Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Já aconteceram algumas bienais do livro pelo Brasil, este ano, como a de São Paulo, a de Minas e outras, além de feiras do livro, em muito maior quantidade. O que se tem visto, segundo a mídia, além do espaço cada vez maior de cada evento e, conseqüentemente, maior oferta de títulos, é o foco direcionado mais e mais para a criança.
A cada grande feira, como a de São Paulo, a do Rio, a de Porto Alegre, podemos constatar que crescem as opções referentes à Literatura Infantil. E a cada final de feira verifica-se que o gênero que mais vende é o da Literatura Infanto-juvenil. Provavelmente porque os livros infantis são mais baratos. Pode ser.
As feiras e bienais do livro realmente tem privilegiado a literatura infantil e infanto-juvenil e é importante que isto aconteça, porque temos de dar prioridade ao leitor em formação. Precisamos oferecer cada vez mais livros para crianças, de todos os tamanhos, cores e formatos, de texturas e até mídias diferentes, avulsos, em pacotes ou pequenas coleções.
E os eventos literários como feiras e bienais têm oferecido quantidade e variedade no gênero infantil e infanto-juvenil, tanto os clássicos como a produção contemporânea, pois temos ótimos autores, além das produções importadas. Há livros de contos e fábulas do tamanho de uma caixa de fita cassete de áudio e há livros gigantes, do tamanho de um jornal. Há livros infantis para todos os gostos e bolsos.
E vendem, vendem muito. Eu, que não tenho mais filhos pequenos, compro livros infantis para dar de presente. Vê-se, nas feiras e bienais, crianças em companhia da família, crianças levadas pelas escolas, até crianças muito pequenas, que provavelmente nem sabem ler ainda, com moedas e notas de um real escolhendo, elas mesmas, o livro que vão comprar. Até meninos de rua fazem-se presentes, contabilizando trocados (esmolas?) para comprar o seu livro – o primeiro, talvez.
Sim, é verdade, os livros infantis vendem também porque são baratos. Mas quando do resultado final das feiras, o valor da venda desses livros é bastante expressivo em relação aos outros gêneros.E se o livro infantil pode ser vendido mais barato, por que os outros não podem? Reconheço que os livros infantis têm menor número de páginas, mas em contrapartida têm muito mais cores – isto significa mais impressões, mais fotolitos, maior custo. E sabemos que, por venderem mais, as tiragens são maiores, o que faz com que o preço da unidade possa ser menor.
Mas vemos, também que outros livros, de literatura clássica e contemporânea, são publicados em grandes tiragens para serem vendidos em bancas de jornais e revistas por preços bem mais convidativos do que aqueles que são cobrados nas livrarias pelas edições “convencionais” das mesmas obras. Isto significa que há alternativas para colocar o livro – não só o infantil – ao alcance de todos os leitores.
Destacamos o quanto as grandes feiras (e por que não as pequenas?) de livros têm nas crianças, esses leitores em potencial, o seu principal alvo, porque é por eles que devemos começar, para que se leia mais neste país: precisamos colocar livros nas mãos das crianças, desde a mais tenra idade, para que elas aprendam a gostar de ler.
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sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O ENEM E O VESTIBULAR
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Então, está combinado assim: em novembro temos o Enem de novo. O Exame Nacional de Ensino Médio, que até pouco tempo atrás servia para avaliar as escolas, o ensino do segundo grau, através de testes aplicados aos alunos, evoluiu e atualmente serve para que as faculdades – públicas ou não – o usem como substituto do vestibular.
59 faculdades já fazem isso, usam as notas que os candidatos obtiveram no Enem para ingresso em seus cursos.
O vestibular, como o conhecemos até agora, tende a desaparecer, pois cada vez mais universidades estão adotando as notas do Enem para abrir as portas aos candidatos a estudantes de terceiro grau.
