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quinta-feira, 21 de maio de 2015

CIRANDA LITERÁRIA EM JARAGUÁ DO SUL


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e Presidente do Grupo Literário A ILHA, cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Fui convidado da Ciranda Literária, realizada em Jaraguá do Sul, e senti-me honrado de participar de um evento importante e vitorioso como aquele, levado a efeito por escritores da cidade. A de abril foi a edição de número cinquenta do evento, que traz escritores de vários pontos do Estado para falar sobre a sua obra e para que todos os presentes falem sobre o que estão lendo.

Jaraguá é uma cidade de tradição cultural, que tem uma das mais importantes feiras do livro de Santa Catarina, a cidade que sedia um dos maiores festivais de música do mundo e que também tem uma editora que vem fazendo um importante trabalho, trazendo a lume a produção literária da região. É uma cidade que tem um grande número de escritores, com projeção cada vez mais forte no Estado e até fora dele. Escritores que não se preocupam apenas em divulgar e fazer ler a sua produção, mas em incentivar a leitura, o hábito da leitura de maneira geral.

E o público leitor jaraguaense corresponde à iniciativa dos escritores, que tem o apoio da Biblioteca Municipal, na seção do espaço para os encontros, comparecendo fielmente às edições da Ciranda Literária e mostrando o que está lendo, e lendo obras importantes da Literatura clássica e também da contemporânea, assim como também lendo autores locais.

O objetivo da Ciranda, portanto, vem sendo cumprindo. E essa organização dos escritores da região de Jaraguá do Sul pode resultar reunião deles em uma Academia de Letras, o que resultará em maior integração com escritores de outros pontos do Estado e do País. A Ciranda convidou e a escritora Apolônia Gastaldi, de Ibirama, que estará presente na sua edição de maio. Apolônia, que é presidente da Academia de Letras do Brasil, seção de Ibirama, trará a proposta, já apresentada a alguns escritores da cidade anteriormente, desta vez oficial, da instalação de uma seção da academia em Jaraguá.

É importante para os escritores jaraguaenses terem essa representatividade, inclusive perante a cultura oficial, para realizar mais em prol da cultura local. Iniciativa e vontade eles tem e já demostram isso, fazendo a Ciranda Literária, então a reunião em uma academia os unirá ainda mais e todos e, sabemos, a união faz a força. Parabéns a Nilza, ao Gil, à Ana, pela iniciativa, por darem continuidade a esse encontro  de amantes da literatura, da leitura.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

POESIA NA FEIRA CATARINENSE DO LIVRO EM FLORIANÓPOLIS



Nesta sexta-feira, a partir das 15 horas, estou na Feira Catarinense do Livro, para o lançamento - ou relançamento - do meu livro de poemas "A Cor do Sol", que reúne do mesmo volume os poemas em cinco idiomas: português, inglês, espanhol, italiano e espanhol. O livro já foi apresentado na Feira do Livro de Joinville e no Salão Internacional do Livro de Genebra.
Todos serão bem-vindos no stande do escritor da Feira Catarinense do Livro.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O MESTRE JÚLIO DE QUEIROZ E “A CIDADE AMADA”


       Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Júlio de Queiroz, nascido no Espírito Santo, mas catarinense por adoção, é um dos maiores escritores de Santa Catarina. Há décadas vivendo na Ilha de Santa Catarina, ele chegou e encontou-se com a magia e a beleza desta terra e aqui produziu a maior parte de sua literatura.

No ano passado, ele foi protagonista de um dos mais concorridos eventos da Academia Catarinense de Letras, casa onde ocupa a cadeira de número 10. Fez o lançamento de quatro obras, numa noite de autógrafos que reuniu centenas de pessoas. Fizeram uma enorme fila para obter o autógrafo do Mestre em pelo menos um dos livros que estavam sendo entregues ao público. Os quatro livros novos então publicados, eram: “Em Companhia da Solidão”, “Amor e Morte – os dançarinos da vida”, os dois de contos, “A Mulher e a Humanidade”  –  ensaio, e “Pelas Frestas da Caverna”, ensaios do pensador, filósofo, tradutor e escritor Júlio de Queiroz, que a escritora Salma Ferraz assina com ele, como organizadora. É um volume histórico de “ensaios com marca de literatura e poesia, que trazem reflexões fisosóficas, teológicas, éticas, na tentativa de entender o homem, a literatura, este mundo e sua complexidade”, como bem o disse a parceira nesse encorpado volume, uma joia que reúne o pensamento de um homem extremamente culto e inteligente.

