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domingo, 25 de novembro de 2012

PORTUGAL E O FADO


 
Por Luiz Carlos Amorim – Escritor – Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br

Vir à Portugal e não ir a uma casa de fado é conhecer o país pela metade. Pois eu não fui, ainda, a uma casa de fado, mas assisti aos shows de nosso anfitrião, o cantor Pierre Aderne e seus convidados, no Teatro São Jorge. Foram dois espetáculos primorosos, com cantores e músicos  brasileiros e portugueses que valeram, e muito, o privilégio de poder ouvir, ao vivo, fadistas contemporâneos dos mais importantes dessa terrinha abençoada,  ao mesmo tempo que ouvimos também música brasileira, com músicos  brasileiros e cantores como Luanda, por exemplo. Fico pensando como pude ficar sem conhecer, sem ouvir essa grande cantora brasileira.

Pierre Aderne, que comandava o show, cantou, também, claro, um fado, dele próprio, com a Cuca Roseta num dia e com a Susana Travassos, noutro. “O fado dos barcos” fez parte da trilha da novela “Aquele Beijo”, no Brasil. Os cantores de fado que soltaram a voz nas tertúlias foram, além da Susana Travassos e Cuca Roseta, Marco Rodrigues, Susana Félix e Cristiana Pereira.

Vou tentar, mas é difícil explicar o que é ouvir um cantor ou uma cantora interpretarem um fado ao vivo. A gente tem que estar lá, ouvindo e sentindo aquela música que é toda emoção e sentimento. A voz poderosa que canta invade a alma da gente, o coração da gente, e a gente flutua levado pela cadência da música, pela emoção que ela desperta em cada um de nós.

O Fado é uma instituição que exprime e transmite, como nenhuma outra música, o sentir e o viver do povo português. E ele entra na nossa essência e nos percorre todos os meandros, parecendo que vai explodir pela nossa pele. Um fadista domina a voz como ninguém. Um fadista tem uma voz como ninguém.

Ouvir fado não é, simplesmente, ouvir música. É sentir a música. É interiorizar a música.

Um comentário:

  1. Querido amigo:

    Eu já ouvi fado, mas nunca ao vivo, que experi~encia maravilhosa a sua! Nós aqui no Brasil, a maioria descendentes de portugueses, pelo menos com um fio de sangue português nas veias e sem conhecer de perto essa arte secular e primorosa de nossos, antepassados, ou deveria dizer, conterrâneos? Lendo o seu texto, pude entrar no transe da música que tentava explicar...Por um instante pude estar contigo e a Stela a ouvir a mesma melodia.Parabéns pelo texto. Abraço

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