O curioso é que outras coisas vão mudando em razão disso. Os cursinhos pré-vestibulares, por exemplo, mudarão para cursos preparatórios para o Enem, na mesma proporção que as notas do Enem vão sendo utilizadas para ingresso na universidade. É interessante, pois a avaliação das escolas, que era feito até o ano passado pelo resultado do Enem, não poderá mais ser feita, pois daqui para a frente parte dos alunos do segundo grau que se inscreverem no certame farão também “cursinho preparatório”, apesar de estarem estudando na escola regular.
Não vai ser fácil elaborar as provas, pois o Enem é aplicado em todo o Brasil, e o país é imenso, de característica continental, então um exame que seja apropriado a todas as regiões é quase improvável.
Não se sabe, ainda, se a troca de vestibular por Enem será vantajosa ou se será trocar seis por meia dúzia. Só tempo dirá.
Então, está combinado assim: em novembro temos o Enem de novo. O Exame Nacional de Ensino Médio, que até pouco tempo atrás servia para avaliar as escolas, o ensino do segundo grau, através de testes aplicados aos alunos, evoluiu e atualmente serve para que as faculdades – públicas ou não – o usem como substituto do vestibular.
59 faculdades já fazem isso, usam as notas que os candidatos obtiveram no Enem para ingresso em seus cursos.
O vestibular, como o conhecemos até agora, tende a desaparecer, pois cada vez mais universidades estão adotando as notas do Enem para abrir as portas aos candidatos a estudantes de terceiro grau.
O curioso é que outras coisas vão mudando em razão disso. Os cursinhos pré-vestibulares, por exemplo, mudarão para cursos preparatórios para o Enem, na mesma proporção que as notas do Enem vão sendo utilizadas para ingresso na universidade. É interessante, pois a avaliação das escolas, que era feito até o ano passado pelo resultado do Enem, não poderá mais ser feita, pois daqui para a frente parte dos alunos do segundo grau que se inscreverem no certame farão também “cursinho preparatório”, apesar de estarem estudando na escola regular.
Não vai ser fácil elaborar as provas, pois o Enem é aplicado em todo o Brasil, e o país é imenso, de característica continental, então um exame que seja apropriado a todas as regiões é quase improvável.
Não se sabe, ainda, se a troca de vestibular por Enem será vantajosa ou se será trocar seis por meia dúzia. Só tempo dirá.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O ACORDO ORTOGRÁFICO EM PORTUGAL
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Uma nota no Diário Catarinense de hoje diz o seguinte: “LUSOFONIA - Nós já estamos nessa há quase dois anos, mas Portugal só agora o colocou em vigor. Está publicado no Diário da República de Portugal, edição do dia 17 de setembro de 2010, o aviso n.º 255/2010 do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). É a normativa do governo luso para a reforma ortográfica, que pode ser implantada até 2015 por lá. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa dia 16 de dezembro de 1990 pelos ministros de Cultura e detentores de cargos afins dos então sete países de língua oficial portuguesa.”
Acontece que não é bem esse o teor do Aviso 255/2010, do Diário Oficial de Portugal de 17.09.2010. O que diz lá é que “Por parte de Portugal, o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi aprovado pela Resolução da Assembleia da República número 35/2008, tendo sido ratificado pelo Decreto do Presidente da República número 52/2008, ambos publicados no Diário da República de 29 de julho de 2008. O depósito do respectivo instrumento de ratificação foi efectuado em 13 de maio de 2009, tendo o referido Acordo entrado em vigor para Portugal nessa data.”
Não consta a data de 2015 no documento. Não sei de onde o colunista tirou a informação, mas quero crer que o Acordo começou a valer em 2009, como no Brasil, mas só será obrigatória a adoção das novas normas da reforma ortográfica a partir de 2015. No Brasil, a propósito, o uso das novas regras do Acordo é obrigatório a partir de 2014. Mas todos estão aplicando as modificações impostas pela reforma.
