Por Luiz Carlos Amorim – Escritor - Http://www.prosapoesiaecia.xpg.com.br
Acabou o Festival de Dança de Joinville e eu vim para a serra gaúcha. Estava quente, aqui, para esta época do ano, mas esta madrugada o frio chegou pra valer. Temos sol, ao contrário de ontem, que choveu o dia inteiro e está um dia lindo, mas na sombra ou onde bate vento o frio é intenso.
Engraçado que vi o festival de dança e, quando cheguei aqui, estava começando o Festival internacional do Folclore de Nova Petrópolis, onde as danças típicas da região, de outras partes do país e de outros países, como Rússia, Iraque, Canadá, Argentina, Paraguai, Uruguai e outros são as principais atrações.
Então é fantástico, para nós, que gostamos de música e dança, poder apreciar mais espetáculos desse gênero, conhecer a música e as danças de outras regiões do Brasil e de outros diversos países.
Prazer e cultura, beleza e enlevo, em vários dias de apresentações, e tudo de graça.
É gratificante virmos para cá, tomar um banho de natureza, respirarmos o bom ar da serra, encher os olhos com as paisagens belíssimas que se descortinam para qualquer lugar que se olhe e, de lambugem, termos arte e cultura de brinde.
Acabei de passar pela praça e vi lá um grupo se apresentando, em belíssima performance. Deixo vocês com a crônica do dia e volto pra lá, que amanhã tomo o caminho de casa, o caminho da nossa Santa e bela Catarina.
COMENTE
Sua opinião é importante. Comente, critique, sugira, participe da discussão.
Mostrando postagens com marcador Nova Petrópolis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nova Petrópolis. Mostrar todas as postagens
domingo, 1 de agosto de 2010
domingo, 2 de agosto de 2009
A PRAÇA DAS FLORES E A RUA COBERTA

Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Começou ontem, em Nova Petrópolis, cidade próspera da serra gaúcha entre Caxias e Porto Alegre, o Festival Internacional de Folclore. Vai até o dia 16 e acontece na Praça das Flores e no Parque Aldeia do Imigrante, com uma extensa programação, apresentando grupos folclóricos, grupos de dança e grupos musicais do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Goiás, Rio de Janeiro, Paraíba, Pará e países como Coréia do Sul, Argentina, Paraguai e Finlândia.
Foram montadas tendas na rua principal no centro da cidade, ao lado da Praça das Flores, com muito artesanato local e até de outros países e uma praça de alimentação.
E também um palco onde são apresentados, das onze horas da manhã até à noite, quase que ininterruptamente, espetáculos dos grupos convidados, que na sua maioria são coreografias bem interpretadas. A performance dos grupos é belíssima e a organização do evento é perfeita, pelo menos no que diz respeito ao espectador, que não tem que ficar esperando entre um número e outro.
A Praça das Flores, escolhida como local para sediar o Festival, é uma praça lindíssima, ampla, cheio de verde e árvores, fazendo jus ao nome: um quarto ou quase um terço da enorme praça é coberto de canteiros de flores. Atualmente, com o frio, há muito amor-perfeito, de todas as cores e tamanhos, há boca-de-leão, há os repolhos-flores, dos quais falei na crônica de ontem, além de plátanos com as suas folhas ficando amareladas pelo frio.
E, passeando pela praça, no meio da profusão de flores e dos muitos turistas que estão na cidade, vi algumas pessoas com cartazes na mão. Os cartazes falavam de uma rua coberta, projeto que está tramitando na prefeitura, prestes a ser aprovado, e que provocou a indignação de cidadãos de Nova Petrópolis.
Acontece que a Rua Coberta que se pretende fazer substituirá a parte da praça que hoje comporta os jardins pejados de flores que dão nome a ela. A cobertura atingiria a Rua Rui Barbosa e os canteiros da praça que ficam logo ao lado. E os moradores da cidade não querem perder a área sempre florida da sua tradicional praça, não querem que as flores da sua praça deem lugar a uma área coberta que nem sabem ao certo para o que vai servir.
E acho que eles têm razão, porque será uma pena visitar Nova Petrópolis e não poder ver a quantidade de flores de diferentes tipos, conforme a estação, que enchem os canteiros da praça e os olhos da gente.
A Praça das Flores e as suas flores, o labirinto e os plátanos são marcas registradas da cidade, são o seu cartão postal, assim como o Parque Aldeia do Imigrante.
Então não há como acabar com as flores da praça para colocar em seu lugar uma Rua Coberta. Espero que o movimento em favor da praça consiga a não aprovação de tal projeto, um tanto quanto infeliz.
