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quarta-feira, 16 de abril de 2014

LER É VIAJAR


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br


Eu tenho falado de vários projetos de pessoas amantes da leitura que querem disseminar o hábito de ler para além delas próprias. No mais das vezes não são pessoas poderosas, ricas ou influentes que se colocam à frente de iniciativas importantes e eficientes no sentido de incutir o gosto pela leitura e o acesso aos livros.

Não posso deixar de divulgar a ideia do projeto de leitura “Ler é viajar sem sair do lugar”, da professora Mariza Schiochet, minha conterrânea, que trabalha em escolas de Joinville. Ela recebe livros e gibis doados pelos alunos e amigos e os distribui em pontos onde o projeto funciona, sete deles, espalhando cada vez mais o acesso à leitura por toda Joinville.

Os pontos de leitura do projeto não são, simplesmente, escolas ou bibliotecas. São locais onde as pessoas estão fragilizadas e precisam de apoio, de alguma coisa que as ajude a enfrentar momentos difíceis, a enfrentar a espera, a convalescença, o tratamento de doenças. A caixa de leitura do projeto Ler é viajar sem sair do Lugar está lá, por obra e graça da nossa maior lutadora em prol da incentivação da leitura, em todos os lugares onde há pessoas que podem amenizar a dor da espera com a leitura de um bom livro e também de um gibi, por que não?

É a leitura em suas funções mais nobres: preenchendo com cultura o tempo de quem está esperando o restabelecimento de sua saúde e estabelecendo um hábito que todos procuramos incutir: o hábito da leitura. E, ainda, divulgando os escritores que doam seus livros para o projeto, junto a leitores em formação.

A professora Mariza começou com essa nobilíssima saga em favor da leitura visitando os doentes em hospitais, inclusive com câncer,  com cartinhas de seus alunos em apoio àquelas pessoas sofridas, outro projeto pioneiro, e acabou estendendo o projeto com a captação de livros e revistas para oferecer um alívio e uma ocupação para quem está sofrendo, para vários pontos da cidade das flores, da dança, da poesia e das bicicletas. E isso é possibilitar, através da leitura, que as pessoas viagem para outros lugares, diferentes daqueles onde se encontram, tristes e melancólicos.

Ela já fez muito pela leitura em suas escolas, estudando a obra de autores da terra e levando-os para interagir com seus alunos e muito mais ainda fará. Porque a professora é gente que faz. Como a professora Edna Matos, de Divinópolis, Minas, que faz um trabalho parecido, e outros abnegados, de dedicação integral, pelo Brasil afora.


 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A LEI DE COTAS E A EDUCAÇÃO BRASILEIRA

 
   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

A Lei de Cotas para o Ensino Superior, de nº 12.711 de 29 de agosto de 2012, regulada pelo Decreto 7824-12 e normatizada pela Portaria 18-2012, polêmica desde que inventaram as cotas, continua dividindo opiniões. Segundo ela, as Universidades e Escolas Técnicas Federais devem reservar 50% das vagas em cada curso e turno de graduação para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas. Desses 50% reservados, metade será destinada aos estudantes que venham de famílias com renda per capita inferior a 1,5 salário-mínimo. Nas duas partes reservadas, serão garantidas vagas para os auto-declarados pretos, pardos e indígenas, proporcionalmente à população deles no estado onde estiver localizada a instituição de ensino, conforme último censo do IBGE. Essa reserva e distribuição de vagas aplica-se, também, às instituições federais de ensino técnico de nível médio para os alunos que cursaram todo o ensino fundamental em escolas públicas.

Parece resolver todo o problema dos estudantes de família muito pobre que não tinham acesso à graduação, ou seja, ao ensino superior até então, mas não é bem assim. Infelizmente, acaba-se criando mais discriminação racial. Uma em cada duas vagas nas universidades públicas será ocupado através de cotas, mas isso não conseguirá mascarar a péssima qualidade de nosso ensino. Dar acesso, simplesmente, a alunos menos favorecidos, não melhorará o ensino fundamental e o médio automaticamente. Será preciso investir na educação, para que todos os estudantes, sem exceção, possam se sair bem em um curso superior.

A Lei tem uma tabela progressiva de aplicação de percentuais por ano, que iniciou em 2013, até atingir os cinquenta por cento, coisa que acontecerá em 2016. Então, até 2013, os estudantes que queriam ingressar na universidade pública, as federais e estaduais, só conseguiam isso fazendo bons cursos pré-vestibulares, que são bem caros. O que fazia com que, praticamente, só aqueles estudantes de famílias mais bem “situadas” financeiramente conseguissem passar nos vestibulares. E por quê? Porque o nosso ensino fundamental e também o médio estão sucateados, num processo de falência que já vem de há algum tempo. Algumas escolas públicas não têm a manutenção que precisam, não têm o equipamento necessário, os professores não tem atualização na qualificação, não são bem pagos, o conteúdo programático vem sendo reduzido não é de hoje.