Uma nota no Diário Catarinense de hoje diz o seguinte: “LUSOFONIA - Nós já estamos nessa há quase dois anos, mas Portugal só agora o colocou em vigor. Está publicado no Diário da República de Portugal, edição do dia 17 de setembro de 2010, o aviso n.º 255/2010 do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). É a normativa do governo luso para a reforma ortográfica, que pode ser implantada até 2015 por lá. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa dia 16 de dezembro de 1990 pelos ministros de Cultura e detentores de cargos afins dos então sete países de língua oficial portuguesa.”
Acontece que não é bem esse o teor do Aviso 255/2010, do Diário Oficial de Portugal de 17.09.2010. O que diz lá é que “Por parte de Portugal, o Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi aprovado pela Resolução da Assembleia da República número 35/2008, tendo sido ratificado pelo Decreto do Presidente da República número 52/2008, ambos publicados no Diário da República de 29 de julho de 2008. O depósito do respectivo instrumento de ratificação foi efectuado em 13 de maio de 2009, tendo o referido Acordo entrado em vigor para Portugal nessa data.”
Não consta a data de 2015 no documento. Não sei de onde o colunista tirou a informação, mas quero crer que o Acordo começou a valer em 2009, como no Brasil, mas só será obrigatória a adoção das novas normas da reforma ortográfica a partir de 2015. No Brasil, a propósito, o uso das novas regras do Acordo é obrigatório a partir de 2014. Mas todos estão aplicando as modificações impostas pela reforma.
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Acordo Ortográfica da Língua Portuguesa
terça-feira, 5 de outubro de 2010
FESTIVAL LITERÁRIO
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Está acontecendo, de hoje a 9 de outubro, o Festival Literário de São José, na praça do Kobrasol, quase ao lado do Colégio Melão. A promoção é da Prefeitura Municipal de São José e a programação é composta de palestras, oficinas, apresentações culturais, lançamento de livros e sessões de autógrafos no Espaço dos Escritores e venda de livros, uma verdadeira feira do livro.
As diversas palestras serão ministradas por várias pessoas ligadas à cultura e à literatura, como Enéas Athanázio, de Balneário Camboriú, Flávio José Cardoso, Maria de Lourdes Krieger, Celestino Sachet, Gabriel Pensador e outros, abordando assuntos como “Redescobrindo Monteiro Lobato”, “Leitura no Convívio Social”, “Lityeratura Infantil no Desenvolvimento da Aprendizagem”, “Produção da Literatura Catarinense”, entre outros assuntos.
Esperemos que o tempo continue bom, pois o Festival Literário é ao ar livre. Hoje, no primeiro dia, tivemos um dia lindo de sol, depois de vários dias de chuva. Tomara que continue assim.
A iniciativa do Festival Literário em São José é oportuna e muito louvável. Mas sentimos a falta de escritores josefenses ou radicados na terra. Penso que o Festival continuará no calendário da cidade e isso será cuidado com mais carinho em próximas edições.
Outro detalhe importante nos eventos promovidos pela Prefeitura de São José, é a falta de divulgação. Fiquei sabendo somente hoje, quando o Festival já começou, por uma notícia no jornal Noticias do Dia de Florianópolis, que tem redação também na cidade.
É preciso divulgar os eventos antes de acontecerem.
Está acontecendo, de hoje a 9 de outubro, o Festival Literário de São José, na praça do Kobrasol, quase ao lado do Colégio Melão. A promoção é da Prefeitura Municipal de São José e a programação é composta de palestras, oficinas, apresentações culturais, lançamento de livros e sessões de autógrafos no Espaço dos Escritores e venda de livros, uma verdadeira feira do livro.
As diversas palestras serão ministradas por várias pessoas ligadas à cultura e à literatura, como Enéas Athanázio, de Balneário Camboriú, Flávio José Cardoso, Maria de Lourdes Krieger, Celestino Sachet, Gabriel Pensador e outros, abordando assuntos como “Redescobrindo Monteiro Lobato”, “Leitura no Convívio Social”, “Lityeratura Infantil no Desenvolvimento da Aprendizagem”, “Produção da Literatura Catarinense”, entre outros assuntos.
