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domingo, 24 de outubro de 2010

COCÔ DE PASSARINHO

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br/

Dia destes falei de barulhos que incomodam a gente. Hoje, verificando uma parede externa da minha casa, recém pintada, lembrei-me daquela crônica. Reclamei de sons acima do permitido que a gente tem que suportar, então me ocorreu falar de sons agradáveis, que a gente ainda tem o privilégio de ouvir.
É que a referida parede estava com uma mancha enorme de cocô de passarinho. À primeira vista, a gente tende a se incomodar, pois a parede estava impecável, a tinta ainda cheirando de fresca, mas cá pra nós, e o benefício que a passarinhada traz para nós, seres humanos estressados que vivem na cidade?
Pensei na cantoria da passarada, o dia inteiro, compensando o som de música nas alturas da vizinhança, barulho de fábrica de um lado, barulho de fábrica do outro, um vizinho berrando na casa ao lado.
É uma beleza acordar com a passarinhada cantando, sentar-me aqui para escrever a minha crônica diária ouvindo a cantoria de bem-te-vis e outros amigos alados dos quais nem sei o nome. Eu até esqueço das buzinadas insistentes da redondeza e outros tantos barulhos.
Então não me aborreço com o cocô dos passarinhos na minha parede, no muro da frente – eles ficam na grade de ferro em cima do muro, pois eu jogo sementes velhas e farelo de pão no jardim que eles vêm comer – pego um pano e vou limpar e passo tinta de novo.
E digo que podem fazer cocô à vontade, contanto que venham cantar na minha calha, no meu jardim, no meu telhado, na minha porta. São bem-vindos.

5 comentários:

  1. Está aqui o tipo da crônica para a qual a minha nota é DEZ! Sabes por que Poeta? Oras! Porque adoro o canto dos passarinhos pois ele quebra os ruídos urbanos que só nos fazem mal. O canto dos passarinhos "limpam" nossos ouvidos.
    Abraço grande daqui da Laguna.
    E tem mais uma coisa: Viva o cocô do passarinho! Adorei, valeu a madrugada!

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  2. Seja sempre bem-vinda, Fátima. Pensamos da mesma maneira. Passarinho é do bem!
    Abraço do Amorim

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  3. Amorim,

    Ótima crônica. Também tenho minhas maritacas (já ouviu a algazarra que elas fazem?)... Adoro aquela barulheira, mesmo sendo sábado ou domingo de manhã. Não me importa.
    São barulhos da vida.

    Beijo

    Carla

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  4. É isso aí, Carla. São barulhos naturais, não é?
    Abraço do Amorim

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