nas escolas Jorge Lacerta e no CAIC Mariano Costa, pois eles leram vários livros meus e fizeram trabalhos sobre cada um deles. São centenas de alunos do primeiro grau que leram meus livros e analisaram, recriaram, complementaram, me entrevistaram numa atividade orientada pela professora Mariza que faz, isso sim, com que o escritor da terra seja conhecido e valorizado.
Agradeço a acolhida dos estudantes, os professores e dos diretores das escolas. Fui muito bem recebido, com carinho e simpatia. Assim como pela família da professora Mariza, o máximo em excelência no receber a gente.
À noite, juntei-me aos outros autores da coleção Letra Viva, Célia Biscaia Veiga, Mary Bastian e Jurandir Schmidt, para o belíssimo coquetel de lançamento dos nossos livros. Foi uma noite mágica. O salão de leitura da biblioteca ficou lotado de pessoas amigas que acorreram ao nosso chamado e revi amigos, reencontrei pessoas que não via há muitos anos, como a escritora Darci Nogueira, conheci outras, alguns já leitores meus de longa data, pessoas maravilhosas que nos fizeram companhia e enriqueceram nossas existências naquela oportunidade festiva quando comemorávamos trinta anos de atividades do Grupo Literário A ILHA, que por quase vinte anos atuou na Cidade das Flores, das Bicicletas. da Dança e da Poesia.
Então agradeço a Célia, pela organização do evento, com leitura das nossas obras, dramatização de textos nossos, declamação de poema e a homenagem a um importante integrante do grupo, o comunicador Sólon Schill, que nos deixou recentemente e que em noites como aquela, em quando atuávamos na cidade, ele é que era o mestre de cerimônia.
Agradeço também à direção da Biblioteca Rolf Colin, que acolheu e aderiu à proposta da Célia para trazermos de novo a atividade do Grupo Literário A ILHA a Joinville.
E agradeço aos tantos amigos que nos prestigiaram que foram lá nos abraçar e adquirir nossos livros, valorizando o nosso trabalho.
Foi uma noite mágica. Pra gente nunca esquecer.
Agradeço a acolhida dos estudantes, os professores e dos diretores das escolas. Fui muito bem recebido, com carinho e simpatia. Assim como pela família da professora Mariza, o máximo em excelência no receber a gente.
À noite, juntei-me aos outros autores da coleção Letra Viva, Célia Biscaia Veiga, Mary Bastian e Jurandir Schmidt, para o belíssimo coquetel de lançamento dos nossos livros. Foi uma noite mágica. O salão de leitura da biblioteca ficou lotado de pessoas amigas que acorreram ao nosso chamado e revi amigos, reencontrei pessoas que não via há muitos anos, como a escritora Darci Nogueira, conheci outras, alguns já leitores meus de longa data, pessoas maravilhosas que nos fizeram companhia e enriqueceram nossas existências naquela oportunidade festiva quando comemorávamos trinta anos de atividades do Grupo Literário A ILHA, que por quase vinte anos atuou na Cidade das Flores, das Bicicletas. da Dança e da Poesia.
Então agradeço a Célia, pela organização do evento, com leitura das nossas obras, dramatização de textos nossos, declamação de poema e a homenagem a um importante integrante do grupo, o comunicador Sólon Schill, que nos deixou recentemente e que em noites como aquela, em quando atuávamos na cidade, ele é que era o mestre de cerimônia.
Agradeço também à direção da Biblioteca Rolf Colin, que acolheu e aderiu à proposta da Célia para trazermos de novo a atividade do Grupo Literário A ILHA a Joinville.
E agradeço aos tantos amigos que nos prestigiaram que foram lá nos abraçar e adquirir nossos livros, valorizando o nosso trabalho.
Foi uma noite mágica. Pra gente nunca esquecer.
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Lançamento da Coleção Letra Viva em Joinville
terça-feira, 7 de setembro de 2010
INDEPENDÊNCIA ...
Luiz Carlos Amorim
Progresso...
Grandes cidades,
arranha-céus,
computadores, máquinas.
E a ordem?
A justica?
A liberdade?
Nas grandes cidades,
A poluição, que envenena o ar,
os rios e o mar,
matam árvores, peixes,
animais e homens...
Nas grandes cidades,
a máquina substituindo o homem,
o homem construindo armas
para destruir-se a si mesmo
e à natureza.
No campo, o homem deixando a terra
pra morrer de fome na cidade.