Esperemos que o tempo continue bom, pois o Festival Literário é ao ar livre. Hoje, no primeiro dia, tivemos um dia lindo de sol, depois de vários dias de chuva. Tomara que continue assim.
A iniciativa do Festival Literário em São José é oportuna e muito louvável. Mas sentimos a falta de escritores josefenses ou radicados na terra. Penso que o Festival continuará no calendário da cidade e isso será cuidado com mais carinho em próximas edições.
Outro detalhe importante nos eventos promovidos pela Prefeitura de São José, é a falta de divulgação. Fiquei sabendo somente hoje, quando o Festival já começou, por uma notícia no jornal Noticias do Dia de Florianópolis, que tem redação também na cidade.
É preciso divulgar os eventos antes de acontecerem.
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Festival Literário de São José
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
AS PESQUISAS E A INEFICIÊNCIA DO STF
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
E a demora do Supremo Tribunal Federal em decidir se a Ficha Limpa vale para esta eleição ainda está em suspenso. Alguns “fichas sujas” (sujíssimas) conseguiram se manter candidatos e até se eleger. A sociedade está esperando que o STF siga os passos do Tribunal Superior Eleitoral, que fez a sua parte e decidiu que a lei da Ficha Limpa valeria nestas eleições. Eles tem que votar e validar ou não a lei de uma vez, para acabar com esta bagunça. Como já disse antes, não dá pra confiar mais nem no trabalho da justiça.
Outra coisa que não dá pra confiar, e não é de hoje, são as pesquisas eleitorais. Tivemos a prova, mais uma vez, nesta eleição. Dilma e Lula estavam certos que sairiam vitoriosos já no primeiro turno, pelas pesquisas que apontavam a candidata do presidente como eleita de cara. Não foi isso que aconteceu.
As últimas pesquisas davam quatorze por cento para Marina. Ela conseguiu vinte por cento. Também não se cogitava, pelas pesquisas, que o governador catarinense fosse eleito já no primeiro turno. E assim por diante.
Nunca confiei nessas pesquisas, até porque nunca fui consultado, nunca respondi a nenhuma delas e não conheço ninguém que tenha sido entrevistado.
E a demora do Supremo Tribunal Federal em decidir se a Ficha Limpa vale para esta eleição ainda está em suspenso. Alguns “fichas sujas” (sujíssimas) conseguiram se manter candidatos e até se eleger. A sociedade está esperando que o STF siga os passos do Tribunal Superior Eleitoral, que fez a sua parte e decidiu que a lei da Ficha Limpa valeria nestas eleições. Eles tem que votar e validar ou não a lei de uma vez, para acabar com esta bagunça. Como já disse antes, não dá pra confiar mais nem no trabalho da justiça.
Outra coisa que não dá pra confiar, e não é de hoje, são as pesquisas eleitorais. Tivemos a prova, mais uma vez, nesta eleição. Dilma e Lula estavam certos que sairiam vitoriosos já no primeiro turno, pelas pesquisas que apontavam a candidata do presidente como eleita de cara. Não foi isso que aconteceu.
As últimas pesquisas davam quatorze por cento para Marina. Ela conseguiu vinte por cento. Também não se cogitava, pelas pesquisas, que o governador catarinense fosse eleito já no primeiro turno. E assim por diante.
Nunca confiei nessas pesquisas, até porque nunca fui consultado, nunca respondi a nenhuma delas e não conheço ninguém que tenha sido entrevistado.
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Pesquisas inconsistentes,
Votação da Ficha Limpa
domingo, 3 de outubro de 2010
IPÊS E JACATIRÕES: LUZ E CORES
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/
Hoje fui votar em São Francisco do Sul. Não transferi ainda meu título para Florianópolis, porque decidi não trabalhar mais em eleições. Até os anos 90, sempre fui convocado e então, mesmo morando em Joinville, transferi meu título para Joinville para não me chamarem mais. Mas transfiro de novo para cá ainda este ano, que agora não há mais possibilidade de me chamarem.
