COMENTE

Sua opinião é importante. Comente, critique, sugira, participe da discussão.



domingo, 10 de outubro de 2021

CRÔNICA SEMANAL DA PANDEMIA - 03-09.10.10.2021

  Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br –



Semana divertida com o Rio a nos levar para passear pelos parques e jardins da cidade. Fomos aos Jardins da Estrela, Jardins das Amoreiras, Jardim do Príncipe Real, Parque Eduardo Sétimo, Jardim de Campo de Ourique. Todos eles têm brinquedos para crianças e o Rio se esbalda. Mas também são todos lindos e amplos, com muitas árvores, chafarizes, etc. Estivemos no Museu da Água, aqui pertinho da casa do Rio e foi muito interessante. O telhado do prédio do museu é uma área aberta para visita e é um mirante (mirador, aqui) espetacular de onde dá pra ver boa parte da cidade. Estivemos passeando pelo bairro Campo de Ourique, um dos bairros mais gostosos para se morar em Lisboa, onde o Rio nasceu, e onde tem de tudo. Visitamos a minha academia de Pilares – estou voltando a fazer pilates, enfim -, o mercado do bairro, estiloso e completo, onde fizemos compras: compramos peixe e frutas. Fomos ao shopping Amoreiras, também, para comprar os chips dos nossos telefones e Rio brincou muito no escorregador do parquinho infantil. No Sábado estivemos em Sandanha, onde também tem um jardim com parquinho e Rio também brincou bastante. Lá também há um mercado muito bom e mamãe do Rio comprou peixes e nós compramos tomates grandões e frutas. O mercado tem uma peixaria ampla e diversificada e leva o nome de Açucena, a fornecedora de peixes e frutos do mar mais famosa de Lisboa, uma pessoa fantástica, que perdemos, infelizmente, há alguns anos, em um acidente de automóvel.
Rio deslanchou, em poucos dias fala tudo, e muita coisa fala corretamente em português. Não fala mais o bebenês nem o bebeguês, agora só fala português. É impressionante como de uma hora para outra, ele passou a falar tudo. E aprende palavras novas rapidamente, usando-as com correção. Um fofão.
Fui tomar a minha vacina – terceira dose -, mas como tinha certificado de que já havia tomado duas doses, preciso ter indicação médica para poder ser vacinado, como todo mundo por aqui. Vou providenciar na próxima semana. Pierre e Dani conseguiram um apartamento para nós e mudamos em meados do mês. Pensamos que seria mais fácil desta vez, por causa da pandemia – das outras vezes foi muito fácil – mas com o fim do desconfinamento, os turistas estão chegando aos montes e tudo voltou ao normal, talvez a demanda esteja até aumentando.
O escritor tanzaniano Abdulrazak Gurnah é o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2021. O anúncio foi feito na manhã de hoje pela Academia Sueca. A instituição destacou que a obra do autor mostra a "penetração intransigente e compassiva dos efeitos do colonialismo e do destino do refugiado no abismo entre culturas e continentes". "Seus romances fogem de descrições estereotipadas e abrem nossos olhares para uma África Oriental culturalmente diversificada, desconhecida para muitos em outras partes do mundo", disse a Academia.
Na segunda, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, desembarcou em São Paulo depois de cumprir quarentena nos EUA. Ele foi diagnosticado com Covid em 21 de agosto, depois de ter feito parte, junto com o presidente Jair Bolsonaro, da delegação brasileira na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Queiroga disse que teve sintomas da doença apenas no começo da infecção.
Na terça, O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros, afirmou hoje que o relatório final "com certeza" vai pedir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro. A comissão chegou à reta final dos trabalhos. A previsão é a de que o relatório seja apresentado e votado na segunda quinzena deste mês. Depois que for aprovado pela CPI, o documento será enviado ao Ministério Público, que decidirá se acata ou não os pedidos de indiciamento.
Na quarta, foi a vez do diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar Paulo Roberto Rebello Filho, na CPI da Covid. É necessário saber se houve omissão do órgão no caso Prevent Senior. A operadora é acusada de ocultar mortes de pacientes por Covid, de pressionar médicos a prescreverem remédios ineficazes e de dar esses medicamentos sem consentimento dos paciente. À comissão, Rebello declarou que soube das denúncias contra a Prevent pela CPI. Porém o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues, disse que, na verdade, a ANS foi avisada ainda em 2020.
Quinta na CPI: O plano de saúde Prevent é acusado de ocultar mortes causadas pelo coronavírus, de pressionar médicos a prescreverem remédios ineficazes e de usar essas medicações sem o consentimento dos doentes. Num depoimento bastante emocionado, Andrade afirmou que a Prevent tentou tirá-lo da UTI para deixá-lo morrer. A Prevent usou um prontuário de outra pessoa para convencer a família dele a autorizar que os aparelhos fossem desligados. A operadora iniciava cuidados paliativos em pacientes para economizar dinheiro. A cultura era no sentido de que "já estava na hora, já é idoso". Também disse que não havia autonomia nos hospitais da rede e que o uso de droga ineficaz era obrigatório.
Na sexta, o Brasil chegou à marca de 600 mil mortos por Covid-19, conforme boletim das secretarias da saúde dos estados desta sexta-feira. Desde o início da pandemia, o país registrou 21.533.752 casos confirmados da doença. A marca foi atingida num momento em que a pandemia está em desaceleração no país. A média de mortes diárias está em 438, o menor número desde novembro do ano passado, e em queda.