Recentemente, Júlio me enviou os originais de um novo livro de contos, prestes a ser publicado – ele é um dos mais importantes produtores do conto, um dos maiores escritores do gênero. É um privilégio poder ler em primeira mão um livro do mestre, que também é um dos maiores poetas que temos em Santa Catarina. Os livros anteriores dele, como “Em Companhia da Solidão” e “Amor e Morte”, os mais recentes, “Encontros de Abismos” e tantos outros, já me tinham encantado pela qualidade dos contos. E a sobriedade, a elegância, a excelência da escritura de Júlio consegue ser ainda mais evidente nesta nova obra, que leva o título de um dos contos, “A Cidade Amada”.

É muito fácil e ao mesmo tempo muito difícil falar da obra de Júlio, pois ele escreve com tanta naturalidade, que faz parecer muito fácil escrever bem. Mas não é só o trato com a língua, a correção e a clareza de ideias de quem está acostumado trabalhar com a palavra que chamam a atenção nos contos de Júlio. A criatividade do autor, transformando o cotidiano em literatura da mais alta qualidade é de uma excelência a toda prova: ler o Júlio é o mesmo que estar conversando com ele, ouvindo ele a contar histórias, quando a gente nem o interrompe, porque ninguém sabe contar fatos e casos como ele.  Toda a cultura, toda a sabedoria do Júlio é usada, com humildade e empatia,  para encantar e prender a gente na leitura do seu texto.

Então é um privilégio poder ler este novo livro de Júlio de Queiroz, inédito, em primeira mão. Mais uma obra prima desse escritor maior que engrandece as letras de Santa Catarina. A escritura de Júlio é aquela para a qual a gente volta, lê de novo e sente prazer redobrado. É a obra de um Mestre.

domingo, 10 de maio de 2015

TRIBUTO A MINHA MÃE


     Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor  http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

O Dia das Mães está chegando novamente e eu percebo que, apesar de estar com sessenta e dois anos, ainda sou um filho como todos os outros, como se tivesse apenas cinco, dez ou quinze anos. A não ser pelo peso, que insiste em aumentar, pelos fios de cabelo, que vão rareando, pelas rugas e epelas ites e oses, sou o mesmo menino de sempre, que tem uma mãe lutadora e protetora, que ama todos os filhos como se fossem apenas um.

Hoje o tempo já lhe pesa nas costas, mais do que pesa nas minhas, mas ela continua forte e resistente, apesar da idade bem avançada e apesar das próteses nos joelhos.  Ela continua indo e vindo, visitando a gente e os outros parentes, mesmo que isso não seja mais tão frequente como outrora. Ela não pode mais viajar de avião, em viagens como para Portugal, onde estão duas netas, pois a viagem é longa demais e não faz bem para as pernas dela, ficar sentada tanto tempo. Mas ela viaja de carro e, às vezes, até de ônibus.

Ela recebe a gente como sempre, na sua casa, onde mora sozinha. Sozinha, mas com algumas de minhas irmãs morando por perto. Sua casa é pequena, mas é uma graça. Ela andou aumentando, recentemente, fazendo mais um banheiro e uma edícola que avança pelo quintal, onde colocou a área de serviço e um grande varandão com uma enorme mesa para reunir todos os filhos e/ou  os irmãos, para grandes almoços ou grandes jantas.Reunindo a família, enfim.

Ela ainda cozinha aquelas comidinhas que só mãe faz. E a gente come até não poder mais, porque é a comidinha da mamãe e é deliciosa, mesmo que aumente uns quilinhos. E ela faz compotas, conservas de legumes e verduras, os quais ela colhe de sua própria horta, pois a gente – nos, os filhos e genros – vamos lá, de tempos em tempos, e plantamos alfaces, beterrabas, vagens, pepinos, etc. E ainda existe um grande e produtivo pé de chuchu, que nunca deixa faltar matéria prima.

Minha mãe trabalhou a vida toda – ela foi ferroviária, trabalhou nas estações de Corupá e São Francisco do Sul – e, além disso, cuidou dos dez filhos e da casa ela mesma, nunca teve empregada. Fomos sempre humildes, mas nunca nos faltou nada, porque ela sempre esteve lá, provendo tudo.