Como dizia, fui para São Francisco do Sul, visitei Corupá, Joinville, Jaraguá do Sul. Pois foi em São Francisco que vi um espetáculo único, uma coisa bem pouco comum: um pé de jacatirão de inverno (manacá-da-serra) e um pé de ipê florescidos, os dois, fechados de flores, um do lado do outro. Uma mancha de vermelho, quase lilás, ao lado de uma mancha amarela, um pequeno sol resplandescendo luz. Digo que é incomum, porque não são árvores que florescem ao mesmo tempo. O jacatirão de inverno floresce em julho e a época de florescência do ipê amarelo é julho e agosto. È o descompasso da natureza, em razão de nosso descaso com o meio ambiente. Há também o ipê roxo, cuja época de florir é junho e julho, mas está florescendo agora, pelo menos por aqui.
Então, o fato das duas árvores, tanto o ipê amarelo quanto o Jarcatirão de inverno florescerem em outubro, fora das suas épocas, é fantástico. Foi uma beleza poder ver os dois totalmente coloridos, lado a lado, numa época que já não deveriam ter flor nenhuma. Até porque tem chovido, na última semana, e se houvesse algum ipê florescido, as flores cairiam mais rapidamente, formando um tapete no chão, como se o sol se espalhasse em pétalas. Mas aquele estava lá, firme e forte, com todas as flores.
E no meu passeio pelo norte do Estado não foi só isso que vi. Encontrei muitos pés de ipê roxo florescidos, em todos os caminhos por lá. O que achei curioso é que todas as várias árvores de ipê roxo que vi eram jovens: poucos galhos, caule fino, pouca altura. Em razão disso a quantidade de flores em cada uma delas não era muita, mas isso não lhes diminuía a beleza.
Fiquei me questionando se o fato de a casca do ipê roxo, considerado remédio desde uns bons anos atrás, não fez com que as árvores maiores, de mais idade, viessem a desaparecer, vítimas da sua fama curandeira.
Mesmo que tenha sido isso, elas estão sobrevivendo, pois como disse, muitas árvores jovens estão vivas pelas matas espalhadas pelo norte e nordeste de Santa Catarina.
Hoje fui votar em São Francisco do Sul. Não transferi ainda meu título para Florianópolis, porque decidi não trabalhar mais em eleições. Até os anos 90, sempre fui convocado e então, mesmo morando em Joinville, transferi meu título para Joinville para não me chamarem mais. Mas transfiro de novo para cá ainda este ano, que agora não há mais possibilidade de me chamarem.
Como dizia, fui para São Francisco do Sul, visitei Corupá, Joinville, Jaraguá do Sul. Pois foi em São Francisco que vi um espetáculo único, uma coisa bem pouco comum: um pé de jacatirão de inverno (manacá-da-serra) e um pé de ipê florescidos, os dois, fechados de flores, um do lado do outro. Uma mancha de vermelho, quase lilás, ao lado de uma mancha amarela, um pequeno sol resplandescendo luz. Digo que é incomum, porque não são árvores que florescem ao mesmo tempo. O jacatirão de inverno floresce em julho e a época de florescência do ipê amarelo é julho e agosto. È o descompasso da natureza, em razão de nosso descaso com o meio ambiente. Há também o ipê roxo, cuja época de florir é junho e julho, mas está florescendo agora, pelo menos por aqui.
Então, o fato das duas árvores, tanto o ipê amarelo quanto o Jarcatirão de inverno florescerem em outubro, fora das suas épocas, é fantástico. Foi uma beleza poder ver os dois totalmente coloridos, lado a lado, numa época que já não deveriam ter flor nenhuma. Até porque tem chovido, na última semana, e se houvesse algum ipê florescido, as flores cairiam mais rapidamente, formando um tapete no chão, como se o sol se espalhasse em pétalas. Mas aquele estava lá, firme e forte, com todas as flores.