Com tudo isso, a qualidade da nossa educação vem caindo assustadoramente e com um ensino deficiente, os egressos da escola pública têm dificuldade para passar nos vestibulares. Agora, além do Enem, que se transformou em um grande vestibular, mas com sucessivos escândalos na sua organização, tem se revelado mais um fiasco do nosso governo no tocante à educação, existem as cotas. Mas entrando através de cotas, com uma base fraca, os estudantes conseguirão acompanhar e terminar o curso superior, graduando-se? O governo diz que sim, mas dá pra confiar no que ele diz?

Como já disse, possibilitar a entrada de estudantes de baixa renda e de negros, pardos e indígenas na universidade, faz com que o poder público tenha de providenciar, também, a melhora do ensino fundamental e médio públicos. Sim, para que os alunos que compõe o contingente das cotas da lei 12.711 possam usufruir do seu acesso ao ensino superior, com capacidade e oportunidade de se manterem na universidade, de acompanhar os estudos de graduação, a educação brasileira tem que ser reestruturado, precisa recuperar a sua qualidade.

O próprio governo cria, assim, mais uma necessidade de repensar e resgatar a qualidade do ensino público e não pode deixar passar essa oportunidade. Educação é a base de tudo e um povo sem educação está fadado à miséria. Então temos que cobrar o poder público para que dê a devida atenção à educação, que administre com seriedade nossas escolas públicas, para que saiamos desse retrocesso em que nos encontramos. Nós os elegemos para isso e não para cuidarem de interesses próprios e ficarem ricos as nossas custas.


domingo, 6 de abril de 2014

MEUS PÉS DE ARAÇÁ


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Estou colhendo araçás quase do tamanho de um ovo. É claro que o ovo com o qual eu comparei o araçá não é dos maiores, mas é só pra se ter uma ideia do tamanho da fruta. E isso não é o mais curioso. Na minha casa não tenho horta, apenas um pequeno jardim com uns míseros cinco ou seis metros quadrados com terra para eu plantar uma flor, um tempero, uma couve. Eu até que uso muito bem o espaço, tenho o meu pé de jacatirão – manacá-da-serra, pois é de inverno, algumas outras flores, como rosas, onze-horas e outras, pés de couve, de salsa, de cebolinha, de sálvia, de manjericão, de hortelã, de guaco, de alecrim, de morangos e por aí afora. Às vezes planto até vagem, nabos, brócolis.
Fico um tanto frustrado por não ter espaço para plantar árvores frutíferas, então comprei um pé de araçá, há uns dois ou três anos e plantei-o em um grande vaso. Não é o lugar ideal, mas ele resistiu bravamente e produziu até bastante, duas vezes ao ano. No entanto, ele já estava com pouco mais de um metro de altura e eu fiquei com dó de vê-lo confinado àquele vaso de uns cinquenta litros. Então levei-o de presente para minha mãe, que mora em Jaraguá do Sul e tem bastante terra em volta da casa para plantá-lo no chão.
Acontece que, quando das safras do meu generoso e sofrido pé de araçá, alguma fruta madura caía no chão e foram nascendo alguns filhotes pelo meu canteiro. E não é que quando eu baldeei a árvore-mãe para Jaraguá, já havia no quintal vários pés pequenos no meio do mato?
Pois dois dos pequenos pés de araçás, com não mais que um ano de vida e com menos de meio metro de altura, já estavam exibindo vários frutos ao longo de seus galhos. E cada fruto grande, bonito, maiores do que os frutos da árvore-mãe.
Então estou comendo os frutos dos meus pequenos e jovens pés de araçá. A natureza é, simplesmente, mágica.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

CORRUPÇÃO E INDIGNAÇÃO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Há quase três anos, abrindo um jornal daqui da região, deparei-me com o editorial “O Brasileiro e a Corrupção”. Interessei-me pelo texto, porque no dia anterior tinha escrito sobre o tema no meu blog.

Falava eu, na minha crônica, do mau exemplo de nosso poder público, da nossa politicagem, atolada em corrupção e beneficiada pela impunidade, em relação às crianças e jovens desse nosso indefeso país. Ou indefeso povo, apesar de esse mesmo povo ter votado nos “políticos” que estão no poder, muitos deles comandando a corrupção que grassa descaradamente.