Então, há que se ter cuidado, ainda, pois o número de mortes ainda é alto e as variantes continuam aí. (Foto: os gormits que o Rio herdou do vovô, que tinha ganhado do Gabriel)

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

CRÔNICA DO DIA – 07.10.2021

                       Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Parque no centro de Campo de Ourique

Outro dia de sol e céu de brigadeiro na Luzboa. Saímos para levar o Rio a um jardim da cidade para ele brincar no parquinho e fomos até Campo de Ourique. Lá, visitamos o mercado, onde compramos frutas e peixe, passamos na minha academia de pilates e Rio brincou no parque do Jardim de Campo de Ourique. Ficou um tempão lá descendo no escorregador e depois voltamos para fofó fazer o almoço, pois papai e mamãe estavam trabalhando. Fofó fez um almoço delicioso, com sobremesa de manga para o Rio. Então ele foi fazer o soninho da tarde e acordou às seis. Aí brincou muito com o lego – montou moto, fogão, forno, etc. Queria brincar com o piano – o teclado -, mas o encaixe com o cabo de força está com mau contato e não deu. Lemos alguns livros, ele “pintou” outro e ele tirou e colocou novamente no lugar algumas figurinhas magnéticas do livro.

À noite comemos hamburger com batatas fritas, que Rio gosta, e depois brincamos mais um pouco de montar lego e então ele foi dormir.

Campo de Ourique continua lindo, um dos melhores bairros para se morar em Lisboa. Os pais do Rio moravam lá quando ele nasceu. Tem de tudo lá, é um bairro tranquilo e bonito, tradicional. Numa próxima vez, quem sabe a gente não vai morar lá. É perto daqui onde o Rio mora, um lugar também muito bom perto do shopping Amoreiras e do Parque Eduardo Sétimo. A gente pode ir a pé. Estamos andando bastante por Lisboa para compensar o tempo no Brasil que ficamos em casa, até andar andávamos pouco. Outro dia fomos ver um apartamento e subimos mais de dez andares de escadarias. Mas declinamos do apartamento, pois uma vez eu subi, mas não garanto outras vezes. Pierre e Dani já acharam um apartamento para nós aqui perto, mudamos para lá em breve.

A pandemia aqui em Portugal está ou estava praticamente no fim, com o desconfinamento na fase final, mas os números voltar a crescer um pouco, com o número de mortos por volta de dez, o que é muito, considerando que já houve dia sem nenhum morto, ou com apenas um.

Ainda temos que tomar cuidado.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

DIÁRIO DE VIAGEM – 06.10.21

                    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br





Hoje, dia 6 de outubro, dia ensolarado em Luzboa, acordamos tarde, tomamos um suco de luz que Daniela faz toda manhã e fomos tomar o café da manhã na Paula, uma amiga do Rio que tem um café muito bom aqui pertinho de casa. Tomei um café com leite, o Rio pediu um chacaiate quente (morno), a vó e mamãe tomaram capuchino. Pedimos tosta com queijo, que estava um delícia.