Começou ontem, em Nova Petrópolis, cidade próspera da serra gaúcha entre Caxias e Porto Alegre, o Festival Internacional de Folclore. Vai até o dia 16 e acontece na Praça das Flores e no Parque Aldeia do Imigrante, com uma extensa programação, apresentando grupos folclóricos, grupos de dança e grupos musicais do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Goiás, Rio de Janeiro, Paraíba, Pará e países como Coréia do Sul, Argentina, Paraguai e Finlândia.
Foram montadas tendas na rua principal no centro da cidade, ao lado da Praça das Flores, com muito artesanato local e até de outros países e uma praça de alimentação.
E também um palco onde são apresentados, das onze horas da manhã até à noite, quase que ininterruptamente, espetáculos dos grupos convidados, que na sua maioria são coreografias bem interpretadas. A performance dos grupos é belíssima e a organização do evento é perfeita, pelo menos no que diz respeito ao espectador, que não tem que ficar esperando entre um número e outro.
A Praça das Flores, escolhida como local para sediar o Festival, é uma praça lindíssima, ampla, cheio de verde e árvores, fazendo jus ao nome: um quarto ou quase um terço da enorme praça é coberto de canteiros de flores. Atualmente, com o frio, há muito amor-perfeito, de todas as cores e tamanhos, há boca-de-leão, há os repolhos-flores, dos quais falei na crônica de ontem, além de plátanos com as suas folhas ficando amareladas pelo frio.
E, passeando pela praça, no meio da profusão de flores e dos muitos turistas que estão na cidade, vi algumas pessoas com cartazes na mão. Os cartazes falavam de uma rua coberta, projeto que está tramitando na prefeitura, prestes a ser aprovado, e que provocou a indignação de cidadãos de Nova Petrópolis.
Acontece que a Rua Coberta que se pretende fazer substituirá a parte da praça que hoje comporta os jardins pejados de flores que dão nome a ela. A cobertura atingiria a Rua Rui Barbosa e os canteiros da praça que ficam logo ao lado. E os moradores da cidade não querem perder a área sempre florida da sua tradicional praça, não querem que as flores da sua praça deem lugar a uma área coberta que nem sabem ao certo para o que vai servir.
E acho que eles têm razão, porque será uma pena visitar Nova Petrópolis e não poder ver a quantidade de flores de diferentes tipos, conforme a estação, que enchem os canteiros da praça e os olhos da gente.
A Praça das Flores e as suas flores, o labirinto e os plátanos são marcas registradas da cidade, são o seu cartão postal, assim como o Parque Aldeia do Imigrante.
Então não há como acabar com as flores da praça para colocar em seu lugar uma Rua Coberta. Espero que o movimento em favor da praça consiga a não aprovação de tal projeto, um tanto quanto infeliz.
Marcadores:
Nova Petrópolis,
praça das flores,
Rua coberta
sábado, 1 de agosto de 2009
AS FLORES-HORTALIÇAS (OU HORTALIÇAS-FLORES?)


Por Luiz Carlos Amorim (Escritor - Http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Apesar do frio aqui na serra gaúcha, temos passeado por Nova Petrópolis e pelas cidades vizinhas. A paisagem e a arquitetura são muito bonitas e a região lembra Pomerode, a cidade catarinense considerada a mais européia do Brasil. E a semelhança com a paisagem da Europa, aqui, estende-se ao campo, onde a diferença talvez seja as oliveiras, que vicejam na Espanha e em Portugal e o que coincide, de mais marcante, são os vinhedos. Lá e aqui as parreiras são freqüentes nas áreas agrícolas. Aqui, atualmente, as vinhas estão peladas, por causa do frio, mas lá é primavera e elas estão brotando. Outra coisa em comum são as culturas de pinus e eucaliptos.
São cidades pequenas, mas muito limpas, muito bem cuidadas, muito organizadas, essas do norte (ou nordeste?) gaúcho. Por aqui se trabalha muito, no campo e nas indústrias de calçados, de malha de lã e também em empresas beneficiadoras de couro. Há muita oferta de roupa de lã de boa qualidade e a moda deste tipo de confecção é muito moderna e diversificada, original, até, eu diria, nesta região.
Come-se muito bem, a comida caseira e típica é uma delícia. Serve-se bom chocolate quente e há até lugares que servem boas sopas.
Nova Petrópolis e a maioria das cidades ao redor dela são de colonização alemã, então a gastronomia reflete essa influência, assim como a arquitetura e a decoração. A cultura também, há quem quase só fale alemão e o folclore local tem raiz no folclore alemão. Não por nada, começa hoje e vai até o dia 16 a Festa do Folclore, com inúmeras atrações.