Nas grandes cidades
e até nas pequenas,
crianças com fome,
velhos abandonados,
pela rua, sem futuro...
Que progresso é esse?
Onde a ordem?
A liberdade, a independência?
Abaixo o progresso!
Amor e respeito!
Progresso...
Grandes cidades,
arranha-céus,
computadores, máquinas.
E a ordem?
A justica?
A liberdade?
Nas grandes cidades,
A poluição, que envenena o ar,
os rios e o mar,
matam árvores, peixes,
animais e homens...
Nas grandes cidades,
a máquina substituindo o homem,
o homem construindo armas
para destruir-se a si mesmo
e à natureza.
No campo, o homem deixando a terra
pra morrer de fome na cidade.
Nas grandes cidades
e até nas pequenas,
crianças com fome,
velhos abandonados,
pela rua, sem futuro...
Que progresso é esse?
Onde a ordem?
A liberdade, a independência?
Abaixo o progresso!
Amor e respeito!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
OS GRANDES EVENTOS LITERÁRIOS E O E-BOOK
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
A ascensão, lenta mas decidida do livro eletrônico tem sido tema, também, em grandes eventos literários PELO Brasil, como FLIP e a Bienal do Livro de São Paulo, que aconteceram recentemente.Uma ou duas mesas de discussão, na Feira Literária de Parati, que tinham como tema o livro, consideraram o advento do e-book e chegaram à conclusão de que o livro, como o conhecemos até agora, continuará existindo ainda por muito tempo, como já faláramos aqui, apesar das novas tecnologias como Kindle, I-pad e outros e-readers (leitores eletrônicos).E os dois convidados para falar do assunto eram ninguém menos que o diretor da Biblioteca de Harvard, que acompanhou de perto as negociações com o Google para digitalização do acervo daquela Universidade e o diretor da Editora Penguim, uma das pioneiras na venda de e-books.A Bienal do Livro de São Paulo também procurou privilegiar a plataforma digital. O passado e o futuro do livro se encontraram na Bienal. Grande parte dos títulos era impresso, mas os e-books estavam lá, chamando a atenção até de quem nunca tinha ouvido falar deles.Os e-readers, leitores eletrônicos dos e-books, que também estavam à venda por lá, eram o sonho de consumo de alguns. Apesar de que o livro eletrônico ou digital não depende só do leitor eletrônico para ser lido, ele pode também ser lido no celular e no computadorEntão eles estão aí. As editoras comuns estão se preparando para eles, já há até uma reunião ou associação das grandes editoras do país em uma Distribuidora de Livros Digitais, o que significa que elas estão se organizando para publicar mais no formato digital, um novo nicho que se abre.
Os autores também, até os independentes, já pensam em publicar seus livros também no novo formato. E os leitores, alguns, estão até comprando tanto e-reader como e-book, para experimentar a nova tecnologia. É uma revolução na maneira de ler e, mesmo que o livro eletrônico não se popularize como esperam alguns, quem sabe a sua chegada não aumente o número de pessoas que leem nesse nosso Brasil? Mesmo que alguns comprem e-reader para ler jornal.
A ascensão, lenta mas decidida do livro eletrônico tem sido tema, também, em grandes eventos literários PELO Brasil, como FLIP e a Bienal do Livro de São Paulo, que aconteceram recentemente.Uma ou duas mesas de discussão, na Feira Literária de Parati, que tinham como tema o livro, consideraram o advento do e-book e chegaram à conclusão de que o livro, como o conhecemos até agora, continuará existindo ainda por muito tempo, como já faláramos aqui, apesar das novas tecnologias como Kindle, I-pad e outros e-readers (leitores eletrônicos).E os dois convidados para falar do assunto eram ninguém menos que o diretor da Biblioteca de Harvard, que acompanhou de perto as negociações com o Google para digitalização do acervo daquela Universidade e o diretor da Editora Penguim, uma das pioneiras na venda de e-books.A Bienal do Livro de São Paulo também procurou privilegiar a plataforma digital. O passado e o futuro do livro se encontraram na Bienal. Grande parte dos títulos era impresso, mas os e-books estavam lá, chamando a atenção até de quem nunca tinha ouvido falar deles.Os e-readers, leitores eletrônicos dos e-books, que também estavam à venda por lá, eram o sonho de consumo de alguns. Apesar de que o livro eletrônico ou digital não depende só do leitor eletrônico para ser lido, ele pode também ser lido no celular e no computadorEntão eles estão aí. As editoras comuns estão se preparando para eles, já há até uma reunião ou associação das grandes editoras do país em uma Distribuidora de Livros Digitais, o que significa que elas estão se organizando para publicar mais no formato digital, um novo nicho que se abre.