Depois do pequeno almoço, que na verdade já não era mais café da manhã, era brunch, o Rio nos levou para conhecer o Museu da Água, que fica aqui perto também. O Museu da Água é um prédio imenso onde está um reservatório de água imenso, com profundidade de 7 metros e meio  e capacidade de 5 mil e quinhentos metros cúbicos, coberto, que na verdade é onde o aqueduto que vinha das nascentes, com 58 km de extensão, trazia a água para abastecer Lisboa. O prédio é muito alto e encostado a ele está o aqueduto, com suas arcadas, muito altas e muito bonitas. Lá na cobertura há uma área imensa, um verdadeiro mirante, onde os visitantes podem ir e admirar a vista da cidade de Lisboa. Um passeio muito interessante que o Rio nos proporcionou. Outro passeio muito bonito que já fizemos é ao Aqueduto das Águas Livres, em Alcântara, onde já moramos, continuação deste que vem até o Reservatório da Mãe D´Água das Amoreiras. A travessia do vale de Alcântara, de 941 metros, tem arcadas que atingem a altura de 65 metros. É um espetáculo.

No começo da tarde almoçamos, almoço feito pela fofó e por mamãe. Depois Rio foi tirar o soninho da tarde e lá pelas seis ele assistiu um pouquinho de desenho do Léo, o caminhão, depois foi ao banho e depois jantamos. Rio conversou muito, brincou muito e à tarde, depois da visita ao Museu da Água, ele até foi um pouquinho no parquinho do Jardim das Amoreiras.

Foi um dia gostoso.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

DIÁRIO DE VIAGEM

                          Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras. Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, que completa 40 anos em 2020. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

 


Hoje o tempo estava meio devagar em Lisboa, meio cinzento, e não saímos da casa. Só o Rio saiu com o papai, Pierre, para tomar um chocolate quente no Príncipe Real, que já que está meio friozinho, cai muito bem. Ele adorou sair. Vovó e mamãe fizeram uma limpeza geral na casa e eu tentei enviar o artigo da semana para os jornais, mas esses correios eletrônicos são meio complicados. Então as coisas que a gente envia algumas não vão, e outras vão, devagarinho mas vão. A gente tem que enviar a mensagem e perguntar, pelo Messenger ou pelo Whatsapp se receberam.

Ontem fomos ver um apartamento, mas ficava muito no alto, muitas escadarias para subir. Considerando que meus joelhos, nem os da Stela, já não suportam mais muita subida, então escadarias equivalentes a dez andares não dá pra nós. Passamos no Parque Eduardo Sétimo, tomamos uma cerveja de maçã, passamos no Corte Inglês, fizemos umas comprinhas.

Então passeamos um pouco por Lisboa, que a gente já conhece a cidade, mas sempre é bom revistar: passeamos pela Avenida da Liberdade, pelo Parque Eduardo Sétimo, onde é realizada a Feira do Livro de Lisboa e por bairros como Rato, Principe Real, Chiado e outros.

Lisboa continua linda, com sua luz única e suas subidas e descidas. Aqui a gente caminha mais e dá pra comer as delícias portuguesas sem engordar.

Amanhã conto mais.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

terça-feira, 21 de setembro de 2021

ÁRVORES, CONDIÇÃO SINE QUA NON


    Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor. Cadeira 19 da Academia Sulbrasileira de Letras, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 41 anos de trajetória. Http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br

 

A primavera chega no dia 22 de setembro e o Dia da Árvore chegou um dia antes, para anunciar a mais bela estação do ano. Infelizmente, acho que não temos muito para comemorar, pois nós, seres humanos, não sabemos ou não queremos cuidar bem da natureza. Nós não cuidamos do nosso meio ambiente, não protegemos as árvores que nos dão tudo, até o ar que respiramos e sem o qual não vivemos. O resultado é um planeta cada vez mais maltratado e poluído, com cada vez menos condições de dar sustentação à vida.

Eu não tenho árvores grandes em minha casa, pois meu jardim é pequeno e é o único lugar onde tem um pouquinho de terra para plantar. E gostaria, gostaria de ter uma grande área para plantar muitas árvores e cuidar bem delas.