Na cidade e no campo, o amarelo (ou alaranjado) de laranjeiras, limoeiros, pés de tangerina, de lima, carregados de frutos maduros, mistura-se ao colorido das flores.
As ruas e os jardins são decoradas com jardins onde sempre há muitas flores, como o amor-perfeito, que atualmente enche de cor todas as praças e canteiros. Amores-perfeitos grandes, médios, pequenos, de todas as cores e tamanhos. Há também azaléias, cravos, um ou outro manacá-da-serra, muitas cerejeiras japonesas maravilhosamente cobertas de flores. E apesar do inverno muito forte, ainda há outros tipos de flores que resistem à geada como boca-de-leão, funcionária, etc..
E hoje, passeando pela grande praça no centro da cidade, enfeitada com dezenas de canteiros enormes de amor-perfeito, cada um de uma cor diferente e alguns com flores de duas ou três cores, belíssimas, vimos alguma coisa inusitada, que não soubemos definir se era hortaliça ou flor. As folhas, na base, eram de repolho. Mas o centro das plantas eram diferentes, com folhas (ou pétalas?) coloridas ou brancas, com as bordas crespas. Ou então pareciam pés de couve, mas as folhas do centro também eram coloridas.
As flores-hortaliças ou hortaliças-flores despertaram a atenção de nativos da terra e de turistas, que passaram a assediar os canteiros para admirar o inusitado da planta e fotografar para passar a novidade adiante.
Como eu, que fotografei para ilustrar esta crônica aqui no blog. Vejam vocês mesmos e digam o que acham. Perguntei a funcionário da prefeitura, que estava na praça, se ele sabia o que eram aquelas plantas diferentes e ele me disse que ouvira alguma coisa sobre plantas modificadas para se tornarem decorativas, alguma coisa parecida. Seja o que for, o resultado ficou muito bonito.
Apesar do frio aqui na serra gaúcha, temos passeado por Nova Petrópolis e pelas cidades vizinhas. A paisagem e a arquitetura são muito bonitas e a região lembra Pomerode, a cidade catarinense considerada a mais européia do Brasil. E a semelhança com a paisagem da Europa, aqui, estende-se ao campo, onde a diferença talvez seja as oliveiras, que vicejam na Espanha e em Portugal e o que coincide, de mais marcante, são os vinhedos. Lá e aqui as parreiras são freqüentes nas áreas agrícolas. Aqui, atualmente, as vinhas estão peladas, por causa do frio, mas lá é primavera e elas estão brotando. Outra coisa em comum são as culturas de pinus e eucaliptos.
São cidades pequenas, mas muito limpas, muito bem cuidadas, muito organizadas, essas do norte (ou nordeste?) gaúcho. Por aqui se trabalha muito, no campo e nas indústrias de calçados, de malha de lã e também em empresas beneficiadoras de couro. Há muita oferta de roupa de lã de boa qualidade e a moda deste tipo de confecção é muito moderna e diversificada, original, até, eu diria, nesta região.
Come-se muito bem, a comida caseira e típica é uma delícia. Serve-se bom chocolate quente e há até lugares que servem boas sopas.
Nova Petrópolis e a maioria das cidades ao redor dela são de colonização alemã, então a gastronomia reflete essa influência, assim como a arquitetura e a decoração. A cultura também, há quem quase só fale alemão e o folclore local tem raiz no folclore alemão. Não por nada, começa hoje e vai até o dia 16 a Festa do Folclore, com inúmeras atrações.
Na cidade e no campo, o amarelo (ou alaranjado) de laranjeiras, limoeiros, pés de tangerina, de lima, carregados de frutos maduros, mistura-se ao colorido das flores.
As ruas e os jardins são decoradas com jardins onde sempre há muitas flores, como o amor-perfeito, que atualmente enche de cor todas as praças e canteiros. Amores-perfeitos grandes, médios, pequenos, de todas as cores e tamanhos. Há também azaléias, cravos, um ou outro manacá-da-serra, muitas cerejeiras japonesas maravilhosamente cobertas de flores. E apesar do inverno muito forte, ainda há outros tipos de flores que resistem à geada como boca-de-leão, funcionária, etc..
E hoje, passeando pela grande praça no centro da cidade, enfeitada com dezenas de canteiros enormes de amor-perfeito, cada um de uma cor diferente e alguns com flores de duas ou três cores, belíssimas, vimos alguma coisa inusitada, que não soubemos definir se era hortaliça ou flor. As folhas, na base, eram de repolho. Mas o centro das plantas eram diferentes, com folhas (ou pétalas?) coloridas ou brancas, com as bordas crespas. Ou então pareciam pés de couve, mas as folhas do centro também eram coloridas.