O editorial do jornal falava da reportagem publicada em um jornal espanhol, dando conta da corrupção em nosso país, com o título: “Por que os brasileiros não reagem à corrupção de seus políticos?”. A matéria do jornal estrangeiro era superficial, mas a pergunta continua oportuna, pois nós, brasileiros, a maioria de nós, ainda assistimos a tudo calados, aceitando tudo passivamente. Quem está do lado de fora está vendo a corrupção e a impunidade, mas quem está aqui parece não enxergar, não se importar.

A pergunta, então, era: quando vamos nos levantar contra esse estado de coisas insustentável? A necessidade de se fazer alguma coisa fazia-se premente, era preciso protestar, exigir que usem o dinheiro público, que é composto da quantidade enorme de impostos que pagamos, em benefício do cidadão brasileiro e não contra ele.

E então, em 2011 o povo começou a se organizar em protestos contra a corrupção e em 2012,continuaram as manifestações contra majorações de preços de transportes urbanos, entre outras coisas, em várias capitais do Brasil. Em 2013, as manifestações tomaram vulto por todo o país, mas aí os baderneiros começaram a se infiltrar e a violência começou a fazer parte do movimento. Cobras mandadas se integravam aos manifestantes para fazer depredações, para que o protesto legítimo daqueles que estavam na rua para defender seus direitos pacificamente perdesse a força. E foi o que aconteceu. O povo se levantou, pela primeira vez como nunca se havia visto antes, mas foi calado por indivíduos arregimentados para desacreditá-los.
A verdade é que o cidadão brasileiro precisa ter consciência da sua força, reivindicar seus direitos, se preocupar menos com novelas e futebol, instrumentos de manipulação que deram certo no Brasil, e atentar mais para os seus próprios problemas, para o rumo da sua vida. É preciso parar de fazer vista grossa para quem está nos enganando e roubando, precisamos aprender a votar melhor, a não esquecer o que os políticos aprontaram em seus mandatos anteriores, para não votar mais neles. Depende de nós, somos nós que colocamos esses senhores corruptos no poder.

Se não houver em quem votar – infelizmente quase sempre há falta de candidatos decentes – podemos anular o voto. Se muitos anularem seus votos, alguém terá que perceber que alguma coisa está errada. É a maneira mais eficaz de protestarmos, de fazermos ver que não estamos satisfeitos com o que está aí. E, ainda, o eleitor precisa saber que assim como colocou o candidato no poder, pode tirá-lo. Mas não interessa para os nossos “representantes” que seus eleitores saibam disso, não é?


sábado, 29 de março de 2014

O BRASIL VAI IMPORTAR BANANAS


   Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Os nossos telejornais, cá pra nós, infelizmente, quase que só dão notícias ruins. Vejo, nesta última semana de março, uma notícia que é bem típica do governo brasileiro: mexem no que não precisa ser mexido e nem tchum para o que precisa de atenção,  precisa de atitude, de providência. 

O Brasil vai importar banana do Equador, acreditam? Pois é. Deve ser a continuação daquela “política” generosa de nossos sábios governantes, de repassar recursos, seja de que maneira for, para os países vizinhos e/ou “parceiros”. É que nós podemos, porque há dinheiro sobrando e a saúde, a educação, a segurança, a infraestrutura, tudo está  falido no Brasil e não há porque investir em massa falida, não é mesmo? Então sobra dinheiro público, que vai para construir portos em outros países – os nossos não precisam de investimento, imaginem, por que precisariam? -, para refinarias de petróleo onde só se injeta recursos, sem que ela produza nada,  para importação de médicos que ganham uma décima parte – conforme a mídia divulgou – do que o governo brasileiro paga por cada um – o resto fica com o país exportador. E por aí afora...

É novidade a falta de banana no Brasil. O Estado de Santa Catarina é o maior produtor aqui do Sul, São Paulo é o maior produtor do sudeste e outras regiões pelo Brasil também produzem a fruta. A autorização de importação de banana do Equador faz  parte, mesmo, da distribuição de benesses a outros países, pelo visto.

A agricultura familiar vai ser, mais uma vez, prejudicada, desmontada. Como ficam os produtores de Corupá, no norte catarinense, por exemplo, onde centenas de famílias vivem da bananicultura? A banana do Equador vai chegar, provavelmente, mais barata do que a nativa é vendida por aqui. Sem a importação, já houve época em que os bananicultores de Corupá e região viram a sua produção apodrecer empilhadas nas estradas ao lado das culturas, por falta de preço. O que acontecerá agora? Mais uma ação para acabar com a agricultura no país, com o trabalho no campo?