Nem meus pés de jacatirão tenho mais, que morreram, mas que floresciam lindamente. Tenho só alguns pés de araçá, pequenos, embora produzam abundamentemente e dois pés de mamão papaia, dos quais um já frutificou, mas eu não colho, deixo os mamões para os passarinhos que vem cantar no meu jardim e nas minhas calhas, nas minhas janelas e no chão da minha cozinha. Eles me fazem festejar o dia da árvore, eles me lembram da importância vital do verde para o ser humano.
E por falar em jacatirão, o manacá-da-serra, aquela variedade de jacatirão do inverno, que floresce em julho, ainda está florido, fazendo companhia para os ipês, que estão cobertos de sol. Já nem sei mais direito a época de florescência deles, dos ipês, com todo esse descompasso do tempo, resultado do nosso descaso para com o meio ambiente, que têm mudado tudo, inclusive as estações.
Dá gosto ver árvores majestosas como o ipê e o jacatirão exibirem suas flores e suas cores ao mesmo tempo e é uma coisa que não é normal, pois o manacá-da-serra floresce em julho, dificilmente alcançaria a florada do ipê. E a nossa primavera entra, assim, ornada com as flores douradas do ipê, que irradiam luz, e as flores do jacatirão-manacá, que ainda persistem. Persistem, apesar do nosso descaso para com Mãe Natureza.

Como eu já disse em outra crônica, eu gosto de árvores. Gosto de muitas coisas: de um sorriso de criança, de um rio de águas claras, de flores, campos e praças. Gosto de natureza, simplicidade, pureza, de terra, mar e de sol. E gosto muito de árvores. Gosto delas na primavera, no inverno, no verão e até no outono. Gosto do verde das árvores, gosto da cores das suas floradas, gosto da sua sombra, dos seus frutos. Gosto de árvores pequenas, médias e grandes, símbolos da natureza. E parabenizo a todas elas, que nos dão tanto, a todos nós, até purificam o ar que respiramos e nós cuidamos tão pouco delas... 

Que não nos lembremos de refletir sobre o valor das árvores em nossas vidas apenas num dia do ano reservado a elas. Precisamos nos conscientizar que sem elas, não sobreviveremos neste planeta que já foi mais azul. Se não protegermos nossas matas, nosso verde, a água desaparecerá e tudo virará deserto. E a vida não resiste em desertos.

Todo dia é dia das árvores, é dia da vida.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