As flores-hortaliças ou hortaliças-flores despertaram a atenção de nativos da terra e de turistas, que passaram a assediar os canteiros para admirar o inusitado da planta e fotografar para passar a novidade adiante.
Como eu, que fotografei para ilustrar esta crônica aqui no blog. Vejam vocês mesmos e digam o que acham. Perguntei a funcionário da prefeitura, que estava na praça, se ele sabia o que eram aquelas plantas diferentes e ele me disse que ouvira alguma coisa sobre plantas modificadas para se tornarem decorativas, alguma coisa parecida. Seja o que for, o resultado ficou muito bonito.
Marcadores:
flores hortaliças,
Nova Petrópolis,
serra gaúcha
quarta-feira, 29 de julho de 2009
FLORES E FRUTAS DE INVERNO
Por Luiz Carlos Amorim (Escritor – http://br.geocities.com/prosapoesiaecia )
Que está frio aqui no sul não é novidade. Mas está ficando cada vez mais frio. Ainda bem que há dias lindos de sol, como hoje, quando tudo está muito colorido e brilhante e a gente pode se defender do frio indo para a rua.
Ontem chuviscou, deu muita cerração à noite e quase não dava pra dirigir, porque não se conseguia enxergar um palmo diante do nariz.
Então hoje saí para fotografar as cerejeiras japonesas, fantásticas, e os pessegueiros, que têm pouca flor mas também são belos e são perfumados. E além das cerejeiras, das azaléias, dos pessegueiros, dos manacás-da-serra – encontrei mais um, enorme árvore florida, que não foi prejudicada pela geada porque tinha outras árvores a sua volta -, dos amores perfeitos, funcionárias e outras flores, enchi os olhos com larangeiras carregadas, douradas de frutos maduros, pés de tangerina, de limão, de lima também vergados de tanto fruto.
Aí lembro de outra crônica do inverno passado, quando andei pelo interior de Corupá, no pé da Serra do Mar, no norte de Santa Catarina, colhendo laranjas, tangerinas, xinxins, limas, etc. Naquela ocasião, também as árvores estavam pejadas de frutos e parecia que um Midas havia passado por lá, transformando tudo em ouro, como bem cogitou minha amiga Urda.
Aqui em Nova Petrópolis e em todas as pequenas cidades da serra gaúcha, também encaixa a metáfora. É tanta laranja, tanta tangerina, tanto limão que parece mágica a profusão de amarelo espalhado pelas matas e pelos pomares, pelas encostas, uma quantidade tão grande de frutos, que por mais que a gente colha, não diminui ouro das árvores.
É uma fartura imensa, uma natureza generosa que, apesar do inverno inclemente, oferece frutos e flores como se fosse primavera.
Que está frio aqui no sul não é novidade. Mas está ficando cada vez mais frio. Ainda bem que há dias lindos de sol, como hoje, quando tudo está muito colorido e brilhante e a gente pode se defender do frio indo para a rua.
Ontem chuviscou, deu muita cerração à noite e quase não dava pra dirigir, porque não se conseguia enxergar um palmo diante do nariz.
Então hoje saí para fotografar as cerejeiras japonesas, fantásticas, e os pessegueiros, que têm pouca flor mas também são belos e são perfumados. E além das cerejeiras, das azaléias, dos pessegueiros, dos manacás-da-serra – encontrei mais um, enorme árvore florida, que não foi prejudicada pela geada porque tinha outras árvores a sua volta -, dos amores perfeitos, funcionárias e outras flores, enchi os olhos com larangeiras carregadas, douradas de frutos maduros, pés de tangerina, de limão, de lima também vergados de tanto fruto.
Aí lembro de outra crônica do inverno passado, quando andei pelo interior de Corupá, no pé da Serra do Mar, no norte de Santa Catarina, colhendo laranjas, tangerinas, xinxins, limas, etc. Naquela ocasião, também as árvores estavam pejadas de frutos e parecia que um Midas havia passado por lá, transformando tudo em ouro, como bem cogitou minha amiga Urda.
Aqui em Nova Petrópolis e em todas as pequenas cidades da serra gaúcha, também encaixa a metáfora. É tanta laranja, tanta tangerina, tanto limão que parece mágica a profusão de amarelo espalhado pelas matas e pelos pomares, pelas encostas, uma quantidade tão grande de frutos, que por mais que a gente colha, não diminui ouro das árvores.
É uma fartura imensa, uma natureza generosa que, apesar do inverno inclemente, oferece frutos e flores como se fosse primavera.
Marcadores:
cerejeiras japonesas,
flores de inverno,
Nova Petrópolis
Assinar:
Postagens (Atom)