Por Luiz Carlos
Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Eu tenho falado de vários projetos de pessoas amantes da
leitura que querem disseminar o hábito de ler para além delas próprias. No mais
das vezes não são pessoas poderosas, ricas ou influentes que se colocam à
frente de iniciativas importantes e eficientes no sentido de incutir o gosto
pela leitura e o acesso aos livros.
Não posso deixar de divulgar a ideia do projeto de leitura
“Ler é viajar sem sair do lugar”, da professora Mariza Schiochet, minha
conterrânea, que trabalha em escolas de Joinville. Ela recebe livros e gibis
doados pelos alunos e amigos e os distribui em pontos onde o projeto funciona, sete
deles, espalhando cada vez mais o acesso à leitura por toda Joinville.
Os pontos de leitura do projeto não são, simplesmente,
escolas ou bibliotecas. São locais onde as pessoas estão fragilizadas e
precisam de apoio, de alguma coisa que as ajude a enfrentar momentos difíceis,
a enfrentar a espera, a convalescença, o tratamento de doenças. A caixa de
leitura do projeto Ler é viajar sem sair do Lugar está lá, por obra e graça da
nossa maior lutadora em prol da incentivação da leitura, em todos os lugares
onde há pessoas que podem amenizar a dor da espera com a leitura de um bom
livro e também de um gibi, por que não?
É a leitura em suas funções mais nobres: preenchendo com
cultura o tempo de quem está esperando o restabelecimento de sua saúde e
estabelecendo um hábito que todos procuramos incutir: o hábito da leitura. E,
ainda, divulgando os escritores que doam seus livros para o projeto, junto a
leitores em formação.
A professora Mariza começou com essa nobilíssima saga em
favor da leitura visitando os doentes em hospitais, inclusive com câncer, com cartinhas de seus alunos em apoio àquelas
pessoas sofridas, outro projeto pioneiro, e acabou estendendo o projeto com a
captação de livros e revistas para oferecer um alívio e uma ocupação para quem
está sofrendo, para vários pontos da cidade das flores, da dança, da poesia e
das bicicletas. E isso é possibilitar, através da leitura, que as pessoas
viagem para outros lugares, diferentes daqueles onde se encontram, tristes e
melancólicos.
Ela já fez muito pela leitura em suas escolas, estudando a
obra de autores da terra e levando-os para interagir com seus alunos e muito
mais ainda fará. Porque a professora é gente que faz. Como a professora Edna
Matos, de Divinópolis, Minas, que faz um trabalho parecido, e outros abnegados,
de dedicação integral, pelo Brasil afora.