E no meu passeio pelo norte do Estado não foi só isso que vi. Encontrei muitos pés de ipê roxo florescidos, em todos os caminhos por lá. O que achei curioso é que todas as várias árvores de ipê roxo que vi eram jovens: poucos galhos, caule fino, pouca altura. Em razão disso a quantidade de flores em cada uma delas não era muita, mas isso não lhes diminuía a beleza.
Fiquei me questionando se o fato de a casca do ipê roxo, considerado remédio desde uns bons anos atrás, não fez com que as árvores maiores, de mais idade, viessem a desaparecer, vítimas da sua fama curandeira.
Mesmo que tenha sido isso, elas estão sobrevivendo, pois como disse, muitas árvores jovens estão vivas pelas matas espalhadas pelo norte e nordeste de Santa Catarina.
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Florescência do ipê e do jacatirão de inverno
sábado, 2 de outubro de 2010
JORNAL LITERÁRIO
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Acabo de receber a edição de outubro do Jornal do Enéas, publicada pelo escritor Enéas Athanázio, em Balneário Camboriú.
O jornal vem recheado de bons textos, como contos, poemas, crônicas, resenhas, sempre uma ótima leitura.
Eu não contei ainda a história do Jornal do Enéas, então peço licença ao Dr. Enéas para dizer como nasceu a publicação.
No final do ano de 2001, tomou posse uma nova diretoria da extinta UBE-SC – União Brasileira de Escritores – Santa Catarina, e o presidente eleito era o Dr. Enéas Athanázio. Eu era o primeiro secretário. Pois o Dr. Enéas pegou a entidade praticamente falida e a reergueu: recadastrou os associados, voltou a cobrar as anuidades para colocar a casa em dia, colocamos o site da UBE-SC no ar e voltamos a publicar o jornal, que fazia muito tempo não dava as caras.
Acontece que, apesar da revitalização da UBE-SC, em 2002, sempre há quem não goste do que está sendo feito. E convenhamos, ouvir reclamação, nas reuniões de diretoria e em outras ocasiões, de quem não faz nada e só quer aparecer às custas do trabalho alheio, não incentiva ninguém.
Então decidimos não nos incomodar mais e entregamos os cargos ao vice-presidente.
Como o jornal da UBE-SC teve algumas edições publicadas, editadas pelo Dr. Enéas, e ele gostou da experiência, resolveu continuar o trabalho, criando o Jornal do Enéas.
E o jornal está aí até hoje, fazendo o maior sucesso, circulando o país inteiro via mala direta.
Acabo de receber a edição de outubro do Jornal do Enéas, publicada pelo escritor Enéas Athanázio, em Balneário Camboriú.
O jornal vem recheado de bons textos, como contos, poemas, crônicas, resenhas, sempre uma ótima leitura.
Eu não contei ainda a história do Jornal do Enéas, então peço licença ao Dr. Enéas para dizer como nasceu a publicação.
No final do ano de 2001, tomou posse uma nova diretoria da extinta UBE-SC – União Brasileira de Escritores – Santa Catarina, e o presidente eleito era o Dr. Enéas Athanázio. Eu era o primeiro secretário. Pois o Dr. Enéas pegou a entidade praticamente falida e a reergueu: recadastrou os associados, voltou a cobrar as anuidades para colocar a casa em dia, colocamos o site da UBE-SC no ar e voltamos a publicar o jornal, que fazia muito tempo não dava as caras.
Acontece que, apesar da revitalização da UBE-SC, em 2002, sempre há quem não goste do que está sendo feito. E convenhamos, ouvir reclamação, nas reuniões de diretoria e em outras ocasiões, de quem não faz nada e só quer aparecer às custas do trabalho alheio, não incentiva ninguém.
Então decidimos não nos incomodar mais e entregamos os cargos ao vice-presidente.
Como o jornal da UBE-SC teve algumas edições publicadas, editadas pelo Dr. Enéas, e ele gostou da experiência, resolveu continuar o trabalho, criando o Jornal do Enéas.
E o jornal está aí até hoje, fazendo o maior sucesso, circulando o país inteiro via mala direta.
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