 

quarta-feira, 26 de março de 2014

ÁGUA, CONDIÇÃO SINE QUA NON

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

O dia 20 de março foi o dia do início do outono, dia 21 foi o dia internacional da poesia e o dia 22 foi o Dia Mundial/Internacional da Água, criado pela ONU em 1993, por indicação da ECO-92, realizada no Rio de Janeiro. Não vou continuar falando só das comemorações de cada dia, mas do Dia da Água não dá pra deixar passar em branco, até porque estamos enfrentando uma crise nos nossos mananciais de água, comprometidos com o clima quente e seco que está castigando nosso país, principalmente o sul e sudeste, nos últimos meses.

Como já disse em outras oportunidades, estamos cuidando muito mal do nosso planeta, do nosso meio-ambiente, do lugar em que vivemos. Estamos cuidando muito pouco ou quase nada da nossa água, nem diria só da água doce.
A água é vida, para nós, seres humanos. Se não houver água, nós não existiremos. E nós insistimos em poluir os rios e o mar, jogando lixo, desaguando esgoto, envenenando a nossa água.
Quando vamos aprender? Quando for tarde demais? Já não chega os tantos rios mortos que cortam as nossas cidades, alguns até escondidos em galerias, pois o ser humano sente vergonha do que faz, mas não se emenda.
A água de nossos rios está tão poluída que o tratamento pelo qual ela passa, para ir para nossas casas e podermos bebê-la, já quase não está conseguindo limpá-la, torná-la potável. Isso é muito grave. Já é temerário beber água da torneira.
Precisamos nos conscientizar de que, se inutilizarmos a água que ainda temos, ela não vai se filtrar sozinha para voltar para nós. A natureza é generosa, mas ela tem limites. E temos visto que ela se rebela, com tanto desrespeito, tanta irresponsabilidade.
Então, temos que nos unir em volta do planeta para proteger a água. Sem ela não há futuro. Mas isso todos nós sabemos. Então, por que não fazemos nada?

 

sábado, 22 de março de 2014

ANIVERSÁRIO DA CAPITAL CATARINA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

E a capital da nossa Santa e bela Catarina completa mais um aninho, neste 23 de março. Apenas duzentos e oitenta e oito aninhos, jovenzinha ainda. Há que comemorarmos o fato de se poder viver num dos lugares mais lindos do mundo, ainda que este paraíso esteja ameaçado pela falta de segurança, pela falta de estrutura, pela ganância imobiliária e pela ocupação indiscriminada do solo, por “políticos” que passam por ela apenas para usá-la como degrau.

As comemorações oficiais já foram mais entusiásticas, em outras épocas. Este ano Florianópolis comemora pouco e timidamente o seu aniversário – será porque estamos em ano eleitoral?
Florianópolis é mágica, não só pelo mito das bruxas, mas pelas suas belezas naturais. A capital catarinense tem dezenas de praias belíssimas, tanto na ilha quanto no continente: praias de águas mansas ou de mar agitado, de acesso fácil ou por meio de trilhas, com infra-estrutura ou semi-desertas. Tem a Lagoa da Conceição: “Num pedacinho de terra / beleza em par! / Jamais a natureza / reuniu tanta beleza / jamais algum poeta / teve tanto pra cantar!”, como já dizia Zininho, em seu “Rancho de Amor à Ilha”, hino oficial de Florianópolis. Tem também a Ponte Hercílio Luz, que apesar de não ser mais usada é o cartão postal da cidade, conhecido no mundo todo e tombada como patrimônio histórico e artístico. O poder público promete devolvê-la para uso até o final deste ano. Será?
Tem as rendeiras, tradicionais, que ainda fazem a renda de bilros, criando peças belíssimas. Tem a velha figueira, centenária, na Praça XV, a receber todos sob seus tantos longos braços, outro cartão postal. Tem os manezinhos, nativos da ilha, gente acolhedora e alegre que faz desta terra um lugar feliz. Infelizmente, a violência e a insegurança aumentam nesse pedaço de chão privilegiado.

Essa terra, abençoada por tanta beleza, cativa a gente de tal maneira, que uma vez aqui, é difícil ir embora, é difícil deixá-la.

Parabéns, Florianópolis, por mais um aniversário. Beijo o teu chão e desejo, veementemente, que a tua beleza maculada com a violência e a ganância, com desamor e desprezo pelo ser humano e pela natureza deixe de ser refém de criaturas indignas e de todos aqueles que a ferem, para que, num futuro próximo, possamos comemorar com mais alegria o seu aniversário.