Os autores também, até os independentes, já pensam em publicar seus livros também no novo formato. E os leitores, alguns, estão até comprando tanto e-reader como e-book, para experimentar a nova tecnologia. É uma revolução na maneira de ler e, mesmo que o livro eletrônico não se popularize como esperam alguns, quem sabe a sua chegada não aumente o número de pessoas que leem nesse nosso Brasil? Mesmo que alguns comprem e-reader para ler jornal.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
LETRA VIVA EM JOINVILLE
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
O Grupo Literário A ILHA continua a comemorar os seus trinta anos de atividades, completados no mês de junho deste ano de 2010, desta vez em Joinville, com o lançamento da coleção Letra Viva. Será no dia 9 de setembro, as 19h30min, na Biblioteca Rolf Colin.
Os poetas escritores do Grupo A ILHA estarão reunidos para, além de autografar seus livros, fazer declamação de poemas, leitura de prosa e apresentação de performances. Até o Varal da Poesia do grupo está de volta à Biblioteca, para marcar a presença do grupo de novo em Joinville.
Célia Biscaia Veiga estará autografando “Figuras nas Nuvens”, Mary Bastian autografará “A Casca da Bergamota”, Jurandir Schmidt autografará “Flores Azuis num Canto do Muro” e este que vos escreve estará autografando seu “Terra: Planeta em Extinção”, os primeiros quatro volumes da coleção Letra Viva.
Novos volumes já estão no prelo e em breve teremos outro lançamento.
O Grupo Literário A ILHA continua a comemorar os seus trinta anos de atividades, completados no mês de junho deste ano de 2010, desta vez em Joinville, com o lançamento da coleção Letra Viva. Será no dia 9 de setembro, as 19h30min, na Biblioteca Rolf Colin.
Os poetas escritores do Grupo A ILHA estarão reunidos para, além de autografar seus livros, fazer declamação de poemas, leitura de prosa e apresentação de performances. Até o Varal da Poesia do grupo está de volta à Biblioteca, para marcar a presença do grupo de novo em Joinville.
Célia Biscaia Veiga estará autografando “Figuras nas Nuvens”, Mary Bastian autografará “A Casca da Bergamota”, Jurandir Schmidt autografará “Flores Azuis num Canto do Muro” e este que vos escreve estará autografando seu “Terra: Planeta em Extinção”, os primeiros quatro volumes da coleção Letra Viva.
Novos volumes já estão no prelo e em breve teremos outro lançamento.
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30 anos do Grupo A ILHA,
coleção Letra Viva
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
“ANJOS AZUIS” NA LITERATURA JUVENIL
Por Luiz Carlos Amorim - Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Eu já havia lido todos os livros de Apolônia Gastaldi e estava orgulhoso de ter podido constatar a grande escritora na qual ela havia se tornado. Mas faltava um para eu ler, havia um que eu não havia lido ainda. Na última Feira de Rua do Livro de Florianópolis ela me presenteou com “Anjos Azuis”, com a seguinte dedicatória: “Vai aí a aura dos Anjos Azuis, se é que já não estás Anjo!”. Nunca alguém me havia feito uma dedicatória assim e, como eu não lera ainda o livro, não entendi muito bem, mas achei singular e lindo.Agora, que já tive o prazer de conhecer os Anjos Azuis, fico lisonjeado de receber a sua aura, pois sei que eles existem por aí, menos do que é preciso, mas mais do que imaginamos, fazendo bem mais do que o meu trabalho voluntário, do que a cesta básica que posso oferecer a uma família menos privilegiada que eu, do que a ajuda em biscoitos, frango, leite, que dou à creche que recebe menos de cem reais da prefeitura para cuidar de centenas de crianças de pais que precisam trabalhar.
“Anjos Azuis” é, na verdade, uma feliz – felicíssima – incursão de Apolônia pela literatura juvenil. O livro é bonito, a começar pela apresentação: a capa é azul em fundo branco – uma íris azul com duas mãos se encontrando no centro, o título é azul, o texto, no interior do livro é em azul.