Neste ano, o aniversário dela cai no Dia das Mães. Então, esse dia 10 de maio é duas vezes o dia dela. Duas vezes mais carinho pra você, mãe. Muito orgulho de poder chamá-la de mãe. Mil beijos, hoje e sempre.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

CRISTIANA ÁGUAS, A NOVA GRANDE VOZ DA MÚSICA PORTUGUESA


  

 
  Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e Presidente do Grupo Literário A ILHA e detentor da Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. – Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

Estou ouvindo, como tenho feito muito nos últimos tempos, a Diva Cristiana Águas, a nova e cristalina voz da música portuguesa. Seu CD de estreia é um primor, uma joia musical preciosa, a evidência da talento e dedicação total à música, da cantora que chegou para brilhar. O olho clínico de Pierre Aderne – ou seria o ouvido? – que descobriu a potencialidade de Cristina e não aceitou nada menos do que produzir o primeiro álbum da cantora, estava corretíssimo. A cantora estava destinada ao sucesso.

Não é à toa que Cristiana Águas foi a voz que cantou as músicas de Amália Ridrigues jovem, em “Amália, o Filme”, em 2008. Desde muito cedo, a cantora já brilhava e encantava seus fãs no Clube do Fado, onde ainda recebe seus fãs, embora faça muitos shows por toda Portugal.

Cristiana Águas, a bela portuguesa de voz harmoniosa e cristalina, cantora por vocação e pelo talento transbordante de emoção e sensibilidade é a nova grande voz portuguesa. Seu primeiro CD, que leva seu nome – e não poderia deixar de ser assim – é ouro puro. É difícil escollher as melhores músicas do CD, pois todas são interpetadas magistralmente pela jovem Diva portuguesa.

São onze músicas – “Só porque não sei nadar”, de Pierre Aderne e Lula Ribeiro; “A vinha e o Olival”, de Pierre Aderne e Mu Carvalho, em dueto com o fadista Pedro Moutinho; “Porque não”, de Luiz Caracol; “Alma Sadina”, de Pierre Aderne; “Cromologia”, de Pierre Aderne, Dadi e Alexia Bomtempo; “Sangue Latino”, o grande sucesso dos Secos & Molhados, em dueto com Ney Matogrosso; “Margem”, de Pedro Esteves; “À porta da brasileira”, de Domingos Lobo e Mário Pacheco; “Tristes Pássaros”, de Paulo Mendonça e Philippe Baden Powell, em dueto com a fadista Cuca Roseta; “Ingravidez”, de Diego Vasalla; “Fala da Mulher Sozinha”, de Eduardo Olimpio e Paco Bandeira.

São letras belíssimas em músicas da melhor qualidade que, depois de cantadas por Cristiana Águas, não podem ser cantadas por mais ninguém, tamanha a personalidade e o talento da cantora. A música portuguesa está mais rica, agora, com a grande voz da nova Diva do Fado. Mas é bom que se diga que essa grande cantora não canta só fado. Ela é fadista por natureza, mas sua potente e espetacular voz interpreta qualquer outro gênero e seu álbum comprova muito bem isso, pois nele temos música popular brasileira e também portuguesa. É um CD para ouvintes portugueses e brasileiros, pois os dois países se encontram nele.

O álbum de Cristiana Águas não é um disco para fazer sucesso apenas em uma época, é para se ouvir sempre. Não é todo dia que temos uma seleção de tamanha qualidade, valorizada ainda mais por uma voz incomensurável, inigualável, como a dessa jovem portuguesa que esbanja talento por todos os poros. Você ouve uma vez e quer ouvir de novo, e de novo, e de novo. Quem quiser adquirir o CD de Cristiana Águas, ele está em todas as lojas da Fnac, pelo mundo, tanto físicas quanto virtuais.

sábado, 25 de abril de 2015

28 DE ABRIL: CONVITE A SE PENSAR A EDUCAÇÃO


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras – http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br


Com a greve dos professores acontecendo, nestes últimos tempos, não posso deixar de registrar a passagem do Dia da Educação. Se os professores são obrigados a entrar em greve para reivindicar um pagamento decente pelo trabalho tão importante que realizam, então a educação não vai nada bem.

E não vai mesmo. A educação, não a de um outro Estado brasileiro, mas a educação brasileira, está a caminho da falência. Não se dá a devida importância e atenção à educação, ao ensino público, faz muito tempo. A educação é fator primordial na vida de todas as pessoas, para que tenham bom desempenho no mercado de trabalho e, consequentemente, uma vida digna, um futuro promissor.

O que se vê, infelizmente, é o sistema de ensino cada vez com menos conteúdo, fragilizado, com professores sendo mal pagos, com escolas caindo aos pedaços, sem equipamentos e até com falta de recursos humanos. As modificações que têm sido feitas no ensino fundamental e médio, pelo MEC, nos últimos anos, ao invés de fortalecer a educação, a tem tornado menos eficiente e eficaz.