 CRÕNICA SEMANAL DA PANDEMIA - 12-18.09.2021

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, cadeira 19 da Academia SulBrasileira de Letras, fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 41 anos de trajetória. A ILHA na internet www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Esta semana foi cheia. Há uma lista de coisas para fazer antes de viajar e tive que sair de casa quase todos os dias. Ir fazer exames de laboratório, ir à clínicas, ir a médicos, providenciar documentos online e depois imprimir, certificados idem, seguros, consertar o computador, que estava entupido, fazer consertos e aviamentos em casa, cortar o cabelo, comprar remédios, etc., etc. E a pandemia e a politicagem comendo soltas lá fora. O presidente voltou atrás nas ameaças anticonstitucionais e antidemocráticas do 7 de setembro, mas não muito. No mesmo dia em que divulgou a carta dizendo que não era bem aquilo que queria dizer, que foi no calor da empolgação, fez live reafirmando tudo novamente. A vacinação continua capenga, porque a distribuição pelo ministério da Saúde é lenta, devagar e não chega a ponta com a rapidez que a gravidade do memento exige, onde estão as pessoas a serem vacinadas. Mas o ministro diz que que a vacinação no Brasil é a melhor que há. Outra anta, esse ministro da Saúde. Mais do mesmo. E assim caminhamos.
O nosso neto está um rapagão, cada vez maior e mais fofão. Esta semana andou de novo de bicicleta por Lisboa, com o pai, apesar dos seus só dois aninhos e meio. É claro que a bicicletinha é daquela sem pedal, para criança bem pequena e ele usa os pés. Mas é muito legal ver ele andando de bicicletinha. Ele tem ligado quase todos os dias para nós, com vídeo, e conversa muito. Ele conta histórias, canta, toca instrumentos musicais, ri e brinca com mil brinquedos. E pede para a gente ligar o dinossauro, o robô Duck e a motinha, brinquedos que a gente vai levar para ele. Agora ele fala muita coisa em português, eu as vezes não entendo, mas quase tudo o que ele fala já é português. O bebenês e o bebeguês vai ficando em segundo plano. Vale lembrar que no final de semana foi a um concerto da Rua das Pretas, num Festival de Música em Lisboa e maravilhou-se com tanta luz e tanta música. Papai Pierre comanda o Rua das Pretas.No final de semana foi, também, a piscina. Ele quase não gosta de água e está aproveitando o finalzinho do verão. Vamos passear muito no outono de Lisboa.
Na segunda, costatou-se que a variante Delta do coronavírus já chegou a todos os 26 estados brasileiros e ao Distrito Federal. A informação da FioCruz. O Tribunal de Contas da União suspendeu, por 45 dias, o auditor Alexandre Marques, que produziu um relatório falso sobre a suposta supernotificação de mortes por Covid no país em 2020. O "levantamento" chegou a ser divulgado por Bolsonaro em junho e, depois, replicado nas redes sociais por apoiadores do presidente.Fazer fakenews e achar que o presidente não vai divulgar é brincadeira. Ele adora isso.
Na terça, vimos que o Brasil está em 62º lugar no ranking global de aplicação de doses da vacina contra Covid-19. A CPI da Covid ouviu o advogado e empresário Marcos Tolentino, apontado como sócio oculto do FIB Bank. A empresa ofereceu uma carta-fiança de R$ 80,7 milhões no contrato firmado entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde para a compra da Covaxin. Ele também é amigo de Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro na Câmara. Na sessão, o depoente disse conhecer o deputado "há muitos anos" e negou participação em negociações da vacina indiana. Também afirmou que não é sócio do FIB Bank, mas se calou quando questionado sobre qual seria a sua relação com a instituição. Tá bom. É uma mentirada só. Deslavada.
O Brasil registrou queda na taxa de transmissão da Covid-19, segundo dados da Imperial College, de Londres. O país chegou a 0,81 – o menor número registrado em 2021. O índice acompanhado e divulgado pela Imperial College mostra a quantidade de pessoas que podem ser infectadas a partir de um único indivíduo diagnosticado com o novo coronavírus, além de indicar a evolução da pandemia nos países. A CPI da Covid aprovou na quarta-feira (15) a convocação de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro. O requerimento foi aprovado durante o depoimento do advogado, empresário e lobista Marconny Faria, amigo de Ana Cristina e de Jair Renan Bolsonaro, o filho "04" do presidente. A comissão diz ter indícios de que Ana Cristina mantinha relação de proximidade com o lobista e que, a pedido dele, atuou para fazer indicações para cargos no governo federal.
Na quinta, uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos em treze países apontou que o Brasil a população está mais disposta a se vacinar contra a Covid-19 doo que em outos países: 96% dos brasileiros entrevistados afirmaram que querem essa proteção. Para 83% dos brasileiros será preciso tomar pelo menos um reforço anual da vacina para se manter protegido. O Ministério da Saúde voltou atrás a respeito da vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades. A orientação agora é que as doses não sejam aplicadas nesse grupo. Assim, a imunização deve ficar restrita a três perfis: adolescentes com comorbidades, adolescentes com deficiência permanente e adolescentes que estejam privados de liberdade.
Ao afirmar, na quinta, que adolescentes sem comorbidades não devem mais ser vacinados contra a Covid, o ministranta da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que acompanhava o caso de uma jovem de SP que teria morrido depois de tomar o imunizante da Pfizer. Não havia conclusão, àquela altura, a respeito de uma possível relação entre o óbito e a aplicação da dose. Pois bem. Na sexta, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo concluiu que a causa foi uma doença autoimune chamada púrpura trombocitopênica trombótica (PTT). O número de casos e mortes por Covid no Brasil teve a maior queda deste ano, segundo o Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz. O levantamento mostra que são 12 semanas consecutivas de diminuição do número de mortes.
A CPI da Covid deu sinais claros, neste final de semana, de que pretende investigar mais a fundo a empresa que está no centro do escândalo para a compra de vacinas contra a pandemia. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, após análise do pedido feito por senadores integrantes da comissão, a Polícia Federal realizou busca e apreensão de documentos na sede da Precisa Medicamentos, em São Paulo. O objetivo era encontrar o contrato firmado entre a Precisa e o laboratório indiano Bharat Biotech, responsável pela produção da vacina Covaxin. Segundo as investigações reveladas pela CPI, a Precisa intermediou com o ministério da Saúde a compra do imunizante no valor de R$ 1,6 bilhão.
Graças a Deus os números da pandemia estão baixando, a curva esta baixando, apesar da ineficiência do ministerio da saúde em distribuir as vacinas. Continuemos a cuidar, que a Delta está aí. Vamos colaborar para que os números baixem ainda mais.
(Foto: meu pé de maracujá doce está cheio de flores, apesar do vento e da chuva e carregado de frutos novos)