A história que o livro conta é de um azul brilhante. Apolônia mostra a ação de uma organização – secreta - de jovens que arrebanham profissionais das mais diversas áreas, como médicos, enfermeiros, empregadas domésticas, diretores de bancos, professores, padres, psiquiatras, comerciantes, engraxates, porteiros de boates, etc., para descobrir drogados e encaminhá-los para tratamento, internamento, conseguir emprego, afastá-los do grupo de vício. Controlam seus passos, conversam com a família, com professores. Só não se envolvem com políticos e não denunciam usuários. Denunciam, sim, os pontos de venda, os vendedores. Por isso os Anjos Azuis são uma sociedade secreta, por isso a necessidade de eles manterem segredo sobre as pessoas que fazem parte do grupo.
Apolônia mergulha nas atividades dos Anjos, mostrando-nos a incansável batalha de pessoas que se empenham na difícil recuperação de quem sucumbiu às drogas, drama que aqueles que tiveram a felicidade de não ter ninguém na família, ou amigos com o problema não têm idéia do que seja. Com leveza, mas mostrando sem rodeios um lado da nossa sociedade que só vemos no noticiário, a autora nos faz entender, a nós que não conhecíamos o problema, que a droga faz vítimas e não bandidos. Os bandidos são aqueles que distribuem as drogas, que induzem à dependência para poder vender.
O livro de Apolônia precisa ser lido, não só pelos jovens, mas por jovens de qualquer idade, dos oito aos oitenta. Essa idéia de solidariedade, de dedicação ao outro, de abnegação, de doação, precisa se multiplicar, precisa ser mais realidade.
Eu já havia lido todos os livros de Apolônia Gastaldi e estava orgulhoso de ter podido constatar a grande escritora na qual ela havia se tornado. Mas faltava um para eu ler, havia um que eu não havia lido ainda. Na última Feira de Rua do Livro de Florianópolis ela me presenteou com “Anjos Azuis”, com a seguinte dedicatória: “Vai aí a aura dos Anjos Azuis, se é que já não estás Anjo!”. Nunca alguém me havia feito uma dedicatória assim e, como eu não lera ainda o livro, não entendi muito bem, mas achei singular e lindo.Agora, que já tive o prazer de conhecer os Anjos Azuis, fico lisonjeado de receber a sua aura, pois sei que eles existem por aí, menos do que é preciso, mas mais do que imaginamos, fazendo bem mais do que o meu trabalho voluntário, do que a cesta básica que posso oferecer a uma família menos privilegiada que eu, do que a ajuda em biscoitos, frango, leite, que dou à creche que recebe menos de cem reais da prefeitura para cuidar de centenas de crianças de pais que precisam trabalhar.
“Anjos Azuis” é, na verdade, uma feliz – felicíssima – incursão de Apolônia pela literatura juvenil. O livro é bonito, a começar pela apresentação: a capa é azul em fundo branco – uma íris azul com duas mãos se encontrando no centro, o título é azul, o texto, no interior do livro é em azul.
A história que o livro conta é de um azul brilhante. Apolônia mostra a ação de uma organização – secreta - de jovens que arrebanham profissionais das mais diversas áreas, como médicos, enfermeiros, empregadas domésticas, diretores de bancos, professores, padres, psiquiatras, comerciantes, engraxates, porteiros de boates, etc., para descobrir drogados e encaminhá-los para tratamento, internamento, conseguir emprego, afastá-los do grupo de vício. Controlam seus passos, conversam com a família, com professores. Só não se envolvem com políticos e não denunciam usuários. Denunciam, sim, os pontos de venda, os vendedores. Por isso os Anjos Azuis são uma sociedade secreta, por isso a necessidade de eles manterem segredo sobre as pessoas que fazem parte do grupo.
Apolônia mergulha nas atividades dos Anjos, mostrando-nos a incansável batalha de pessoas que se empenham na difícil recuperação de quem sucumbiu às drogas, drama que aqueles que tiveram a felicidade de não ter ninguém na família, ou amigos com o problema não têm idéia do que seja. Com leveza, mas mostrando sem rodeios um lado da nossa sociedade que só vemos no noticiário, a autora nos faz entender, a nós que não conhecíamos o problema, que a droga faz vítimas e não bandidos. Os bandidos são aqueles que distribuem as drogas, que induzem à dependência para poder vender.
O livro de Apolônia precisa ser lido, não só pelos jovens, mas por jovens de qualquer idade, dos oito aos oitenta. Essa idéia de solidariedade, de dedicação ao outro, de abnegação, de doação, precisa se multiplicar, precisa ser mais realidade.
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