Sistemáticas de ensino que sempre funcionaram bem, como a alfabetização foram mudadas e a nova maneira de aplicá-la atrasou o aprendizado dos pequenos, fazendo com que algumas crianças tenham mais dificuldade, levem mais tempo para aprender a ler e a escrever.

De maneira que não há, infelizmente, o que comemorar. Precisamos de uma reforma muito séria nos ensinos fundamental e médio, no Brasil, para que a educação brasileira melhore um pouco e os estudantes cheguem ao vestibular aptos a enfrentarem um curso superior. E mais, que cheguem à vida adulta com um pouco mais de educação no sentido mais latente da palavra: o desenvolvimento intelectual e moral, a sensibilidade e a humanidade no trato com as pessoas ao seu redor.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

TRIBUTO A CORA CORALINA


Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Em doze de abril de 85 o Brasil perdia a sua poetisa mais sensível, mais autêntica e mais verdadeira: Cora Coralina. Estamos em abril e é difícil não lembrar de Cora, difícil não falar dela, difícil não reler os seus poemas. Eu queria escrever uma crônica em homenagem a ela, a grande poetisa do Brasil, mas não gosto de falar de perdas e acabei não escrevendo. E eis que me deparo com o texto de Cissa de Oliveira, minha vizinha lá no portal da nossa amiga Irene Serra do Rio Total: "Um Doce para Cora Coralina". Como não lê-lo e não aplaudí-lo? Além de falar de Cora, ela fala dos doces da doceira de mão cheia que ela era - e eu acabo de voltar da serra gaúcha, onde mora minha sogra, que faz doces fantásticos de figo, de pêssego, de marmelo, de morango, no fogão à lenha, não aquele de barro e pedra, como o de Aninha, mas à lenha, também. E então chego a sentir o gosto do doce de laranja.
Então cá estou eu, para agradecer à Cissa por lembrar de Cora e para me juntar à homenagem tão merecida.
São trinta anos de ausência da Aninha da poesia forte e despretensiosa, poesia que transmite a sua mensagem de amor à terra e à natureza, ao ser humano e à vida. A verdade é que Cora continua viva, cada vez mais viva nos seus poemas e na sua prosa. E no sabor dos doces que a Cissa me trouxe à boca.
A poetisa maior da casa velha da ponte, em Goiás publicou seu primeiro livro aos sessenta e sete anos: "Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Depois vieram "Meu Livro de Cordel", "Vintém de Cobre - Meias Confissões de Aninha", "Estórias da Casa Velha da Ponte", "O Tesouro da Casa Velha da Ponte", "Os Meninos Verdes", "A Moeda de Ouro que um Pato Comeu". Essa, a obra que transformou Aninha no ícone da poesia brasileira que ela é hoje.
Em 2001, foram encontrados cerca de quarenta poemas inéditos de Cora, durante o trabalho de reconstituição de seu acervo. Esse material foi transformado em livro e foi publicado pela Global, editora que publicou quase todos os títulos de Cora. O livro é "Vila Boa de Goyaz" e os poemas que o compõe exaltam a cidade de Goiás, onde a poeta nasceu. Ela fala da Goiás que conheceu no início do século passado, das ruas que mudaram de nome, mas não mudaram de jeito, da linguagem impressa em cada toque dos diversos sinos existentes na cidade e fala, também, da casa velha da ponte. Um canto de amor à cidade de Goiás.
Foi-se o corpo singelo da grande poeta e da grande mulher-menina (ou menina-mulher?), mas a poesia viva ficou. A poesia que é o coração, a alma de Aninha, a nossa Cora Coralina eterna, que continuará viva para sempre nos versos e na prosa que ela deixou.
Dos inéditos encontrados de Cora, tomo a liberdade de transcrever aqui "Coração é terra que ninguém vê", pois não dá pra falar de Cora sem ler uma criação dela: "Quis ser um dia, jardineira / de um coração. / Sachei, mondei - nada colhi. / Nasceram espinhos / e nos espinhos me feri. // Quis ser um dia, jardineira / de um coração. / Cavei, plantei. / Na terra ingrata / nada criei. // Semeador da Parábola... / Lancei a boa semente / a gestos largos... / Aves do céu levaram. / Espinhos do chão cobriram. / O resto se perdeu / na terra dura / da ingratidão // Coração é terra que ninguém vê / - diz o ditado. / Plantei, reguei, nada deu, não. // Terra de lagedo, de pedregulho, / - teu coração. // Bati na porta de um coração. / Bati. Bati. Nada escutei. / Casa vazia. Porta fechada, / foi que encontrei..."