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sábado, 9 de outubro de 2010

AS CRIANÇAS E AS FEIRAS DO LIVRO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Já aconteceram algumas bienais do livro pelo Brasil, este ano, como a de São Paulo, a de Minas e outras, além de feiras do livro, em muito maior quantidade. O que se tem visto, segundo a mídia, além do espaço cada vez maior de cada evento e, conseqüentemente, maior oferta de títulos, é o foco direcionado mais e mais para a criança.
A cada grande feira, como a de São Paulo, a do Rio, a de Porto Alegre, podemos constatar que crescem as opções referentes à Literatura Infantil. E a cada final de feira verifica-se que o gênero que mais vende é o da Literatura Infanto-juvenil. Provavelmente porque os livros infantis são mais baratos. Pode ser.
As feiras e bienais do livro realmente tem privilegiado a literatura infantil e infanto-juvenil e é importante que isto aconteça, porque temos de dar prioridade ao leitor em formação. Precisamos oferecer cada vez mais livros para crianças, de todos os tamanhos, cores e formatos, de texturas e até mídias diferentes, avulsos, em pacotes ou pequenas coleções.
E os eventos literários como feiras e bienais têm oferecido quantidade e variedade no gênero infantil e infanto-juvenil, tanto os clássicos como a produção contemporânea, pois temos ótimos autores, além das produções importadas. Há livros de contos e fábulas do tamanho de uma caixa de fita cassete de áudio e há livros gigantes, do tamanho de um jornal. Há livros infantis para todos os gostos e bolsos.
E vendem, vendem muito. Eu, que não tenho mais filhos pequenos, compro livros infantis para dar de presente. Vê-se, nas feiras e bienais, crianças em companhia da família, crianças levadas pelas escolas, até crianças muito pequenas, que provavelmente nem sabem ler ainda, com moedas e notas de um real escolhendo, elas mesmas, o livro que vão comprar. Até meninos de rua fazem-se presentes, contabilizando trocados (esmolas?) para comprar o seu livro – o primeiro, talvez.
Sim, é verdade, os livros infantis vendem também porque são baratos. Mas quando do resultado final das feiras, o valor da venda desses livros é bastante expressivo em relação aos outros gêneros.E se o livro infantil pode ser vendido mais barato, por que os outros não podem? Reconheço que os livros infantis têm menor número de páginas, mas em contrapartida têm muito mais cores – isto significa mais impressões, mais fotolitos, maior custo. E sabemos que, por venderem mais, as tiragens são maiores, o que faz com que o preço da unidade possa ser menor.
Mas vemos, também que outros livros, de literatura clássica e contemporânea, são publicados em grandes tiragens para serem vendidos em bancas de jornais e revistas por preços bem mais convidativos do que aqueles que são cobrados nas livrarias pelas edições “convencionais” das mesmas obras. Isto significa que há alternativas para colocar o livro – não só o infantil – ao alcance de todos os leitores.
Destacamos o quanto as grandes feiras (e por que não as pequenas?) de livros têm nas crianças, esses leitores em potencial, o seu principal alvo, porque é por eles que devemos começar, para que se leia mais neste país: precisamos colocar livros nas mãos das crianças, desde a mais tenra idade, para que elas aprendam a gostar de ler.

5 comentários:

  1. MORO NO MATO GROSSO ..E ANO PASSADO FUI TRABALHAR NUMA ESCOLA ESDADUAL...NA BIBLIOTÉCA..UM ESPAÇO TIMIDO PEQUENO CHEIO DE BONS LIVROS EMPOEIRADOS..MAS BONS LIVROS..CHEGUEI LA ABRI O ESPAÇO COMECEI A TRABALHAR BEM FOI UM PRESENTE PRA MIM....AMO LER E AMEI TRABLHAR NA BIBLIOTECA...O LABORATORIO DE INFORMATICA NA LINGUAGEM ODS JOVENS "BOMBAVA " NOS DIAS E A SINGELA E SIMPLES BIBLIOTECA COMEÇOU A SER MUITO VISITADA....ENFIM FIZ UMAS MODIFICAÇÕES NAS PRATELEIRAS COLOCANDO A FAIXA LITERARIA INFANTO JUVENIL EM CONTATO DIRETO COM LIVROS NA PARTE MAIS BAIXA DA PRATELEIRA E PRA MINHA SURPRESA QUEM MAIS FREQUENTAVA A BIBLIOTECA LEVANDO LIVROS TODOS OS DIAS E LENDO SÃO ESSES ALUNOS ATÉ 13 ANOS ...OS LIVRO INFATIS DE AUTORES COMO TATIANA BELINK RUTH ROCHA ..ENTRE MILHARES DE OUTROS OTIMOS AUTORES SUMIAM DAS PRATELEIRAS...DANIEL MUNDUKURU UM AUTOR INDIGENA MUITO BOM TAMBEM COMEÇOU A SER UM DOS MAIS PROCURADOS E ASSIM FORAM MUITOS MONTEIRO LOBATO NOSSO LOUVÁVEL ESCRITOR..ENFIM A BIBLIOTECA TAMBEM ESTAVA "BOMBANDO" QUANDO MEU CONTRATO VENCEU...POIS A ANTIGA BIBLITECARIA QUE FICAVA HORAS SENTADA NA SALA SEM ANIMO POR QUE ADIAVA LER VOLTOU PARA O CARGO DELA...CHAMADO (DESVIO DE FUNÇÃO)QUANDO O FUNCIONARIO ESTA LA SO CUMPRINDO HORAS ESPERANDO O SALARIO VIR..ELA VOLTOU PAROU OS PROJETOS E A BIBLITECA VOLTOU A SER TRISTE E VAZIA NOVAMENTE ..FUI PARA OUTRA ESCOLA LA A DIRETORA NÃO GOSTA QUE MECHAM NA BIBLIOTECA ...ELA DISSE QUE NÃO PRECISA CATALOGAR NEM CUIDAR DOS LIVROS PREFERE GENTE NA SECRETARIA DA ESCOLA..E QUANTO AO GOVERNO DO NOSSO ESTADO?NÃO RECONHECE O CARGO DE BIBLIOTECARIA NO ESTADO NÃO TEM VERBA DESTINADA A ELES E GOSTARIA DE FAZER UMA PERGUNTA..SE O ESTADO NÃO DA UMA VERBA PROPRIA PARA TODA ESCOLA TER UMA BIBLIOTECÁRIA EM CADA ESCOLA POR QUE TODOS OS MESES ELES GASTAM UMA NOTA PARA MANDAR ÓTIMOS LIVROS PARA ELAS???AS BIBLIOTECAS???E O QUE ELES QUEREM DAQUI A 20 ANOS UMA GERAÇÃO FORMADA NO COPIA E COLA..NO PROFESSOR GOOGLE?NAS VIKIPÉDIAS MAL INFORMADAS DA VIDA...ADORO INTERNET..ADORO COMPUTADOR MAS TEM COISAS COMO FOLHEAR UM LIVRO EM UMA PRATELEIRA DE UMA BIBLIOTECA QUE NADA PODE SUBSTITUIR ..
    OTILIA LINS

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  2. corrigindo nome da autora é TATIANA BELINKY
    OBRIGADA
    OTILIA

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  3. Você tem toda razão, Otilia. Aqui em SC o estado também não paga bibliotecário para as escolas públicas. Até escrevi uma crônica a respeito, há um ou dois meses. Bem como você dissw: compram livros, mandam para as bibliotecas, mas não tem quem cuide deles, faça o que você faz.
    Temos que combater isso.
    Abraço do Amorim

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  4. Amorim, muito bem colocado. É preciso disseminar o hábito da leitura às crianças desde cedo, formando uma nova geração de leitores que será cada vez mais evoluída, mais bem informada e mais crítica, ou seja, mais difícil de ser enganada e tratada como massa de manobra por sucessivos governantes.

    Abraço

    Carla

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  5. Muito bem, Carla, faltou dizer isso na minha crônica. Mas você o disse muito bem. É isso mesmo.
    Grande abraço do Amorim

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